Arancino

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Arancinos
Arancinos de Messina

Arancino ou arancina é um produto tradicional da culinária da ilha da Sicília, na Itália. Trata-se de um pastel de arroz frito, com um diâmetro entre 8 e 10 cm, recheado com um molho de carne picada. Por vezes, é também recheado com molho de tomate, queijo mozzarella, ervilhas ou outros ingredientes.

O nome é derivado da palavra italiana arancia, que significa laranja, devido à sua semelhança com este fruto.

Na parte oriental da ilha, os arancinos podem apresentar uma forma cónica.

O arancino é considerado típico da cidade de Messina, onde provavelmente foi inventado.

Na literatura, o commissário Montalbano, personagem dos romances de Andrea Camilleri, é um gastrónomo, tendo contribuído para dar a conhecer este prato dentro e fora da Itália, com o livro "Gli arancini di Montalbano", de 1999.

O nome: arancino ou arancina?[editar | editar código-fonte]

Nas regiões de Palermo, Trapani, Gela, Ragusa e Agrigento, o nome aparece no feminino: "arancina" em vez de "arancino".[1]

História[editar | editar código-fonte]

O arancino foi inspirado pelos árabes, que habitaram a região e consumiam arroz e açafrão, com ervas e carne. A parte panada foi introduzida na corte de Frederico II, como forma de conservar durante mais tempo o alimento, quando fosse necessário transportá-lo, em viagem, na caça ou no trabalho no campo.

Em Palermo, celebra-se anualmente o dia de Santa Luzia, em 13 de dezembro, sendo tradicional o consumo de arancinos com vários recheios e formas.

Preparação[editar | editar código-fonte]

O arroz é cozido é misturado com manteiga e queijo pecorino, devendo em seguida ser arrefecido numa tábua de mármore. Depois, os pastéis são moldados com a forma desejada, colocando-se no meio uma porção do recheio desejado. Por fim, são passados por pão ralado, ficando assim prontos para serem fritos.

Em Palermo, é comum usar-se açafrão para conferir uma tonalidade dourada ao arroz.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências