Arlequina

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Arlequina
Arlequina por Adam Hughes.jpg

Arte de Adam Hughes
Dados da publicação
Publicado por DC Comics
Primeira aparição Batman: A Série Animada Episódio #22 "Joker's Favor" (1992)
Criado por Paul Dini
Bruce Timm
Características do personagem
Alter ego Harleen Frances Quinzel
Afiliações Sociedade Secreta dos Super-Vilões
Sexteto Secreto
esquadrão suicida
Ocupação Ex-psiquiatra, criminosa companheira do Coringa
Situação presente Ativa
Habilidades Força e agilidade sobrehumanas, talentosa ginasta e imunidade a qualquer tipo de veneno.
Projecto Banda desenhada  · Portal da Banda desenhada

Arlequina (Harley Quinn, no original), cujo nome real é Harleen Frances Quinzel, é um personagem fictício, supervilã inimiga do Batman no Universo DC. Não deve ser confundida com a vilã da Era de Ouro, Arlequim (Molly Mayne), inimiga e mais tarde esposa do Lanterna Verde (Alan Scott).

Seu nome é baseado no arlequim e foi proposto pelo Coringa como um trocadilho ao seu nome original, Harleen Quinzel. Isto é explicado no romance gráfico Mad Love, criado por Paul Dini e Bruce Timm em fevereiro de 1994 (depois adaptada na série animada The New Batman Adventures em 1999[1] ), premiada com o Prêmio Eisner de Melhor História no mesmo ano.[1] essa história foi publicada no Brasil 2 vezes, a primeira em 2 edições em formatinho na revista Batman - O Desenho da TV pela Abril Jovem em 1995[2] . Em 2002 foi republicada pela Opera Graphica no formato 16 x 23 cm e em preto e branco.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Harleen Quinzel destacou-se durante o período escolar como uma ágil ginasta, o que lhe permitiu obter uma bolsa de estudos para estudar Psiquiatria na Universidade de Arkham. Para conseguir boas notas, usou por diversas vezes de artifícios censuráveis, como paquerar seus professores.

Posteriormente, trabalhou como psiquiatra no Asilo Arkham, onde conheceu Coringa, seu paciente. Enganada pela história de que ele havia tido uma infância infeliz, Quinzel apaixona-se profundamente. As autoridades suspeitaram que ela tenha sido a responsável por ajudar o Coringa a escapar por diversas vezes do asilo e, por isso, a aprisionaram. Durante um terremoto em Gotham City, Quinzel escapa da prisão e transforma-se Arlequina, parceira de Coringa no crime. O relacionamento entre Coringa e Arlequina é um dos mais complexos do Universo DC. Todos acreditam que ela é a única pessoa nesse mundo que ele criou sentimentos de amor. Coringa já demonstrou certas vezes ter amor por ela, apesar de sempre ter um episódio onde ele abusa dela, verbal ou fisicamente.

No episódio "Harley and Ivy" do desenho animado Batman: A Série Animada, Arlequina está frustrada e, então, resolve roubar o Diamante Arlequim do museu de Gotham City para provar o seu valor. No mesmo instante, Hera Venenosa rouba plantas tóxicas do museu. As duas rapidamente tornam-se amigas e Hera Venenosa a leva para o seu lar, em um local de despejo de lixo tóxico. Hera Venenosa aplica-lhe uma injeção de soro que torna Arlequina imune a todas as toxinas e venenos. Juntas, praticam diversos delitos, ficando conhecidas como as "Rainhas do Crime" de Gotham City. A amizade é várias vezes abalada pela reprovação de Hera ao relacionamento entre Arlequina e Coringa, pois sente que o Coringa não dá o devido valor a sua companheira, sabendo que ele a maltrata quase constantemente. Por isso, Hera está sempre tentando persuadir Arlequina a desistir de sua paixão, sem sucesso.

