Arqueologia bíblica

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A arqueologia bíblica é um ramo da arqueologia especializado em estudos dos restos materiais relacionados direta ou indiretamente com os relatos bíblicos e com a história das religiões judaico-cristãs. A região mais estudada pela arqueologia bíblica, na perspectiva ocidental, é a denominada Terra Santa,[1] localizada no Médio Oriente.

Os principais elementos desta ciência arqueológica são, em sua maioria, referências teológicas e religiosas, sendo considerada uma ciência em toda a sua dimensão metodológica. Assim como se dá com os registros históricos de outras civilizações, os manuscritos descobertos devem ser comparados com outras sociedades contemporâneas da Europa, Mesopotâmia e África.

As técnicas científicas empregadas são as mesmas da arqueologia em geral, com escavações[2] e datação radiométrica,[3] entre outras. Em contraste, a arqueologia do antigo Médio Oriente é mais ampla e generalizada, tratando simplesmente do Antigo Oriente sem tentar estabelecer uma relação específica entre as descobertas e a Bíblia.

A "alta crítica"[editar | editar código-fonte]


A historicidade e autenticidade dos registros bíblicos tem sido alvo de controvérsia por parte de estudiosos críticos, cuja forma de pensar é usualmente chamada de alta crítica.[4] Nestes estudos junto com a crítica textual, várias vezes são proferidas declarações polémicas sobre o que a autoridade escriturística exige e o que ela implica. Este cepticismo em relação à confiabilidade das Escrituras iniciou-se no Século XIX e subsiste em muitos círculos acadêmicos. Esta alta crítica acabou por incentivar pesquisas arqueológicas mais extensas por parte de muitos historiadores e arqueólogos. O principal objetivo da ciência arqueológica não é provar ou desacreditar a Bíblia em sentido teológico. Neste sentido, o artigo arqueologia bíblica se concentra primariamente em pesquisas e descobertas arqueológicas relacionadas com os relatos bíblicos. Ainda assim, a arqueologia bíblica é uma matéria de estudo polémica, com várias perspectivas sobre qual o seu propósito e as suas metas. Analisando os comentários de historiadores e de destacados arqueólogos,[5] podem encontrar-se os mais variados pontos de vista.

A arqueologia[editar | editar código-fonte]

O estandarte de Ur: A «Cara da Guerra». Descoberto por Leonard Woolley nos anos 1920, encontra-se atualmente no Museu Britânico de Londres.

Para compreender plenamente o objectivo da arqueologia bíblica é necessário entender a arqueologia como método científico e a Bíblia como objeto de investigação.

A arqueologia é ao mesmo tempo técnica e ciência. Como técnica, busca os restos materiais das civilizações antigas e trata de reconstruir, na medida do possível, o ambiente e as civilizações de uma ou várias épocas históricas. Trata-se de uma ciência moderna, ainda considerada recente, com apenas duzentos anos.

Poder-se-ia pensar que a arqueologia tende a omitir os dados oferecidos pelas religiões e por muitos sistemas filosóficos. No entanto, além dos artefactos e locais arqueológicos tais como lugares de culto, relíquias e outros elementos de ordem sagrada bem como outros objectos cientificamente observáveis, existem aspectos que são igualmente importantes para a investigação científica arqueológica. Entre estes estão conceitos imateriais como os ritos, livros sagrados e a cultura. O mito é usualmente utilizado na arqueologia e na história como uma pista da verdade que poderá esconder. Esta nova percepção contemporânea do mito motivou a ciência arqueológica a buscar novos dados nos territórios descritos nos relatos bíblicos.

Arqueologia bíblica[editar | editar código-fonte]

Museu de Israel, em Jerusalém, conserva tesouros apreciados para a investigação e a exploração científica e bíblica.

A arqueologia bíblica é a disciplina que se ocupa da recuperação e investigação científica dos restos materiais de culturas passadas que podem iluminar os períodos e descrições da Bíblia. Usa-se como base de tempo, um amplo período entre o ano 2000 a.C. e 100 d.C.. Outros preferem falar de arqueologia da Palestina,[6] referindo-se aos territórios situados ao leste e oeste do Rio Jordão. Esta designação expressa o facto da arqueologia bíblica estar especialmente circunscrita aos territórios que serviram de cenário aos relatos bíblicos.[7]

A função da arqueologia bíblica não é confirmar ou desmentir os eventos bíblicos, nem pretende influenciar determinadas doutrinas teológicas, tal como a da salvação. Limita-se ao plano científico e não entra no terreno da . Ainda assim, alguns resultados da arqueologia bíblica podem e têm contribuído para:

Espaço[editar | editar código-fonte]

O espaço geográfico da arqueologia bíblica envolve as terras bíblicas chamadas, no sentido religioso, de "Terra Santa". Assim sendo, os trabalhos de pesquisa centralizam-se especialmente em Israel, Palestina e Jordânia. Também existem outros cenários mencionados pelos relatos bíblicos com grande importância tais como o Egito, Assíria, Síria, Mesopotâmia e o Império Aquemênida. Outras regiões como a Ásia Menor, Macedônia, Grécia e Roma estão particularmente relacionadas com os relatos do Novo Testamento.

Tempo[editar | editar código-fonte]

O Médio Oriente - cenário de acontecimentos que inspiraram os escritores bíblicos.

Da mesma maneira que os critérios de espaço variam segundo os diversos pontos de vista de autores diferentes, o mesmo acontece com os critérios do tempo, ou seja, do período temporal sobre o qual as pesquisas devem incidir. Peter Kaswalder,[8] professor de arqueologia do Antigo Testamento em Jerusalém, define esse tempo como um período que vai desde o Século IX a.C., que corresponde às primeiras datações de Jericó,[9] até o ano 700 d.C. que marca o início das invasões muçulmanas. Este período de tempo é muito discutido por alguns autores. Um segundo período ainda maior e também referido nos relatos bíblicos tem início na Idade do Bronze, por volta do ano 2000 a.C. que corresponde desde os Patriarcas (Abraão, Isaque e Jacó), até finais do Século I, com a morte do último apóstolo, João, o Evangelista, e o fim da chamada Igreja Apostólica. Estes termos, igreja primitiva ou dos apóstolos, refere-se à época de vida das primeiras pessoas que se identificavam como cristãs, tempo em que teriam vivido os apóstolos de Jesus, incluindo Paulo de Tarso. Este período apostólico terminou com a morte de João, o Evangelista, numa data desconhecida que se presume rondar o ano 110 d.C..

