Argentina

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Argentina
República Argentina
Bandeira da Argentina
Brasão da Argentina
Bandeira Brasão
Lema: En Unión y Libertad
(Espanhol: "Em União e Liberdade")
Hino nacional: Himno Nacional Argentino
Gentílico: Argentino

Localização da Argentina

Localização da Argentina em vermelho escuro; Ilhas Malvinas, Ilhas Geórgia do Sul e Sandwich do Sul (administradas pelo Reino Unido) e a área reivindicada pelo país na Antártica em vermelho claro listrado.
Capital Buenos Aires
34°36'S 58°22'O
Cidade mais populosa Buenos Aires
Língua oficial Espanhol
Governo República Presidencialista
 - Presidente Cristina F. de Kirchner
 - Vice-presidente e Presidente do Senado[1] Amado Boudou
 - Presidente do Supremo Tribunal de Justiça Ricardo Lorenzetti[2]
Independência da Espanha 
 - Luta 25 de maio de 1810 
 - Proclamada 9 de julho de 1816 
 - Reconhecida 21 de setembro de 1863 
Área  
 - Total 2 780 400[3] km² (8.º)
 - Água (%) 1,1
População  
 - Estimativa de 2012 41 281 631[4] hab. (31.º)
 - Censo 2010 40 117 096 hab. 
 - Densidade 14 hab./km² (175.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2011
 - Total US$ 710,7 bilhões*[5]  (22.º)
 - Per capita US$ 17 376[5]  (51.º)
PIB (nominal) Estimativa de 2011
 - Total US$ 435,2 bilhões*[5]  (27.º)
 - Per capita US$ 10 639[5]  (62.º)
IDH (2013) 0,808 (49.º) – muito elevado[6]
Gini (2009) 45,8[7]
Moeda Peso argentino (ARS)
Fuso horário (UTC-3)
 - Verão (DST) (UTC-2)
Clima Temperado
Org. internacionais ONU (OMC), Mercosul, OEA, ALADI, CSN
Cód. ISO ARG
Cód. Internet .ar
Cód. telef. +54
Website governamental www.argentina.gov.ar

Mapa da Argentina

Argentina, oficialmente República Argentina (em espanhol: República Argentina, AFI[repuβlika arxentyna]), é o segundo maior país da América do Sul em território e o terceiro em população, constituída como uma federação de 23 províncias e uma cidade autônoma, Buenos Aires. É o oitavo maior país do mundo em área territorial e o maior entre as nações de língua espanhola, embora México, Colômbia e Espanha, que possuem menor território, sejam mais populosos.

A área continental da Argentina está entre a Cordilheira dos Andes a oeste e o Oceano Atlântico, a leste. Faz fronteira com Paraguai e Bolívia ao norte, Brasil e Uruguai a nordeste e com o Chile a oeste e sul. A Argentina reivindica uma parte da Antártida, sobrepondo as reivindicações do Chile e do Reino Unido no continente antártico, mesmo após todas as reivindicações terem sido suspensas pelo Tratado da Antártida de 1961. O país reivindica ainda as Ilhas Malvinas (em espanhol: Islas Malvinas) e Geórgia do Sul e Sandwich do Sul, que são administradas pelo Reino Unido como territórios britânicos ultramarinos.

O mais antigo registro de presença humana na área atualmente conhecida como Argentina é datado do período paleolítico.[8] A colonização espanhola iniciou-se em 1512.[9] A Argentina emergiu como o Estado sucessor do Vice-Reino do Rio da Prata,[10] [11] [12] uma colônia espanhola fundada em 1776. A declaração e a luta pela independência (1810-1818) foi seguida por uma longa guerra civil, que durou até 1861 e terminou com a reorganização do país como uma federação de províncias, com a cidade de Buenos Aires como capital. Durante a segunda metade do século XX, a Argentina enfrentou vários golpes militares e períodos de instabilidade política, juntamente com crises econômicas periódicas que contiveram seu pleno desenvolvimento econômico e social.

Uma potência média reconhecida,[13] a Argentina é uma das maiores economias da América do Sul,[14] com uma classificação alta no Índice de Desenvolvimento Humano.[15] Na América Latina, a Argentina possui o quinto maior PIB per capita (nominal) e o maior PIB per capita em paridade do poder de compra.[16] Analistas[17] argumentam que o país tem uma base "para o crescimento futuro, devido ao tamanho do seu mercado, níveis de investimento direto estrangeiro e o percentual de exportações de alta tecnologia como parte do total bens manufaturados" e é classificado pelos investidores como uma economia emergente. A Argentina é um membro fundador da Organização das Nações Unidas, do Mercosul, da União de Nações Sul-Americanas e da Organização Mundial do Comércio e continua sendo um dos G20.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O primeiro gentílico aplicado pelos europeus ao povo habitante da atual Argentina foi o termo castelhano "rioplatense". O nome foi dado por um equívoco feito por Sebastião Caboto em 1526, quando passou pelo estuário do Rio Uruguai e o chamou de Rio de La Plata ("Rio da Prata"), enganado pelo metal precioso que encontrou nas mãos de alguns indígenas, sem saber que eles o haviam tomado dos marinheiros da expedição portuguesa dirigida por Aleixo Garcia. Embora o equívoco tenha se esclarecido pouco depois, o nome manteve-se e logo o gentílico "rioplatense" aplicou-se em espanhol para designar os habitantes de ambas as margens do Rio da Prata, o qual os índios chamavam de Paraná-Guazú (termo que, traduzido da língua guarani, significa "mar grande").[18]

A prata, em latim, recebe o nome de argentum, nome substantivo ao qual corresponde o adjetivo argentinus. O nome "Argentina" foi usado pela primeira vez pelo poeta Miguel Del Barco Centenera (1535-1605) em seu poema histórico Argentina y la Conquista del Río de la Plata ("Argentina e a Conquista do Rio da Prata"), publicado em 1602, 66 anos depois da fundação do Puerto de Nuestra Señora Santa Maria del Buen Aire ("Porto de Nossa Senhora Santa Maria do Bom Ar"), a atual cidade de Buenos Aires. O substantivo "Argentina" foi utilizado amplamente a partir do século XVIII para designar toda a região do Rio da Prata, abarcando os atuais territórios do Uruguai, Paraguai e parte do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.[18]

História[editar | editar código-fonte]

Era pré-colombiana[editar | editar código-fonte]

Cueva de las Manos, uma das mais antigas expressões humanas da América do Sul.

A área conhecida atualmente como a Argentina era relativamente pouco povoada até o período da colonização europeia. Os primeiros vestígios de vida humana são datados do período Paleolítico e há indícios adicionais dos períodos Mesolítico e Neolítico.[19] No entanto, grandes áreas do interior eram aparentemente despovoadas durante um extenso período de secas entre 4000 e 2000 a.C.[20]

O arqueólogo uruguaio Raúl Campa Soler dividiu os povos indígenas na Argentina em três grupos principais: caçadores-coletores de alimentos básicos, sem desenvolvimento da cerâmica, caçadores-coletores de alimentos avançadas e os agricultores com cerâmica.[21]

Os povos primitivos argentinos se dividiram em dois grandes grupos: os caçadores e coletores, que habitavam a Patagônia, o Pampa e o Chaco; e os agricultores, instalados a noroeste, regiões próximas à Cordilheira dos Andes, as serras de Córdoba e, mais tarde, a Mesopotâmia argentina. Os estudos antropológicos dos grupos caçadores e coletores, tradicionalmente considerados mais simples que os povos agricultores, puseram de manifesto a complexidade que alcançaram culturas de um alto grau de simbolismo, como os sélknam, aush, yaganes e kawésqar, da Terra do Fogo. O noroeste atual argentino fazia parte do Império Inca, o maior império pré-colombiano da América do Sul.

Período colonial[editar | editar código-fonte]

Ruínas da missão jesuítica de San Ignacio Miní, considerada um Patrimônio Mundial pela UNESCO.
Buenos Aires e o Rio da Prata em 1790, durante o período colonial.

Os primeiros europeus chegaram à região com a expedição de Américo Vespúcio, que contornou a entrada do Rio da Prata em 1502. Posteriormente, o navegador espanhol Juan Díaz de Solís, em busca de uma passagem para o Oceano Pacífico, descobriu o Rio da Prata em 1516, e ao desembarcar no atual território do Uruguai foi atacado e morto pelos charruas. Os sobreviventes embarcaram novamente até a Espanha, mas muitos destes naufragaram e se refugiaram na Ilha de Santa Catarina, atual Florianópolis.

Em 1534 a parte norte da atual Argentina foi entregue a Pedro de Mendoza; a região que vai do Estreito de Magalhães até o Pólo Sul passava a ser outorgada a Pedro Sarmiento de Gamboa. Mendoza chegou ao Rio da Prata em 1536 e fundou o Porto de Santa María del Buen Ayre, em honra à virgem de Bonaria, da cidade de Cagliari, patrona dos navegantes.

Em 1609 foi fundada a primeira das missões jesuítas guaranis. As trinta missões chegaram a ser, no século XVIII, um verdadeiro empório comercial, um "estado dentro do Estado", como denominavam seus detratores, que se estabeleceu como um sistema de organização econômica e social distinto ao das colônias que as rodeavam. Visto o respeito com que os jesuítas tiveram pela organização social comunitária dos guaranis, conseguiu-se que as missões tivessem a base do seu crescimento. Em 1767 a Espanha expulsa a Companhia de Jesus de suas possessões, com o qual os povos índios passaram a depender dos governadores civis espanhóis, que os exploraram à revelia, até ao ponto em que no princípio do século XIX quase todas as missões estavam despovoadas e em ruínas.

