Arnulfo de Metz

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Dinastia carolíngia
Pipinida
Arnulfida
Carolíngia
Após o Tratado de Verdun (843)

Arnulfo de Metz (◊ c. 13 de Agosto de 58216 de Agosto de 641) foi um nobre franco que teve grande influência nos reinos merovíngios como bispo, sendo depois canonizado como santo. Ele também é conhecido pelo seu nome anglicizado, Arnoldo.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Arnulfo prestou serviço diferenciado na corte austrasiana sob Teodeberto II (595-612). Por volta de 611 ele foi ordenado bispo de Metz. Em 613, ele e Pepino de Landen, cuja filha, Begga, havia casado com seu filho Ansegisel, lideraram a oposição dos nobres francos à rainha Brunilda da Austrásia. Brunilda foi derrubada do poder, torturada e finalmente executada, sendo subseqüentemente os reinos francos reunificados sob Clotário II, sobrinho da poderosa rainha. Apesar de Arnulfo querer se retirar para os montes Vosges como um eremita, ele foi persuadido a permanecer e se tornar bispo de Metz.

A partir de 623 (com Pepino de Landen, então o prefeito do palácio), Arnulfo foi conselheiro de Dagoberto I. Junto com seu amigo Romarico, ele se retirou para os Vosges em 627, para implementar sua decisão para toda a vida de se tornar um eremita. Antes de ser consagrado, ele teve dois filhos com sua esposa Doda: Ansegisel e Clodulfo. Ansegisel casou-se com Begga, filha de Pepino de Landen, tendo com ela um filho, Pepino de Herstal, um dos bisavôs de Carlos Magno. Clodulfo, como seu pai, tornou-se bispo de Metz. A existência de um terceiro filho chamado Martinho é considerada duvidosa.

Arnulfo foi canonizado santo pela Igreja Católica Romana e é conhecido como o santo patrono dos cervejeiros. Comemora-se seu dia em uma dessa datas: 18 de Julho ou 16 de Agosto. Na iconografia, ele é retratado com um ancinho em sua mão. Ele é freqüentemente confundido nas lendas com Arnoldo de Soissons, que é outro santo patrono dos cervejeiros.

Ancestralidade incerta[editar | editar código-fonte]

Enquanto Arnulfo é reconhecido como um dos mais antigos ancestrais documentados de Carlos Magno, e através disso de muitas famílias reais européias modernas, a sua ancestralidade é incerta e não documentada. Alguns têm afirmado que seu pai foi Arnoldo (c. 535 600) e sua mãe Ada da Suábia. Esse Arnoldo é às vezes citado como sendo filho de Ausberto, senador de Mosela e de Berta de Kent, filha de Cariberto I, rei merovíngio de Paris. Outros, citando lendas francas, fazem Arnulfo filho de Bodegisel II. Há ainda outros que a mãe de Arnulfo era Berta, princesa de Paris.

O ancestral mais antigo de Arnulfo é um certo "Melobaudo" do século IV, mas essa ancestralidade (descrita abaixo) deve ser uma fantasia genealógica para bajular os carolíngios:

  • Melobaudo (320-376)
  • Richemir (350-384), casado com Ascila (?-352)
  • Teodomiro Magno (370-414), casado com Valentina Justina (?-414)
  • Clóvis o Ripuriano (398-448), casado com Ildegunda de Colônia (399-450)
  • Childeberto de Colônia (430-483), casado com Amalaberga (435-478)
  • Sigeberto o Manco (?-509)
  • Cloderico de Colônia (477-509), também conhecido como Cloderico o Parricida
  • Munderico (500-532), casado com Artenia (500-?)
  • Bodegisel I, casado com Palatina
  • Bodegisel II (?-588), casado com Oda da Sabóia
  • Arnulfo (582-641), casado com Doda (586-612)

Pais[editar | editar código-fonte]

♂ Bodegisel da Aquitânia (◊ 562 † 589)

♀ Oda da Sabóia (◊ c. 560 † antes de 634)

Casamentos e filhos[editar | editar código-fonte]

  • em c. 614 com Doda Ferreol
  1. Ansegisel (◊ c. 615 † c. 679)
  2. Clodulfo de Metz (◊ ? † c. 660(?) ou 696 ou 697)

Fontes[editar | editar código-fonte]

Para uma discussão mais ampla sobre sua ancestralidade, ver o "New England Historical and Genealogical Register". Boston, MA. Kelly, David H. Genealogical Research in England, vol. 101 [April 1947]:109-113; ibid, Chart:113.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Papolo
Bispo de Metz
612 - 628
Sucedido por
Goeri