História[editar | editar código-fonte]

A história[10] da arqueologia bíblica é tão recente como a da arqueologia em geral. O seu desenvolvimento despontou com a descoberta de achados de primeira importância para a mesma. Alistam-se em seguida alguns dos achados arqueológicos bíblicos mais importantes das últimas décadas segundo a compilação do Centro de Estudos Ratisbone de Jerusalém.[11]

Algumas descobertas relevantes[editar | editar código-fonte]

Uma reconstrução de Jerusalém do Século I, possivelmente graças à arqueologia Bíblica.
O Papyrus P52 da Biblioteca de Rylands é o texto mais antigo que se conhece do Novo Testamento. Foi descoberto em 1920, no deserto do Médio Egito, e tornou-se público em 1935.[13]

A arqueologia bíblica é também objecto de célebres falsificações motivadas por múltiplos interesses. Uma das mais conhecidas surgiu em 2002 quando se publicou o suposto achado de um túmulo (ossário) com uma inscrição que dizia "Tiago, filho de José e irmão de Jesus". Na realidade, o artefacto havia sido construído apenas vinte anos antes, portanto numa época muitíssimo posterior. As características do objecto encontrado não correspondiam ao padrão do Século I,[21] revelando a sua falsidade e expondo as estranhas circunstâncias relacionadas com a sua posse e descoberta.

Etapas da arqueologia bíblica[editar | editar código-fonte]

O desenvolvimento da arqueologia bíblica tem sido marcado por diferentes períodos da história da humanidade, entre os quais se referem os seguintes:

  • Antiguidade: Ainda que se considere a arqueologia como uma ciência moderna, é necessário reconhecer que muitos autores, ao longo da história, têm contribuído com documentos valiosos que são hoje elementos de trabalho imprescindíveis. Entre muitos destes elos históricos, os mais importantes são Flávio Josefo, Orígenes, Eusébio de Cesareia e o Diário de Etheria.
  • Mandato Britânico da Palestina: As primeiras explorações arqueológicas começaram no Século XIX, primeiro por parte de europeus e depois por israelenses (ou israelitas, em português europeu). Nessa época, um dos arqueólogos bíblicos de renome foi Edward Robinson que encontrou várias cidades antigas. Em 1865, patrocinado pela Rainha Victoria, surgiu o Fundo para a Exploração da Palestina (Palestine Exploration Fund).[22] Em 1867 realizaram-se importantes trabalhos ao redor do Templo de Jerusalém por parte de Charles Warren e Charles Wilson. Em 1870 fundaram a Sociedade Americana de Exploração da Palestina (American Palestine Exploration Society).[23] Um jovem francês de apenas 21 anos, Charles Clermont-Ganneau, chegou à Terra Santa para estudar inscrições notáveis, tais como a Estela de Mesha na Jordânia e a inscrição do Templo de Jerusalém. Em 1890 entraria em cena outro génio, que passaria para a história como o "pai da arqueologia palestina", Sir Flinder Petrie, que lançou as bases para uma exploração metodológica e deu uma grande colaboração em tornar a análise da cerâmica numa importante pista arqueológica. Em 1889, os dominicanos abriram em Jerusalém um centro de estudos que chegou a ocupar um plano de primeira ordem na arqueologia bíblica, a École Biblique et Archéologique Française[24] (Escola Bíblica e Arqueológica Francesa), na qual se destacaram M. J. Lagrance e L. H. Vincent. Guilherme II da Alemanha inaugurou em 1898 a Deutsche Orient-Gesellschaft que contribuiu para o progresso arqueológico como uma disciplina emergente e entusiasta ainda que, naquela fase inicial, as investigações estivessem dirigidas apenas a demonstrações de passagens bíblicas.
  • Durante o domínio Britânico da Palestina (1922 - 1948): A investigação e exploração da Terra Santa aumentou consideravelmente neste período que veio a ser grandemente influenciado pela genialidade de pesquisadores como William Foxwell Albright, George Ernest Wright, C. S. Fischer, os jesuítas, os dominicanos e muitos outros. Esta época de tanta actividade e avanço para a arqueologia bíblica encerrou com chave de ouro, a descoberta de Qumrán em 1947, cujas escavações foram dirigidas, em especial, pelo francês Roland de Vaux.[25]
  • Depois do domínio Britânico: O ano de 1948 marcou o início de uma nova época política e social para Terra Santa com a fundação do Estado de Israel. Com isso, entraram em cena os arqueólogos israelenses. Numa primeira fase, as escavações iniciaram-se especialmente no território de Israel mas, depois da Guerra dos Seis Dias, estenderam-se também aos territórios ocupados da Judeia e Samaria. Destaca-se o nome de Kathleen Kenyon,[26] que dirigiu as escavações de Jericó e de Jerusalém. Chrystall Bennet conduziu as escavações de Petra e da cidadela de Amã. Destacam-se ainda os museus arqueológicos dos franciscanos e dos dominicanos de Jerusalém.

Escolas arqueológicas[editar | editar código-fonte]

A arqueologia bíblica é matéria de permanente debate. Um dos assuntos de maior disputa tem sido o período da História do antigo Reino de Israel. Também, de um modo geral, a historicidade da Bíblia tornou-se motivo de controvérsias, dividindo os estudiosos em diferentes correntes ou escolas de pensamento, tais como o minimalismo e maximalismo. Também, o método não-histórico de ler a Bíblia difere da sua tradicional leitura religiosa.

Minimalismo bíblico[editar | editar código-fonte]

O minimalismo bíblico, segundo a chamada Escola de Copenhague ou Copenhaga, enfatiza que a Bíblia deve ser lida e analisada, no seu todo, como um conjunto de narrativas e não como uma detalhada colecção histórica da pré-história do Médio Oriente. Em 1968, Niels Peter Lemche e Heike Friis escreveram ensaios nos quais efectuaram uma revisão completa do modo de se ler a Bíblia por forma a tirar conclusões históricas dela.[27]

G. Garbini, com a sua História e ideologia do Israel antigo, T.L. Thompson com a sua "História antiga dos israelitas: de fontes escritas e arqueológicas"[28] e P.R. Davies com a sua obra "Em busca do "Antigo Israel",[29] construíram as bases do que se considera ser o minimalismo bíblico. Davies, por exemplo, afirma que o Israel histórico só pode ser encontrado nos restos arqueológicos, sendo que o Israel bíblico se percebe somente nas Escrituras e o Israel antigo numa amálgama de ambos. Thomson e Davies vêem o Antigo Testamento como uma criação imaginária de uma minoritária comunidade de judeus em Jerusalém depois do período descrito na Bíblia como o retorno do Cativeiro de Babilônia (após 539 a.C. em diante). Para esta escola de pensamento, nenhum dos primitivos relatos bíblicos tem solidez histórica e só alguns dos mais recentes possuem fragmentos de uma genuína memória, sendo estes eventos os únicos apoiados pelas descobertas arqueológicas. Em consequência, os relatos acerca dos patriarcas bíblicos são tidos como ficção, assim como as Tribos de Israel, que nunca teriam existido, tampouco os reis David e Saul ou a unidade da monarquia de David e Salomão.

