Armada Nacional da Venezuela

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Bandeira da Armada Nacional da Venezuela

A Armada Nacional da Venezuela é o braço naval das Forças Armadas da Venezuela.

História[editar | editar código-fonte]

A armada venezuelana surgiu no ano de 1811, as Províncias Unidas da Venezuela organizaram uma Escola Náutica para a formação de oficiais no porto de La Guaira. A escola foi dirigida pelo alferes de fragata Vicente Parrado.

O primeiro esquadrão da república tinha uns poucos gunboats e pequenas embarcações que não foram capazes de romper o bloqueio frente à regência espanhola, mas que foram úteis em rios do país, particularmente na Campanha da Guiana (1811-1812) onde sitiaram vários lugares, até que sofreu derrota na Batalha Naval de Sorondo.

O general Juan Bautista Arismendi teve um papel importante nas batalhas navais da guerra de independencia.

O general Juan Bautista Arismendi reorganizou em 1813 as forças sutis da república com a aquisição de 3 escunas e outras unidades menores para formar uma esquadrilha de 14 embarcações.

No segundo semestre de 1813 se constituiu uma esquadra integrada com o bergantim "Arrogante Guayanés", as escunas "Colombiana", "Perla Carlota" e "Mariño", a canhoneira "Independencia" e o jabeque "General Piar". Esta última unidade venceu o 13 de novembro em um combate entre Puerto Francés e Chuspa aos bergantins reais "Alerta" y "Celoso". Os espanhóis se retiraram a Puerto Cabello e os republicanos à Guaira, onde se incorporaram às escunas de guerra "Atrevida" e "La Juana" e as lanchas "Venturosa" y "Ligera"

No ano seguinte se criou outra esquadra em Cumaná, o 25 de agosto com a escuna "Jove", o "Intrepido Bolívar", "La Colombiana"', "El Centauro", a "Carlota", a "Culebra" e o "Arrogante Maturines", que conduziram à Pampatar as tropas republicanas derrotadas por Morales.

Durante a independência tiveram uma grande atividade os corsários, quem lutaram a favor de ambos os lados e em muitos casos (sobre todo nos primeiros anos) representavam uma força naval mais importante que as forças navais regulares. Os corsários venezuelanos atuavam em todo o amplo mar do Caribe e se estendiam até o Oceano Atlântico e as costas da Espanha. Entre as ações mais notórias que realizaram se encontra a tomada da ilha Amelia de 1817, onde um grupo de corsários junto a alguns oficiais regulares venezuelanos tomaram a ilha de Amelia, na Flórida e proclamaram sua independência da Espanha.

Em março de 1816, os patriotas exilados no Haiti organizam uma esquadra composta pela escuna "Bolívar" (emblemático da esquadra de seis armas, a mando de Renato Beluche); escuna "Mariño" (com uma colis, ao mando de Thomás Dubouille); escuna "Piar" (com um canhão de 18 e dois pequenos por lado, mandada por John Parnell); escuna "Brion" (de quatro canhões e dez carronadas, a mando de Jean Monier); escuna "Feliz" (chefiada por Charles Lominé) e escuna "Conejo" (com um canhão de 18, a mando de Bernardo Ferrero). A esquadra ficou no controle de Luis Brión, a esquadra zarpou de Los Cayos de San Luis e se dirigiu à ilha Margarita encontrando embarcações espanholas perto das ilhas Los Frailes, o bergantim "Intrepido" e a escuna "Rita" os quais foram derrotados e incorporados à esquadra expedicionária.

Na campanha da Guiana, a esquadra republicana realizou distintas operações no rio Orinoco e o rio Apure que permitiram despejar o Orinoco de embarcações reais e sitiar por mar e terra Angostura e outras cidades que capitularam pouco tempo depois. Os marinheiros venezuelanos, como Brión e os irmãos Antonio, Domingo e Fernando Díaz teriam um papel importante no sucesso da campanha.

Em 1822, o general Francisco de Paula Santander criou o primeiro batalhão de Infantaria de marinha. No ano seguinte realizaria uma grande ofensiva naval no departamento do Zulia com o objetivo de destruir as forças de Francisco Tomás Morales que haviam dominado a zona. As forças marítimas eram comandadas pelo almirante José Prudencio Padilla e a infantaria da Marinha pelo general Manuel Manrique. A armada patriota forçou a barreira de Maracaibo e entrou no lago de Maracaibo, pouco depois Maracaibo foi tomada pelos republicanos, mas teve de ser abandonada em breve. O 24 de julho foi a maior batalha naval da independência da Venezuela, a esquadra do almirante Padilla enfrentou a esquadra espanhola comandada pelo almirante Ángel Laborde na batalha naval do Lago de Maracaibo conseguindo uma grande vitória que obrigou à capitulação de Morales.