A sociedade colonial apresentou aspectos dissonantes de acordo com a região. No interior, determinou-se uma sociedade de castas fortemente diferenciadas: os fazendeiros brancos eram o topo social e centralizados do poder nas cidades; eram educados e refinados, enquanto os campesinos mestiços estavam em condições quase servis. A população negra era muito escassa, reduzida quase em sua totalidade ao serviço doméstico, salvo em cidades mais mercantis como Córdoba.

A repressão dos indígenas nos vales Calchaquies, a entrega em mita de muitos deles para trabalhar nas minas de Potosí, o processo de mestiçagem e a grande aculturação fizeram que as encomiendas dessem lugar a um campesinato relativamente livre. Na segunda metade do século XVI, tanto o Alto Peru e Tucumán como o Paraguai exigiam a criação de um porto no Atlântico Sul para poder estabelecer laços de comércio mais próximos com a Espanha e diminuir seu isolamento. É por estes motivos — e pela ameaça de incursões estrangeiras no Rio da Prata — que a Coroa Espanhola autoriza a segunda fundação de Buenos Aires. Desde então a cidade se converteu na saída natural dos produtos altoperuanos (entre eles a prata) e do Paraguai. Estabeleceu-se então, na década de 1580, um lucrativo comércio entre Tucumán e o Brasil através da cidade.

Independência[editar | editar código-fonte]

A Revolução de Maio forçou a renúncia do vice-rei e substituiu seu governo pela Primera Junta, o primeiro governo argentino independente.

As notícias da Independência dos Estados Unidos e da Revolução Francesa, ambas baseadas nas ideias iluministas, introduziram ideias liberais na América Latina. A Argentina começou seu processo de independência da Espanha em 25 de maio de 1810, em um episódio denominado Revolução de Maio, empenhando-se em guerras contra os espanhóis e seus partidários (realistas); a revolução não teve uma calorosa acolhida em todo o vice-reino: outras regiões do Rio da Prata estavam tão interessadas em se tornarem independente de Buenos Aires como da Espanha. Em 1811 o Paraguai produziu sua própria declaração de Independência.

Tumba de José de San Martín, libertador de Argentina, Chile e Peru, na Catedral de Buenos Aires.

Em 1820, José de San Martín preparava um exército destinado a libertar o Chile e o Peru declarando sua independência. Em 26 de junho de 1822 celebrou-se a histórica reunião com Simón Bolívar. Os ventos (e os líderes) da Independência da Argentina sopraram para as demais colônias espanholas na América do Sul. Os argentinos consideram San Martín — que realizou a campanha de independência da Argentina, Chile e Peru — como herói de sua emancipação e "Pai da Pátria".

Após a derrota dos espanhóis, as disputas internas se deram entre os unitários e os federais. Iniciou-se um longo conflito para determinar o futuro da Nação. Em 1820, com a Batalha de Cepeda, iniciou-se um período de autonomias provinciais e guerras civis sendo que a união entre as províncias só se manteve graças aos chamados tratados interprovinciais. Na prática as províncias eram autônomas por cerca de 40 anos. Os caudilhos provinciais dominaram o mapa político e manejavam seus redutos com exércitos próprios.

Em 1826 o Congresso nomeou o primeiro presidente constitucional, Bernardino Rivadavia. Rivadavia era um Centralista que já mostrara anteriormente seu modo de governar quando exerceu o cargo de ministro de governo da província de Buenos Aires em 1821. Neste período o governo provincial focou, principalmente, nos melhoramentos da cidade de Buenos Aires, frequentemente repartindo o seu custo com todo o país, para torná-la uma cidade com ares mais europeus. Rivadavia construiu largas avenidas, escolas, calçamento de ruas e iluminação pública e fundou a Universidade de Buenos Aires, assim como dos cursos de teatro, geologia e medicina.

A Argentina, assim como Austrália, Canadá, Estados Unidos e Brasil recebeu nesse tempo uma onda de imigrantes, cuja sociedade foi sido influída em boa medida por um fenômeno imigratório maciço, que começou a partir dos meados do século XIX. A onda de imigração foi tão grande que, segundo a estimativa feita por Zulma Recchini de Lattes, a população argentina seria apenas 8 milhões de habitantes.[22]

Peronismo[editar | editar código-fonte]

Juan Perón e sua influente mulher, Eva (ou Evita). Eles fundaram o movimento político conhecido como Peronismo.

Nas eleições de 1946, o general Juan Domingo Perón se apresentou como candidato do Partido Laborista (Trabalhista), tendo como vice um radical da dissidente Junta Renovadora. A aliança que Perón aglutinou era heterogênea. Estavam juntos: Os sindicalistas da CGT, Os Yrigoyenistas do FORJA e os conservadores das províncias do interior. Perón foi eleito com 56% dos votos.

O governo peronista foi particularmente duro com a oposição política e sindical: muitos dos seus dirigentes foram presos. Nas universidades do país removeram-se professores dissidentes e impulsionou-se a CGU — Central Geral Universitária — como representante dos estudantes em oposição à majoritária Federação Universitária Argentina (FUA). Com um critério similar, criou-se a UES (União de Estudantes Secundários). A partir de 1950, a situação econômica começa a piorar. Ainda assim, Perón volta a se eleger em 1951.

A chegada do peronismo ao poder pela democracia produziu-se em pleno período pós-guerra, o qual significava a debilidade econômica da Europa em ruínas e a forte liderança dos Estados Unidos no hemisfério ocidental. Neste cenário, a Argentina se encontrava pela primeira vez em sua história na posição de credor dos países centrais, graças a suas exportações de carne e grãos às potências beligerantes. O principal devedor era o Reino Unido, que diante da emergência declarou sua iliquidez, bloqueando a livre disponibilidade de seus montantes. Mas o peronismo não sustentou a Argentina por muito tempo, o governo começa a ter dificuldades políticas; um golpe militar (a Revolução Libertadora), liderado por Eduardo Lonardi, ocorre em 1955. Assim, Perón teve que se exilar, fixando-se por fim na Espanha — e mesmo no exílio continuou sendo popular para os argentinos.

Regime militar[editar | editar código-fonte]

Jorge Videla, ditador da Argentina entre 1976 e 1981

O governo de Arturo Frondizi foi derrubado em 1962 por um golpe militar, depois da vitória do peronismo em várias eleições provinciais. Aproveitando a confusão, a Corte Suprema designou José María Guido, que era presidente provisório do Senado, como novo presidente do país, em seguida substituído por uma Junta de Comandantes.

Em 1982, durante a presidência de Leopoldo Galtieri, iniciou-se a Guerra das Malvinas contra o Reino Unido, disputando-se a soberania das ilhas. O absoluto fracasso das tropas argentinas e a morte de aproximadamente 600 jovens soldados propulsionou o golpe definitivo ao regime militar. Com a volta da democracia em 10 de dezembro de 1983, estimou-se que o número de vítimas do governo era de cerca de 10 mil pessoas. A marca mais profunda das ditaduras foi a repressão sobre setores específicos da sociedade, especialmente os elementos politicamente mais ativos, como jornalistas e sindicalistas.

O país se encontrou num caos político posteriormente à morte de Perón. Grupos extremistas realizavam sequestros e assassinatos, levando a sociedade a um terror poucas vezes visto no país. Nesta situação surge o autodenominado Processo de Reorganização Nacional, presidido originalmente por Jorge Rafael Videla, que se caracterizou por acentuada repressão, levando a cabo constantes perseguições, torturas e execuções de presos políticos. Assim como os outros países do Cone Sul, o governo argentino integrou a Operação Condor.

A administração de Videla foi marcada por violações sistemáticas aos direitos humanos, principalmente nos meios estudantis, além de questões de limites de fronteira com o Chile, que estiveram próximas de um conflito armado — matéria diplomaticamente mediada por João Paulo II. Houve também desmantelamento dos sindicatos e polarização na divisão de classes sociais. A economia do país, porém, cresceu, tornando-se mais competitiva e moderna, adaptando-se às correntes mundiais. Houve também um grande incremento nas obras públicas.

Período contemporâneo[editar | editar código-fonte]

A derrota na Guerra das Malvinas obrigou o regime militar a convocar eleições democráticas. Contudo, as violações maciças aos direitos humanos realizadas entre 1976 e 1983, assim como uma ampla tradição em golpes militares, farão complexo o processo de transição à democracia, com reiteradas insurreições militares. Em 1989, pela primeira vez na história, um presidente de um partido entregou o poder a um presidente de outro partido. A situação voltou a se repetir em 1999, mostrando uma notável consolidação da democracia na Argentina.