Maximalismo bíblico[editar | editar código-fonte]

O termo "maximalismo" pode gerar confusão, visto que alguns o relacionam com a "infalibilidade bíblica", doutrina que sustenta que a Bíblia é sem erro desde a sua forma original, o que inclui os trechos que abordam temáticas históricas e científicas. Alguns associam todos os maximalistas com essa doutrina. A maioria dos maximalistas bíblicos aceita as descobertas da arqueologia e os modernos estudos bíblicos, no entanto, sustentam que todo o conjunto de relatos bíblicos são na realidade referências históricas sendo que os mais recentes livros possuem maior solidez histórica que os mais primitivos.

A arqueologia marca eras históricas e reinos, modos de vida e comércio, crenças e estruturas sociais. No entanto, apenas em pouquíssimos relatos, os estudos arqueológicos apresentam informações sobre famílias individuais não sendo possível, portanto, esperar tais elos a partir da arqueologia. Por exemplo, actualmente não se espera que a arqueologia apresente qualquer prova que assegure ou negue a existência dos patriarcas.

Os maximalistas estão divididos quanto a alguns temas:

  • Uns sustentam que os patriarcas foram na realidade personagens históricos apesar dos relatos bíblicos sobre eles não serem sempre precisos, mesmo num sentido amplo.
  • Outros afirmam que alguns ou até mesmo todos os patriarcas podem ser classificados como personagens fictícios que terão uma pequena relação com distantes personagens históricos.

Os maximalistas bíblicos estão de acordo que as doze tribos de Israel existiram, mesmo que isso não signifique necessariamente que os relatos bíblicos sobre elas correspondam à realidade histórica. Também estão de acordo com a existência de grandes figuras como David, Saul, Salomão, a monarquia do Reino de Israel e Jesus.

Sítios arqueológicos[editar | editar código-fonte]

As Cavernas de Qumrán onde encontraram o sítio arqueológico bíblico mais importante de todos os tempos, no vale do Mar Morto.

Na atualidade, os territórios bíblicos estão cheios de escavações, sítios arqueológicos e museus abertos ao público em geral. Entre os mais destacados podem-se encontrar:

*A Igreja do Santo Sepulcro:[30]

Um complexo de sítios que compreende no alegado túmulo de Jesus e o Calvário.

Sua identificação leva em conta achados arqueológicos, mas baseia-se na maior parte em tradição do século IV d.C., devido a evidências de tumbas judaicas, artefatos romanos, construções constantinas e influências otomanas.[31] [32] A identificação continua sendo conjectura.

*O Museu Israel:[33]

Reúne objetos de valor universal, para estudos bíblicos, a história e pré-história do chamado Oriente Médio. Este museu é conhecido como um dos mais importantes museus relacionados à arqueologia bíblica.[34]

*O Túnel de Ezequias:[35]

Passando por baixo da Cidade Antiga de Jerusalém e seus Muros, é um dos elementos declarados na bíblia tanto nas Escrituras Hebraicas como nas Escrituras Gregas Cristãs.[36]

*O Barco da Galileia:[37] [38] [39]

Em 1986, um dos últimos achados foi um barco enterrado perto do Mar da Galileia, perto da antiga Cafarnaum e com surpresa, datado do Século I, portanto do tempo de Jesus. Por esta razão, "O barco da Galileia" tem sido chamado de "O Barco de Pedro", porque se permite ter uma ideia do tipo de navios que os pescadores que conheceram Jesus, usavam.[40] O barco da Galileia mede cerca de 8 metros de comprimento e 2,3 metros de largura.

*Qumrán:[41]

Para muitos, este é um dos achados mais importantes de todos os tempos. Embora haja controvérsias se teria sido o local de uma seita judaica (essênios), com ruínas dum possível mosteiro, estas cavernas são de grande importância para a arqueologia bíblica, devido ao grande número de achados, como papiros, códices da Tanak, do Novo Testamento, e muitos outros elementos para a história dos estudos bíblicos.[42]

Construções bíblicas confirmadas[editar | editar código-fonte]

Escavação arqueológica.
  • A cidade de Gibeão .[43]
  • O Túnel de Ezequias:[44]
  • As Muralhas de Jericó:[9]
    • Uma destruição das "Muralhas de Jericó" data aproximada do ano 1550 a.C., tendo como a causa um cerco ou um terremoto no contexto de extrato denominado Destrucción Ciudad IV. Existem discussões sobre se a dita destruição corresponde à descrição bíblica ou não. De acordo com o relato bíblico, os israelitas destruíram a cidade depois que suas muralhas caíram, por volta de 1407 a.C.. As escavações de John Garstang,[46] em 1930, datam a destruição de Jericó em 1400 a.C., mas após escavações de Kathleen Kenyon, em 1950, sua datação foi de 1550 a.C.. Bryant G. Wood crítico do trabalho de Kenyon, observou ambiguidades nas investigações com o carbono 14 que deram como resultado o ano de 1410 a.C., com 40 anos de diferença. Assim, Wood confirmou as conclusões de Garstang. Infelizmente, a dita prova de carbono teria sido resultado de uma má calibração. Em 1995, Hendrik J. Bruins e Johannes van der Plicht utilizaram uma prova de radiocarbono de alta precisão para 18 amostras de Jericó, incluindo seis amostras de cereal carbonizado, que deram como resultado uma antiguidade superior – 1562 a.C, com uma margem de 38 anos[47]
  • O Segundo Templo:
  • A Rampa do sitio de Laquis:[48] A cidade de Laquis foi capturada pelo rei assírio Senaqueribe em 701 a.C.[49]
  • O Reservatório de Siloé:[50]
    • Uma piscina, ao sudeste das muralhas da cidade, e receptora das águas do Túnel de Ezequias.[51]
  • O Templo de Siquém,:[52] Mencionado em Juízes capítulo 9.
    • Em 1910, arqueólogos encontraram ali cacos de cerâmica com inscrições, registrando despachos de vinho e de azeite de oliva e pagamento de impostos. Mas muitos dos nomes próprios inscritos neles continham o componente bá•al (Baal). Os arqueólogos também descobriram fragmentos em painéis de marfim.[53]
Foto aérea do Heródio onde se localiza a Tumba de Herodes.
  • Túmulos:
    • No Iraque, o arqueólogo Sir Leonard Wooley descobriu 16 túmulos de reis no cemitério da antiga Ur[54] foi uma extraordinária descoberta "A riqueza nesses túmulos, que continua sem igual na arqueologia mesopotâmica, incluía algumas das mais famosas peças da arte sumeriana que agora embelezam as salas do ‘’Museu Britânico e do Museu da Universidade da Pensilvânia".[55]
    • Dezenove túmulos localizados ao ocidente de Jerusalém têm sido datados sem dúvida, ao tempo da Monarquia da Judeia, mas é possível que representem sítios em memória dos reis mencionados em II Crônicas 16:14; 21:19; 32:33 e no Livro de Jeremias 34: 5.
  • A Tumba de Herodes:[56]
    • Em Maio 2007, arqueólogos da Universidade Hebraica de Jerusalém anunciaram a descoberta da tumba onde teria sido enterrado o rei Herodes I o Grande, perto de Jerusalém. Herodes, que reinou no fim Século I a.C., teria vivido na época de Jesus. Foi enterrado em um mausoléu retangular de 2,5 metros de comprimento com um teto em forma de triângulo.[57]

