Arco de São Jorge

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 Portugal Arco de São Jorge  
—  Freguesia  —
Arco de São Jorge, Madeira - 2009-06-26.jpg
Brasão de armas de Arco de São Jorge
Brasão de armas
Localização no concelho de Santana
Localização no concelho de Santana
Arco de São Jorge está localizado em: Madeira
Arco de São Jorge
Localização de Arco de São Jorge na Madeira
32° 49' 38" N 16° 57' 18" O
País  Portugal
Região Flag of Madeira.svg Madeira
Concelho STN1.png Santana
Fundação 28 de dezembro de 1676 (337 anos)
 - Tipo Junta de freguesia
Área
 - Total 4,00 km²
População (2011)
 - Total 416
    • Densidade 104/km2 
Código postal 9230 - _ _ _
Orago São José
Correio electrónico jfasj@mail.telepac.pt

Arco de São Jorge é uma freguesia portuguesa do concelho de Santana, com 4,00 km² de área e 416 habitantes (2011). Densidade: 118 hab/km². Localiza-se a uma latitude 32.81667 (32°49') Norte e a uma longitude 16.95 (16°57') Oeste, estando a uma altitude de 124 metros. A estrada regional que passa nesta freguesia, dá acesso ao concelho de Santana e ao de S. Vicente. As actividades principais da população são a agricultura e a viticultura. Tem costa no Oceano Atlântico a norte e montanhas a sul.

História[editar | editar código-fonte]

Arco de São Jorge

A origem do nome da Freguesia do Arco de São Jorge advém dos montes que a circundam em forma de “arco”. Até 1676 o território da actual freguesia pertencia à Freguesia de São Jorge, da qual herdou o “apêndice” de “São Jorge”. O Arco de São Jorge foi elevado à categoria de freguesia a 28 de Dezembro desse mesmo ano.

Pertenceu à Freguesia de São Jorge desde que esta foi criada em 1517, mas no ano de 1676 foi separada, e então denominada de Arco de São Jorge.

Um dos primeiros colonizadores da Madeira foi Pedro Gomes Galdo, que teve largas terras de sesmaria em São Jorge e Boaventura, podendo presumir que nelas estivessem incluídos os terrenos que depois constituíram a freguesia do Arco de São Jorge. Pensa-se que a Freguesa do Arco de São Jorge foi povoada entre os fins do século XV e primeiro quartel do século XVI, muito antes da criação da Freguesia de São Jorge.

Esta pequena freguesia é uma das mais férteis de todo o norte da Ilha da Madeira. Produz todos os géneros agrícolas, com grande destaque para o cultivo de cana-de-açúcar.

Um dos principais sítios da Freguesia de São Jorge é a Quebrada em que o seu nome ficou a dever-se à grande quebrada que houve no passado, desagregando-se de outros terrenos por ali perto, principalmente do Arco Pequeno.

No século XVI, a população local desta freguesia eram provenientes de Portugal continental, concretamente do Minho e Algarve.

A sua primitiva ermida, dedicada a Nossa Senhora da Piedade, localizava-se no actual Sítio dos Casais e foi criada pelo Bispo D. Frei António Teles. Em 18 de Janeiro de 1740, procedeu-se à construção de uma igreja paroquial, em virtude da ermida de Nossa Senhora da Piedade, por esta se encontrar em lamentável estado de conservação. Em 31 de Março de 1748, um terramoto provocou grandes estragos na Igreja Paroquial.

[1]

Referências

Manuel Gonçalves, O “Feiticeiro do Norte” (1858*-1927)[editar | editar código-fonte]

Feiticeiro do Norte

É uma das personalidades mais representativas desta freguesia e actualmente tem uma pequena biblioteca com o seu nome.

Foi agricultor, pedreiro e poeta. Era um homem do povo, analfabeto, cuja poesia popular ganhou adeptos por toda a ilha.

Nasceu na freguesia do Arco de São Jorge em 14 de Outubro de 1858. Filho de João Gonçalves de Freitas e de Maria Júlia. Conservou a alcunha dos seus antepassados.

Casou ainda jovem com Maria de Jesus. Tiveram uma criança que acabou por falecer assim como a sua 1ª esposa.

Casou em segundas núpcias com Maria de Jesus Pestana de quem teve 8 filhos (4 dos quais também faleceram).

Segundo GOMES 1959, a poesia de Manuel Gonçalves “é uma reminiscência do jogral medieval, que simultaneamente divertia de censurava”. Segundo o mesmo autor, este poeta ganhou popularidade essencialmente pela sua “sinceridade, espontaneidade, limpidez e originalidade” sendo que a sua principal característica foi criar e não repetir.

A Chegada de Suas Magestades

A sua arte de rimar começou a evidenciar-se perto dos 40 anos nos arraiais madeirenses onde a sua veia criadora se cruzou com os sons do “rajão” e dos “ferrinhos”.

Emigrou para o Brasil em 1910 chegando a editar naquele país dois poemas.

Fisicamente era um homem que se evidenciava pela sua farta barba que ostentava com orgulho, à imagem dos filósofos. Tinha uma deformidade nas pernas. Nas suas palavras, tinha um “corpo malfeitaço”, “era cambado das pernas”, tinha o “pescoço curto”, os “olhos encolhidos”, “braços delgados e dedos compridos”.

Morreu no Arco de São Jorge a 19 de Março de 1927.

A maior parte da sua bibliografia está impressa em folhetos avulsos os quais vendia nos arraiais e de entre os quais destacaríamos: O Santo António; A Chegada de Suas Majestades; As raparigas dos bordados; O Lavrador; A cidade do Funchal; As inundações de 1895; O meu galo preto; A antiguidade de meu pai; A vida do Feiticeiro do Norte, descrita por ele mesmo; A Madeira; A imigração da Madeira; A peste do Lazareto; Pedro Alvares Cabral e Portugal e Brasil (Editado no Brasil).


[1]

A data do seu nascimento não é bem clara. Segundo SILVA 1998, Manuel Gonçalves terá nascido em mil oitocentos e sessenta e tanto enquanto PORTO DA CRUZ 1953 refere que terá nascido em 1868. Nos seus versos autobiográficos, Manuel Gonçalves refere que nasceu em 1858.

Referências

  1. GOMES, Alberto F. – Versos de Manuel Gonçalves (Feiticeiro do Norte). Funchal: s.n., 1959

Freguesias próximos e outras particularidades[editar | editar código-fonte]


O Arco de São Jorge possui, entre outras infra-estruturas, uma igreja, um museu (do vinho e da vinha) e um centro cívico com: centro de dia, centro de saúde, casa do povo, junta de freguesia, segurança social, zona de conferências, espaço internet e lavandaria. Possui ainda três unidades de turismo rural. Numa destas unidades (Quinta do Arco), os hóspedes e visitantes são convidados a apreciar os belos pomares subtropicais que povoam toda a sua área, mas principalmente a admirar a maior coleção de rosas de Portugal.


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