O presidente Fernando de la Rúa herdou uma competitividade diminuída das exportações, bem como déficits fiscais crônicos. A coalizão governista desenvolveu fendas, e o retorno de Domingo Cavallo ao Ministério da Economia foi interpretado como um movimento de crise dos especuladores. A decisão de Cavallo falhou e acabou por ser forçado a tomar medidas para pôr fim a uma onda de fuga de capitais e para conter a crise da dívida iminente (que culminou com o congelamento de contas bancárias). Um clima de descontentamento popular se seguiu, e em 20 de dezembro de 2001 a Argentina mergulhou em sua pior crise institucional e econômica desde 1890. Houve violentos protestos de rua, que entraram em confronto com policiais e resultaram em várias mortes. O clima cada vez mais caótico, em meio a tumultos acompanhados por gritos de que "todos devem ir", finalmente resultou na renúncia do presidente de la Rúa.[23]

Três presidentes seguiram em rápida sucessão, durante duas semanas, que culminou na nomeação do presidente interino Eduardo Duhalde pela Assembleia Legislativa em 2 de janeiro de 2002. A Argentina fez uma moratória de sua dívida internacional, e a ligação do peso argentino com o dólar foi rescindida, causando uma maior depreciação do peso e um aumento da inflação. Duhalde, um peronista com uma posição de centro-esquerda econômica, teve que lidar com uma crise financeira e sócioeconômica, com uma taxa de desemprego de 25% no fim de 2002 e com o menor salário real em sessenta anos. A crise acentuou a desconfiança do povo nos políticos e nas instituições. Depois de um ano abalado por protestos, a economia começou a se estabilizar no final de 2002, e as restrições sobre as retiradas bancárias foram suspensas em dezembro.[24]

Néstor Kirchner e a sua esposa e sucessora política, Cristina Kirchner

Beneficiando-se de uma taxa de câmbio desvalorizada o governo implementou novas políticas com base em re-industrialização e substituição de importações, e as exportações aumentaram e começaram a ter consistentes superávits comerciais e fiscais. O governador Néstor Kirchner, um peronista social democrata, foi eleito em Maio de 2003. Durante a presidência de Kirchner a Argentina reestruturou sua dívida em falta com um grande desconto (66%) na maioria dos títulos, pagou as dívidas com o Fundo Monetário Internacional, renegociou contratos com concessionárias e nacionalizou algumas empresas anteriormente privatizadas. Kirchner e seus economistas, nomeadamente Roberto Lavagna, também prosseguiram com uma política de rendimentos e vigoroso investimento em obras públicas.[25]

Argentina desde então tem se aproveitado de um crescimento econômico, mas com inflação alta. Néstor Kirchner executou a campanha de 2007 em favor de sua esposa, a senadora Cristina Fernández de Kirchner. Ela se tornou a primeira mulher eleita presidente da Argentina e em um resultado polêmico, Fabiana Ríos, uma candidata de centro-esquerda na Província de Tierra del Fuego se tornou a primeira mulher na história argentina a ser eleita governadora.

A presidente Cristina Kirchner, apesar de ter grande maioria no Congresso, viu um controverso plano para o aumento dos impostos às exportações agrícolas derrotado pelo surpreendente voto do vice-presidente Julio Cobos, após grandes protestos e bloqueios agrários de março a julho. A crise financeira global, desde então, fez com que Cristina Kirchner intensificasse a política de seu marido de intervenção do Estado em setores conturbados da economia.[26] A pausa no crescimento econômico e erros políticos ajudaram a levar kirchnerismo e seus aliados a perderem a maioria absoluta no Congresso, após as eleições de 2009.

Cristina Kirchner foi reeleita em 2011. Conquistou mais de 53% dos votos, o melhor desempenho de um candidato desde a redemocratização argentina. Kirchner é a primeira mulher reeleita presidente na América Latina.[27]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite do Cone Sul mês a mês.

A Argentina está situada no sul da América do Sul, com a Cordilheira dos Andes à oeste[28] e o Oceano Atlântico ao sul e a leste.[29] O país tem uma área total (excluindo a alegação da Antártida e de áreas controladas pelo Reino Unido) de 2.780.400 km²,[30] sendo que 43.710 km², ou 1,57%, é composto por água. O território argentino é dividido em seis principais regiões. Os Pampas são as planícies férteis localizadas no centro e no leste. A Mesopotâmia é uma planície delimitada pelos rios Paraná e Uruguai, e o Gran Chaco localiza-se entre a Mesopotâmia e os Andes. O Cuyo está no lado leste dos Andes, e o noroeste argentino fica no norte. A Patagônia é um grande planalto localizado ao sul do país.[31]

O ponto mais alto acima do nível do mar é o Monte Aconcágua, na província de Mendoza, com 6.959 metros de altura,[32] sendo considerado também o ponto mais alto do hemisfério sul e do mundo ocidental.[33] O ponto mais baixo é a Laguna del Carbón, na província de Santa Cruz, com -105 m abaixo do nível do mar.[32] Este é também o ponto mais baixo da América do Sul.[34] O ponto continental mais oriental fica a nordeste de Bernardo de Irigoyen, em Misiones, e o mais ocidental é o Parque Nacional Perito Moreno, província de Santa Cruz. O ponto mais setentrional está na confluência dos rios San Juan e Mojinete na província de Jujuy, e o mais ao sul é o Cabo San Pío, Terra do Fogo.[18]

Os principais rios são Paraná (o maior), Pilcomayo, Paraguai, Bermejo, Colorado, Negro, Salado e Uruguai. O Paraná e o Uruguai se juntam para formar o Estuário do Rio da Prata, antes de chegar ao Atlântico. Os rios regionalmente importantes são o Atuel e Mendoza, na província de mesmo nome, o Chubut, na Patagônia, Rio Grand, em Jujuy e San Francisco, em Salta.[18]

Os 4 725 quilômetros de comprimento de sua costa atlântica[18] varia entre áreas de dunas e falésias. A plataforma continental argentina (Plataforma Patagônica), é excepcionalmente ampla e é conhecida como Mar Argentino. As duas correntes oceânicas principais que afetam a costa são a quente Corrente do Brasil e a fria Corrente das Malvinas. Por causa da irregularidade da massa de terra costeira, as duas correntes alternam a sua influência sobre o clima e não permitem que as temperaturas caiam uniformemente com a maior latitude. O litoral sul de Terra do Fogo forma a margem norte do Canal de Beagle.[35]

Biodiversidade e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Plantas subtropicais dominam o Gran Chaco, no norte, com o gênero de árvores Dalbergia; também é predominantes árvores algarrobo (prosopis alba e prosopis nigra). Áreas de savana existem nas regiões mais secas próximas aos Andes. No centro do país, pampas úmidos são um verdadeiro ecossistema de pradarias de grama alta. O área original dos pampas praticamente não tinha árvores, sendo que a única planta de grande porte nativa da região é o Ombu. O pampa é uma das regiões mais produtivas e férteis para a agricultura na Terra, no entanto, este fator também é responsável por dizimar grande parte do ecossistema original, para abrir caminho para a agricultura comercial. Os pampas ocidentais receber menos chuvas, o que forma uma planície de gramíneas curtas ou de estepes.[36] O governo nacional mantém quatro monumentos naturais e 33 parques nacionais.[37]

Clima[editar | editar código-fonte]

Monte Aconcágua, na Patagônia, a maior montanha da Argentina e de todo o continente americano, com quase sete mil metros de altura.
Quebrada das Conchas, no Vale Calchaquíes, província de Salta, norte do país.

O clima temperado, geralmente varia de subtropical no norte, até subpolar no extremo sul. O norte, é caracterizado por verões quentes e úmidos, com invernos secos leves, e está sujeito a secas periódicas.[38] O centro da Argentina tem verões quentes com trovoadas (oeste da Argentina produz alguns dos maiores granizos do mundo) e invernos frios.[39] Nas regiões do sul, os verões são mornos e invernos frios com fortes nevoadas, especialmente nas zonas montanhosas. As altitudes mais elevadas em todas as latitudes tornam as condições climáticas mais frias.[40]

Entre as principais correntes de vento incluem o frio vento pampero, que sopra sobre as planícies da Patagônia e dos Pampas, seguindo a frente fria, sopra correntes quentes do norte no inverno médio e tardio, criando condições brandas. O Zonda, um vento quente e seco, afeta o centro-oeste da Argentina. Espremido de umidade durante os 6.000 m de descida dos Andes, o vento Zonda pode soprar por horas, com rajadas até 120 km/h, alimentando incêndios, causando danos, quando sopra o Zonda (junho-novembro), tempestades de neve e nevascas (viento blanco). As condições geralmente afetam altitudes mais elevadas.[41]

O Sudestada poderia ser considerado semelhante ao Nor'easter, apesar de a queda de neve ser rara, mas não sem precedentes. Ambos estão associados a um profundo sistema de baixa pressão baixa no inverno. O sudestada geralmente tem moderadas temperaturas baixas, mas traz chuvas muito fortes, mar agitado e inundações costeiras. É mais comum no final do outono e inverno ao longo da costa central e no estuário do Río de la Plata.[39]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Pirâmide etária da população argentina em 2008.

No censo de 2001 realizado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (INDEC), o país tinha uma população de 36.260.130 de habitantes naquele ano e os resultados preliminares do censo de 2010 indicam uma população total de 40.091.359 pessoas.[42] [43] A Argentina é o terceiro país mais populoso da América do Sul e 33º do mundo. A densidade populacional é de 15 pessoas por quilômetro quadrado de área de terra, bem abaixo da média mundial de 50 pessoas. A taxa de crescimento da população em 2010 foi estimada em 1,03% ao ano, com uma taxa de natalidade de 17,7 nascimentos por 1.000 habitantes e uma taxa de mortalidade de 7,4 mortes por mil habitantes. O saldo migratório argentino variou de zero a quatro imigrantes por mil habitantes.[44]

A proporção de pessoas com menos de 15 anos é de 25,6% da população, um pouco abaixo da média mundial de 28%, e a proporção de pessoas com 65 anos ou mais é relativamente alta, em 10,8%. Na América Latina, esta taxa só é menor que a do Uruguai e está bem acima da média mundial, que atualmente é de 7%. O país tem uma das taxas mais baixas de crescimento populacional da América Latina, cerca de 1% ao ano, bem como uma taxa de mortalidade infantil relativamente baixa. Sua taxa de natalidade de 2,3 filhos por mulher ainda é quase duas vezes maior do que a da Espanha ou Itália, países comparáveis por suas semelhantes práticas religiosas e proporções populacionais.[45] [46] A idade média dos argentinos é de aproximadamente 30 anos e a expectativa de vida ao nascer é 77,14 anos.[44]

A Argentina é um país altamente urbanizado.[47] As dez maiores áreas metropolitanas abrigam metade da população e menos de uma em cada dez pessoas vivem em áreas rurais. Cerca de 3 milhões de pessoas vivem na cidade de Buenos Aires e a área metropolitana da Grande Buenos Aires compreende uma população de 13 milhões de habitantes, o que a torna uma das maiores áreas urbanas do mundo.[48] As áreas metropolitanas de Córdoba e Rosário têm cerca de 1,3 milhões de habitantes cada, enquanto Mendoza, Tucumán, La Plata, Mar del Plata, Salta e Santa Fé têm pelo menos meio milhão de pessoas cada uma.[48] [49]

Religião[editar | editar código-fonte]

A Constituição garante a liberdade de religião, mas também exige que o governo apoie o catolicismo romano,[51] fazendo da Argentina um estado não-laico. Até 1994, o presidente deveria ser católico romano, embora não houvesse restrições em relação a outros funcionários do governo. Na verdade, desde 1945, inúmeros judeus ocuparam cargos de destaque. A política católica, no entanto, continua influente no governo e ainda ajuda a moldar uma variedade de legislação. Em um estudo de avaliação dos níveis das nações de regulação e perseguição religiosa com pontuação de 0-10, onde 0 representava os baixos níveis de regulação ou perseguição, a Argentina recebeu uma pontuação de 1,4 no Regulamento do Governo da Religião, 6,0 em Regulação Social da Religião, e 6,9 em Governo Favoritismo de Religião e 6 de perseguição religiosa.[52]

Catedral de La Plata.