Objetos de escavações documentadas[editar | editar código-fonte]

Fragmento da Estela de Merneptá: mencionando Israel.
Ruínas de Ebla.
  • A cidade de Ebla.:[59]
    • Foi uma antiga cidade localizada no norte da Síria, cerca de 60 km, a sudoeste de Alepo. Foi uma importante cidade-estado em dois períodos: em inícios do Terceiro milênio a.C., e novamente entre 1800 e 1650 a.C. O lugar é atualmente conhecido como Tell Mardikh, e é famoso principalmente pelas 15.000 tabuinhas ali encontradas. As tabuinhas cuneiformes, formam escritas datadas por volta de 2.250 a.C., em língua suméria e eblaíta; uma língua semítica até então desconhecida .[60] [61]
    • Incluem arquivos cuneiformes de Ebla (Tell Mardikh) que foram descobertos em 1975, com o nome de três personagens relacionados com os patriarcas bíblicos,[62] entre eles o de Ebrum, que alguns identificam com o patriarca bíblico Éber.[63]
  • A inscrição de Ecron: Encontrada em 1993 em Tell Mique;
  • O Cilindro de Ciro:[64]
  • O Cilindro de Nabonido[66]
  • A ostraca de Gath:
    • A Ostraca (pedaços de cerâmica contendo escrita) de Gath, foi encontrada por A. Maeir quando realizava escavações em Tel es-Safi, 2005.
    • Texto inciso, de nove letras, que representa os nomes (אלות ולת) etimologicamente relacionados com Golias (גלית).
  • Os textos de Balaão:
  • Asas de vasilha GBON (גבען):
    • Foram recuperadas da piscina de Gibeão[69] e teriam algumas inscrições:
      • Algumas com a inscrição: "Hananiah" que pode ter relação com a pessoa mencionada em Jeremias 28:1.
      • Outros nomes inscritos são: Amariah, Azariah, Domla, Geder, Hananiah, Neri, Shebuel.
  • A ostraca de Arad (Israel)[12].
  • Selo de Gemariah ben Shaphan:
    • Impresso em bula, foi encontrado durante as escavações de Yigal Shiloh en 1983, provavelmente pertencente à pessoa mencionada em Jeremias 36:10.
  • Inscrição da Casa de David e na Estela de Tell Dan:
    • A inscrição Consiste em três fragmentos: o primeiro e mais extenso foi descoberto em 1993 e os fragmentos menores em 1994.
  • Ostraca Izbet Sartah:
    • Dois fragmentos encontrados numa escavação de 1976, com cinco linhas incisas de 80 a 83 letras (as leituras dos editores variam) onde a última linha corresponde a um abecedário.[70]
  • Selo de Jaazaniah:, servo do rei (ליאזניהו עבד המלך):
    • Encontrada no túmulo 19 em Tel en-Nasbeh (Mispá).
    • Possivelmente pertencente ao capitão do exército em Mispá, mencionado em II Reis 25: 23.
  • O túmulo de Caifás[13] descoberto em Jerusalém em 1990.
  • Selo de Jehucal ben Shelemia ben Shobi (יהוכל בן שלמיהו בן שבי):
    • estampado em bula, encontrado nas escavações de Eilat Mazar num suposto palácio do Rei David em 2005. Provavelmente se refere ao mencionado relato do Livro de Jeremias 37,:3 e 38: 1[71]
  • As Ostracas de Laquis:[72]
    • Textos encontrados em 1930, que descrevem acontecimentos do final do século VII a.C., pouco depois da conquista dos caldeus.
    • Carta No. 3 menciona uma advertência do profeta.
    • Carta No. 4 menciona Laquis y Azekah como os últimos lugares conquistados, tal como registra Jeremias 34:7.
    • Carta No. 6 descreve uma conspiração descrita em Jeremias 38:19 e 39: 9, utilizando uma fraseologia quase idêntica a Jeremias 38:4.
  • As Talas de Laquis:[73]
  • Pim de peso:
    • Os primeiros pesos foram encontradas por R.A.S. Macalister en Gezer. Foram encontrados desde então, muitos outros;
  • A Inscrição de Pôncio Pilatos[74] encontrada no teatro romano de Cesareia:
    • O prefeito da Judeia, Pôncio Pilatos, erigiu o Tibérium em honra de Tibério César.
    • Texto atual da terceira linha da inscrição:[75]
TIBERIEUM
PONTIUS PILATUS
PRAEFECTUS IUDAEAE
Jeú aos pés de Salmanasar III no Obelisco Negro.
[77]

Objetos de procedência conhecida, mas não provêem de escavações[editar | editar código-fonte]

Os seguintes objetos vêem de estudos do Século XIX e coleções não documentadas cuja procedência não é relevante apesar da natureza genuína de seu conteúdo. Em outras palavras foram descobertos num tempo em que o conhecimento era limitado e não há razões para crer que tenham sido falsificados.