A revista Batman: Harley Quinn apresenta outra versão sobre a origem da amizade entre Arlequina e Hera Venenosa. Em dúvidas se realmente sente algo por Arlequina ou não, Coringa deixa o seu lado mau prevalecer. Ele a amarra em um foguete, que aterrissa em Robinson Park. Hera Venenosa a encontra e a salva, quando reconhece que se trata da Dra. Harleen Quinzel, que ela conheceu no Asilo Arkham. O plano inicial de Hera Venenosa é matá-la, porém tal ideia foi vencida pela curiosidade. Hera convence Arlequina a contar toda sua história e acaba notando alguma semelhança na história de Arlequina com a sua. Ela oferece ajuda à Arlequina para vingar-se de Batman e do Coringa.

Quadrinhos[editar | editar código-fonte]

A primeira vez que Arlequina é retratada nos quadrinhos foi em Batman: Harley Quinn, lançada em outubro de 1999, tendo surgido primeiramente nos desenhos animados (mais precisamente em Batman: A Série Animada). O sucesso da personagem no desenho levou ao seu aparecimentos também nas histórias do Batman em quadrinhos. Entretanto, assim como as histórias em quadrinhos do Coringa, as de Arlequina são mais psicóticas e com menos humor excêntrico do que as da série animada.

Uma série da Arlequina foi publicada mensamente pela DC Comics durante 38 edições, entre 2001 e 2003[4] . Entre os criadores do título estão Karl Kesel, Terry Dodson, A.J. Lieberman e Mike Huddleston. A série termina com Arlequina retornando por conta própria ao Asilo Arkham. Ela então aparece na série Batman: Hush, de Jeph Loeb. Reaparece na edição de Villains United como um dos principais vilões que escapam de Arkham, porém perde a consciência durante a fuga. É brevemente mencionada em Detective Comics #823, voltando a aparecer em Batman #663 (onde ajuda o plano do Coringa em matar seus capangas, sem perceber que é uma armadilha onde é a verdadeira vítima; quando descobre ser o alvo, Arlequina dá um tiro no ombro de Coringa).

A aparição seguinte de Arlequina se dá na Detective Comics #831, escrita por Paul Dini. Ela ainda esta à beira da loucura, mas aparentemente curada. Seu pedido de liberdade condicional fora rejeitado por Bruce Wayne, membro da comissão médica de Arkham. É seqüestrada por Sugar, a versão feminina do Ventríloquo, que lhe oferece um serviço. Arlequina recusa o serviço em respeito à memória de Arnold Wesker, o Ventríloquo original, e ajuda Batman e o Comissário Gordon a capturar Sugar. Apesar da fuga da nova Ventríloquo, Wayne impressiona-se com o esforço de Arlequina e lhe concede a liberdade condicional.

Na versão em Quadrinhos de Aves de Rapina, Arlequina aparece como o sexto membro do Sexteto Secreto na edição #105, e descobre que um companheiro do sexteto traiu o grupo e foi assassinado, o que a levou a sair do grupo (edição #108).

Em Countdown to Final Crisis #43, Harleen Quinzel é mostrada como uma amazona, tendo abandonado a roupa de bobo-da-corte. Ela ajuda Holly Robinson a subsitituir a Mulher-Gato e a convence a juntar-se a ela no asilo onde trabalha como assistente. Ambas são levadas até Temiscira por "Atena" e são treinadas como amazonas (na realidade, esta "Atena" é Vovó Bondade disfarçada, e o treinamento era para se juntarem às Fúrias de Darkseid).

Reapareceu como co-protagonista em "Gotham City Sirens", ao lado da Mulher Gato e de Hera Venenosa; na série mensal, as três decidem dividir um esconderijo. Elas têm uma série de bons momentos juntas, até que Harley decide ir sozinha ao Asilo Arkham para matar o Coringa - porém, ele rapidamente a convence a voltar para o lado dele, iniciando uma rebelião e traindo suas companheiras. Harley acaba presa, mas Hera a liberta pouco depois.

Após o reboot da DC comics (com "Os Novos 52"), Arlequina aparece como uma das protagonistas da revista mensal "Suicide Squad", publicada no Brasil como "Esquadrão Suicida & Aves de Rapina"; nela, após o desaparecimento e suposta morte do Coringa (desmentida em Batman#2), Harley é presa e recrutada para o grupo de mesmo nome da revista, formado por ela e outros vilões em busca de redução da pena.

