Anthony Garotinho
| Anthony Garotinho | |
|---|---|
| 58.º Governador do Rio de Janeiro |
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| Mandato | 1 de janeiro de 1999 até 6 de abril de 2002 |
| Antecessor(a) | Marcello Alencar |
| Sucessor(a) | Benedita da Silva |
| Deputado Federal pelo Rio de Janeiro |
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| Mandato | 1 de fevereiro de 2011 até atualidade |
| Secretário de Segurança pública do Rio de Janeiro |
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| Mandato | 23 de abril de 2003 até 27 de setembro de 2004 |
| Antecessor(a) | Josias de Oliveira |
| Sucessor(a) | Marcelo Itagiba |
| Vida | |
| Nascimento | 18 de abril de 1960 (51 anos) Campos dos Goytacazes,RJ |
| Nacionalidade | |
| Primeira-dama | Rosinha Garotinho |
| Partido | PR |
| Profissão | Radialista |
-
Nota: Para outros significados, veja Garotinho.
Anthony William Matheus de Oliveira, conhecido como Anthony Garotinho (Campos dos Goytacazes, 18 de abril de 1960), é um radialista e político brasileiro. Foi o 58º governador do Rio de Janeiro e candidato à presidência da república em 2002.
Garotinho tornou-se conhecido nacionalmente ao longo dos dois mandatos em que foi o prefeito de Campos, sua cidade natal(na época foi considerado o melhor prefeito do Brasil). Venceu as eleições para governador do estado do Rio em 1998, com o apoio de Leonel Brizola e amparado num programa de fortalecimento dos direitos sociais e de modernização dos serviços públicos. No início do governo, teve maior apoio popular, e promoveu a criação das Delegacias Legais e investimentos em CIEPs. Com o tempo, no entanto, Garotinho baseou-se, cada vez mais, no populismo, oferecendo serviços subsidiados, como refeições, medicamentos e hospedagem, a preços simbólicos; e na imagem de líder religioso, entre os evangélicos pentecostais, para obter apoio político.
Em 2002, foi o terceiro colocado nas eleições presidenciais, com bom desempenho atribuído à votação dos evangélicos em todo o país. Após deixar o comando do governo estadual, assumiria a Secretaria de Segurança na gestão de sua esposa, Rosinha Garotinho. O casal viu seus índices de popularidade caírem no estado, ao mesmo tempo em que se acumularam denúncias de crimes comuns e eleitorais contra eles. Deixaram o governo sem grande progresso no combate ao crime organizado, tendo a imagem afetada por acusações de conivência com a corrupção policial e pela prisão do chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins. Garotinho foi eleito, em 2010, deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Índice |
[editar] Carreira radialista
Começou sua carreira no rádio em Campos dos Goytacazes, no norte do estado Rio de Janeiro. Trabalhou na Rádio Nacional e na Rádio Tupi AM. Ganhou o apelido de "Garotinho" como radialista, ao narrar preliminares de jogos de futebol, na Rádio Cultura, de Campos, com apenas quinze anos de idade. Ao entrar no ar, o locutor apresentava-o desta maneira: "Agora, com vocês, o garotinho Anthony Matheus". O apelido pegou, mas rendeu a ele processo na Justiça contra o também radialista José Carlos Araújo, que utiliza o mesmo apelido como marca registrada. Este processo foi concluído com um acordo entre as partes.
Após ingressar na política, Garotinho continuou a trabalhar no rádio, com destaque para as inserções na Rádio Melodia, de cunho político e religioso.