[82]
    • Tábua de mármore com um edito de César proscrevendo a pena capital aos violadores de túmulos, datada do Século I d.C.. A Frohner Collection assegura que a adquiriu em Nazaré em 1878;
  • A Pedra Moabita (Estela de Mesha):
    • Uma pedra de basalto, com uma inscrição sobre Mesa, Rei de Moabe encontrada em Dhiban, Jordânia em 1868 e que menciona o rei israelita, Omri. Esta inscrição completa confirma o relato bíblico em II Reis 3:4-27. A estela teria sido feita, aproximadamente, por volta de 830 a.C.. Nela também se encontram inscrições como um tributo a YHWH. É um documento de grande importância relativo ao estudo da linguística hebraica;[83]

Objetos de procedência desconhecida, discutida ou reprovada[editar | editar código-fonte]

Os objetos na lista a seguir, em geral são de coleções privadas por meio de antigos mercados. Sua autenticidade é altamente controvertida e em alguns casos pode-se demonstrar sua falsidade:

  • A Arca do Pacto:
  • Objetos originários de "antiguidades" do traficante Oded Golan. Em dezembro de 2004 ele foi acusado pela polícia israelita, junto com outros cúmplices, por fraudar os seguintes objetos:
    • O túmulo de Tiago, o Justo com a inscrição: "Jacob filho de José, irmão de Jesus", inscrito num genuíno túmulo antigo.
    • O túmulo de Joás de Judá (Jehoash) registrando restaurações no Templo de Jerusalém, suspeitas de terem sido talhadas em autênticas pedras antigas;
    • Várias ostracas mencionando o Templo e nomes bíblicos;
    • Um candelabro de pedra de sete braços com decorações do Templo;
    • Um selo de pedra com bordas de ouro, atribuído ao rei Manassés da Judeia;
    • Um prato de quartzo com uma inscrição na antiga língua egípcia indicando que o ministro de guerra do rei Shishek teria conquistado a antiga cidade de Megido;
    • Uma granada de marfim com uma inscrição que diz: "propriedade dos sacerdotes do Templo", gravada numa autêntica e antiga pedra de marfim;
    • Numerosas bulas incluindo algumas que mencionam figuras bíblicas como o rei Ezequias da Judeia, o escriba Baruque, e o profeta Isaías;
Monte Ararate (39°42′N, 44°17′E),-- imagem de satélite —-- O Estratovulcão, 5.137 metros (16,854 ft) acima do nível do mar, promeminência 3.611 metros. O pico principal no centro. Local de inúmeras buscas da Arca de Noé.
  • Restos da Arca de Noé teriam sido localizados por numerosos grupos de arqueólogos e indivíduos. Muitos estudiosos consideram que ditos achados pertencem a pseudo-arqueologia;
    • O arqueólogo Ron Wyatt assegurou ter localizado a Arca no último ponto onde esta teria repousado. [17] Desde sua morte tem sido aclamado por muitos religiosos. Muitas páginas da internet sobre o suposto achado tem surgido, e muitos têm acrescentado outras mais informações sobre tais descobrimentos; ** Um grupo criacionista italiano, de nome La Narkas, é o mais recente dos numerosos grupos que asseguram conhecer o ponto exato da localização dos restos da Arca de Noé, sobre o Monte Ararate, fronteira entre Turquia e Armênia.[85]
    • No entanto, em 2004, uma expedição foi ao Monte Ararate, na Turquia, com a intenção de localizar a Arca. Amostras do lugar foram submetidas a prova por geólogos e cientistas nucleares. Um instituto oficial do governo da Nova Zelândia, encontrou o que se tratava de rochas vulcânicas e não madeira petrificada.
  • O Sudário de Turim:[86]
    • Críticos asseguram que esta contém uma pintura de Jesus realizada na Idade Média. Outros sustentam que a imagem foi formada por um energético que obscureceu as fibras (tal como raios de luz no momento da ressurreição). Provas de radiocarbono o levam ao período da Idade Média, mas alguns analistas sugerem que as provas são errôneas devido a contaminações às quais as fibras teriam ficado expostas;
  • O pilar de Jacó:
    • Por séculos esta rocha tem sido parte integrante da cerimônia de coroação de reis britânicos. Acredita-se que foi a rocha sobre a qual Jacó (depois chamado Israel), recebeu uma visão, e a fissura nesta mesma rocha, teria sido resultado dos golpes de Moisés, com o objetivo de tirar água da mesma;
  • O antigo manto de Santa Verônica:[87]
    • Trata-se de uma tela com o rosto de um homem impresso. Alguns religiosos crêem que foi o pano utilizado por Verônica para limpar o rosto de Jesus na Via Dolorosa, caminho do Calvário. Os críticos, porém, dizem que se assemelha mais a uma pintura.

Disciplinas relacionadas[editar | editar código-fonte]

Assim como todas as ciências, a arqueologia, no seu ramo de pesquisas bíblicas tem suas próprias especializações assim como seu trabalho interdisciplinar. A arqueologia bíblica tem como prioridade, o trabalho de equipe com disciplinas como a antropologia, a geologia e outras ciências que permitem ter-se una Ideia do mundo antigo. Outras disciplinas como a filosofia, a teologia, a exegese, a hermenêutica, servem-se dos resultados científicos da arqueologia.

Por exemplo, algumas vezes a Bíblia utiliza uma linguagem simbólica, menção que pertence ao plano estritamente teológico, e não necessariamente verificável. No entanto, a maioria das passagens bíblicas deverá ser verificável, e graças à arqueologia, tem-se achado uma explicação concreta para estas.

Por exemplo, junto com estudos de outros arqueólogos, em 1981 o professor John J. Bimson[88] examinou a questão da destruição dos muros de Jericó.[89] Atualmente, sabe-se, que o relato bíblico mencionado no Livro de Josué sobre a destruição de Jericó e a imigração israelita à Terra Prometida coincide com os estudos arqueológicos das ruínas escavadas, que puderam ser datadas ao mesmo período mencionado na Bíblia, em meados do século XV a.C..

Papirologia[editar | editar código-fonte]

O Papiro de Turim, fragmentos de um antigo mapa de egípcio. Os papiros são os documentos mais antigos e as mais importantes provas da antiguidade e originalidade de um texto.

A papirologia tem uma relação especial com a arqueologia em geral, sendo uma das maiores autoridades em terreno bíblico. Graças aos papirólogos e seu paciente labor de busca, reconstrução e investigação, tem sido possível determinar a datação de numerosos documentos antigos, e a originalidade ou não de seus autores.

Muitos dos livros bíblicos que são atualmente publicados em modernas imprensas[90] ou por meios digitais, foram escritos inicialmente em rolos de papiro. Obviamente, a grande maioria desses originais se perdeu, e tem-se apenas cópias de cópias.

