Antonio Stradivari

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde dezembro de 2012). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Antonio Stradivari
A impressão romantizada de Antonio Stradivari analisando um um instrumento. Nenhum retrato autêntico foi descoberto.
Nascimento 1644
Cremona
Morte 18 de dezembro de 1737 (93 anos)
Cremona
Nacionalidade Itália Italiano
Ocupação Luthier

Antonio Giacomo Stradivari (Cremona, 1644 — Cremona, 18 de dezembro de 1737) foi um luthier italiano.

Ainda muito jovem, segundo os irmãos Hill,[1] "há" indícios de que fora discípulo de Nicola Amati, com quem supostamente teria aprendido ou aperfeiçoado a arte inconfundível de fazer instrumentos de corda, como violinos, violas e violoncelos, contra-baixos, violões e harpas.[1]

O período áureo de sua carreira foi entre 1700 e 1722, quando retomou o uso da Forma G [2] (que significa grande) e assumiu idéias de estilo próprias, abandonando o "amatizzato" (período em que fazia seus violinos parecidos com os da família Amati) foi onde atingiu o auge da sonoridade e construiu seus violinos mais famosos, como o "Bets", em 1705, o "Cremonese", em 1715, o "Messiah" e o "Medici", ambos em 1716. Muitas das técnicas utilizadas por ele ainda não foram completamente desvendadas.[2] Sabe-se que as madeiras usadas eram o Acero (Maple ou Bordo) para o fundo, ilhargas e braço e o Abeto (Spruce ou Fichte) para o tampo harmónico, nas partes da estrutura interna, como os troppos ou blocos por exemplo, eram feitos em Carvalho, já as contra-faixas de Abeto ou Salgueiro. Atravéz de pesquisas aprofundadas, o bioquímico Joseph Nagyvary, concluiu que Stradivari usava no tratamento da madeira diversos tipos de minerais, que foram encotrados principalmente no tampo, mais de 30 tipos ao todo, sendo o bórax, ou tetraborato de sódio, o responsável por criar uma ponte entre as moléculas, que segundo ele, melhoraria a propagação do som, alem de aumentar a rigidez da madeira conferindo ao timbre qualidades especiais. Simone Sacconi em seu famoso livro The Secrets of Stradivari, [3] fala sobre um tapa-poros usado por Stradivarius que ele denomina de Vernice bianca (um composto de goma arábica, mel e clara de ovo), muitos pesquisadores acreditam que Stradivari também selecionava madeiras antigas, que provavelmente seriam obtidas de casas velhas que ele comprava, de uma forma ou de outra, são teorias, se verdadeiras ou falsas, cabe a ciência comprova-las, mas hoje é notório que seus instrumentos com mais de 300 anos de uso teêm um som muito apreciado por músicos, solistas e entusiastas.[3]

Teorias[editar | editar código-fonte]

Um violino Stradivarius exposto no Palácio Real de Madrid

Há diversas teorias sobre a sonoridade de seus violinos. Uma delas diz que o segredo da sonoridade de seus instrumentos estava no verniz utilizado por ele, que acreditavam conter cinzas vulcânicas, o que tornava o instrumento mais duro e assim melhorando a sonoridade. Essa teoria ainda não foi comprovada por pesquisas.

Outra lenda para o fato de seus violinos terem uma sonoridade superior, era porque ele selecionava madeiras de navios naufragados há anos. Com isso, a madeira ficava muitos anos em água salgada, o que fazia com que fosse mais dura. Também não há nenhuma prova científica sobre esse fato.

Um outro fato (talvez o mais aceitável entre os cientistas), é que durante o período em que viveu o luthier, a Terra, e especialmente a Europa, estava passando por um período onde foram registradas temperaturas muito baixas. Por isso, as madeiras das árvores ficaram mais duras durante esse período.

Referências

  1. a b "Antonio Stradivari His Life and Work (1644-1737)" W. Henry Hill, Arthur F. Hill & Alfred E. Hill, 1902.
  2. a b "Stradivari's Genius: Five Violins, One Cello, and Three Centuries of Enduring Perfection" Toby Faber, Random House Publishing Group 2004.
  3. a b "The Secrets of Stradivari" Simone F. Sacconi, Libreria Del Convegno, 1979.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Antonio Stradivari
  • Faber, Toby. Stradivari's Genius: Five Violins, One Cello, and Three Centuries of Enduring Perfection (em inglês). Nova Iorque: Random House, 2006. ISBN 0-375-76085-7.
  • Fuller-Maitland, John Alexander; Grove, George; Pratt, Waldo Selden. Grove's dictionary of music and musicians (em inglês). Filadélfia, MA: Theodore Presser Company, 1922. Capítulo Stradivari, Antonio. p. 707–712.
  • Hart, George. The violin: its famous makers and their imitators. Londres: Dulau, 1875. Visitado em 18 de dezembro de 2012.
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.