Antropologia teológica

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Antropologia teológica é a parte da Teologia que estuda a realidade do ser humano sob o ponto de vista da teologia.


Deus e o mundo criado[editar | editar código-fonte]

preservação de criação de Deus[editar | editar código-fonte]

O dogma da criação é fundamental para que se tenha consciência da dependência dos seres criados diante de Deus, do qual são reflexos.

A criação é obra pela qual Deus produz tudo do nada. É um ato que continua enquanto dura a criatura. Não se refere somente à primeira coisa criada, mas também àquelas que vêm a partir da primeira. A criação pode ser entendida pela filosofia, mas os filósofos não cristãos refletindo sobre ela caem no dualismo, no emanatismo ou no materialismo.

Porém, o pensamento mais crítico para o filósofo seria a criação “ex nihilo”, a partir do nada. A partir das coisas criadas, chega-se à conclusão de que existe um Criador. Esse pensamento contradiz o marxismo que fala do mundo “incriado”.

Pela filosofia poder-se-ia admitir que o mundo sempre tivesse existido, mas os estudos científicos por sua vez, indicam que o mundo teve um princípio temporal, o que está de acordo com a Revelação, que ensina a temporalidade do mundo.

Em determinado momento, segundo o dogma da criação, Deus criou tudo o que existe numa relação de dependência para com ele, muito embora a criatura tenha autonomia.

A ação criadora nos textos bíblicos[editar | editar código-fonte]

Muitos textos bíblicos falam sobre o dogma da criação, mas os principais são os primeiros capítulos do Gênesis. Seu objetivo não é explicar a criação do mundo sob o ponto de vista da ciência, mas sim mostrar que Deus é único e é o criador do mundo. O livro do Gênesis trata do tema da criação de uma maneira mais espiritual, apresentando Deus como criador e organizador dessa matéria caótica desorganizada. A matéria vai se organizando de acordo com a Palavra de Deus. Tal organização pela palavra expressa a predileção de Deus ao homem.

Nos escritos proféticos o tema da criação sobressai em Isaías. Apresenta a criação como obra de Deus e relaciona-a com a História da Salvação. O mesmo Deus que criou o mundo, conduz o seu povo através da história em busca da salvação.

Os salmos apresentam a mesma ideia da soberania e majestade divina na criação.

Enfim, na literatura sapiencial aparece a ideia da criação a partir do nada, mostrando a soberania e a vontade de Deus, tanto na criação, quanto na preservação de sua criação.

No Novo Testamento, o tema da criação é abordado dentro da perspectiva de uma renovação. Nos Evangelhos Sinóticos é apresentada uma relação entre a criação, efeito da vontade de Deus, e a vontade divina para o modo de agir dos homens, bem como a ligação entre a criação e o Reino, que para todos está preparado. O Evangelho de João fala expressamente da criação e da participação de Jesus nela. Para São Paulo, o homem na graça vive uma nova criação. Deus não deixa de relacionar-se com suas criaturas, fruto de sua criação.

A Criação e a Trindade[editar | editar código-fonte]

Ainda segundo o dogma da criação, no princípio Deus criou o céu e a terra, e esse ato é obra inseparável de toda a Santíssima Trindade. Na plenitude do tempo, Deus realizou a obra da Redenção do mundo pela Encarnação e morte de seu Filho único. Ora, tudo o que fez Nosso Senhor, como Deus, nessa grande obra, foi realizado por toda a Santíssima Trindade. E Deus também não cessa de santificar as almas; esta obra de santificação é tão grande que toda a Santíssima Trindade dela participa.

Na criação, o Pai, o Filho e o Espírito Santo são agentes que produzem um mesmo efeito. O ser criado é reflexo daquele que o criou. Com a razão é difícil de compreender essa situação, porém, a revelação faz compreender. A Sagrada Escritura oferece fundamentos para se compreender esse tema.

O motivo e o fim da criação[editar | editar código-fonte]

A obra da criação de Deus têm uma finalidade: a glória do Criador. Mas essa finalidade não exclui o homem, pois Deus não é egoísta, já que criou num ato de amor.