[editar] Vida política, social e familiar
Garotinho e sua esposa são frequentemente considerados políticos populistas pois mantêm forte base eleitoral entre as camadas de baixa renda da população.[1][2][3]
Tornou-se uma marca registrada de suas práticas políticas os chamados "programas de um real", isto é, programas pelos quais serviços públicos são fornecidos a preços subsidiados à população - por exemplo: os restaurantes populares onde uma refeição é vendida a um real; o hotel de pernoite para trabalhadores de baixa renda que não possam deslocar-se diariamente a uma moradia na periferia, com uma diária também de um real e o desjejum a 35 centavos vendido em algumas estações ferroviárias. É necessário que se diga que as aplicações em tais programas tem-se realizado através de recursos orçamentários do fundo de pobreza, de saúde pública e de proteção ao meio ambiente, e tem sido acusados de representarem uma prática assistencialista como hoje acusam o presidente Lula em relação à bolsa família .[4]
Garotinho e Rosinha também são evangélicos. Sancionaram uma lei estadual, a pedido da Igreja Católica, através do Bispo Don Fillipo de Petrópolis, lei essa de autoria do Deputado Estadual Carlos Dias[5] também ligado à Cúpula da Igreja Católica, que garante a contratação de professores de religião na rede pública que necessitam ser indicados e aprovados pelas suas confissões religiosas. A lei tem sido acusada de inconstitucional por violar o princípio da laicidade do Estado, para oferecer uma base fundamentalista e criacionista. A própria Rosinha Matheus declarou-se como criacionista numa entrevista à imprensa.[6][7][8]
Tem nove filhos, dos quais cinco são adotivos.[9]
[editar] Carreira política
Ingressou na política como filiado ao PT, mas logo transferiu-se para o PDT, no qual permaneceu até 2000. Como radialista, em Campos dos Goytacazes, adquiriu fama por um programa assistencialista.
Foi prefeito de Campos — a maior cidade do interior fluminense — por duas vezes: 1989–1992 e 1997–1998 (abandonou o cargo em 1998 para se candidatar a governador). Na ocasião, a recém-descoberta riqueza petrolífera da Bacia de Campos e o apoio político de Leonel Brizola, de quem foi Secretário de Estado de Agricultura, lhe alavancaram a carreira política.
[editar] Governador do Rio de Janeiro
Em 1994, concorreu ao governo estadual do Rio de Janeiro, sendo o segundo candidato mais votado (o eleito, na ocasião, foi o ex-prefeito da capital Marcello Alencar). Quatro anos depois, concorreu novamente e, com uma ampla coalizão de partidos de esquerda (incluindo PDT, PT, PSB e PC do B), foi eleito, derrotando no segundo turno Cesar Maia.
Seu governo foi marcado por polêmicas principalmente no campo da segurança pública e da assistência social. Segundo o jornalista Jânio de Freitas da Folha de São Paulo, no dia 3 de abril de 2005, não houve na história dos governos do Rio de Janeiro quem tivesse mais investido recursos em segurança que os governos Garotinho e Rosinha. Porém, a Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou o ex-governador Anthony Garotinho a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha[carece de fontes]. No entanto, a pena foi convertida em prestação de serviços à comunidade e suspensão de direitos políticos ,ou seja, Garotinho, candidato a deputado federal, fica proibido de exercer cargo público e mandato eletivo.[carece de fontes]
No seu governo foi inaugurada a estação Siqueira Campos da Linha 1 do Metrô do Rio de Janeiro e no de sua esposa Rosinha a estação de Cantagalo[10] Foi na gestão de Anthony Garotinho, que se viu no transporte público a entrada em massa do serviço de vans e Kombis de lotação inclusive foi o primeiro governo no país a determinar um regramento sobre o transporte alternativo apesar de enfrentar resistencia dos empresários de transporte de ônibus e inclusive de ser questionada a legalidade deste decreto em face ao Código de Trânsito Brasileiro, que não previa a entrada destes veículos como transporte de passageiros.
Também foi na gestão de Anthony Garotinho, a polêmica redução tarifária das passagens dos ônibus fluminenses, sem que fosse mexida a carga fiscal que vinha em decorrência da tarifa. Muitas operadoras de transporte foram tendo problemas operacionais tendo inclusive a vida de utilização de seus carros elevada e até falindo empresas de ônibus neste período.
[editar] Candidatura a presidência
Deixou o PDT em 2000, por divergências com Brizola (principalmente sobre as eleições municipais daquele ano), passando para o PSB. Por este partido, concorreu à presidência da República em 2002 e lançou a candidatura de sua esposa Rosinha Matheus à própria sucessão, no mesmo ano. Perdeu a presidência (sendo o terceiro mais votado, com 15 milhões de votos), mas Rosinha foi eleita no primeiro turno.
