Antissionismo

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Manifestação do Neturei Karta, pela desmontagem pacífica do "estado sionista", na conferência da AIPAC, em Washington, DC, maio de 2005.

Antissionismo é a oposição política, moral ou religiosa às várias correntes ideológicas incluídas no sionismo, inclusive ao estado judeu, criado com base nesse conceito.

Eventualmente, o termo também é muitas vezes aplicado à oposição política ao governo de Israel, sobretudo se motivada por denúncias de violações sistemáticas de direitos humanos dos palestinos, incluindo crimes de guerra[carece de fontes?], mas também à negação ao direito de existência do Estado de Israel.

Da mesma forma, frequentemente se estabelece uma identidade entre antissionismo e antissemitismo, de modo que, afinal, uma boa parte dos opositores do governo de Israel, inclusive muitos judeus, é tachada de antissemita. 1 De fato, em Israel e em todo o mundo, milhares de judeus - quer se trate de agnósticos marxistas, como Ralph Shoenman, Michel Warschawski e Norman Finkelstein, ou dos hassidim ou dos adeptos do judaísmo ultraortodoxo do movimento Neturei Karta - consideram-se antissionistas. Igualmente, alguns proeminentes intelectuais judeus, que defendem a desocupação dos territórios palestinos ou que pregam a eliminação do Estado de Israel, são considerados antissemitas pelas organizações sionistas e frequentemente são proibidos de entrar em território israelense.2 3 Assim, por razões diversas, esses grupos se opõem ao estado judeu e à política de ocupação dos Territórios Palestinos. A linha mais forte e numerosa de antissionistas contudo continua a ser a que deriva de Amin al-Husayni, tio de Yasser Arafat, e grande mentor antissemitismo mulçumano.

Muitos condenam o movimento sionista por ter promovido a compra e ocupação das terras no Mandato Britânico da Palestina, com o objetivo de criar o Estado de Israel, que consideram artifical. A definição de Israel como estado judeu ainda suscita controvérsia e oposição há mais de sessenta anos,4 assim como a ocupação dosTerritórios Palestinos - entre os israelenses e também fora de Israel.5 De todo modo, conceitualmente, antissionismo não se confunde com antissemitismo, antijudaísmo, negação do holocausto ou hostilidade contra os judeus em geral embora muitas vezes esteja conetado, pois se trata de negar exclusivamente a uma nação o direito a ter a sua própria organização Nacional, neste caso o Estado Sionista. Esta é a lógica que leva a afirmar que os antissionistas são antisemitas.

Referências

  1. Anti-Zionism is anti-semitism, por Emanuele Ottolenghi. The Guardian, 29 de novembro de 2003.
  2. Edward Alexander e Paul Bogdanor. The Jewish Divide Over Israel: Accusers and Defenders.Transaction Publishers, New Brunswick, New Jersey 2006.
  3. “Progressive” Jewish Thought and the New Anti-Semitism, por Alvin H. Rosenfeld. American Jewish Committee, 2006. O documento do American Jewish Committee cita, entre esses judeus antissemitas, o linguista Noam Chomsky, o escritor Joel Kovel, o historiador Norton Mezvinsky, o cientista político Norman Finkelstein, o fundador do International Solidarity Movement, Adam Shapiro, o filósofo e historiador das religiões Daniel Boyarin, o rabino David Weiss Halivni e o teólogo Marc H. Ellis, entre outros.
  4. No, anti-Zionism is not anti-semitism. " As an idea, a Jewish homeland was always controversial. As a reality, Israel still is - and it is not anti-Jewish to say so." Por Brian Klug. The Guardian, 3 de dezembro de 2003.
  5. Israel’s Contested Identity and the Mediterranean. The territorial-political axis: Eretz Israel versus Medinat Israel, p.8, por Raffaella A. Del Sarto. The Hebrew University of Jerusalem. Department of International Relations, 2002.

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