Na Argentina, há uma ampla liberdade religiosa, garantida pelo 14º artigo da Constituição, embora o estado reconheça o caráter proeminente da Igreja Católica, que tem um estatuto jurídico diferente em relação ao resto das igrejas e denominações: nos termos do segundo artigo da constituição, o governo nacional deve sustentá-la e, segundo o Código Civil, é juridicamente equivalente a uma entidade de direito público e não estatal. Trata-se de um sistema diferenciado que não realiza o seu estatuto de oficialidade como a religião da república. O Vaticano e a Argentina assinaram um acordo que rege as relações entre o estado e a Igreja Católica.

Segundo o World Christian Database, os argentinos são 92,1% cristãos (onde destes quase 75% são católicos, embora esse percentual venha caindo nos últimos anos[53] ), 3,1% agnósticos, 1,9% muçulmanos, 1,3% judeus e ateus e budistas representam 0,9% cada segmento[53] .

Cristãos argentinos são em sua maioria, católicos. As estimativas para o número que professam essa fé variam de 70% da população, para 90%.[51]

Igrejas evangélicas têm vindo a conquistar uma posição de destaque desde a década de 1980 e contam de aproximadamente 9% da população total entre seus seguidores.[54] Igrejas pentecostais e tradicionais estão presentes na maioria das comunidades. Os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias possuem mais de 373.000 seguidores no país, sendo a sétima maior congregação cristã no país.[55]

Há também crenças religiosas populares que são difundidas, como o culto à Defunta Correa, à Madre Maria, para Pancho Sierra, a Gauchito Gil, ou a Zeferino Namuncurá. O último foi beatificado pela Igreja Católica em 2007.

Idiomas[editar | editar código-fonte]

O argentino Ernesto Guevara foi apelidado de "Che" por seu uso frequente da interjeição em espanhol Che.

A língua oficial e de facto da Argentina é o espanhol, normalmente chamado castelhano pelos argentinos. O país é a maior sociedade de língua espanhola que emprega universalmente o voseo (o uso do pronome vos em vez de (você), o que também ocasiona o uso de formas verbais alternativas). O dialeto mais prevalente é o rioplatense, cujos falantes estão localizados principalmente na bacia do Rio da Prata. Italianos e outros imigrantes europeus influenciaram o lunfardo, uma gíria falada na região, permeando o vocabulário vernáculo de outras regiões também. Um estudo fonético realizado pelo Laboratório de Investigações sensoriais do CONICET e pela Universidade de Toronto mostrou que o sotaque dos habitantes de Buenos Aires (conhecidos como porteños) estão mais próximos da língua napolitana, falada no sul da Itália, do que de qualquer outra língua falada.[56]

De acordo com o Ethnologue existem cerca de 1,5 milhões de falantes de italiano (tornando-se a segunda língua mais falada no país) e 1 milhão de falantes de árabe levantino (falado na Síria, Líbano e Chipre) no país. O alemão padrão é falado por 400.000 a 500.000 argentinos de ascendência alemã, o que a torna a quarta língua mais falada.[57]

Algumas comunidades indígenas mantiveram as suas línguas originais. O guarani é falado por alguns no nordeste, especialmente em Corrientes (onde possui estatuto oficial) e Misiones. O quíchua é falado por alguns no noroeste e tem uma variante local em Santiago del Estero. O aymara é falado por membros da comunidade de imigrantes bolivianos. Na Patagônia há comunidades de língua galesa, sendo que cerca de 25.000 habitantes a usam como segunda língua. Imigrantes recentes trouxeram idiomas como o chinês e o coreano (principalmente a Buenos Aires). O inglês, o português brasileiro e o francês também são idiomas com alguma influência no país.[57]

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Tal como acontece com outras áreas de novos assentamentos, como o Canadá, Austrália, Brasil e Estados Unidos, a Argentina é considerada um país de imigrantes.[58] A maioria dos argentinos são descendentes de colonos da era colonial e de imigrantes europeus do século XIX e XX.[59] A Argentina perdia apenas para os Estados Unidos em número de imigrantes europeus recebidos e, nessa época, sua população dobrava a cada duas décadas. A maioria destes imigrantes europeus vieram da Itália e Espanha.[60] 86,4% da população da Argentina se autoidentifica como sendo de ascendência europeia. Estima-se que 8% da população é mestiça e 4% são de ascendência árabe ou asiática.[59] No último censo nacional, 600.000 argentinos (1,6%) autoidentificaram como indígenas.[61] [62]

Um grupo de argentinos descendentes de alemães na cidade de Crespo, província de Entre Ríos.

O recente fluxo de imigração ilegal tem sido proveniente de países como Bolívia e Paraguai, com números menores do Peru, Equador e Romênia.[63] O governo argentino estima que 750 000 habitantes não têm documentos oficiais e lançou um programa chamado "Patria Grande",[64] para incentivar imigrantes ilegais a declarar seu estatuto, em troca de vistos de residência de dois anos - até agora mais de 670 mil pedidos foram processados ​​no âmbito do programa.[65]

Na Argentina, a herança européia é a predominante, mas com significativa herança indígena, e presença de contribuição africana também. Um estudo genético realizado em 2009, revelou que a composição da Argentina é 78,50% européia, 17,30% indígena e 4,20% africana.[66] De acordo com um estudo genético autossômico de 2012 a composição da Argentina é a seguinte: 65% europeia, 31% indígena e 4% africana. O estudo em questão observou variações regionais, com algumas partes sendo mais indígenas e outras europeias, não obstante elas todas sejam mescladas, variando apenas o grau de mistura.[67]

Em Buenos Aires, um estudo genético encontrou contribuição indígena de 15,80% e africana de 4,30%.[68] Na região de La Plata, as contribuições européia, indígena e africana foram, respectivamente, 67.55% (+/-2.7), 25.9% (+/-4.3), e 6.5% (+/-6.4).[69] Quanto à população de Mendoza, um estudo genético encontrou a seguinte composição autossômica (DNA herdado tanto por parte de mãe quanto por parte de pai e que permite inferir toda a ancestralidade de um indivíduo): 46,80% de ancestralidade européia, 31,60% indígena e 21,50% africana.[70]

Na linhagem materna (DNA mitocondrial), de acordo com um estudo genético de 2004, 56% da população da Argentina possui DNA mitocondrial ameríndio.[71]

Política[editar | editar código-fonte]

Casa Rosada em Buenos Aires, sede do governo argentino.

A Argentina é uma república constitucional e uma democracia representativa. O governo é regulado por um sistema de três poderes independentes definido pela Constituição da Argentina, que serve como a legislação máxima do país. A sede do governo é a cidade de Buenos Aires. O sufrágio é universal, igualitário, secreto e obrigatório.[72]

O governo nacional é composto por três ramos:

  • O poder executivo reside no presidente e no Conselho de Ministros. O presidente e o vice-presidente são eleitos diretamente para mandatos de quatro anos e são limitados a dois mandatos seguidos. Ministros são nomeados pelo presidente e não estão sujeitos a ratificação legislativa. A atual presidente do país é Cristina Fernández de Kirchner, com Amado Boudou como vice-presidente.[72]
  • O poder judiciário é independente dos poderes executivo e legislativo. A Suprema Corte tem sete membros nomeados pelo presidente, em consulta com o Senado. Os juízes de todos os outros tribunais são nomeados pelo Conselho da Magistratura da Nação Argentina, um secretariado composto por representantes dos juízes, advogados, o Congresso e o executivo.[72]
  • O poder legislativo é exercido pelo Congresso Nacional bicameral, composto por um Senado com 72 membros e uma Câmara de Deputados com 257 membros. Os senadores têm mandato de seis anos, com um terço tendo direito à reeleição a cada dois anos. Os membros da Câmara dos Deputados são eleitos para mandatos de quatro anos por um sistema de representação proporcional, com metade dos membros permanentes para reeleição a cada dois anos. Um terço dos candidatos apresentados pelos partidos devem ser mulheres.[72]

Apesar de declarada como capital em 1853, Buenos Aires não se tornou a capital oficial até 1880. Houve movimentos para mudar o centro administrativo para outro lugar. Durante a presidência de Raúl Alfonsín, foi aprovada uma lei para transferir a capital federal para Viedma, Río Negro. Os estudos estavam em curso quando problemas econômicos suspenderam o projeto em 1989. Embora a lei nunca tenha sido formalmente revogada, é agora tratada como uma relíquia.

