Apofenia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
A percepção de uma face humana em fotografia da superfície de Marte é um exemplo de apofenia

Apofenia é um termo proposto em 1959 por Klaus Conrad para o fenômeno cognitivo de percepção de padrões ou conexões em dados aleatórios. É um importante fator na criação de crenças supersticiosas, da crença no paranormal e em ilusão de ótica.[1]

Inicialmente descrita como sintoma de psicose, a apofenia ocorre no entanto em indivíduos perfeitamente saudáveis mentalmente. Do ponto de vista da estatística é um Erro do tipo I, ou seja, tirar conclusões de dados inconclusivos. Em um exame pode levar a um resultado falso positivo. Psicologicamente é um exemplo de viés cognitivo.

Ocorrências de apofenia frequentemente são investidas de significado religioso e/ou paranormal ocasionalmente ganhando atenção da mídia como a impressão de ver Jesus em uma torrada.[2]

No teste projetivo de manchas Rorschach a apofenia é estimulada com o objetivo de identificar padrões significativos na vida do indivíduo que ele projeta sobre a mancha.

Utilidade evolutiva[editar | editar código-fonte]

Existem várias vantagens em perceber padrões na natureza para prever o futuro ou evitar perigos.[carece de fontes?] Por exemplo, se você observa um vulto e identifica como um animal perigoso evitá-lo poderia salvar sua vida. Caso você não considerasse a impressão do vulto suficientemente conclusiva, ignorando a possível associação com perigo, e realmente fosse um animal perigoso você poderia morrer. Na lógica evolutiva é melhor prevenir que remediar e por isso é mais vantajoso ver um excesso de padrões mesmo onde eles não existem do que negligenciá-los e correr riscos desnecessários.[carece de fontes?]

Exemplo[editar | editar código-fonte]

Três círculos e uma linha já é suficiente para o cérebro interpretar um rosto

Imagine que o Brasil esteja jogando na Copa do Mundo, e após 4 jogos obteve-se os seguintes placares: 2x2, 3x1, 4x0, 2x2. Alguém com apofenia poderia ver uma relação ente os placares e deduzir que a soma de cada um dos jogos do Brasil sempre dá 4, e presupor que a soma do placar do próximo jogo também será 4. O problema está que este vínculo não existe e o placar foi apenas coincidência.

O exemplo acima é bastante simples, e pode não seduzir ninguém a acreditar. É mais comum pessoas se sentirem atraídos por casos onde há complexidade na forma de se encontrar o vínculo apofênico, muitas vezes usando operações matemáticas de mais alto grau. Pode-se usar o quadrado dos números, raízes da soma, produtórios, seqüência de Fibonacci etc.







Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Sophie Fyfe, Claire Williams, Oliver J. Mason, Graham J. Pickup. Apophenia, theory of mind and schizotypy: Perceiving meaning and intentionality in randomness. Cortex - November 2008 (Vol. 44, Issue 10, Pages 1316-1325, DOI: 10.1016/j.cortex.2007.07.009)
  2. "South Florida Man Finds Jesus in his Toast", 'First Coast News, Florida, 11 November 2008. Página visitada em 5 June 2010.
Ícone de esboço Este artigo sobre psicologia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.