Antonio Skármeta

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Esteban Antonio Skármeta Branicic (Antofagasta, 7 de novembro de 1940) é um escritor chileno.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Esteban Antonio Skármeta Branicic nasceu em 7 de novembro de 1940 em Antofagasta, Chile. Filho de Antonio Skármeta Simunovic e de Magdalena Branicic, é descendente de croatas. Realizou seus estudos secundários no Instituto Nacional General José Miguel Carrera.

Skármeta estudou Filosofia e Literatura na Universidade do Chile. Seus estudos de filosofia foram realizados sob a direção de Francisco Soler Grima, um filósofo alemão, discípulo de Julián Marías e de José Ortega y Gasset. Suas teses versam sobre o pensamento desse último. Seguindo a linha de Soler, se interessa pelas filosofias de Jean-Paul Sartre, Albert Camus e Martin Heidegger. Logo realizou estudos nos Estados Unidos e se graduou na Universidade de Columbia.

Por demais, foi membro do Movimento de ação popular e Unitária (MAPU). Em 1964 se casou com a pintora Cecilia Boisier, com a qual teve dois filhos, Beltrán, escritor e filósofo, e Gabriel, músico.

Em 1969 foi premiado em Havana com o Premio Casa das Américas pelo livro de relatos titulado Desnudo en el tejado.

No ano de 1973 era profesor de literatura da Universidade do Chile, e diretor teatral. Já havia produzido um filme sobre a Unidade Popular com o diretor alemão Peter Lilienthal, no qual publicou mais tarde (1982) a novela La insurrección. Devido ao golpe militar em Chile teve que sair do país em companhia do cineasta Raúl Ruiz. A primeira escala foi Argentina, onde residiu durante um ano. Foi ali que publicou seu livro de relatos Tiro libre. Logo partiu rumo a Alemanha Ocidental onde se dedicou ao cinema. Trabalhou como professor na Academia Alemã de Cinema e Televisão em Berlim Ocidental.

Na Alemanha escreveu a história de O carteiro e o poeta, primeiro para a rádio alemã e depois para o mundo (1985).

Antes de voltar ao Chile, Skármeta se casou com Nora Maria Preperski, com a qual teve um filho chamado Fabián. Em 1989 regressou ao Chile após o longo exílio de 16 anos. Criou um programa de televisão chamado O show dos livros.

Em 1994 estreou a segunda versão cinematográfica de O Carteiro e O Poeta sob o título El cartero de Neruda no Festival de Veneza. O filme dirigido por Michael Radford e protagonizado por Massimo Troisi, obteve cinco indicações ao Oscar.

Em 1996 recebeu o Prêmio Internacional de Literatura Bocaccio por sua novela No pasó nada. No ano de 1999 ganhou Premio Altazor graças a publicação de La boda del poeta. Também conquistou o Premio Grinzane Cavour.

Em maio de 2000 foi nomeado Embaixador do Chile na Alemanha, cargo que exerceria até fevereiro de 2003. Nesse mesmo ano, recebeu o Premio Llibreter pela edição ilustrada de seu relato La composición. No ano de 2001 recebeu o Premio Grinzane Cavour pela novela La boda del poeta.

Em abril de 2003 obteve o Premio Unesco 2003 de Literatura Infantil e Juvenil em prol da Tolerância, com o livro La redacción. Em outubro desse mesmo ano, sob pseudônimo de María Tornés, Antonio Skármeta recebeu o Premio Planeta pela obra El baile de la victoria (O Baile da Vitória).

Em julho de 2004, Skármeta ganhou o Premio Municipal de Literatura de Santiago do Chile pelo romance El baile de la victoria.

Em julho de 2006, recebeu o "Premio Internazionale Ennio Flaiano" [1] pelo "valor cultural e artístico de sua obra", em particular pelo romanceEl baile de la Victoria.

Obras[editar | editar código-fonte]

  • El entusiasmo, 1967.
  • Desnudo en el tejado, 1969.
  • Tiro libre, 1973.
  • Soñé que la nieve ardía, 1975.
  • Novios solitarios, 1975.
  • No paso nada, 1980.
  • La insurrección, 1982.
  • O carteiro e o poeta, 1985.
  • Matchball, 1989.
  • La composición, 1998.
  • La boda del poeta, 1999.
  • La chica del trombón, 2001.
  • El baile de la victoria, 2003.

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