Outras mídias[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Batman Triunfante[editar | editar código-fonte]

Antes do lançamento de Batman & Robin, Mark Protosevich foi autorizado pela Warner Brothers a escrever um roteiro para o quinto filme do Batman, intitulado Batman Triunfante, que seria dirigido por Joel Schumacher. Arlequina estaria incluída no filme como um dos três vilões, junto com Espantalho e Morcego Humano.

Em julho de 2000, Protosevich confirmou Arlequina e Espantalho como os dois únicos vilões. Especulava-se que Arlequina seria interpretada por Madonna, sendo que o roteiro foi reescrito de forma que Arlequina seria a filha do Coringa em busca de vingança, ao invés de sua amante ou ajudante. Devido à fraca bilheteria de Batman & Robin, maus rumores circulando na internet e a análise negativa dos críticos, Batman Triunfante nunca foi rodado e a franquia enfrentou um hiato de oito anos.

Liga da Justiça: A Nova Fronteira[editar | editar código-fonte]

Arlequina faz uma rápida aparição na animação Liga da Justiça: A Nova Fronteira (2008). Ela é vista durante o discurso do presidente John F. Kennedy.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Batman: A Série Animada[editar | editar código-fonte]

A primeira aparição de Arlequina foi no desenho animado Batman: A Série Animada, no episódio 22 intitulado Joker's Favor, em setembro de 1992. Na ocasião, Arlequina era apenas uma figurante, seguidora do Coringa. Sua voz foi feita por Arleen Sorkin, a qual serviu de inspiração para a criação da personagem. Sorkin estrelou a novela Days of our Lives, onde aparecia vestida como bobo-da-corte, o que levou Paul Dini a criar a personagem do desenho exclusivamente para que Sorkin fizesse a voz. Além disso, Dini acrescentou aspectos da personalidade de Sorkin em Arlequina.

Birds of Prey[editar | editar código-fonte]

No seriado "Birds of Prey", a personagem foi a principal vilã da série, estando por trás de todos os inimigos combatidos por Oráculo, Caçadora e Dinah, apesar de só se revelar no último episódio. Foi interpretada por Mia Sara, aparecendo como uma psicanalista da heroína, Helena Kyle (a Caçadora, filha de Batman e da Mulher-Gato).

Arrow

A aparição da Arlequina na verdade foi um enorme easter-egg da série, com a personagem sendo interpretada por Cassidy Alexa e sendo dublada por Tara Strong, a mesma voz utilizada pela personagem na série de jogos Batman: Arkham. No episódio "Suicide Squad", a personagem foi listada simplesmente como uma "fêmea desajustada no Esquadrão". A personagem possui apenas uma fala (Vocês queridinhos precisam se consultar? Sou uma terapeuta treinada), porém, a personagem pode vir a aparecer outras vezes durante a série.

Batman Beyond: Return of the Joker[editar | editar código-fonte]

Arlequina aparece no flashback do que ocorreu com Tim Drake, e foi dada como morta após cair num abismo junto a Arkham. Ao final do filme ela reaparece viva e idosa, se dizendo avó de duas gêmeas que faziam parte da gangue de Jokers, e pagando a fiança das mesmas.

The Batman[editar | editar código-fonte]

Introduzida no episódio Two of a Kind da série animada The Batman, na quarta temporada, Arlequina é Harlene Quinzelle, anfitriã de um programa de TV sobre psicologia popular intitulado "Heart to Heart with Harley". É o programa favorito de Coringa. Com o pretexto de obter a graduação online de Psicologia, ela dá consulta a seus visitantes. Seu chefe cancela o programa após ela tentar constranger Bruce Wayne, convidado do programa, com a justificativa de que esta havia distorcido o real objetivo do programa, de ajudar as pessoas e que Harley o havia transformado num circo. Sua demissão é transmitida ao vivo e vista pelo Coringa, que decide tomar vantagem da situação e acaba convencendo-a a ser sua cúmplice. Sua voz foi interpretada pela atriz e dubladora Hynden Walch.