[editar] Continuação da carreira política
Em 2003, mudou novamente de partido, ingressando no PMDB. Assumiu, de 2003 a 2004, o cargo de secretário estadual de Segurança.
Em 2006, exerce o cargo de secretário estadual de Governo do Rio de Janeiro e é presidente do PMDB no estado. Garotinho foi escolhido no dia 19 de março como candidato do PMDB à presidência da República por meio de uma consulta aprovada pela Direção do Partido, apesar da polêmica judicial sobre sua realização. Porém, com a decisão do TSE em favor da verticalização das coligações partidárias, o partido optou por não lançar candidato à Presidência e se aliar ao candidato a presidente Lula.
Foi acusado por setores da imprensa de um suposto recebimento de dinheiro impróprio para as suas campanhas, devido a isso, ele se declarou vítima de parte da imprensa (Veja e Globo e do próprio "governo Lula"), que, diz ele, não deram o mesmo espaço para a sua defesa como o que é dado para as denúncias. Em protesto a tudo isso ele resolveu entrar em uma greve de fome, iniciada em 30 de abril, que durou tão somente 11 dias. O processo contra Garotinho tramita na justiça.[11]
Em 29 de maio de 2008, o ex-chefe de polícia de seu governo, o deputado Álvaro Lins, foi preso pela Polícia Federal em seu apartamento, tendo o MPF pedido o indiciamento de Garotinho por formação de quadrilha armada.[12] Essa denúncia ainda não foi examinada pelo Judiciário e estranhada pelo jornalista Jânio de Freitas da Folha de São Paulo, citado pelo colunista político Sebastião Nery, questionando a acusação do procurador como precipitada e movida por injunção política num caso criminal, caso não tenha provas.[13] A propósito, foi a Folha de São Paulo que reconheceu no dia 3 de abril de 2005, em artigo também do jornalista Jânio de Freitas, como um dos mais fatos mais positivos a ação do ex-governador de expulsar mais de 1.000 policiais envolvidos com o crime, a despeito de reações corporativas.
O governador Garotinho realizou feitos administrativos importantes, como por exemplo, o de ter dado, através de lei que propôs à ALERJ, autonomia de gestão das verbas do Poder Judiciário, fato inédito no Brasil e que mereceu reconhecimento público do presidente do Tribunal e Desembargador Miguel Pachá em matéria na Isto É, em 11/01/2003.[14] Porém uma das obras do ex-governador considerada mais importante foi a Delegacia Legal que foi indicada pela ONU para o prêmio em Dubai de Boas Práticas e elogiada pelo Assessor da ONU para direitos humanos, Mr. Nigel Rodley, em 2001, como um modelo a ser imitado,[15] ainda em 2008 sua esposa e ex-governadora Rosinha Garotinho foi eleita prefeita de Campos dos Goytacazes, e sua filha Clarissa Garotinho, foi eleita vereadora na cidade do Rio.
Em junho de 2009 Garotinho deixou o PMDB por divergências com o governador Sérgio Cabral Filho e optou pelo PR, assumindo a presidência regional desta legenda.
Em maio de 2010, Garotinho foi considerado inelegível por abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação social nas eleições de 2008. O TRE-RJ também cassou o mandato de Rosinha Garotinho, prefeita da cidade de Campos dos Goytacazes, por abuso do poder econômico. O TRE entendeu que ela teria sido beneficiada por publicações e por programas favoráveis na rádio O Diário. A decisão tornou inelegíveis a prefeita, o ex-governador e mais três radialistas. Em 28 de junho o TRE-RJ manteve a decisão de deixar o casal inelegível até 2011, após julgar os embargos interpostos que buscavam modificar a decisão do colegiado do próprio tribunal.[16] Mas no final de 2010 a prefeita Rosinha Garotinho voltou ao cargo por determinação do Tribunal Superior Eleitoral
Nas Eleições de 2010 Garotinho seria o candidato do Partido ao Governo do Rio.
Desistindo em seguida sendo substituido por Fernando Peregrino.
