Arbeitsrat für Kunst

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Arbeitsrat für Kunst (em alemão "Conselho de trabalhadores da arte") foi um movimento arquitetônico ligado ao expressionismo, fundado em 1918 em Berlim pelo arquiteto Bruno Taut e o crítico Adolf Behne.

Surgido após o fim da Primeira Guerra Mundial, o seu objetivo era a criação de um grupo de artistas que pudesse influir no novo governo alemão, visando a regeneração da arquitetura nacional, com um componente utópico. As suas obras destacam-se pelo uso do vidro e do aço, assim como pelas formas imaginativas e carregadas de um intenso misticismo.

De seguida, captaram membros provenientes da Deutscher Werkbund, como Walter Gropius, Erich Mendelsohn, Otto Bartning e Ludwig Hilberseimer, e contaram com a colaboração de outros artistas, como os pintores Lyonel Feininger, Erich Heckel, Karl Schmidt-Rottluff, Emil Nolde e Max Pechstein, e os escultores Georg Kolbe, Rudolf Belling e Gerhard Marcks. Esta variedade explica-se porque as aspirações do grupo eram mais políticas do que artísticas, visando influir nas decisões do novo governo em torno da arte e da arquitetura. Contudo, após os acontecimentos de janeiro de 1919 relacionados à Liga Espartaquista, o grupo renunciou aos seus fins políticos, dedicando-se a organizar exposições. Taut demitiu como presidente, sendo substituído por Gropius.

O grupo dissolveu-se a 30 de maio de 1921.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências