Arqueologia processual

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A arqueologia processual é liderada pelo arqueólogo estadunidense Lewis Binford e também conhecida como “Nova Arqueologia”, recebeu influências do neo-evolucionismo, através dos antropólogos culturais Julian Steward e Leslie White.

O advento da Nova Arqueologia, movimento surgido entre as décadas de 1960 e 1990 nos EUA, foi responsável pelo questionamento de muitos conceitos tradicionais da Arqueologia. Por intermédio de um viés analítico, e de certo modo “exato”, a Nova Arqueologia apresentou-se como uma ruptura radical a dimensões subjetivistas e empiricistas do movimento arqueológico anterior, introduzindo maneiras diferentes de se entender a teoria e a prática arqueológica. A “falta” de fundamentos racionalmente observáveis às conclusões obtidas pela Arqueologia tradicional deu impulso ao movimento que, através de noções mais claras e objetivas, definiram um novo caminho ao entendimento dos pressupostos do pensamento arqueológico. A falha da arqueologia tradicional em definir, de forma explícita, como e por que a arqueologia funciona é um dos elementos principais à origem dessa tendência. Por outro lado, a nova arqueologia, apesar de ser muito mais explícita a respeito do que faz e de como o faz, utiliza implicitamente a arqueologia tradicional e, ao fazê-lo, acaba padecendo dos mesmos problemas.

Na composição de seu corpus teórico, além do neo-evolucionismo, esta escola embasa-se na teoria geral dos sistemas e no positivismo lógico. Tem como principal foco a identificação e a explicação de processos culturais no registro arqueológico. Advoga enfoques teórico-metodológicos rigorosos no sentido de dotar a Arqueologia de um caráter científico e orientá-la para a solução de problemas e hipóteses cientificamente formulados.

Busca a construção de modelos cuja aplicação à Arqueologia propiciaria a formulação de leis evolutivas que explicassem e interpretassem processos culturais. Enfoca a noção de cultura como um sistema adaptativo, caracterizando mudança cultural a partir de fatores internos, destacando a importância de variáveis ambientais nas pesquisas arqueológicas.

A arqueologia processual ou nova arqueologia, valoriza o tempo / mudança, tendo como objectivo principal, compreender as causas das mudanças culturais ( processo cultural) nos contextos culturais e ambientais em transformação, devendo os arqueólogos dar prioridade à explicação em vez da descrição dos contextos.

O movimento se destaca pelos seguintes aspectos:

  1. distinção entre trabalho de campo e a investigação do passado humano;
  2. elaboração de novos modelos de estruturação da nova disciplina; a arqueologia tradicional tendia a identificar os seus pressupostos estruturais com a antropologia sociocultural, o que limitava o seu objetivo essencial como campo científico, que é o de lidar com noções de tempo e mudança presentes nos diferentes tipos de organizações sociais; em suma, “escolher um modelo dessa fonte limitará a arqueologia a ‘estudos funcionais’ não-comprováveis, executados em termos de diferenças e similaridades e não de mudanças” (Robert C. Dunnell);
  3. definições explícitas (e de certo modo também, redefinições) gerais de teorias e métodos existentes no campo arqueológico; métodos eram frequentemente tratados como técnicas, sem muita determinação acerca de seu funcionamento; os variados usos do termo artefato é um exemplo de que não há uma definição geral sobre o emprego desse termo, da qual tais usos pudessem ter uma origem comum; e veja, não só o número de termos e significados de termos se aproxima do número de tipos de problemas atacados pelos arqueólogos, como também estão faltando os meios para falar de métodos em geral, à parte os problemas particulares;
  4. uma busca clara do que é a Arqueologia; freqüentemente, tal questão é explicitada de acordo com o objeto e os objetivos do estudo arqueológico, algo negativo do ponto de vista neo-arqueológico; “quando se tentam definições em termos de objetivos, estes são geralmente casos especiais, definições egocêntricas da disciplina inteira, feitas em termos do que porventura é de interesse para um dado indivíduo” (Robert C. Dunnell).

Essas quatro causas estão intimamente relacionadas às necessidades de constituição de uma teoria da Arqueologia que fosse mais clara, mais evidente, também de um ponto de vista prático. Evidentemente, a Nova Arqueologia conserva ainda traços dessa Arqueologia tradicional, demonstrando a contribuição importante que a anterior foi responsável na construção desse campo do conhecimento humano.


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