Apêndice cecal

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Apêndice cecal
Gray536.png
Artérias de ceco e apêndice cecal.
Latim appendix vermiformis
Gray assunto #249 1179
Sistema Imunológico
MeSH Appendix

O apêndice cecal (anteriormente denominado apêndice ileocecal, apêndice vermicular ou apêndice vermiforme[1] ) é uma pequena extensão tubular terminada em fundo cego, localizado no ceco, a primeira porção do intestino grosso ou cólon, e existe em muitos mamíferos. Após alguns centímetros (comumente cinco centímetros, variando de um a vinte centímetros) termina em fundo cego. Este órgão está anatomicamente localizado no quadrante ilíaco direito.

Função[editar | editar código-fonte]

Foi descoberto no final de 2009 que o apêndice possui bactérias que podem funcionar como anticorpos para o nosso organismo. Alguns pássaros possuem na mesma localização uma bolsa ("bursa") que é responsável pela produção de linfócitos do tipo B, podendo-se supor que o apêndice seja um resquício de uma estrutura semelhante no homem.[carece de fontes?]

Em 2007, no entanto, foi noticiado que um estudo realizado na Duke University Medical School[2] e publicado na revista Journal of Theoretical Biology revela que a função do apêndice parece estar relacionada com a população de bactérias que habita e ajuda o sistema digestivo. Segundo Bill Parker, co-autor do estudo, o apêndice também funciona como uma fábrica de bactérias, cultivando os germes "bons".

O apêndice vermiforme é defendido pelo Dr. Howard A. Kelly, da Universidade John Hopkins, como um órgão valioso: “Ele aumenta a extensão da superfície do muco intestinal para secreção e absorção”[3] .

Muitas pessoas, ao fazerem cirurgias, acabam retirando o apêndice, porque ele pode infeccionar, causando uma apendicite. Hoje em dia, estudos indicam que o apêndice faz parte do sistema imunológico, produzindo glóbulos brancos no período da infância[4] , tendo um funcionamento semelhante ao timo.

Apendicite aguda[editar | editar código-fonte]

No ser humano, a apendicite, uma inflamação no apêndice, é muito dolorosa e, se não for tratada, pode levar a uma infecção muitas vezes fatais. O "tratamento" tradicional é a remoção cirúrgica já que em alguns casos a inflamação pode levar a uma supuração do apêndice. Mas cientistas da Academia Sahlgrenska, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia fizeram experiencias que dizem que o tratamento com antibióticos é eficaz em 80% dos casos, e que esse importante órgão do sistema imunológico não deve ser extirpado levianamente como é, em que às vezes as pessoas o removem até mesmo sem ter apendicite, só por "prevenção" à apendicite.[carece de fontes?]

Referências bibliográficas[editar | editar código-fonte]

  1. HOUAISS, A. Grande dicionário Houaiss da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.
  2. Terra Notícias. Acessado em 9 de outubro de 2006.
  3. Oliphant-Smith Debate (“Debate entre Oliphant e Smith”). Nasville: Gospel Advocate Co., 1952, p. 132.
  4. Scientific American. Acessado em 15 de dezembro de 2010.
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