As criaturas são reflexos do Criador e nisso consiste sua felicidade.

Mas entre as criaturas, aquela que mais revela a Deus é o homem, pois a glória de Deus visa levar o próprio homem à visão celeste, através de sua santificação.

Breve histórico da reflexão cristã sobre a criação[editar | editar código-fonte]

A criação “ex nihilo” sempre esteve presente na consciência cristã como verdade fundamental. As primeiras citações do “Criador” se referiam a Deus. Depois se acrescentou o nome do “Pai”, que parece ser designativo da “Divindade”.

Houve controvérsias em relação ao papel do Verbo de Deus na criação, mas o Concílio de Niceia, em 325, resolveu a questão distinguindo a “criação do mundo” e a “geração” eterna do Filho: o Filho não foi criado pelo Pai, mas sim, gerado.

Também houve diversas controvérsias entre filósofos estóicos, gnósticos, etc., e autores cristãos que sempre defenderam a doutrina da Igreja sobre a criação.

Autores da Reforma Protestante caíram no erro de dizer que o mundo não revela Deus, pois que o mundo estava corrompido pelo pecado. Motivada por tantos erros doutrinários sobre a criação, a Igreja sempre se preocupou em corrigir as ideias que não estivessem de acordo com a Sagrada Escritura e a Tradição.

A Providência[editar | editar código-fonte]

O Senhor, próximo de nós[editar | editar código-fonte]

No Antigo Testamento não existe um termo definido para expressar a “providência”, mas a ideia já é desenvolvida, e o povo de Israel percebe essa “providência especial” que se manifesta na Aliança. Deus cuida de todas as suas criaturas não fazendo distinção entre elas. Em Deus o homem encontra socorro e refúgio nos momentos de tribulação. Mas, apesar da providência, o homem se depara, às vezes, com o “silêncio” de Deus, principalmente quando sofre, mas isso não tira a capacidade que o homem tem de confiar em Deus.

Contraposto a esse “silêncio” divino, a Bíblia apresenta o recurso da oração, que parece fazer com que a Providência ao pedido daquele que ora. A Providência Divina é paternal. Deste modo percebe-se que a Providência Divina tem um fim escatológico particular e universal: diz respeito a cada indivíduo e a toda a humanidade, mesmo que alguns, mediante a liberdade que possuem, resistam a esse amparo oferecido por Deus.

Conceituação de Providência. O Governo divino[editar | editar código-fonte]

A “Providência” é o desígnio de divino que, com sabedoria e liberdade, conduz os seres criados, no hoje da criatura.

Deste modo, a Providência é certa e infalível e cabe a ela o governo e a conservação do mundo.

Neste governo, Deus se utiliza da cooperação das criaturas. Umas contribuem com as outras. As criaturas são cooperadoras de Deus e cooperadoras entre si.

O Concurso Divino[editar | editar código-fonte]

Desde que começou a meditar sobre a Providência, o homem se pergunta como conciliá-la com a liberdade das criaturas, pois a Providência lhes tiraria a liberdade.

Chegou-se à conclusão de que Deus está na raiz do ser e do agir das criaturas. Deus dá e conserva o seu agir. E mais, as criaturas só conseguem agir porque são dependentes de Deus e como tais, são instrumentos nas mãos do Criador. Tudo o que a criatura faz é mais obra de Deus do que dela própria.

A Providência e o Mal[editar | editar código-fonte]

Esta é outra questão que surge ao homem: como aliar a verdade da Providência com a existência do mal?

Antes de tudo se deve distinguir duas categorias do mal: o sofrimento que é contra a vontade do homem, ou seja, a dor, a miséria, a aflição, etc.; e a maldade, que é própria do homem, pois parte de sua vontade, que são o crime, o pecado, etc...

As religiões têm concepções diversas sobre o tema, chegando algumas delas a atribuírem o mal à providência e a seus deuses.

Outras atribuem, num dualismo latente, o mal a um princípio mal, e o bem a um princípio bom, numa concepção maniqueísta platônica.