Qumrán, junto ao mar Morto, se converteu na principal fonte de papiros sobre os livros bíblicos canônicos e apócrifos. Perto de Qumrán há muitas cavernas onde foram encontrados cerca de 800 documentos que estavam guardados no interior de jarros de argila, sendo que 98 % deles referentes a temas religiosos, como livros bíblicos, e um papiro do Novo Testamento conhecido como (7Q5).[91]

  • Outros lugares que contribuíram por prover papiros antigos são os seguintes:
    • As genitzas de antigas sinagogas:
      • Genitza é um espaço onde se guardam livros antigos, que já não são utilizados pela comunidade, mas pelos quais não se perdeu o respeito pelo seu conteúdo. Esta tradição de respeito pelo material escrito como sagrado, tem permitido que tais documentos sejam conservados por séculos em tais lugares.
    • Os Mosteiros:[92]
      • Em 1975, foram descobertas, no Monte Sinai, debaixo do muro norte de S. Catarina, 47 caixas com ícones e pergaminhos. Entre esses havia mais de uma dúzia de folhas perdidas do Códice Sinaítico. Os mosteiros têm sido uma fonte valiosa para a conservação de manuscritos antigos.

Os papiros são normalmente identificados pelo nome do arqueólogo que o identificou, o sítio, ou numerações convencionadas pela especialidade da comunidade científica. Entre os papiros bíblicos mais célebres temos o Papiro P52 que corresponde a um texto do Evangelho de João 18, 31-33, 37, 38, encontrado no Egito, e datado do ano 125 EC. O Papiro de Bodmer P66, P72-75[93] contém fragmentos dos livros de Lucas e João. O Papiro Chester Beatty, encontrado no Egito, contém textos da Tanak em grego e está datado entre o Século II e o Século IV.

Fragmentos de cerâmica e pergaminhos[editar | editar código-fonte]

Ostraca de Cimon, mostrando seu nome, 486 ou 461 a.C. Museu de Antiguidades em Atenas.

De igual importância para a arqueologia é uma ostraca, uma forma muito popular na antiguidade e usada como alternativa de escrita em papiro (planta que cresce no delta do Nilo e facilmente encontrada) e em pergaminho, que eram mais custosos. O uso destes pedaços de cerâmica contendo escrita, encontra-se em pinturas que revelam a cultura e a antropologia dos povos antigos.

Outro material muito buscado e apreciado pelos arqueólogos é o pergaminho, feito a partir da peles de animais, especialmente os domésticos. Foi em Pérgamo que esta técnica teve um grande florescimento, sendo esta a origem do seu nome, mas a verdadeira origem do pergaminho remonta a 1500 a.C., mas sendo amplamente usado a partir de 190 a.C. Assim como sucedia com o papiro, o pergaminho era um material caro, restringido a quem tinha a capacidade de comprá-lo.

Comentários de arqueólogos e historiadores[editar | editar código-fonte]

"Neste campo, raras vezes podemos trabalhar com certezas. Antes, é necessário elaborar hipóteses, as quais sempre possuem maior ou menor grau de probabilidade. A verdade nelas baseia-se na habilidade dos arqueólogos de interpretar e conjugar uma variedade de dados discrepantes, mas, a qualquer momento, uma informação nova pode tornar necessário mudar determinada hipótese, ou fazer o perito expressá-la de modo um pouco diferente." — Shechem, The Biography of a Biblical City (Siquém, a Biografia Duma Cidade Bíblica), 1965, prefácio, p. xvi.(it-1 p. 611 Cronologia);
  • J.K. Eakins num ensaio de 1977:
"O propósito da arqueologia bíblica é iluminar os textos bíblicos e seus conteúdos através da investigação arqueológica do mundo bíblico." - J.K. Eakins[94]
‘'"O propósito da arqueologia bíblica é aumentar nossa compreensão da Bíblia e por tanto, seu grande legado, do meu ponto de vista, tem sido a extraordinária iluminação do período da monarquia israelita".[95]
  • I. Bradshaw comentou numa declaração sobre a arqueologia bíblica:
"É universalmente aceite que o propósito da arqueologia bíblica não é provar a Bíblia, no entanto,. a arqueologia lança luz na história, e por isso é tão importante para os estudos bíblicos"[96]
  • William Dever, arqueólogo norte-americano professor de arqueologia do Oriente, contribuiu no artigo "Arqueologia" no The Anchor Bible Dictionary. O mesmo reitera sua percepção dos efeitos negativos da estreita relação que tem existido entre a arqueologia sírio-Palestina e a arqueologia bíblica da Terra Santa, o que tem levado especialmente os arqueólogos estadunidenses que atuam neste campo, a se retirarem frente "à nova arqueologia processual, . (dos anos 1970 e 80), antes que pudessem compreendê-la"[97] (p. 357). William Dever descobriu que a arqueologia sírio-Palestina tem sido tratada nos institutos estadunidenses como uma subdisciplina de estudos bíblicos. Esperava-se que os arqueólogos estadunidenses tratassem de "prover evidências históricas válidas dos episódios da tradição bíblica" nesta região. De acordo com Dever, "o mais ingênuo (sobre a arqueologia sírio-palestina), é que a razão e o propósito desta, seria simplesmente a de elucidar a Bíblia nas terras da Bíblia "[98] (p. 358).
    • William Dever, escreveu:
"Já faz uma geração que os arqueólogos bíblicos falam com confiança da "revolução arqueológica" de William F. Albright. Esta seguramente realizaria nossa compreensão e apreciação da Bíblia e sua mensagem atemporal - a qual foi pensada para ser absolutamente essencial a nossa querida condição cultural ocidental. A Bíblia e a "Cultura Ocidental" como foram concebidas anteriormente, lutam por suas vidas. A arqueologia moderna não só pode ajudar a confirmar a tradição antiga, mas pelo que parece, também trata de miná-la. Este é um segredo, bem guardado, dos arqueólogos profissionais. A "revolução arqueológica" em sua moderna critica, tem como objetivo trabalhar tanto o extremo cepticismo como a ingênua credulidade. Não se pode voltar ao tempo na qual a arqueologia presumia "provar a Bíblia". A arqueologia como se pratica na atualidade deve ter a capacidade de desafiar, e confirmar, os relatos bíblicos. Esta moderna arqueologia crítica, afirma que as narracões bíblicas sobre Abraão, Moisés, Josué e Salomão provavelmente refletem alguns personagens históricos que fizeram parte de povos e lugares passados, mas segundo eles, os "grandes personagens" da Bíblia seriam irreais e contraditos pelas evidências arqueológicas. Afirmam que alguns antecessores dos israelitas teriam escapado a escravidão do Egito, mas não teria ocorrido uma conquista militar de Canaã, e que muitos, senão quase todos os israelitas, nos tempos da monarquia, seriam politeístas. O monoteísmo teria sido apenas um ideal dos escritores bíblicos. Na verdade, a arqueologia não pode explicar o significado dos supostos eventos descritos na Bíblia. Essa é uma decisão inteiramente pessoal.. A arqueologia não pode responder a esta pergunta. Esta só pode dar sua visão."[99] (Dever, 2006).
"A evidência arqueológica, infelizmente, é fragmentária, e, portanto, limitada." – Biblical Archaeology Review[100]
  • Yohanan Aharoni, professor de Arqueologia, presidente do Departamento de Arqueologia e Estudos do Oriente e presidente do Instituto de Arqueologia da Universidade de Tel-Aviv, escreveu seis livros, e participou das descobertas da Caverna de Bar-Kochba, durante as escavações na região do Mar Vermelho, em 1953.[101]
    • Yohanan Aharoni explica:
"Quando se trata de interpretação histórica ou histórico-geográfica, o arqueólogo sai do domínio das ciências exatas, e precisa depender de critérios e hipóteses para chegar a um quadro histórico compreensivo. Sempre devemos lembrar, portanto, que nem todas as datas são absolutas e são em variados graus suspeitas".[102]
  • A Enciclopédia Arqueológica da Terra Santa cita o valor da arqueologia:
"A arqueologia provê uma amostra de antigas ferramentas e vasos, muros e prédios, armas e adornos. A maioria destes pode ser posta em ordem cronológica, e com segurança identificada com termos apropriados e contextos contidos na Bíblia. Neste sentido, a Bíblia preserva com exatidão, em forma escrita, seu antigo ambiente cultural. Os pormenores das histórias bíblicas não são o produto fantasioso da imaginação dum autor, mas, antes, são reflexos autênticos do mundo no qual ocorreram os eventos registrados, desde os mundanos até os miraculosos."[103]
"Tem havido um retorno geral ao apreço da exatidão da história religiosa de Israel, tanto no aspecto geral como nos pormenores factuais. . . . Em suma, agora podemos novamente tratar a Bíblia do começo ao fim como documento autêntico de história religiosa."[104] "Não é exagero enfatizar-se fortemente que, a bem dizer, não há nenhuma evidência, no antigo Oriente Próximo, de falsificação documentária ou literária."[105]
"No entusiasmo de suas descobertas, a Alta Crítica tem aplicado ao Novo Testamento testes de autenticidade tão severos que por meio deles uma centena de antigas pessoas ilustres — e.g., Hamurabi, Davi, Sócrates — virariam lendas."[106]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Referências