A Argentina é dividido em 23 províncias e uma Cidade Autônoma. A província de Buenos Aires é dividida em 134 partidos, enquanto as restantes províncias estão divididas em 376 departamentos. Departamentos e Partidos estão subdivididos em municípios ou distritos. Com exceção da província de Buenos Aires, as províncias do país optaram nos últimos anos a entrar em acordos com outras províncias, formando quatro regiões federadas destinadas a promover a integração econômica e desenvolvimento: Região Central, Região Patagônica, Região do Novo Cuyo e a Região do Grande Norte Argentino.[72]

Relações exteriores[editar | editar código-fonte]

Líderes da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) reunidos com o BRICS durante a 6ª reunião de cúpula do grupo em Fortaleza, Brasil.

A Argentina, junto a Brasil, Paraguai e Uruguai, forma parte do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e da União de Nações Sul-Americanas.[73] O país participou em cada fase da operação do Haiti e também tem contribuido em operações pacíficas em diversas zonas do mundo. Em reconhecimiento a suas contribuições à seguridade internacional e à pacificação, o ex-presidente estadunidense Bill Clinton designou a Argentina como um principal aliado extra-OTAN em janeiro de 1998.[74]

A Argentina mantém uma disputa de soberania sobre as Ilhas Malvinas, Sandwich do Sul, Aurora e Geórgia do Sul, administradas pelo Reino Unido, junto com seus espaços marítimos circundantes. Reivindica quase 1 milhão de quilômetros quadrados na Antártida, no que constitui a Antártida Argentina (embora todas as reivindicações continentais sobre a Antártida estejam suspensas em virtude do Tratado Antártico).[75]

Em 2007, durante o governo Kirchner, Argentina assinou 294 acordos bilaterais, incluindo 39 com a Venezuela, 37 com o Chile, 30 com a Bolivia, 21 com o Brasil, 12 com a República Popular da China, 10 com a Alemanha, 9 com os Estados Unidos e Itália, e 7 como Cuba, Paraguai, Espanha e Rússia.[76]

Forças armadas[editar | editar código-fonte]

Edifício Libertador, sede do Ministério da Defesa e do Exército argentino.

As forças armadas da Argentina compreendem o exército, marinha e força aérea. O presidente é o comandante-em-chefe das forças armadas, com o Ministério da Defesa exercendo o controle do dia-a-dia. Há também duas outras forças, a Prefeitura Naval (que patrulha as águas territoriais argentinas) e a Guarda Nacional (que patrulha as regiões fronteiriças); ambos os braços são controlados pelo Ministério do Interior, mas mantêm o contato com o Ministério da Defesa. A idade mínima para o alistamento nas forças armadas é de 18 anos e não há serviço militar obrigatório. Atualmente, cerca de 70.000 funcionários estão na ativa, um terço a menos do que os níveis de antes do retorno à democracia, em 1983.[77]

Historicamente, as forças armadas da Argentina têm sido uma das mais bem equipadas da região (por exemplo, o desenvolvimento de seus próprios caças a jato já em 1950),[78] mas recentemente têm vindo a enfrentar cortes de despesas mais nítidos que na maioria dos outros países latino-americanos às forças armadas. Despesas militares reais diminuíram progressivamente depois de 1981 e, embora tenha havido recentes aumentos, o orçamento de defesa está agora em torno US$ 3 bilhões.[79] As forças armadas do país estão participando em importantes operações de paz no Haiti e no Chipre.[80]

Símbolos nacionais[editar | editar código-fonte]

A Argentina tem vários símbolos nacionais, alguns dos quais são amplamente definidos por lei.[81]

A Bandeira Nacional é constituída por três listras horizontais de mesma largura, coloridas em azul, branco e azul claro, com o Sol de Maio no centro do meio listra, branca. A bandeira foi desenhada por Manuel Belgrano em 1812 e foi adotada como símbolo nacional em 20 de julho de 1816. O brasão de armas da Argentina, que representa a união das províncias, entrou em uso em 1813 como um selo para documentos oficiais.

O Hino Nacional Argentino, adotado em 1813, foi escrito por Vicente López y Planes com música de Blas Parera. Ele foi posteriormente reduzido para apenas três pontos, após ataques omitindo as letras contra o ex-metrópole Espanha.

O Laço da Argentina foi usado pela primeira vez durante a Revolução de Maio de 1810 e foi oficializado dois anos depois. O Hornero, habitante de praticamente todo o território nacional, foi designado por unanimidade como o animal nacional do país em 1927. O Ceibo é designado como a flor/árvore nacional do país,[81] enquanto o Pato, uma prática a cavalo, é o esporte nacional.[82] A Schinopsis balansae foi declarado "árvore de floresta nacional" em 1956.[83] A rodocrosita é a pedra nacional.[81]

Os pratos nacionais são o asado[84] e locro, e o vinho é a bebida nacional. A Virgem de Luján é a santa padroeira do país.[85]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A Argentina é uma república representativa federal desde a Constituição argentina de 1853. O país é subdividido em 23 províncias e um Distrito Federal onde se localiza a capital argentina, Buenos Aires (oficialmente Ciudad Autónoma de Buenos Aires).

Província Capital População
(est. 2008)
Superfície
(em km²)
PBG per capita
(U$S, 2008, est.)
Mapa
Bandera de la Ciudad de Buenos Aires.svg Ciudad Autónoma de Buenos Aires[86] 3.042.581 203 23.309 Map of Argentina with provinces names es.png
Bandera Buenos Aires.svg Província
de Buenos Aires
La Plata 15.052.177 307.571 7.310
Stemma catamarca.gif Catamarca San Fdo. del Valle
de Catamarca
388.416 102.602 6.009
Bandera de la Provincia del Chaco.svg Chaco Resistencia 1.052.185 99.633 2.015
Bandera de la Provincia del Chubut.svg Chubut Rawson 460.684 224.686 15.422
Bandera de la Provincia de Córdoba.svg Córdoba Córdoba 3.340.041 165.321 6.477
Flag of Corrientes province in Argentina.gif Corrientes Corrientes 1.013.443 88.199 4.001
Bandera de la Provincia de Entre Ríos.svg Entre Ríos Paraná 1.255.787 78.781 5.682
Bandera de la Provincia de Formosa.svg Formosa Formosa 539.883 72.066 2.879
Flag of Jujuy province in Argentina.gif Jujuy San Salvador
de Jujuy
679.975 53.219 3.755
Flag of La Pampa province.png La Pampa Santa Rosa 333.550 143.440 5.987
Flag of La Rioja province in Argentina.gif La Rioja La Rioja 341.207 89.680 4.162
Flag of Mendoza province in Argentina.gif Mendoza Mendoza 1.729.660 148.827 9.079
Bandera de la Provincia de Misiones.svg Misiones Posadas 1.077.987 29.801 3.751
Bandera de la Provincia de Neuquén.svg Neuquén Neuquén 547.742 94.078 26.273
Bandera rio negro no oficial.jpg Río Negro Viedma 597.476 203.013 8.247
Bandera de la Provincia de Salta.svg Salta Salta 1.224.022 155.488 4.220
Flag of San Juan province in Argentina.gif San Juan San Juan 695.640 89.651 5.642
San luis prov arg.png San Luis San Luis 437.544 76.748 5.580
Flag of Santa Cruz province in Argentina.gif Santa Cruz Río Gallegos 225.920 243.943 30.496
Flag of Santa Fe province in Argentina.gif Santa Fe Santa Fe 3.242.551 133.007 8.423
Bandera de la Provincia de Santiago del Estero.svg Santiago del Estero Santiago del Estero 865.546 136.351 3.003
Bandera de la Provincia de Tierra del Fuego.svg Terra do Fogo Ushuaia 126.212[87] 21.478 20.682
Bandera tucuman.svg Tucumán San Miguel
de Tucumán
1.475.384 22.524 3.937
Flag of Argentina.svg Total País 39.745.613[87] 2.780.400 8.269


Economia[editar | editar código-fonte]

Puerto Madero, em Buenos Aires, o principal centro financeiro do país.
Banco da Nação Argentina, o maior do país.

A economia da Argentina é a terceiro maior da América Latina,[88] com uma alta qualidade de vida e um PIB per capita elevado,[89] além de ser considerada uma economia de renda média-alta.[90]

O país possui ricos recursos naturais, uma população altamente alfabetizada, um setor agrícola orientado para a exportação e uma base industrial diversificada. Historicamente, no entanto, o desempenho econômico da Argentina tem sido muito desigual, onde o crescimento econômico elevado alternou-se com períodos de graves recessões, especialmente durante o final do século XX, além de problemas como uma má distribuição de renda e o aumento da pobreza. No início do século XX, a Argentina era um dos países mais ricos do mundo e um dos mais prósperos do hemisfério sul, embora atualmente seja uma nação de renda média-alta.[91]

A Argentina é considerada um mercado emergente pelo FTSE Global Equity Index e é uma das economias do G20. No entanto, os altos índices de inflação tem sido uma fraqueza constante da economia do país durante décadas.[92] Oficialmente oscilando em torno de 9% desde 2006, a inflação do país é estimada em mais de 30% por fontes independentes,[93] o que gera críticas de que o governo tem manipulado as estatísticas oficiais de inflação.[94] A taxa de pobreza urbana caiu abaixo dos índices da crise econômica de 2001.[95] A distribuição de renda melhorou desde 2002, mas ainda é consideravelmente desigual.[96] [97] A Argentina começou um período de austeridade fiscal em 2012, devido a um processo de desaceleração econômica.[98] [99]

O país foi classificado na 102ª posição entre as 178 nações avaliadas no Índice de Percepção de Corrupção de 2012, realizado pela Transparência Internacional.[100] Entre os problemas apontados, estão a corrupção do governo, a falta de independência judicial, impostos e tarifas enormes e interferência regulatória, o que prejudica a eficiência e o aumento da produtividade do país.[101] A administração Kirchner respondeu à crise financeira global de 2008 com um grande programa de obras públicas, novos cortes de impostos e subsídios,[102] além da transferência de pensões privadas para o sistema de segurança social. Planos de previdência privada, que exigiam subsídios crescentes para serem cobertos, foram nacionalizados para financiar os altos gastos do governo e as obrigações de dívida argentina.[103]

A Argentina tem o segundo maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e PIB per capita (em paridade do poder de compra - PPC) da América Latina, atrás somente do Chile.[6] Além de ser uma das economias do G20, o país tem o 19º maior PIB do mundo em PPC.[5]

Indústria[editar | editar código-fonte]

Sede da Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF) em Buenos Aires, uma estatal argentina da área de petróleo e derivados.

