Apelo ao ridículo
Apelo ao ridículo é uma falácia lógica que apresenta o argumento do oponente sob uma forma que parece ridícula, muitas vezes ao ponto de criar um homem de palha do próprio argumento.
Esta é uma tática retórica que zomba de um argumento do adversário, tentando inspirar uma reação emocional na plateia (tornando-a um tipo de apelo à emoção) e para destacar os aspectos de contra-senso do argumento, fazendo-o parecer tolo e contrário ao senso comum. Isto geralmente é feito pela demonstração da lógica do argumento de uma maneira extremamente absurda ou mediante a apresentação do argumento numa forma excessivamente simplificada, e muitas vezes envolve um argumento por conseqüência.
Embora eles pareçam muito semelhantes, esta falácia não deve ser confundida com a prova por contradição, que é um tipo de argumento lógico válido.
[editar] Estrutura lógica
- A é um argumento ridículo
- Logo, A deve ser falso
[editar] Exemplos
- Se a teoria da relatividade de Einstein estiver certa, isso significaria dizer que quando dirijo o meu carro, ele fica mais curto e mais pesado quanto mais rápido eu vou. Isso é loucura!
- (Na verdade, é exatamente isso o que acontece, mas o efeito é tão minúsculo que um observador humano não irá notar.)
- Se a teoria da evolução fosse verdadeira, significaria que o seu tataravô seria um gorila!
- (Falso, já que a teoria não indica que os seres humanos evoluíram a partir de gorilas, e afirma claramente que a evolução levou muito mais que 5 gerações.)
O apelo ao ridículo é freqüentemente encontrado na forma de um desafio à maturidade de alguém:
- Ninguém acredita em socialismo depois da universidade! Cresça.
- O argumento é ridicularizado com base no fato de que ter um ponto de vista comumente associado à juventude, é de algum modo, inválido.