Batman: The Brave and the Bold[editar | editar código-fonte]

Arlequina aparece no episódio "Emperor Joker", da segunda temporada, tendo um breve caso amoroso com o Batmirim.

Videogame[editar | editar código-fonte]

Arlequina faz algumas aparições em alguns jogos sobre as séries animadas de Batman. Ela aparece como personagem secundário em The Adventures of Batman & Robin para Super Nintendo e como chefe para Sega Genesis. Também aparece em The Adventures of Batman & Robin para Sega CD e em Batman: Chaos in Gotham. Ela não é chefe no jogo Batman Vengeance, mas desempenha importante papel no enredo. Inicialmente, ela se apresenta como sendo Mary Flynn em uma armadilha do Coringa para o Batman. Então, Arlequina atua do começo ao fim do jogo, fazendo o trabalho sujo do Coringa após ele fingir ter morrido. Nos dois jogos para Sega CD, sua voz é feita por Arleen Sorkin. Também aparece no jogo Lego Batman: The Videogame, lançado em 2008.[5] Arlequina também tem importante importante papel no jogo de 2009 Batman Arkham Asylum, onde ela ajuda Coringa a executar seu plano de tomar o controle do Asilo Arkham .A personagem ainda também aparece no próximo jogo do Morcego: Batman-Arkham City, continuação de Batman-Arkham Asylum para as plataformas PC, PS3, XBOX 360 e Wii u. Sua participação mais atual é no jogo INJUSTICE: GODS AMONG US, Arlequina faz parte da grande escala de vilões. Injustice serve para as plataformas: XBOX 360, PS3 , PSVita e Wii U. Harley também faz uma aparição no novo jogo da série Arkham, Batman Arkham Origins, 2013. No jogo, ela ainda é psicóloga e corresponde por seu nome real. Ela aparece inicialmente quando Batman derrota o Coringa, que é levado para Blackgate, onde tem uma consulta com a Dra. Quinzel; no final da consulta, pode-se notar o início da paixão de Harley pelo Joker. Depois de um tempo no jogo, Batman tem de salvá-la, pois está sendo refém dos capangas do Coringa. Ao completar o "resgate" o jogador adquiri um modelo 3D da Doutora Quinzel, que pode ser acessado no menu principal do jogo. Algo curioso sobre esse modelo de persongame, é que Harleen está segurando uma prancheta, e se o jogador der um zoom nela, poderá levar com certa dificuldade que está escrito Suicide Squad. O que indica que Harley fora convocada.

Para a decepção de muitos fãs, Harleen nunca apareceu com sua roupa de Jester nos videogames da série Arkham. Mas é possível encontrar o capuz que ela usa em sua sala no asilo Arkham (em Arkham Asylum) e na Siderúrgica, em Arkham City

Batman Arkham Knight[editar | editar código-fonte]

No novo game da série Arkham, previsto pro dia 14 de outubro de 2014, Harley é umas das vilãs principais. E é um personagem jogável! Com um novo look.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

- No segundo jogo da série Arkham (Batman: Arkham City), na Siderúgica, é possível encontra um teste de gravidez de Harley, cujo resultado é positivo. Mas mais tarde no game, ao voltar para o local, há inúmeros outros teste de gravidez, de resultado negativo. Porém, nos créditos do jogo, é possível ouvir Harley cantando "Hush Little Baby", um tipo de canção de ninar. Isso quer dizer que ela teve o filho possilvelmente é um menino ja que na música ela diz coisas no masculino

Referências

  1. a b CORINGA - O PALHAÇO DO CRIME - PARTE 3. HQManiacs (29/07/2008). Página visitada em 21/05/2010.
  2. HQ: com cronologia ou sem cronologia?. site sobrecarga (27 de outubro de 2004). Página visitada em 21/05/2010.
  3. Batman: Louco Amor, de Paul Dini e Bruce Timm, chega às lojas do HQ Club. Universo HQ (08/11/2002). Página visitada em 21/05/2010.
  4. André Craveiro. BATMAN - HARLEY QUINN. Universo HQ.
  5. Exclusive: See A New ‘LEGO Batman’ Villain MTV Multiplayer, acessado em 23 de março de 2009