Arquidiocese de São Luís (Maranhão)

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São Luís - Maranhão
Archidiœcesis Sancti Ludovici in Maragnano
Catedral de São Luís
Localização
País Brasil
Dioceses Sufragâneas Bacabal
Balsas
Brejo
Carolina
Caxias do Maranhão
Coroatá
Grajaú
Imperatriz
Pinheiro
Viana
Zé-Doca
Estatísticas
Área 11,622 km²
Informação
Rito romano
Criação da Diocese 30 de agosto de 1677
Elevação a Arquidiocese 2 de dezembro de 1921
Padroeiro Nossa Senhora da Vitória
Governo da Arquidiocese
Arcebispo José Belisário da Silva
Jurisdição Arquidiocese Metropolitana
(Região Nordeste 5)
Contatos
Endereço Praça Dom Adauto
Página Oficial www.arquidiocesedesaoluis.com.br
E-mail arquidiocesedesaoluis@yahoo.com.br

A Arquidiocese de São Luís - Maranhão (Archidioecesis Sancti Ludovici in Maragnano) é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no estado do Maranhão. É a Sé Metropolitana da Província Eclesiástica de São Luís do Maranhão. Pertence ao Conselho Episcopal Regional Nordeste V da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A arquiepiscopal está na Catedral de Nossa Senhora da Vitória, na cidade de São Luís, no estado do Maranhão.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A atual arquidiocese iniciou como administração eclesiástica dependente da Prelazia de Pernambuco, constituída a 15 de julho de 1614, pela bula In super eminente militantis Ecclesiae do Papa Paulo V[1] .

A Diocese de São Luís do Maranhão foi ereta pelo Papa Inocêncio XI, no dia 30 de agosto de 1677, por meio da bula Super universas orbis Ecclesias, como sufragânea do Patriarcado de Lisboa, abrangendo toda a Amazônia. No dia 11 de julho de 1679 tomou posse o primeiro bispo do Maranhão, Dom Gregório dos Anjos[1] [2] [3] [4] [5] .

No dia 5 de junho de 1828 tornou-se, juntamente com a Diocese do Pará, sufragânea da Arquidiocese de São Salvador da Bahia, por meio da bula Romanorum Pontificum vigilantia, de Leão XII[1] . No dia 1º de maio de 1906, pela bula Sempiternum Humani Generis, de São Pio X, a Diocese do Pará é elevada a arcebispado. As dioceses do Amazonas, Piauí, Maranhão e Prelazia de Santarém deixam de ser sufragâneas da Arquidiocese de Salvador para serem da nova Arquidiocese de Belém do Pará.

No dia 2 de dezembro de 1921, por meio de decreto da Sagrada Congregação Consistorial, foi elevada a Arquidiocese e a 10 de fevereiro de 1922, pela bula Rationi congruit de Pio XI, a sede metropolitana.

Demografia e paróquias[editar | editar código-fonte]

Em 2004, a arquidiocese contava com uma população aproximada de 1.195.000 habitantes, com 74,2% de católicos.

O território da diocese é de 11.622 km.2, organizado em 39 paróquias.

A arquidiocese abrange os seguintes municípios: São Luís, Axixá, Humberto de Campos, Icatu, Morros, Paço do Lumiar, Raposa, Rosário, Santa Rita, São José de Ribamar.

Bispos e arcebispos[editar | editar código-fonte]