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  9. a b [3].
  10. www.historiaehistoria.com.br (PDF).
  11. El Teologado Salesiano Ratisbone é um centro de estudos bíblicos localizado na cidade de Jerusalém afiliado a Universidade Pontifícia Salesiana (UPS) de Roma
  12. Conhecido também como o fragmento de São João, é um fragmento de papiro exposto na Biblioteca de John Rylands, Manchester, Reino Unido
  13. Um fragmento do quarto Evangelho Biblioteca de John Rylands.
  14. Spatial Approach to the Ruins of Khirbet Qumran at the Dead Sea (PDF) (em inglês) University of Helsinki, Finlândia.
  15. Um papiro é um manuscrito feito da planta do Papiro, um dos mais antigos materiais de escrita. Os textos mais antigos e conservados da Bíblia, foram escritos em papiro
  16. O professor de línguas semíticas da Universidade de Harvard, EUA, Frank M. Cross, reconstruiu e traduziu fragmentos de rolos do papiro encontrados numa caverna ao norte de Jericó. Diz-se que datam do Século IX a.C.
  17. Imagens do ossário de Caifás.
  18. Revista Biblical Archaeology Review, de março/abril de 1994. [4].
  19. [5].
  20. A revista "Isto É", edição 2140, de 12 de novembro de 2010, traz uma matéria intitulada: "Peritos negam que ossuário de irmão de Jesus seja falso". Link: http://www.istoe.com.br/reportagens/110487_PERITOS+NEGAM+QUE+OSSUARIO+DE+IRMAO+DE+JESUS+SEJA+FALSO
  21. Notícia.
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  24. L'École biblique et archéologique française de Jérusalem (PDF).
  25. Biografia de Roland de Vaux.
  26. Título não preenchido, favor adicionar.
  27. Livro e autor = Athas, George, Título = The Copenhagen School of Thought in Biblical Studies, 1999, publicado pela Universidade de Sydney
  28. Early History of the Israelite People: From the Written & Archaeological Sources, Thomas L. Thomson, 1992
  29. In Search of Ancient Israel, P. R. Davies, 1992
  30. Igreja do Santo Sepulcro (com fotografias).
  31. James E. Lancaster. A brief history of the Church of the Holy Sepulchre.
  32. A Biblical Archaeology Review (maio/junho de 1986, p. 38) declara: "Talvez não possamos ter certeza absoluta de que o lugar da Igreja do Santo Sepulcro seja o local do sepultamento de Jesus, mas certamente não temos nenhum outro lugar que possa reivindicar isso com mais peso do que este." - it-2 p. 243 Gólgota
  33. The Israel Museum in Jerusalem.
  34. Jerusalem Photo Portal Israel Museum.
  35. [6]#] O Túnel de Ezequias, incluindo imagem] Enciclopédia Judaica.
  36. Siloé Enciclopédia Católica.
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  38. Despertai! g 8/06 p.15 O barco da Galileia — nos tempos bíblicos -
  39. Israel Antiquities Authority The Yigal Allon Center, Ginosar,
  40. O relato de Mateus diz sobre Pedro e André: Abandonando imediatamente as redes, seguiram-no. Quanto a Tiago e a João: Deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no. — Mateus 4:18-22
  41. Approach to the Ruins of Khirbet Qumran at the Dead Sea (PDF) University of Helsinki, Finlândia.
  42. MARTINEZ, Florentino Garcia. Textos de Qumran. Petrópolis: Vozes
  43. Josué 9:3-27
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  45. O Túnel de Ezequias, incluindo imagem Enciclopédia Judaica.
  46. The Story of Jericho, de John Garstang, 1948, pp. 135, 141, 146, 186
  47. Radiocarbon Vol. 37, Number 2, 1995
  48. Ussishkin, David; Gabriella Bachi and Jared L. Miller (2004). The Renewed Archaeological Excavations at Lachish (1973 – 1994) Volumes 1 and 4. Tel Aviv, Israel: Institute of Archaeology, Tel Aviv University.
  49. [7] Photo gallery of Lachish (Tell ed-Duweir)
  50. Imagem do texto da Inscrição de Siloé.
  51. Hershel Shanks, O Reservatório de Siloé e a cura do homem cego, Biblical Archaeology Review:31:5 (setembro-outubro 2005), pp. 16-23. clique para abrir o artigo em html ou este artigo em Arqueologia bíblica sobre siloé pdf
  52. Recentemente, nas proximidades do monte Ebal (Veja Dt 27.13), foi encontrada uma estrutura que sugere identificar um altar israelita. Datado do 13° ou 12° século a.C., o altar pode ser considerado como contemporâneo de Josué, indicando a possibilidade de ter sido construído pelo próprio líder hebreu, conforme é descrito em Deuteronômio 27 e 28. (Horn, Siegfried H, Biblical archaeology: a generation of discovery, Andrews University, Berrien Springs, Michigan,1985, p.40)
  53. Arqueologia e História A Sentinela1990 1/11 pp. 16-17 Samaria — capital das capitais setentrionais.
  54. O estandarte de Ur: A «Cara da Guerra». Encontrado por Leonard Woolley nos anos 1920, se encontra atualmente no Museu Britânico de Londres
  55. Paul Bahn - Tombs, Graves and Mummies (Túmulos, Sepulturas e Múmias).g05 8/12 p. 20 Túmulos — janelas para antigas crenças - (Near Eastern History)
  56. [8].
