Argantonio
Argantonio (?, H. 670 aC -?, H. 550 aC) foi o último rei dos Tartessos, único que se têm referências históricas. Devido à sua longevidade, há historiadores que pensam que não poderia ser um rei, mas sim uma dinastia ja que tesouros lhe foram atribuídos cerca de 300 anos depois.
Segundo Heródoto, Argantonio foi rei de Tartessos por oitenta anos, e viveu 120 anos.[1] Quando os gregos da Foceia chegaram a Tartessos, fizeram amizade com o rei, que pediu a eles que abandonassem a Jônia e fossem habitar com ele, por causa do poder crescente dos Medos.[1] Argantonio ajudou a construir a muralha da Foceia, que era bem longa e forte.[1]
Seu reinado representa o apogeu da cultura de Tartessos. ( Homem de prata ), que revela sua origen indoeuropeia, aparece nas fontes gregas ligado a riqueza mineral do seu reino (bronze e prata), com a qual ele ajudou a financiar a defesa de Foce ( cidade grega da Ásia Menor) contra a ameaça persa. . Se afirma que enviou até 1500 kilos de prata a seus aliados.. No entanto, ele não conseguiu estabelecer colônias focenses no seu reino, que tentou enfraquecer talvez a tutela comercial dos fenícios de Gadir (Cádiz), ou talvez para sair do comércio de metais, interrompido pela pressão assíria sobre cidades Fenicia
Alguns dão-lhe um reinado de 80 anos (a partir de 630 aC a 550 aC) e uma vida de 120, como Heródoto. De acordo com o poeta Anacreonte, citado por Plínio, o Velho, ele teria vivido 150 anos.[2] Inclusive alguns aventuram a dar lhe a inédita idade de 3 séculos. Obviamente, este é um exagero, mas confirma a ideia da longevidade que gozava seu longo reinado.
Provavelmente Argantonio morre uma morte natural, pois não existem registros históricos sobre a sua morte.
Depois da batalha naval de Alali (535 aC), que etruscos e cartagineses aliados contra os gregos, Cartago se torna senhor indiscutível do Mediterrâneo Ocidental. Cortando a rota que havia para a Iberia, cessa o comércio entre focenses e os Tartessos, que lentamente foi relegado ao esquecimento.