Após a separação da Venezuela da Grã-Colômbia, a armada sofreu uma significativa redução de sua frota, resultado da difícil situação fiscal e da instabilidade política que não forneciam os recursos necessários para manter embarcações de alto nível. No ano de 1845 as embarcações de vela começaram a ser substituídos por embarcações de vapor. Esse ano o governo adquire os bergantins "Presidente", "Avila" e "Congreso", as escunas "Fama", "Democracia", "Trimer", "Eclipse", "Intrépida", "Estrella", "Forzosa" e "Bolivariana", o bergantim "Manzanares" e um pequeno vapor de guerra denominado "Libertador".

A armada sofreu uma grande modernização em 1863 com a aquisição de novos vapores e gunboats pelo Ministro da Marinha Manuel Ezequiel Bruzual. As embarcações adquiridas foram: "Bolívar", "Maparari", "Mariscal Sucre" e "Monagas".

Durante os governos de Antonio Guzmán Blanco a armada experimentou um novo aumento em suas forças. Em 1880 contava com os vapores "Republica", "Reivindicador", e "Remolcador"; as escunas "Ricaurte", "Sucre" e "3 de Agosto" e até os últimos anos do século XIX os vapores: "Libertador", "Guzmán Blanco" e "Lola"; as escunas "Bolivariana", "Carabobo", "Washington" e "Ana Jacinta".

Nos primeros anos do século XX, a marinha venezuelana contava com o cruzador "Restaurador" (ex iate estadunidense "Atalanta"), o torpedeiro "Bolívar", o transportador "Zamora", os vapores "Veintitres de Mayo", "Totumo", "Mariscal Sucre", os gunboats "Miranda" e "General Crespo", a escuna "Carabobo" e muitas unidades menores.

O cruzador Mariscal Sucre no estaleiro de Puerto Cabello.

A produção naval nacional se iniciou em 1909 com a inserção de quilha aos navios da guarda-costeira "29 de enero" no estaleiro e dique de Puerto Cabello. Esses navios da guarda-costeira seriam os primeros de uma série de três junto com o "Cristóbal Colón" e o "Ciudad Caracas". Em 1912, o governo venezuelano adquiriu o cruzador "Mariscal Sucre", antigo "Isla de Cuba".

Entre 1920 e 1935 a armada adquiriu várias embarcações com anos de serviço em marinhas estrangeiras. Essas unidades foram o cruzador "General Salom", os gunboats "Maracay", "Miranda" e "Aragua", os rebocadores "Brion" e "José Félix Ribas" e o bergantim "Antonio Díaz".

Desde o ano de 1937 os oficiais formados na Escola Naval começaram a ser enviados a academias no exterior para realizar cursos técnicos. A infantaria da marinha é recriado pela Resolução N° 28 de 1 de julho de 1938 como a Compañía de Defensa de Costas (Companhia de Defesa da Costa). No ano seguinte são adquiridas os gunboats "General Soublette" e "General Urdaneta" da Marinha italiana. Em 1943 a Compañía de Defensa de Costas passa a chamar-se 1ª Compañía de Infantería de Marina (1ª Companhia de Infantaria da Marinha). Em 1943, mediante a Ley de Prestamos y Arrendamiento (Lei de Empréstimos e Arrendamentos), A Venezuela adquiriu dos Estados Unidos os contratorpedeiros "Antonio Díaz", "Brión", "Briceño Méndez" e "Arismendi" que chegam a La Guaira o ano seguinte.

Ao final da Segunda Guerra Mundial, a redução da armada dos combatentes permite ao governo venezuelano a aquisição de sete corvetas de fabricação canadense: "Carabobo", "Constitución", "Federación", "Independencia", "Libertad", "Patria" e "Victoria"; assim como a aquisição do EE.UU do transporte LST Capana, que serviu na armada venezuelana como cargueiro e embarcação escola.

A infantaria da marinha também cresce com a criação do Batalhão de Infantaria da Marinha N° 1 (11 de dezembro de 1945) e o Batalhão de Infantaria da Marinha N° 2 (4 de fevereiro de 1946). É a partir de 1945 que se inicia um processo de desconcentração da infantaria da marinha, com sede até então em Puerto Cabello, a La Vela de Coro, Cumaná, Güiria e Margarita. Igualmente nesta época a armada começa a ser comandada por oficiais navais em substituição aos oficiais do exército, construindo o Comando das Forças Navais.