A indústria é o maior setor único na economia do país (19% do PIB) e está bem integrado à agricultura argentina, sendo que metade das exportações industriais do país são de natureza agrícola.[104] Tendo como base o processamento de alimentos e de produtos têxteis durante o seu desenvolvimento inicial na primeira metade do século XX, a produção industrial argentina tornou-se altamente diversificada.[105] Os principais setores em termos de valor de produção são: processamento de alimentos e bebidas, veículos automóveis e autopeças, produtos de refinaria, biodiesel, produtos químicos e farmacêuticos, aço e alumínio, máquinas agrícolas e industriais, e aparelhos eletrônicos. Estes últimos incluem mais de três milhões de itens, bem como uma variedade de produtos eletrônicos, eletrodomésticos e de telefones celulares, entre outros.[106]

A indústria automotiva produziu 829.000 veículos em 2011 e exportou 507 mil (principalmente para o Brasil, que, por sua vez, exportou um número um pouco maior para a Argentina).[107] As bebidas são outro setor importante e a Argentina é atualmente um dos cinco maiores produtores de vinho do mundo. A produção de cerveja ultrapassou a de vinho em 2000 e hoje lidera com quase dois bilhões de de litros por ano.[106]

Outros produtos industriais produzidos no país incluem: vidro e cimento, plásticos e pneus, produtos de madeira, têxteis, produtos de tabaco, suportes de gravação e impressão, móveis, vestuário e couro.[106] A maior produção está organizada em torno de 280 parques industriais, com outros 190 programados para abrir durante o ano de 2012.[108] Quase metade das indústrias argentinas estão sediadas na área da Grande Buenos Aires, apesar de cidades como Córdoba, Rosário e Ushuaia também serem importantes centros industriais, sendo esta última o principal centro de produção de eletrônicos do país desde a década de 1980.[109] A produção de computadores, notebooks e servidores cresceu 160% em 2011, para quase 3,4 milhões de unidades e cobriu dois terços da demanda local.[110] Outro importante setor historicamente dominado pelas importações - máquinas agrícolas - também terá fabricação principalmente nacional até 2014.[111]

Licenças de construção cobriam quase 19 milhões de m² pelo país em 2008. As contas do setor de construção civil respondem por mais de 5% do PIB e dois terços do setor foi voltado para edifícios residenciais.[104] O país tornou-se um centro de investimento para empresas de alta tecnologia, tem um desenvolvimento significativo na indústria eletrônica, eletromecânica e ótico, 70% das empresas do setor são exportadoras. Em 2013 exportou US $ 700 milhões para mais de 60 países, incluindo a Alemanha, Áustria, Estados Unidos, Índia, Itália e África do Sul, entre outros.[112]

Na última década, dobrou a participação da indústria no PIB, registrando um aumento de 105%, com um forte aumento da produtividade do trabalho. Ele também obteve um crescimento diversificado, especialmente em sectores de alto valor acrescentado: o setor automotivo cresceu neste período, de 409%, os minerais não-metálicos 177%, 175% metalúrgicas, têxteis, de 158%, ou de 102% de borracha e plástico, 95 % substâncias e produtos químicos.[113]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Turistas esquiando em Cerro Catedral, Bariloche.

A Argentina é o país mais visitado da América do Sul e o quarto mais visitada da América. Segundo dados oficiais da Organização Mundial de Turismo, o país recebeu mais de 5,3 milhões de turistas estrangeiros em 2010, o que representou cerca de 4.930 milhões de dólares de renda. Os turistas estrangeiros vêm principalmente de Brasil, Chile, Peru, Colômbia, México, Bolívia, Equador, Uruguai, Venezuela, Paraguai e de países europeus, como Espanha, Itália, França, Alemanha, Reino Unido e Suíça.[114]

O vasto território da Argentina é dotado de grande interesse turístico. A valorização da moeda local, após a desvalorização ocorrida em 2002, favoreceu a chegada de um grande número de turistas estrangeiros, tornando o país mais acessível comercialmente no início de 1990. Com o aumento dos custos para viajar ao exterior, muitos argentinos também se voltaram para o turismo interno.[115]

Em 2006, o setor respondeu por 7,41% do PIB do país,[116] embora note-se que a saída de residentes argentinos com fins turísticos supere as entradas e equivalha a 12% do PIB.[117] Os estrangeiros veem a Argentina como uma área sem conflitos armados, terrorismo e crises sanitárias.[118]

Buenos Aires se destaca como o principal centro para os turistas estrangeiros e domésticos (5,25 milhões em 2007).[119] Eles são atraídos por uma cidade populosa, cosmopolita e com ampla infraestrutura. Entre outras características, o tango é uma das principais razões para a visita à capital argentina.[120]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Faculdade de Medicina da Universidade de Buenos Aires.

Saúde na Argentina é provida através da combinação de planos patrocinados por sindicatos de trabalhadores e empregados ("Obras Sociales"), planos de seguro do governo, hospitais e clínicas públicas, e através de planos de saúde privados. Esforços governamentais para melhorar a saúde pública na Argentina podem ser traçados até o primeiro tribunal médico de 1780 do Vice-rei da Espanha Juan José de Vértiz.[121] Logo após a independência, o estabelecimento da Escola de Medicina da Universidade de Buenos Aires em 1822 foi complementada pela da Universidade Nacional de Córdoba em 1877. O treinamento de médicos e enfermeiras nestas e noutras escolas permitiu um rápido desenvolvimento das cooperativas de tratamento de saúde, durante a Administração de Pres..

A disponibilidade de tratamento de saúde ajudou a reduzir a mortalidade infantil na Argentina de 89 a cada 1000 nascimentos em 1948 para 12,9 em 2006[122] [123] e aumentou a expectativa de vida ao nascer de 60 anos para 76.[44] [124]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Tranvía del Este, um VLT em Puerto Madero, Buenos Aires.

A infraestrutura de transportes da Argentina é relativamente avançada.[125] Existem mais de 230.000 km de estradas (não incluindo as estradas privadas rurais), dos quais 72.000 km são pavimentados[126] e 1.575 km são de rodovias expressas,[127] muitas dos quais são privatizadas. Tendo dobrado o comprimento nos últimos anos, as vias expressas agora ligam várias cidades importantes, com mais rodovias em construção.[128] Vias expressas são, no entanto, atualmente insuficientes para lidar com o tráfego local, com 9,5 milhões de veículos a motor registados no território nacional em 2009 (240 para cada 1000 habitantes).[129]

A rede ferroviária tem um comprimento total de 34.059 km.[130] Depois de décadas em declínio e manutenção inadequada, a maioria dos serviços de passageiros interurbanos foram encerrados em 1992, quando a companhia ferroviária foi privatizada e milhares de quilômetros de pista (excluindo o total acima) entraram em desuso. Os serviços de transporte ferroviário metropolitano em torno de Buenos Aires permaneceram com grande demanda, devido em parte ao seu fácil acesso para o metrô de Buenos Aires. Os serviços ferroviários interurbanos estão sendo reativados em várias linhas.

Inaugurado em 1913, o Metrô de Buenos Aires foi o primeiro sistema de metrô construído na América Latina e no hemisfério sul.[131] Já não é a mais extensa rede de metrô da América do Sul, mas, com 52,3 km, transporta cerca de um milhão de passageiros por dia.[106]

A Argentina tem cerca de 11.000 km de vias navegáveis e estas transportam mais carga do que o sistema ferroviário do país. Isso inclui uma extensa rede de canais, embora a Argentina tenha várias vias navegáveis naturais, sendo as mais significativas os rios de la Plata, Paraná, Uruguai, Negro e Paraguai.[132]

A Aerolineas Argentinas é a principal companhia aérea do país, fornecendo serviços nacionais e internacionais. A Austral Líneas Aéreas é uma subsidiária da Aerolineas Argentinas, com um sistema de rotas que cobre quase todo o país. A LADE é uma companhia aérea de gerência militar que realiza voos domésticos.

Educação[editar | editar código-fonte]

Depois da independência, a Argentina construiu um sistema nacional de educação pública se espelhando nas outras nações, colocando o país em uma boa colocação no ranking global de alfabetização. Atualmente o país tem um índice de alfabetização de 97% e três em cada oito adultos acima de 20 anos completaram os estudos da escola secundária ou superior.[104]

Colégio Nacional Rafael Hernández, parte da Universidade Nacional de La Plata.

A ida para a escola é obrigatória dos 5 aos 17 anos. O sistema escolar da Argentina consiste em uma nível primário que dura de seis a sete anos, e um secundário que dura de cinco a seis anos. Na década de 1990 o sistema foi dividido em diferentes tipos de instituições de ensino secundário, chamadas "Educacion Secundaria" e a "Polimodal". Algumas províncias adotaram o "Polimodal" enquanto outras não. Um projeto no Executivo para acabar com essa medida e retornar ao sistema mais tradicional de educação de nível secundário foi aprovado em 2006.[133] O ex-presidente Domingo Faustino Sarmiento é creditado pela esmagadora maioria por ter implementado o moderno e gratuito sistema educacional na Argentina. A reforma universitária em 1918 formou a atual representação em tripartite da maioria das universidades públicas.