O pensamento filosófico moderno, de fundo ateísta, considera o sofrimento um mal necessário, já que o homem é apenas uma peça na engrenagem que faz o mundo funcionar. Tudo pode ser resolvido pela técnica e pelo progresso.

O cristianismo tem outra compreensão do problema do mal, tendo em vista dois pensamentos básicos: primeiro, que o sofrimento não é uma ilusão. É passageiro, mas existe. É fruto do pecado do homem; segundo, que a morte entra no mundo por causa do pecado do homem.

E não há nada de mal que aconteça no mundo que não passe pelo crivo da Providência. Conseqüentemente, o mal não é eterno, mas sempre esteve sob o controle de Deus.

Isto não significa que Deus seja o autor do mal, pois o mal é a ausência de um bem devido.

Surge, então, a questão de como e porque o mal existe. A resposta é que Deus criou o mundo em estado de “caminhada”, para atingir a perfeição última e, enquanto não atingi-la, o mal permanecerá, já que Deus criou tudo bom, mas o desvio das criaturas produz o mal.

Resumindo: Deus é o Senhor do mundo e da história, mas os caminhos de sua Providência muitas vezes nos são desconhecidos. Somente quando estivermos “face a face” com ele, teremos pleno conhecimento dos caminhos pelos quais terá conduzido sua criação até a glória definitiva.

Providência sobrenatural[editar | editar código-fonte]

Todos os seres criados, de maneira especial os homens e os anjos, estão sob o regime da providência sobrenatural.

Sob essa Providência, Deus tem um desígnio a nosso respeito: oferece-nos a salvação através da mediação de Cristo.

A Utilização do termo “sobrenatural” não exclui o que é “natural” ao ser humano. Porém, não se pode relativizar e achar que o homem vai encontrar a felicidade no plano meramente natural, pois Deus propôs à humanidade uma vocação sobrenatural, desaparecendo assim, todo lugar para um fim último natural. As duas dimensões integram a existência humana de forma intrínseca.

A História da Salvação[editar | editar código-fonte]

Deus se associa na nossa história no plano pessoal, e nos dá a graça através da fé. Mas também se associa no plano social e universal da história, através de suas obras.

É o que costuma se chamar de História da Salvação. Mas nem por isso o homem está livre das tribulações cotidianas.

Porém, Deus dá a todos a graça para que, perseverantes na prática do bem, procurem a salvação.

Deus revela seu plano de salvação e vem até o meio de seu povo. Entra na história de suas criaturas, tornando-se muito próximo do homem, comunicando-se por ações e por sua Palavra, pois a Revelação vem associada a acontecimentos, de modo que esses eventos ilustram e fundamentam as palavras e as palavras decifram esses eventos.

Os sinais de Deus[editar | editar código-fonte]

Na História da Salvação, Deus se faz presente por sinais, sendo Jesus o sinal máximo entre todos os outros, pois é a imagem visível do Deus invisível.

Existem outros sinais: os milagres de Cristo e diversos outros que aconteceram ao longo da História da Salvação. Os milagres apontam para Deus, seu autor e estão a serviço da manifestação divina.

Os milagres ultrapassam a possibilidade das forças naturais e são absolutos, não podendo ser explicados pela ciência.

Nos milagres deve-se observar mais o poder e a intervenção divina do que o fato em si, percebendo neles a extraordinária bondade de Deus.

A criação do mundo invisível[editar | editar código-fonte]

O texto bíblico que melhor apresenta o tema da criação é o primeiro capítulo do Gênesis, que contém o Hexaémeron e o “descanso” de Deus. Esse relato é dividido em três partes: a “criação”, a “distinção” e a “ornamentação”.

No passado acreditava-se que era um relato histórico; depois pensou-se que fosse uma história e hoje fala-se de um relato teológico. Ele transmite uma mensagem religiosa e espiritual, sem intenção de fornecer dados científicos.

O que o relato quer mostrar é que o mundo e suas criaturas foram criados por Deus. Porém, a evolução da matéria pode ser admitida. Deus teria criado a matéria inicial caótica e dado as leis da natureza para que fosse se desenvolvendo, como se houvesse uma “dupla criação”: uma criada definitivamente e outra que estaria se desenvolvendo e evoluindo ainda hoje.