# Nome Período Notas
Arcebispos
Dom Frei José Belisário da Silva, OFM 2005 - Atual
Dom Paulo Eduardo Andrade Ponte 1984 - 2005
Dom João José da Mota e Albuquerque 1964 – 1984
Dom José de Medeiros Delgado 1951 - 1963
Dom Adalberto Accioli Sobral 1947 - 1951
Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta 1935 - 1944
Dom Otaviano Pereira de Albuquerque 1922 - 1935
Bispos
22º Dom Helvécio Gomes de Oliveira, SDB 1918 - 1922
21º Dom Francisco de Paula e Silva 1907 - 1918
20º Dom Santino Maria da Silva Coutinho 1906 transferido para Belém do Pará antes da sagração
19º Dom Antônio Xisto Albano 1901 - 1905
18º Dom Antônio Cândido de Alvarenga 1876 - 1898
17º Dom Frei Luís da Conceição Saraiva, OSB 1861 - 1876
16º Dom Manuel Joaquim da Silveira 1851 - 1861
15º Dom Frei Carlos de São José e Sousa, OCD 1844 - 1850
14º Dom Marcos Antônio de Sousa 1827 - 1842
13º Dom Frei Joaquim de Nossa Senhora de Nazaré, OFM 1819 - 1824
12º Dom Luís Brito Homem 1801 - 1813
11º Dom Joaquim Ferreira de Carvalho 1794 - 1801
10º Dom Frei Antônio de Pádua e Belas OFM 1783 - 1794 renunciou
Dom Frei José do Menino Jesus, OCD 1780-1783 Tomou posse por procuração em 1781[1] , em 1783 foi nomeado bispo de Viseu
Dom Jacinto Carlos da Silveira 1778-1780 Tomou posse por procuração em 1779, renunciou em 1780[1] .
Dom Frei Antônio de São José OSA 1756 - 1767 nomeado arcebispo de Salvador
Dom Frei Francisco de São Tiago OFM 1745 - 1752
Dom Frei Manuel da Cruz O. Cist. 1738 - 1745
Dom Frei José Delgarte OSST 1716 - 1724
Dom Frei Timóteo do Sacramento OSP 1696 - 1700 renunciou
Dom Frei Francisco de Lima OC 1691 Tomou posse por procuração em novembro de 1693[1] [6] . Nomeado bispo de Olinda em 1695[1] .
Dom Gregório dos Anjos 1679 - 1689
Dom Frei Antônio de Santa Maria 1677 Renunciou sem tomar posse[1] . Nomeado bispo de Miranda, em Portugal
Bispos auxiliares
Dom José Carlos Chacorowski, CM 2010 - 2013 nomeado bispo de Caraguatatuba
Dom Geraldo Dantas de Andrade, SCJ 1998 - 2010 Bispo Auxiliar Emérito
Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges 1995 - 1998 nomeado bispo de Viana
Dom Manuel Edmilson da Cruz 1966 - 1974 nomeado bispo auxiliar de Fortaleza
Dom Antônio Batista Fragoso 1957 - 1964 nomeado bispo de Crateús
Dom Otávio Barbosa Aguiar 1954 - 1956 nomeado bispo de Campina Grande


Referências

  1. a b c d e f g h Marques, Cesar Augusto. Diccionario historico-geographico da provincia do Maranhão (em português). Maranhão: Typ. do Frias, 1870. p. 48-93. 3 vol. vol. 1 (A-D).
  2. Rego, João Candido de Moraes. Almanak Administrativo da Provincia do Maranhão (em português). São Luiz do Maranhão: Typ. do Paiz, 1872. 438 p. p. 33-49.
  3. Rego, João Candido de Moraes. Almanak Administrativo da Provincia do Maranhão (em português). São Luiz do Maranhão: Typ. do Paiz, 1873. 317 p. p. 26-44.
  4. Rego, João Candido de Moraes. Almanak Administrativo da Provincia do Maranhão (em português). São Luiz do Maranhão: [s.n.], 1874. 455 p. p. 29-45.
  5. Rego, João Candido de Moraes. Almanak Administrativo da Provincia do Maranhão (em português). São Luiz do Maranhão: Typ. do Paiz, 1875. 423 p. p. 23-38.
  6. Ramos, Alberto Gaudêncio. Cronologia eclesiástica do Pará. Belém: Falângola, 1985. 305 p.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Gardel, Luis D.. Les Armoiries Ecclésiastiques au Brésil, 1551-1962: armes des éminentissimes cardinaux, des archevêques et évêques résidentiels, titulaires, et in partibus infidelium, et des prélats et abbés nullius dioeceseos. Rio de Janeiro: Companhia Grafica Lux, 1963. 557 p.
  • Hoornaert, Eduardo (coord.). In: Vozes. História da Igreja na Amazônia. Petrópolis: [s.n.], 1992. p. 306-320. (Comissão de Estudos da História da Igreja na América Latina - CEHILA)
  • Ramos, Alberto Gaudêncio. Cronologia eclesiástica do Pará. Belém: Falângola, 1985. 305 p.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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