A educação é mantida pelas taxas em todos os níveis de educação, exceto a maioria dos estudos de graduação. Há várias instituições de ensino privado no ensino primário, secundário e universitário. Em torno de 11,4 milhões de pessoas estão recebendo educação formal de algum tipo em 2005 :

A educação pública na Argentina é gratuita do primário até a universidade. Apesar da alfabetização ser quase universal no início de 1947,[104] a maioria dos jovens tinha pouco acesso a educação depois dos sete anos obrigatórios durante a primeira metade do século XX; após isso, quando o sistema de educação gratuita foi estendido para o secundário e a universidade, a demanda por locais de ensino tem superado os planos feitos (particularmente desde a década de 1970).[134] Consequentemente, a educação pública está largamente em falta e em declínio, e isso ajudou a educação privada a crescer, apesar disso ter causado uma clara diferença entre aqueles que podem pagar por ela (normalmente a classe média e alta) e o resto da sociedade, já que as escolas privadas normalmente não tem sistemas de bolsa. Aproximadamente um em cada quatro estudantes do primário e secundário, e um em cada seis estudantes universitários vão para instituições privadas.[104] [134]

Ciência e tecnologia[editar | editar código-fonte]

Dr. Luis Federico Leloir, um dos cinco argentinos vencedores do Prêmio Nobel.

A Argentina tem três ganhadores do Prêmio Nobel em ciências. A pesquisa realizada no país conduziu ao tratamento de doenças cardíacas e várias formas de câncer. Domingo Liotta projetou e desenvolveu o primeiro coração artificial implantado com sucesso em um ser humano, em 1969. René Favaloro desenvolveu as técnicas e realizou a primeira cirurgia de ponte de safena do mundo. Bernardo Houssay, o primeiro latino-americano premiado com um Prêmio Nobel em Ciências, descobriu o papel dos hormônios da hipófise na regulação da glicose em animais; César Milstein fez uma extensa pesquisa sobre anticorpos; Luis Leloir descobriu como os organismos armazenam energia convertendo glicose em glicogênio e em compostos que são fundamentais no metabolismo de carboidratos. Uma equipe liderada por Alberto Taquini e Eduardo Braun-Menéndez descobriu a angiotensina em 1939 e foi o primeiro a descrever a natureza enzimática do sistema renina-angiotensina e seu papel na hipertensão.[135] O Instituto Leloir de biotecnologia é um dos mais prestigiados em seu campo na América Latina.[136] Dr. Luis Agote criou o primeiro método seguro de transfusão de sangue, Enrique Finochietto projetou ferramentas de mesa de operação, tais como as tesouras cirúrgicas que levam seu nome ("tesoura Finochietto").[137]

Lançamento do satélite artificial argentino SAC-D.

O programa nuclear argentino é altamente avançado, tendo resultado na fabricação de um reator de pesquisas em 1957 e do primeiro reator comercial da América Latina, em 1974. O país desenvolveu seu programa nuclear sem ser excessivamente dependente de tecnologia estrangeira. Instalações nucleares com tecnologia argentina foram construídas em países como Peru, Argélia, Austrália e Egito. Em 1983, o país admitiu ter a capacidade de produzir urânio com potência bélica, um passo necessário para montar armas nucleares; desde então, no entanto, a Argentina se comprometeu a usar a energia nuclear apenas para fins pacíficos.[138] Como um membro do Conselho de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica, o país tem sido uma voz forte em apoio aos esforços de não-proliferação nuclear[139] e é altamente comprometido com a segurança nuclear global.[140]

Outros projetos estão se concentrando em áreas como TI, nanotecnologia, biotecnologia, helicópteros, máquinas agrícolas e sistemas defensivos militares. A pesquisa espacial também se tornou cada vez mais ativa na Argentina. Fundada em 1991, a Comissão Nacional de Atividades Espaciais (CONAE) lançou dois satélites com sucesso e,[141] em junho de 2009, garantiu um acordo com a Agência Espacial Europeia (ESA) para a instalação de uma antena com 25 metros de diâmetro e de sua estrutura de apoio na missão do Observatório Pierre Auger. A instalação vai contribuir com várias sondas espaciais da ESA e da CONAE, além de projetos de pesquisa nacionais. Escolhido entre vinte potenciais locais e um dos três únicos com tais instalações da ESA em todo o mundo, a nova antena vai criar uma triangulação que permitirá à ESA garantir a cobertura de missões em tempo real.[142]

Quatro em cada cinco adultos argentinos completaram o ensino fundamental, mais de um terço ter concluíram o ensino médio e um em cada nove adultos do país têm diploma universitário. A Argentina também tem o maior índice de estudantes universitários da América Latina e do hemisfério sul, com professores e instituições que receberam prêmios de prestígio e bolsas de instituições filantrópicas como a John S. Guggenheim Foundation[143] e o Howard Hughes Medical Institute. Fontes oficiais relataram cerca de 1.500.000 estudantes universitários no âmbito do Sistema Universitário Argentino,[144] o que representa a maior taxa de estudantes universitários em relação à sua população total da América Latina e maior que a de muitos países desenvolvidos.[145]

Energia[editar | editar código-fonte]

A Central Nuclear Atucha foi a primeira usina nuclear construída na América Latina.[146]

A Argentina produz, de acordo com dados de 2005, cerca de cerca de 101.176 gigawatt/hora de eletricidade. As principais fontes de energia utilizadas pelo país para a geração de eletricidade são a hidrelétrica (34.041 gigawatts/hora por ano) e térmica (56.385 gigawatt/hora por ano), juntamente com a produção de energia nuclear (6.873 gigawatts/hora por ano). A energia é distribuída por dois sistemas principais: o Sistema Interconectado Nacional e o Sistema Interconectado Patagônico, além de alguns pequenos sistemas isolados de ambos.[147]

O setor de energia elétrica argentino é o terceiro maior mercado latino-americano de energia. Depende principalmente na geração térmica (~ 57% da capacidade instalada) e hidrelétrica (~ 39%). As novas tecnologias de energia renovável ainda são muito pouco utilizadas. O país ainda tem um grande potencial hidrelétrico inexplorado. No entanto, a geração térmica predominante por combustão de gás natural está em risco devido à incerteza sobre a oferta futura desse recurso natural. A produção de petróleo e de gás natural atingiu 38.323.000 metros cúbicos e 48.738.000 metros cúbicos anuais, respectivamente.[148] As reservas de petróleo são estimadas em 346.634.000 metros cúbicos,[149] enquanto as de gás natural totalizaram 455.625.000 metros cúbicos.[150]

Cultura[editar | editar código-fonte]

A cultura argentina tem importantes influências europeias. Buenos Aires, a seu capital cultural, é amplamente caracterizada pela prevalência de pessoas de ascendência europeia e da imitação consciente dos estilos europeus na arquitetura.[151] Outra influência importante, os gaúchos e seu estilo de vida tradicional auto-suficiente. Finalmente, tradições indígenas americanas (como infusões de erva-mate) foram absorvidas pelo ambiente cultural geral.

Literatura[editar | editar código-fonte]

Jorge Luis Borges e Ernesto Sabato, dois dos mais importantes escritores argentinos, em 13 de fevereiro de 1975.
Julio Cortázar, escritor argentino conhecido por ser um dos fundadores do "Boom Latino-americano".

A Argentina tem uma rica história literária, bem como uma das indústrias de publicação mais ativas da região. Os escritores argentinos têm um lugar proeminente na literatura latino-americana desde que se tornaram uma entidade totalmente unida em 1850. A luta entre os Federalistas (que defendiam uma confederação de províncias com base no conservadorismo rural) e os Unitários (pró-liberalismo e defensores de um governo central forte, que incentivaria a imigração européia), deu o tom para a literatura argentina da época.[152]

O abismo ideológico entre o gaúcho épico Martín Fierro de José Hernández, e o Facundo[153] de Domingo Faustino Sarmiento, é um grande exemplo. Hernández, um federalista, opunha-se às tendências centralizadoras, modernização e europeização. Sarmiento escrevia em apoio à imigração como o único caminho para salvar a Argentina de tornar-se sujeita à regra de um pequeno número de famílias de caudilhos ditatoriais, argumentando que esses imigrantes fariam a Argentina mais moderna e aberta a influências européias ocidentais e, portanto, uma sociedade mais próspera.[154]

A literatura argentina do período foi ferozmente nacionalista. Foi seguido pelo movimento modernista, que surgiu na França no final do século XIX e, neste período, por sua vez foi seguido pelo vanguardismo, com Ricardo Güiraldes como uma importante referência. Jorge Luis Borges, o escritor mais aclamado, encontrou novas maneiras de olhar o mundo moderno de forma metafórica e filosófica e sua influência estendeu-se a escritores de todo o mundo. Borges é mais conhecido por seus trabalhos em contos como Ficciones e El Aleph.

Outros ​​escritores, poetas e intelectuais notáveis do país incluem: Juan Bautista Alberdi, Roberto Arlt, Enrique Banchs, Adolfo Bioy Casares, Silvina Bullrich, Eugenio Cambaceres, Julio Cortazar, Esteban Echeverría, Leopoldo Lugones, Eduardo Mallea, Ezequiel Martínez Estrada, Tomás Eloy Martínez, Victoria Ocampo, Manuel Puig, Ernesto Sabato, Osvaldo Soriano, Alfonsina Storni e María Elena Walsh.

Cinema e teatro[editar | editar código-fonte]

Teatro Colón, considerado uma das cinco melhores salas de concerto do mundo.