Assim, o cristão pode admitir o evolucionismo, a partir, porém, do criacionismo.

As criaturas invisíveis, ou anjos[editar | editar código-fonte]

Alusões no Antigo Testamento[editar | editar código-fonte]

A Revelação fala, inúmeras vezes, de seres espirituais superiores aos homens: os anjos. Os anjos não são figuras lendárias ou metafóricas. Fazem parte do patrimônio das verdades reveladas pelo Magistério da Igreja. No Antigo Testamento aparecem como criaturas a serviço de Deus, sendo em muitos textos, a aparição do próprio Deus. Em alguns textos se encontram citações dos nomes de alguns deles em relação com a missão que lhes foi confiada. Um desses anjos se torna mau e é identificado como “diabo” que significa adversário, e está sempre procurando fazer mal ao homem.

A literatura judaica considera os anjos como “filhos de Deus”, mas capazes de escolher entre Deus e o pecado.

No Novo Testamento[editar | editar código-fonte]

No Novo Testamento os anjos aparecem sob uma nova óptica. Estão relacionados com Cristo e a sua disposição protegendo a Igreja nascente e os Apóstolos. São enviados a serviço dos homens que buscam a salvação. No Novo Testamento aparece também a figura de Satã, que, com sua legião, se opõe a Deus. A exemplo do Antigo Testamento, precisa de permissão de Deus para tentar ao homem.

Os anjos na tradição cristã[editar | editar código-fonte]

A doutrina sobre os anjos sofreu interpretações erradas nos primeiros séculos. Então os Doutores cristãos elaboraram uma doutrina sistemática sobre os anjos, a fim de corrigir os erros.

O Magistério Eclesiástico definiu: são criaturas de Deus, feitas no início do tempo e não desde a eternidade. Foram criadas boas, mas por livre e espontânea vontade, algumas se tornaram más.

A Escritura diz que os anjos são espíritos, mas não estão em toda parte e nem em dois lugares ao mesmo tempo. Seu conhecimento é intuitivo e quando tomam uma decisão, não voltam atrás. Quanto a decisão de anjos optarem pelo mal, não podem voltar atrás, sendo que já estariam condenados junto com o príncipe deste mundo, pois para um anjo acima de tudo está sua decisão, o que pode condena-lo ou torna-lo sempre puro, essa uma vez tomada o faz um anjo do bem ou do mal(demônio).

Os anjos bons têm como missão adorar a Deus e ajudar os seres inferiores, os homens, a chegar à salvação, papel que cabe, principalmente, aos anjos da guarda.

Já os anjos maus tentam o homem, a fim de lhes tirar do caminho certo, muito embora o ser humano possa resistir às suas investidas, buscando força em Jesus Cristo que veio destruir as obras do maligno.

O Homem[editar | editar código-fonte]

Sua dignidade nativa[editar | editar código-fonte]

A Revelação diz que o homem é uma criatura feita no tempo, que não teve existência espiritual antes da corpórea. Os textos bíblicos não pretendem apresentar dados científicos, mas mostrar o relacionamento de Deus com os homens, sua superioridade em relação à natureza, etc. O homem é apresentado como imagem e semelhança de Deus, sendo Jesus imagem verdadeira do Pai, e nós, seu reflexo. O homem é “imagem de Deus”, porque foi criado com a capacidade de conhecer e amar seu Criador.

A estrutura do ser humano[editar | editar código-fonte]

O homem é um organismo psicofísico de corpo e alma, em perfeita unidade e complementaridade.

Alma e corpo se apresentam como duas substâncias independentes, porém, formando uma unidade. A alma é imortal ao passo que o corpo é corruptível, embora destinado à ressurreição. Entre corpo e alma existe uma dualidade perfeita, ao contrário do dualismo maniqueísta que coloca o corpo como cárcere da alma.

A visão perfeita da estrutura do ser humano nos apresenta são Tomás de Aquino. Ele diz que a alma é a forma do corpo, podendo subsistir sem a matéria corporal, pois mantém sua operação intelectiva aprendida mediante a operação sensorial.