Garotinho foi candidato a Deputado Federal, sendo eleito com a maior votação já registrada para o cargo de Deputado Federal no Estado do Rio. Garotinho obteve 694.862 votos (8,69%) sendo o 2º mais votado do Brasil ficando atrás apenas do Palhaço Tiririca também do PR.
[editar] Condenação criminal
Em agosto de 2010 Garotinho foi condenado por formação de quadrilha, pela Justiça Federal, a dois anos e meio de prisão, convertíveis a serviços à comunidade, e a suspensão de direitos políticos, junto com o ex-deputado estadual e ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins. condenado a vinte e oito anos de prisão por formação de quadrilha armada, corrupção passiva e lavagem de bens.[17] A decisão é de primeira instância e a ela cabe recurso.
[editar] Eleições 2010
Nas Eleições de 2010 tudo indicava que Garotinho seria novamente candidato ao governo do Rio de Janeiro.
Em 2009 matérias publicadas em seu blog, e comentários feitos em seu programa na rádio, davam a entender que Garotinho seria novamente candidato a governador. Especulou-se na época seu ingresso no PTB, o que não aconteceu.
Em setembro de 2009 Garotinho filou-se ao PR. Até a véspera da convenção partidária Garotinho ocupava o 2º lugar nos principais institutos de pesquisa. Mas para a surpresa de muitos, Garotinho anuncia sua candidatura a deputado federal e lança o presidente do Instituto Republicano Fernando Peregrino que havia ocupado diversos cargos no governo do casal Garotinho como candidato ao governo estadual.
O resultado das eleições não foi supressa alguma, como já era de se imaginar e as pesquisas mostravam, Garotinho foi o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro e segundo mais votado do Brasil, ficando atras apenas do palhaço Tiririca também do PR.
Garotinho recebeu 694.862 votos (8,69%), sua filha Clarissa Garotinho se elegeu deputada estadual com 118.863 (1,43%) ficando em 5º lugar.
E o candidato a Governador apoiado por Garotinho ficou em 3º lugar com 883.220 (10,81%), perdendo para Fernando Gabeira e Sergio Cabral Filho.
Referências
- ↑ Um candidato bom de boca - Garotinho deixa o governo do Rio e faz da campanha à Presidência
- ↑ O populismo que veio de Campos para o Palácio Guanabara
- ↑ Garotinho é o exemplo de populismo
- ↑ Garotinho prega uma educação populista
- ↑ A Gênesis na sala de aula
- ↑ MICROFONE DE DEUS Com ajuda de empresário da era Collor, Garotinho monta rede nacional de rádios evangélicas para tentar chegar ao Planalto
- ↑ “A única arma que uso é a Bíblia”, diz Garotinho
- ↑ Garotinho sai com choro e culto evangélico
- ↑ Rádio, acusado sempre pela oposição de fazer do populismo um combustível para sua corrida presidencial
- ↑ Rosinha inaugura estação Cantagalo em Copacabana
- ↑ Casal Garotinho é acusado de desviar milhões no Rio
- ↑ PF prende deputado Álvaro Lins; Garotinho é denunciado por formação de quadrilha
- ↑ BEIJOS E ABRAÇOS
- ↑ A população agradece
- ↑ Para ONU, Delegacia Legal está entre "melhores práticas"
- ↑ TRE rejeita recursos de Anthony e Rosinha Garotinho
- ↑ Justiça Federal condena Garotinho e Álvaro Lins por corrupção
[editar] Ligações externas
| Precedido por Marcello Alencar |
Governador do Estado do Rio de Janeiro 1999 — 2002 |
Sucedido por Benedita da Silva |
- Governadores do Rio de Janeiro
- Prefeitos de Campos dos Goytacazes
- Radialistas do Rio de Janeiro
- Membros do Partido dos Trabalhadores
- Membros do Partido Democrático Trabalhista
- Membros do Partido Socialista Brasileiro
- Membros do Partido do Movimento Democrático Brasileiro
- Membros do Partido da República
- Candidatos a Presidência da República do Brasil
- Evangélicos do Brasil
- Árabe-brasileiros
- Luso-brasileiros
- Criacionistas
- Naturais de Campos dos Goytacazes