A indústria cinematográfica argentina cria cerca de 80 filmes de longa-metragem anualmente.[151] [155] O número per capita de filmes é uma das maiores da América Latina.[152] O primeiro longa de animação do mundo foi feito e lançado na Argentina, pelo cartunista Quirino Cristiani, em 1917 e 1918.[156] Desde 1980, o cinema argentino alcançou reconhecimento mundial, como A História Oficial (Oscar de melhor filme estrangeiro em 1986), Hombre mirando al sudeste, Un lugar en el mundo, Nove Rainhas, El hijo de la novia, Diários de Motocicleta, Iluminados por el fuego e O Segredo dos Seus Olhos, que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2009. Uma nova geração de diretores argentinos chamou a atenção dos críticos em todo o mundo.[157] Os compositores argentinos Luis Enrique Bacalov e Gustavo Santaolalla foram honrados com o Oscar de melhor trilha sonora. Lalo Schifrin recebeu vários Grammys e é mais conhecido pelo tema da Mission: Impossible.

Buenos Aires é uma das grandes capitais do teatro.[152] O Teatro Colón é um marco nacional de espectáculos de ópera e clássicos; sua acústica é considerada a melhor do mundo.[151] Com a sua cena de teatro, de calibre nacional e internacional, a Avenida Corrientes é um sinônimo de arte. A avenida é referida como "a rua que nunca dorme" e por vezes considerada como a Broadway de Buenos Aires.[158] O Teatro General San Martin é um dos mais prestigiados da Av. Corrientes e o Teatro Nacional Cervantes é um dos mais importantes da Argentina. Griselda Gambaro, Copi, Roberto Cossa, Marco Denevi, Carlos Gorostiza e Alberto Vaccarezza são alguns dos mais importantes dramaturgos da Argentina. Julio Bocca, Jorge Donn, José Neglia e Norma Fontenla são alguns dos grandes bailarinos da era moderna.

Música[editar | editar código-fonte]

Carlos Gardel, ator e cantor de tango argentino.

O tango, a música e a letra (geralmente cantadas em uma forma de gíria chamada "lunfardo"), é o símbolo musical da Argentina. A idade de ouro do tango (1930 a meados dos anos 1950) inspirou-se no jazz e no swing nos Estados Unidos, com grandes grupos orquestrais também, como as bandas de Osvaldo Pugliese, Aníbal Troilo, Francisco Canaro, Julio de Caro e Juan D'Arienzo. Incorporando a música acústica e depois os sintetizadores no gênero em 1955, o virtuoso bandoneón Astor Piazzolla popularizou o "novo tango" criando uma tendência mais sutil e intelectual. Hoje, o tango goza de popularidade em todo o mundo; em constante evolução, o neo-tango é um fenômeno global com grupos de renome como Tanghetto, Bajofondo e Gotan Project.

O rock argentino desenvolveu um estilo musical distinto em meados da década de 1960, quando Buenos Aires e Rosário tornaram-se berço de grupos de garagem e vários músicos aspirantes. Hoje ele é considerado a forma mais prolífica e bem sucedida do rock em espanhol.[carece de fontes?] Bandas como Soda Stereo e Sumo, e compositores como Charly García, Luis Alberto Spinetta e Fito Páez são referências da cultura nacional. A banda Serú Girán fez a entrada nos anos 1980, quando as bandas argentinas tornaram-se populares em toda a América Latina e em outros lugares. As atuais bandas populares são: Babasonicos, Rata Blanca, Horcas, Attaque 77, Bersuit Vergarabat, Los Piojos, Intoxicados, Catupecu Machu, Carajo e Miranda!.

A música clássica européia está bem representada na Argentina. Buenos Aires é o lar do mundialmente famoso Teatro Colón. Músicos clássicos, como Martha Argerich, Eduardo Alonso-Crespo, Daniel Barenboim, Eduardo Delgado e Alberto Lysy, e compositores clássicos, como Juan José Castro e Alberto Ginastera, são internacionalmente aclamados. Algumas cidades têm eventos anuais e importantes festivais de música clássica, como a Semana Musical Llao Llao, em San Carlos de Bariloche e o Amadeus em Buenos Aires.

Além das dezenas de danças regionais, estilo folclórico nacional argentino surgiu na década de 1930. A Argentina de Perón daria origem a Nueva canción, como os artistas começaram a expressar em sua música objeções a temas políticos. O estilo passou a influenciar a totalidade da música latino-americana.[159] Hoje, Chango Spasiuk e Soledad Pastorutti trouxeram a música folclórica de volta para as gerações mais jovens. O folk-rock de León Gieco é uma ponte entre o folclore e o rock argentino.

Esportes[editar | editar código-fonte]

O esporte nacional oficial da Argentina é o pato, jogado a cavalo, mas o esporte mais popular é o futebol. A seleção nacional de futebol ganhou 25 grandes títulos internacionais,[160] incluindo duas Copas do Mundo da FIFA, duas medalhas olímpicas de ouro e catorze Copas América.[161] Mais de mil jogadores argentinos jogam no exterior, a maioria deles em campeonatos do futebol europeu. Há 331.811 jogadores registrados,[162] com um número crescente de meninas e mulheres, que organizaram seus próprios campeonatos nacionais desde 1991 e foram campeãs sul-americanas em 2006.

A Associação de Futebol Argentina (AFA) foi formada em 1893 e é a oitava mais antiga associação de futebol nacional do mundo. A AFA conta hoje 3.377 clubes de futebol,[162] incluindo 20 na primeira divisão. Desde que a AFA se tornou profissional em 1931, quinze equipes conquistaram títulos do torneio nacional, incluindo o River Plate com 33 e o Boca Juniors com 24.[163] Nos últimos 20 anos, o futsal e o futebol de praia estão cada vez mais populares. A seleção argentina de futebol de praia foi uma das quatro concorrentes no primeiro campeonato internacional para o esporte, em Miami, em 1993.[164]

O basquete é o segundo esporte mais popular, um grande número de jogadores de basquetebol da National Basketball Association (NBA), dos Estados Unidos, e as ligas europeias, incluindo Manu Ginóbili, Andrés Nocioni, Carlos Delfino, Luis Scola e Fabricio Oberto. A seleção nacional masculina de basquete ganhou o ouro olímpico nos Jogos Olímpicos de 2004 e a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de 2008. A Argentina é atualmente classificado em primeiro lugar pela Federação Internacional de Basquetebol. A Argentina tem uma importante seleção de rugby, conhecida como "Los Pumas", com muitos dos seus jogadores que jogando na Europa. O país bateu a nação anfitriã França duas vezes durante a Copa do Mundo de Rugby de 2007, ficando em terceiro lugar na competição. Os Pumas estão atualmente em oitavo lugar no ranking mundial oficial.[165] Outros esportes populares incluem o hóquei em campo (especialmente entre as mulheres), tênis, automobilismo, boxe, vôlei, pólo e golfe.

O canto Vamos, vamos, Argentina é uma marca de fãs argentinos durante eventos esportivos.

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

Chouriço argentino.

Além de muitas das massas, salsichas e pratos de sobremesa comuns na Europa continental, os argentinos apreciam uma grande variedade de criações de povos indígenas e crioulos, que incluem empanadas (uma massa recheada), locro (uma mistura de milho, feijão, carne, bacon, cebola, e abóbora), humita e erva-mate, todos pratos originalmente indígenas, esta última considerada a bebida nacional da Argentina. Outros itens populares incluem o chorizo ​​(uma salsicha picante), facturas (pastelaria em estilo vienense) e doce de leite, uma espécie de geléia doce de leite.

O churrasco argentino, assado, bem como uma parrillada, inclui vários tipos de carnes, entre eles, chouriço, pão doce, tripas e morcilla (chouriço). Sanduíches finos, sanduíches de miga, também são populares. Os argentinos são os maiores consumidores de carne vermelha no mundo.[166]

A indústria do vinho argentino, uma das maiores fora da Europa, tem sido beneficiada por um investimento crescente desde 1992; em 2007, 60% do investimento estrangeiro a nível mundial em viticultura foi destinado para a Argentina.[167] O país é o quinto maior produtor de vinhos do mundo,[132] com um dos mais altos consumos anuais per capita de vinho. A uva malbec, um variedade descartável ​​na França (país de origem), foi encontrada na província de Mendoza, um ambiente ideal para desenvolver com sucesso e se tornar a melhor malbec do mundo.[167] Mendoza responde por 70% da produção vinícola total do país. "O turismo do vinho" é importante, na província de Mendoza, com a imponente paisagem da Cordilheira dos Andes e o pico mais alto das Américas, o Aconcágua, 6.952 m de altura, proporcionando um destino desejável para o turismo internacional.

Feriados oficiais[editar | editar código-fonte]

Feriados
Data Nome em português Nome local
1 de janeiro Ano Novo Año Nuevo
6 de janeiro Dia de Reis ou Epifania Epifanía, Reyes Magos ou somente Reyes
março ou abril Sexta-feira Santa Viernes Santo
24 de março Dia Nacional da Memória pela Verdade e a Justiça Día Nacional de la Memoria por la Verdad y la Justicia
2 de abril * Dia do veterano de guerra e mortos em combate na Guerra das Malvinas Día del Veterano de Guerra y de los Caídos en la Guerra de las Malvinas
1 de maio Dia Internacional do Trabalho Día Internacional del Trabajo
25 de maio Revolução de Maio Revolución de Mayo
20 de junho ** Dia da Bandeira Argentina Día de la Bandera
9 de julho Dia da Independência Día de la Independencia
17 de agosto ** Morte do general José de San Martín Muerte del general José de San Martín
11 de setembro Morte de Domingo Faustino Sarmiento Muerte de Domingo Faustino Sarmiento
12 de outubro * Dia da Raça Día de la Raza
8 de dezembro Imaculada Conceição de Maria Inmaculada Concepción de María
25 de dezembro Natal Navidad
* Se o dia é terça ou quarta-feira, o feriado muda para a segunda-feira anterior. Se o dia é quinta ou sexta-feira, o feriado muda para a segunda-feira seguinte.
** O feriado ocorre na terceira segunda-feira do mês.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Portal
A Wikipédia possui o
Portal da Argentina

Referências

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