Sobre a espiritualidade e imortalidade da alma[editar | editar código-fonte]

Os documentos do Magistério da Igreja afirmam que a alma é espiritual, fazendo da espiritualidade a fundamentação racional para a afirmação da imortalidade. Se a alma é espiritual, não pode ser corrompida, pois sendo espírito dotado de existência própria e independente da matéria, não se extingue com a corrupção do corpo. A Revelação não apresente profundamente o caráter natural ou sobrenatural da imortalidade da alma, pois a Escritura considera toda a vida do ser em relação à Deus.

O Homem e a Mulher[editar | editar código-fonte]

Segundo o dogma da criação, Deus criou o homem e a mulher à sua “imagem e semelhança”, com aptidão para a vida na graça e deu-lhes a missão de perpetuar a espécie, através de sua sexualidade, embasados no amor, que ultrapassa o plano carnal e exprime uma vinculação e complementação profunda dos dois.

Homem e mulher são seres idênticos e complementares: idênticos quanto à natureza, e complementares quanto às particularidades físicas e psicológicas. Realizam-se humanamente e santificam-se mutuamente dentro da Lei Moral.

Têm igual dignidade, embora no Antigo Testamento a mulher tenha sua participação limitada na sociedade. Porém, no Novo Testamento, essa situação muda, principalmente por causa da participação de Maria.

Dentro dessa igualdade, a sexualidade humana é orientada para o matrimônio monogâmico indissolúvel, destinado à complementação mútua e à procriação da espécie, sendo no Novo Testamento elevado, por Cristo, à categoria de Sacramento.

Transformismo, poligenismo, monogenismo[editar | editar código-fonte]

O Magistério da Igreja não nega o evolucionismo ou transformismo. Admite-o, desde que a partir de um criacionismo. A Sagrada Escritura acena essa possibilidade quando diz que Deus modelou o homem a partir do barro. O que se deve levar em consideração é que Deus é o Criador imediato da alma espiritual e imortal em cada homem.

A criação do homem é diferente dos outros seres porque ele é portador da “imagem de Deus”, enquanto os demais seres se reproduzem sozinhos, de maneira natural, o homem necessita que Deus crie sua alma e infunda-a em seu corpo, fato que acredita-se acontecer no momento da concepção, já que a vida do ser humano se inicia neste momento, conforme a própria ciência demonstra.

Propõe-se também a hipótese do poligenismo, que seria o aparecimento de diversos casais de um mesmo tronco originários. Esse sistema é contrário à doutrina do pecado original universal e contrário à unidade da História da Salvação. Mas também não é totalmente descartável, e pode, pelos menos, ser aceitável, levando-se em consideração o nome de Adão, “homem”, como gênero humano.

O monogenismo, um só casal de um mesmo tronco originário, parece ser o mais provável, e está em conformidade com a Sagrada Escritura. Essa hipótese não contraria o evolucionismo e nem o criacionismo.

A Justiça Original[editar | editar código-fonte]

O homem perdeu a justiça original quando cometeu o pecado original. Para reconquistar esse estado foi necessária a redenção oferecida gratuitamente por Deus. Embora o homem recupere esse estado original no Batismo, as conseqüências do pecado original continuam a existir.

A Queda[editar | editar código-fonte]

A doutrina do pecado original é muito importante para a fé. Deve-se distinguir entre o pecado das origens e o estado de pecado que nasce cada ser humano. A humanidade vive mergulhada num caos tão grande, que deve ter havido algum acontecimento que o tenha causado, mesmo que alguns escritores digam que o relato do pecado original seja apenas simbólico. De qualquer modo, o relato não foi inventado. Foi apresentado como “o tipo” do pecado humano, onde teria o homem começado utilizar a liberdade para se tornar autônomo a Deus.

Deste modo, com o pecado de um, todos pecaram. E a participação dos descendentes no pecado de Adão se dá pela “solidariedade” universal dos homens com o responsável pela instalação do mal no mundo: o próprio homem.

Ver também[editar | editar código-fonte]