Argumento teleológico

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Um Argumento teleológico da existência de deus, também chamado de argumento da criação[1] [2] [3] ou prova psicoteológica,[4] é um argumento a posteriori para a existência de Deus com base na criação aparente e propósito na natureza, para além do âmbito de qualquer atividade humana. Indiscutivelmente, pode-se inferir a existência de um criador dada esta premissa, presumivelmente Deus. Vários conceitos de teleologia são desenvolvidos por filósofos antigos e clássicos, como Platão, que propôs um artífice divino, outros, nomeadamente Aristóteles, rejeitaram essa conclusão em favor de uma teleologia mais naturalista.

História[editar | editar código-fonte]

Escritores cristãos clássicos e antigos[editar | editar código-fonte]

Platão e Aristóteles, representados aqui na A Escola de Atenas, ambos desenvolveram argumentos filosóficos abordando a ordem aparente do universo (logos)

Segundo Xenofonte, Sócrates (c. 469-399 a.C.) argumentou que a adaptação de partes do corpo humano a outras partes, tal como as pálpebras protegem os olhos, não podia ter sido ao acaso sendo assim um sinal de um planejamento sábio no universo.[5]

Platão (c. 427 – c. 347 a.C.) postulou um "demiurgo" de suprema sabedoria e inteligência como o criador do cosmos em seu trabalho Timeu. A perspectiva teleológica de Platão também é construída sobre a análise da ordem e estrutura a priori no mundo que ele já havia apresentado em A República. Platão não propõe a criação ex nihilo, mas sim, que o demiurgo fez a ordem a partir do caos do cosmos, imitando as formas eternas.[6]

Aristóteles afirmava que a mais completa explicação sobre o natural ou o artifical, é em sua maior parte teleológico,[7] Based solely on the study of immature specimens, Por exemplo, uma pessoa pode não confiar no conhecimento de outra sobre as espécies.[7] [8] [9] Da mesma forma, o conhecimento de uma característica que usa um animal é fundamental para entendê-lo (por exemplo, que os pássaros usam as asas para o vôo).[10] Aristóteles não acreditava que a natureza é dotada com o mesmo propósito racional e direção que a existente nas atividades humana e artefatos.[7] No entanto, ele acreditava que a forma adulta está presente na prole, tendo sido copiada do pai,[9] e que as partes de um organismo são bons para o seu propósito.[11] [12] [13] Ele afirmou que por uma imperfeita, mas convincente analogia, se poderia dizer que são construídos propositadamente para atender a sua função essencial.[7] [14] Além disso, o conhecimento de que a função ou propósito final é essencial porque qualquer outro aitia (Propósito), ou explicação pode-se que se ofereça para o órgão, seria bem informado dado o telos.[7]


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Averroes[editar | editar código-fonte]

Averroes (Ibn Rushd) introduzido argumentos teleológicos em suas interpretações de Aristóteles de uma perspectiva islâmica na Espanha moura na segunda metade do Século 12. Seu trabalho foi considerado altamente controverso e foi oficialmente proibido em ambos na Espanha cristã e islâmica.[15] Os argumentos teleológicosde Averroes podem ser caracterizada como a presunção de um único deus.[16] Ele propõe que a ordem e o movimento contínuo no mundo é causado pelo intelecto de Deus. Em conhecer todas as formas e padrões, Deus provê para as inteligências inferiores.[17]

Veja também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Himma, Kenneth Einar (2006). "Design Arguments for the Existence of God", in James Fieser and Bradley Dowden, eds., The Internet Encyclopedia of Philosophy, retrieved 8/24/08
  2. Ratzsch, Del, "Teleological Arguments for God's Existence", The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Winter 2009 Edition), Edward N. Zalta (ed.)
  3. Toner, P. (1909). "The Existence of God: The argument from design", in The Catholic Encyclopedia. New York: Robert Appleton Company. Retrieved January 7, 2010.
  4. Grier, Michelle (2012). "Kant's Critique of Metaphysics". The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Summer 2012). Ed. Edward N. Zalta. 
  5. Xénofonte, Memorabilia I.4.6; Franklin, James. The Science of Conjecture: Evidence and Probability Before Pascal. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 2001. p. 229. ISBN 0-8018-6569-7 (em inglês)
  6. Plato. Internet Encycopedia of Philosophy (April 21, 2005). Página visitada em November 12, 2011. (em inglês)
  7. a b c d e Nussbaum, M.C.. Aristotle's de Motu Animalium. [S.l.]: Princeton University Press, 1985. p. 60,66,69–70,73–81,94–98,101. ISBN 978-0-691-02035-8
  8. Toulmin, S.E.; Goodfield, J.. The Discovery of Time. [S.l.]: University of Chicago Press, 1965. 44–45 p. ISBN 978-0-226-80842-0
  9. a b Furley, D.J.. From Aristotle to Augustine. [S.l.]: Routledge, 1999. 13–17, 21–26, 28 p. ISBN 978-0-415-06002-8
  10. Aristotle. History of Animals. [S.l.: s.n.].
  11. Aristotle. History of Animals. [S.l.: s.n.].
  12. Lloyd, G.E.R.. Aristotelian Explorations. [S.l.]: Cambridge University Press, 1996. p. 59. ISBN 978-0-521-55619-4
  13. Dawkins, Richard. The God Delusion. [S.l.]: Houghton Mifflin Co., 2006. p. 167. ISBN 978-0-618-68000-9
  14. Aristotle. Physics. [S.l.: s.n.].
  15. Turner, W. (1907)."Averroes" em The Catholic Encyclopedia. New York: Robert Appleton Company.
  16. Johnson, Monte Ransome. Aristotle on teleology. [S.l.]: Oxford University Press, 2005. 20–21 p. ISBN 978-0-19-928530-3
  17. Kogan, Barry S.. Averroes and the metaphysics of causation. [S.l.]: SUNY Press, 1985. 240–243 p. ISBN 978-0-88706-063-2