Pinheiro-do-paraná

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Pinheiro-do-paraná

Estado de conservação
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Pinophyta
Classe: Pinopsida
Ordem: Pinales
Família: Araucariaceae
Género: Araucaria
Espécie: A. angustifolia
Nome binomial
Araucaria angustifolia
(Bertol.) Kuntze 1898
Sinónimos

Araucaria brasiliensis A. Rich.
Araucaria brasiliensis Lamb. ex Loudon
Columbea angustifolia Bertol.

O pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) ou pinheiro-brasileiro, também conhecido pelo nome de origem indígena, curi, é a única espécie do gênero Araucaria encontrada no Brasil. É uma planta dióica, sendo assim, apresenta os gêneros masculino e feminino em indivíduos separados.

A espécie foi inicialmente descrita como Columbea angustifolia Bertol., em 1819.

É uma árvore cuja ocorrência nomeou extensa formação nos estados do sul do Brasil, e está hoje ameaçada de extinção. É a árvore símbolo do estado do Paraná, das cidade de Curitiba e Araucária, das localidades paulistas de Campos do Jordão e São Carlos.

Suas sementes, os pinhões, eram importantes na alimentação indígena e ainda hoje são iguarias que inspiram muitas receitas. Medem cerca de quinze milímetros de largura na parte mais larga e cerca de dez centímetros de comprimento. As pinhas pesam vários quilogramas e podem atingir o diâmetro de cerca de trinta centímetros.

Índice

[editar] Ocorrência

É nativa da Mata Atlântica (Mata de Araucárias) dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, e algumas localidades do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, sempre em altitudes acima de 500 e abaixo de 1800 m. Na Argentina (Misiones) e Paraguai vive até os 2300 m.[1].

Está em perigo, pois vem sendo explorada - muitas vezes de forma ilegal - ao longo de toda sua área de ocorrência. Poucas iniciativas de reflorestamento são realizadas com esta espécie, que tem tido suas populações e áreas de ocorrência reduzidas em pelo menos 50% nos últimos 10 anos ou três gerações [2][3]. Estes fatos a incluíram na Lista Vermelha da IUCN como Em perigo crítico (CR).

[editar] Ecossistema

Os pinheirais fazem parte de um ecossistema chamado floresta ombrófila mista, que integra o bioma da Mata Atlântica. A copada majestosa das araucárias, voltadas para o céu a cinqüenta metros de altura, lhe confere um desenho característico. Canelas, imbuias e cedros formam um segundo extrato que cobre sub-bosques de erva-mate e xaxim. A fauna original tinha onças, bugios, cotias, catetos e a gralha-azul, pássaro que dispersa o pinhão, deliciosa semente do pinheiro. Antes da colonização, essa floresta ocupava mais de metade da região. Cobria oitenta mil quilômetros quadrados do Estado do Paraná e sessenta mil quilômetros quadrados de Santa Catarina. Hoje restam apenas fragmentos, que, somados, não atingem 1% da área original. A maioria dos remanescentes se encontra em áreas particulares de indústrias madeireiras. Estão ameaçados por plantações de pinus e soja.

Embora seja espécie abundante e de crescimento rápido, o declínio de suas populações a levou da condição de vulnerável para em perigo crítico nos últimos anos. Estima-se que a floresta de araucária cobira originalmente 200,000 km², tendo diminúido em 97% no último século. NO Rio Grande do Sul, cuja área florestal era formada 50% pela araucária, dos 40% da área do estado que era coberta por floresta restem 3%[4]. Está na lista de espécies amaeçadas do IBAMA, do Instituto de Botânica de São Paulo, da Fundação Biodiversitas e da IUCN.

Além do corte para exploração da madeira, o pinheiro-do-paraná tem 3400 toneladas anuais de sementes colhidas para consumo alimentar.

As populações do Paraguai não são produtoras de sementes, e na Argentina a floresta, que em 1960 tinha 210 000 ha, atualmente tem 1000 ha apenas.

Estimativas apontam que a espécie ocupava em 1900 cerca de 20 milhões de ha, e em 1982 apenas 565.419 ha. Desde esta dada estima-se que o desmatamento continua, a uma ordem de 80 000 ha por ano, para plantação de pinus e eucalipto. Por outro lado estima-se uma revegetação com araucária da ordem de 90 000 ha por volta de 1995. Se estes dados se confirmam, a espécie continua classificada como CR, mas com mais possibilidades de escapar à extinção do que se os números da recuperação forem menores[5].

O governo federal aprovou a inundação do lago da hidrelétrica de Barra Grande, na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul. O lago vai inundar um vale com um dos últimos remanescentes das florestas de araucárias.

Outras fontes afirmam que estudos da FUPEF- da Universidade Federal do Paraná, indicaram que existe ainda 22% de remanescentes de florestas de Araucarias no estado do Paraná, em varios estágios de desenvolvimento. Em Santa Catarina, a revisão dos dados feito pela Secretaria da Agricultura indicou que o indice de remanescentes é superior a 32%. Em relação a ameaça de extição os resultados do PELD - pesquisas de longa duração financiada pelo FINEP, por mais de uma década, indciou em todos os estudos que é fundamental o manejo das Ataucarias - uma espécie pioneira - para garantir sua sobrevivencia. No estudo patrocinado pelo IBAMA para criar UCs - Unidades de Conservação - no Paraná e Santa Catarina indicou que o estudo genético não indicou erosão genetica ou ameça de extinção. O mais grave problema da espécie é o seu Bioma que precisa ser tratado em conjunto com as demais espécies que o compõe.

[editar] Importância da Espécie

A espécie é de grande importância pois controla a qualidade da fauna e flora do bioma. Seus pinhões servem de alimento para pequenos animais no inverno, porque nesta época do ano quase não existem frutos e néctars.

Seus cones são como uma manjedoura, protegem as plantas menores e retêm a umidade.

Apesar de sua importância e do estado grave de ameaça, há poucas unidades de conservação para esse ecossistema. Os parques nacionais de Aparados da Serra e do Iguaçu têm pequenas áreas de florestas com araucárias.Em parques estaduais podemos citar o Parque Estadual das Araucarias em São Domingos,SC.

Referências

[editar] Ligações externas


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