Novamente a armada experimenta uma remodelação de sua frota na década de 1950, com a aquisição de novas embarcações contratados para o estaleiro britânico Vickers-Armstrogs Company Limited De Barrow-In-Furness. Essas unidades foram os contratorpedeiros Classe Nova Esparta ARV "Nova Esparta"(D-11), ARV "Zulia" (D-21) e ARV "Aragua", que foram levados ao país entre 1953 e 1954. Em 54 o governo venezuelano firmou um contrato com a Cantieri Navale Ansaldo para a construção de seis contratorpedeiros velozes Clase Almirante Clemente ARV "Almirante Clemente" (D-12), ARV "General Moran" (D-22), ARV. "General Austria" (D-32), ARV "General Flores" (D-13), ARV "Brión" (D-23) e ARV "Almirante García" (D-33). Com estas unidades a armada formaria três divisões de contratorpedeiros.

Em 13 de janeiro desse ano se firmou um acordo entre o Estado venezuelano e a Societe Anonime Desanciens Chantiers Dubigeon de Nantes para a construção de uma embarcação de transporte, a qual foi denominado ARV "Las Aves" (T-12) no momento da aquisição.

Por decreto da Junta de Governo N° 288 de 27 de junho de 1958 foi criado o Comando Geral da Marinha do antigo Comando das Forças Navais. As distintas forças que formam a marinha de guerra obtiveram sua independência administrativa. Assim mesmo começa um processo de reorganização do aparato administrativo da marinha, criando-se os cargos de pessoal, material, engenharia e administração, a Inspetoria da Armada, e mais tarde os Comandos de Esquadra e de Infantaria da Marinha.

Na década de 1960, a ARV adquiriu dos Estados Unidos seu primeiro submarino, o ARV "Carite" (S-11). Essa unidade inaugurou as forças submarinas da Armada Venezuelana e serviria como embarcação escola para posteriores gerações de submarinistas. Na mesma época a Armada adquieriu várias unidades destinadas a proporcionar apoio logístico, como os transportes LMS "Los Monjes", "Los Roques", "Los Frailes" e "Los Testigos", os rebocadores "Felipe Larrazabal" e "Fernando Gómez", os navios hidrográficos "Puerto Santo", "Puerto Nutrias" e "Puerto Miranda", e dez patrulhas adquiridos nos Estados Unidos. À par da expansão da esquadra se habilitam novos apostadeiros e bases navais.


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A década de 1970 seria conhecida como 'Reafirmação Marítima', nela adquiriram-se novas unidades terrestres e submarinas além de ser criado o Esquadrão Aeronaval 28 de Novembro de 1974 com unidades de transporte (CESSNA, DC-3, AVRO, etc.) e de guerra anti-submarina, como por exemplo, o Tracker S2-E


Atualmente[editar | editar código-fonte]

Para a década de 2000, a Armada venezuelana começou com um amplo processo de modernização, o qual além disso, de novas equipes, inclusive investindo pesadamente para expandir as operações dos estaleiros nacionais 'DIANCA'.

Ambos submarinos da Armada estão sendo submetidos a um processo de atualização que inclusive mudam os sistemas de armas, sistemas de detecção e aumento da frequência das manutenções. Igualmente os bancos de baterias serão substituídos. Este processo normalmente é realizado nos estaleiros alemães, assim, representa um passo em frente para a indústria naval nacional.

A Venezuela negocia duas novas embarcações, as embarcações serão do tipo oceanográfico e estão sendo negociados na Espanha com a empresa Navantia.[1] Também a empresa espanhola Navantia fabricam atualmente oito embarcações de patrulha oceânica para a Armada venezuelana: quatro (04) POVZEE e quatro (04) BVL.[2]

Equipes[editar | editar código-fonte]

A Armada conta com fragatas, submarinos E patrulheiras para realizar sua função de proteção de suas águas territoriais. Juntamente a estas, a Armada conta com a embarcação escola Simón Bolívar, quatro embarcações de transporte de tanques, embarcação de provisionamento de combate Ciudad Bolívar e a embarcação oceanográfica Punta Brava.

A equipe pesada corrente da Armada da Venezuela chega ao país no final da década de 1970 e início da de 1980. As fragatas missílicas com que conta são de fabricação italiana da Clase Lupo enquanto que os submarinos são de fabricação alemã e correspondem ao Tipo 209/1300.