  57. Pesquisadores israelenses descobrem tumba do rei Herodes IDG Now!.
  58. The Israel Stel.
  59. Carol Miller, capsule history of Ebla.
  60. Capsule history.
  61. Carol Miller, capsule history of Ebla.
  62. Nomes de profetas que aparecem nas tábuas de Ebla, 1.500 anos mais antigos que a Tora WebIslam, comunidade virtual.
  63. Mencionado em Gênesis 11, 15-17
  64. Muhammad Dandamaev. In: E. Yarshater. "The Cyrus Cylinder". [S.l.]: Encyclopedia Iranica, 1993. p. 521. vol. VI.
  65. Por setenta anos, Jerusalém esteve destruída e somente depois da declaração de Ciro, os judeus exilados se reuniram e se prepararam para uma expedição esgotadora desde Babilônia, atravessando o deserto, até chegar a terra de Israel. Esta declaração consta no cilindro de Ciro
  66. Our Bible and the Ancient Manuscripts, de Sir Frederic Kenyon, 1958, p. 50
  67. Archaeology of the Bible: Book by Book, p. 177
  68. Nabonidus Cylinder from Ur (tradução do referido documento Paul-Alain Beaulieu, The Reign of Nabonidus, King of Babylon 556-539 a.C. (1989).
  69. E. Stern (ed.), The New Encyclopedia of Archaeological Excavations in the Holy Land, article "Gibeon", Israel Exploration Society & Carta (1993), Vol 2, pp511-514
  70. Confrontar o capítulo III de In the Beginning: A Short History of the Hebrew Language (No princípio: uma breve história do idioma hebraico), Hoffman 2004, para a importância do achado no idioma hebraico; também Wurthwein em seu Texto do Antigo Testamento (Text of the Old Testament), 1995
  71. Foto publicada em Taipei Times, 5 de agosto de 2005
  72. Lachish Ostracon IV, Ancient Near Eastern Texts, p. 322
  73. Imagens das referências Assírias a Laquis.
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  75. Imagem da Inscrição de Pilatos
  76. Great Inscription of Khorsaband. Babilonian and Assyrian Literature.
  77. Confrontar História arte.net, Israel na Antiguidade: O Obelisco Negro de Salmanasar III
  78. Tel Zayit fica no vale Beth Guvrin, a cerca de 50 quilômetros de Jerusalém, território que pertenceu ao Reino de Judá
  79. Wilford, John Noble. (9 de novembro de 2005). "The Zeitah Excavations, A Is for Ancient, Describing an Alphabet Found Near Jerusalem". The New York Times.
  80. The Telegraph sezione News (13 de julho de 2007).
  81. Jeremias 39:3: E todos os príncipes do rei de Babilônia passaram a entrar e a sentar-se no Portão do Meio, [a saber:] Nergal-Sarezer, Sangar-Nebo, Sarsequim, Rabe-Saris, Nergal-Sarezer, o Rabe-Mague, e todos os demais príncipes do rei de Babilônia
  82. "A Inscrição de Nazaré: Prova da Ressurreição de Cristo?" by Clyde E. Billington, 2005 Título não preenchido, favor adicionar].
  83. Biblical History The Jewish History Resource Center — Project of the Dinur Center for Research in Jewish History, The Hebrew University of Jerusalem.
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  85. Fotografias do mencionado sítio podem ser vistas na internet.
  86. Committee for the Scientific Investigation of Claims of the Paranormal.
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  88. Arqueologia Bíblica: A cidade de Ramessés BIMSON, John J., Redating the exodus and conquest. Sheffield, England: The Almond Press, 1981. p. 33-34 10. PRITCHARD, James B., op. cit. p. 470-471. . [arqueologiabiblica.blogspot.com/2007/02/cidade-de-ramesss.html]
  89. E sucedeu que, assim que o povo ouviu o som da buzina e o povo começou a dar um grande grito de guerra, então a muralha começou a cair rente ao chão. Após isso, o povo subiu à cidade, cada um diretamente na frente de si, e capturou a cidade: Bíblia, Livro de Josué: 6:20 b
  90. [9].
  91. Este é um debate atual que interessa especialmente aos estudiosos da Bíblia. A identificação de 7Q5 como o texto de Marcos 6:52-53 feita pelo papirólogo Joset O’Callaghan Martinez iniciou uma discussão que ainda não teve uma conclusão
  92. No século passado, o erudito bíblico alemão Constantino von Tischendorf descobriu no Mosteiro de S. Catarina um manuscrito grego da Bíblia, do quarto século, hoje chamado de Códice Sinaítico. Esse inclui a maior parte das Escrituras Hebraicas, na versão Septuaginta em grego, e todas as Escrituras Gregas. O manuscrito é uma das mais antigas cópias completas das Escrituras Gregas que se conhece.g99 22/4 p. 18 O Monte Sinai: uma jóia no deserto
  93. Manuscritos bíblicos em grego - Papiro Bodmer P66, P72-75.
  94. J.K. Eakins num ensaio de 1977 em Benchmarks in Time and Cultura[10].
  95. Bryant G. Wood. (Maio-Junho 1995). "[11]". Biblical Archaeology Review: 33).
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  106. w86 15/6 p. 13 - Livro César e Cristo (em inglês)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Fragmento dos Pergaminhos do Mar Morto, Museu Arqueológico de Ammán.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]