Argamassa

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Argamassa entre tijolos

Segundo a NBR 13281 [1] , argamassa é a mistura homogênea de agregado(s) miúdo(s), aglomerante(s) inorgânico(s) e água, contendo ou não aditivos ou adições, com propriedades de aderência e endurecimento, podendo ser dosada em obra ou em instalação própria (argamassa industrializada).

As argamassas são empregadas com as seguintes finalidades:

Características das argamassas[editar | editar código-fonte]

Chama-se traço a proporção em volume ou em massa entre os componentes das argamassas (cimento, cal e areia), que varia de acordo com a finalidade e as características desejadas da argamassa.

As argamassas mais comuns são constituídas por cimento, areia e água. Em alguns casos, costuma-se adicionar outro material como cal, saibro, barro, caulim, e outros para a obtenção de propriedades especiais.

As argamassas industrializadas utilizam aditivos para obterem propriedades especiais.

No caso de argamassas poliméricas, os aglomerantes são normalmente resinas sintéticas e o agregado o pó de pedra.

Assim como o concreto, as argamassas também se apresentam em estado plástico nas primeiras horas de confecção, e endurecem com o tempo, ganhando resistência, resiliência e durabilidade. Este processo chama-se cura da argamassa.

A argamassa é uma cola que permite unir diversos materiais de construção. Em muitos casos, pode-se utilizar argamassas com características especiais para melhorar as características de adesão. Também são importantes as características de impermeabilização, embora haja necessidade de adição de produtos especiais para obter as propriedades impermeabilizantes da argamassa.

Tipos de Argamassa[editar | editar código-fonte]

As argamassas são classificadas, segundo a sua finalidade, em argamassas para assentamento de alvenerias, para revestimento e para assentamento de revestimentos.

Argamassas para assentamento de alvenaria[editar | editar código-fonte]

As argamassas para assentamento são usadas para unir blocos ou tijolos das alvenarias.

Dependendo do tipo de bloco ou tijolo, podem ser utilizadas diversas técnicas de assentamento com argamassa. Normalmente ela é colocada com colher de pedreiro, mas podem ser utilizadas também bisnagas.

As três primeiras fiadas de uma parede de blocos ou tijolos devem ser revestidas inicialmente com uma camada de argamassa de impermeabilização, que protege a parede contra a penetração da umidade.

Argamassas para revestimento[editar | editar código-fonte]

Usualmente são aplicadas três camadas de argamassa em uma parede a ser revestida:

  • Chapisco: primeira camada fina e rugosa de argamassa aplicada sobre os blocos das paredes e nos tetos. Sem o chapisco, que é a base do revestimento, as outras camadas podem descolar e até cair.
  • Emboço: sobre o chapisco é aplicada uma camada de massa grossa ou emboço, para regularizar a superfície.
  • Reboco: é a massa fina que dá o acabamento final. Em alguns casos não é usado o reboco, por motivo de economia. Geralmente tem em seu traço areias mais finas, pois servem para dar o acabamento ao revestimento.

Em alguns casos, como em muros, o chapisco pode ser o único revestimento.

Por sobre as argamassas de revestimentos podem ser aplicados outros acabamentos como textura, massa corrida, pintura, areias quartzo, estuque veneziano etc.

O acabamento destes revestimentos pode ser sarrafeado ou desempenado.

Argamassa para assentamento de revestimentos[editar | editar código-fonte]

Revestimentos como azulejos, ladrilhos e cerâmicas são aplicados sobre o emboço. Para esta aplicação, também são utilizadas argamasssas.

No piso, utiliza-se uma camada de contrapiso e pode-se dar o acabamento por sobre esta camada. Este acabamento é conhecido como cimentado. O contrapiso é uma camada de argamassa de regularização e de nivelamento.

Argamassas industrializadas[editar | editar código-fonte]

Atualmente está sendo cada vez mais comum o uso de argamassas industrializadas, ou seja, a mistura dos componentes secos é realizada em uma planta industrial. Assim, na obra, apenas deve ser acrescentada água à mistura prévia. As argamassas industrializadas para aplicação de revestimentos cerâmicos são conhecidas como argamassas colantes. Elas apresentam os tipos AC-I, AC-II, AC III e ACIIIE, segundo a norma NBR 14081[2] .

A AC-I é recomendada para o revestimento interno com exceção de saunas, churrasqueiras e estufas. A AC-II é recomendada para pisos e paredes externos com tensões comuns de cisalhamento. A AC-III é recomendada para pisos e paredes externos com elevadas tensões de cisalhamento e piso sobre piso. A AC-IIIE é recomendada para ambientes externos, muito ventilados e com insolação intensa[3] .

Argamassas poliméricas[editar | editar código-fonte]

Outro tipo de argamassa industrializada é a argamassa polimérica. O seu principal uso se dá no assentamento de tijolos ou blocos na construção de alvenarias (paredes). Por necessitar de uma quantidade relativamente pequena de material para unir os blocos ou tijolos, uma parede construída com argamassa polimérica apresenta juntas mais finas do que uma parede construída com argamassa convencional.

Ao contrário das argamassas convencionais, que são comercializadas em , a argamassa polimérica é comercializada em estado pastoso e pronto para a utilização, sem nem mesmo necessitar a adição de água. Por se tratar de um produto elastomérico, a argamassa polimérica também apresenta elevada flexibilidade, o que pode proporcionar vantagens estruturais ao sistema construtivo.

Propriedades das argamassas[editar | editar código-fonte]

Para a obtenção de uma argamassa de boa qualidade, deve-se levar em conta:

Outro ponto a ser observado é a forma como se faz a mistura, que pode ser feita de forma manual, em betoneiras ou em centrais de mistura. Para a obtenção de uma boa mistura, devem-se utilizar preferencialmente meios mecânicos (betoneira ou centrais).

Uma característica importante da argamassa ainda fresca é a trabalhabilidade, que é uma composição da plasticidade com o tipo uso da argamassa e com a sua capacidade de aderência inicial. Em alguns usos, como no revestimento, é adicionado um quarto componente à mistura, que pode ser cal, saibro, barro, caulim ou outros, dependendo da disponibilidade e uso na região. De todos esses materiais, chamados de plastificantes, o mais recomendado é a cal hidratada.

Quando endurecida, a argamassa dever apresentar resistência e resiliência, de forma a suportar adequadamente os esfoços sem se romper.

Referências

  1. NBR 13281 - Argamassa para assentamento e revestimento de paredes e tetos - Requisitos
  2. NBR 14081 - Argamassa colante industrializada para assentamento de placas cerâmicas
  3. Revista EQUIPE DE OBRA, Editora PINI, Edição 38, julho 2011. <http://www.equipedeobra.com.br/construcao-reforma/38/artigo225223-1.asp>

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Publicações da Escola Politécnica da USP sobre argamassas:

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