Fornecedores[editar | editar código-fonte]

Até hoje, os fornecedores habituais da Armada venezuelana a nível de equipes diversas, sistemas e capacitação técnica, tem sido: Estados Unidos da América, França, Itália, Espanha, Alemanha, o Reino Unido, Holanda, Israel, Argentina, Coreia do Sul e Canadá. Mas, recentemente, e resultado em parte do bloqueio militar que unilateralmente decretou o governo dos Estados Unidos da América, a Armada venezuelana revelou o sua atenção para Rússia e Cuba, para determinados trabalhos de reformas, construções e capacitação de pessoal. Assim, se tem previsto receber por parte de Cuba de quatro transportes rápidos de carga e da Rússia oito helicópteros de apoio tático, assim como existem negociações em firme para a aquisição de até nove submarinos de tipo oceânico.

A indústria naval venezuelana, também se tem visto beneficiada deste bloqueio militar. UCOCAR tem estado desenvolvendo diversos tipos de lanchas velozes; DIANCA tem incrementado seus trabalhos de reforma e tem construído para a Armada venezuelana um moderno rebocador e uma patrulha costeira com ajuda técnica holandesa; Cuba e Venezuela têm criado em Maracaibo alguns novos estaleiros, chamados ASTIMARCA. Talvez o mais ambicioso projecto com que conta a indústria naval venezuelana, é o desenvolvimento de um minissubmarino do tipo tático denominado "Abisal"; assim mesmo a quarta e última embarcação de tecnologia espanhola BVL, será construída no país. Por tudo isto, a indústria naval venezuelana, também se tem convertido em um novo fornecedor para a Armada venezuelana.

Insígnia da Armada Nacional da Venezuela

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O Comando Naval de Operações (CNO) está subordinado aos cincocomando operativos daarmada: Comando de la Escuadra, División de Infantería de Marina "Simón Bolívar", Comando de Aviación Naval, Comando Fluvial e o Comando de Guardacostas, todos comandados por oficiais no grau de Contraalmirante.

Comando da Esquadra[editar | editar código-fonte]

O Comando da Esquadra possui seu quartel general na Base Naval Contralmirante Agustín Armario de Puerto Cabello, Carabobo.

Ordem de Batalha[editar | editar código-fonte]

Esquadrão de Submarinos

Com base em Puerto Cabello, Carabobo. Possui 2 submarinos tipo U-209/1300 classe Sabalo:

Tipo Designação Nome Comissinado em
1300 S 31 Sabalo 8 de junho de 1976
1300 S 32 Caribe 3 de novembro de 1977
Esquadrão de Fragatas
Navios e helicópteros da Armada nacional da Venezuela com base emPuerto Cabello, Carabobo.
Fragata General Salóm F-25, e Mariscal Sucre F-21, en manobras

Com base em Puerto Cabello, Carabobo. Quatro patrulheiros de fabricação espanhola Classe POVZEE (em construção , a última será entregue em 2010)

Designação Nome Comissinado em
F - 31 Guaicaipuro em construção
F - 32 em construção
F - 33 em construção
F - 34 em construção

Seis fragatas lança misseis Classe Lupo de fabricação italiana -Classe Mariscal Sucre.

Designação Nome Em serviço desde
F - 21 Mariscal Sucre 1980
F - 22 Almirante Brión 1981
F - 23 General Urdaneta 1981
F - 24 General Soublette 1981
F - 25 General Salóm 1982
F - 26 Almirante García 1982

Esquadrão de Navios-Patrulheiros - Base Naval Mariscal Falcón em Punto Fijo, Falcón.

Três navios patrulha lança mísseis/ tipo Vosper 37m, de fabricação inglesa- Classe Federación

Designação Nome Em serviço desde
PC - 12 Federación 1975
PC - 14 Libertad 1975
PC - 16 Victoria 1975

Três navios-patrulha equipados com canhão/ tipo Vosper 37m, de fabricação inglesa- Classe Constitución

Designação Nome Em serviço desde
PC - 11 Constitución 1975
PC - 13 Independencia 1975
PC - 15 Patria 1975
Esquadrão de Navios de assalto anfíbios e de serviço

Com base em Puerto Cabello, Carabobo. Quatro navios de assalto anfíbios tipo LST/ Classe Capana:

Designação Nome Em serviço desde
T - 61 Capana 1984
T - 62 Esequibo 1984
T - 63 Goajira 1984
T - 64 Los Llanos 1984


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Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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