Arquiteto (Matrix)

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Arquiteto
Personagem de Matrix
Nome original The Architect
Espécie Programa de Computador
Criado por Andy e Larry Wachowski
Outros Criador da Matrix
Primeira aparição The Matrix Reloaded
Interpretado por Helmut Bakaitis
IMDb IMDb
Projecto Cinema  · Portal Cinema

O Arquiteto é um personagem fictício aparecendo nos dois últimos filmes da trilogia Matrix, criado pelos irmãos Wachowski. O personagem é interpretado por Helmut Bakaitis. Ele também faz uma aparição no MMORPG The Matrix Online. O Arquiteto aparece pela primeira vez para Neo, sentado em uma grande sala circulares cujas paredes estão cobertas por monitores de televisão no clímax do filme Matrix Reloaded , O segundo filme da Trilogia. Ele revela-se a Neo como sendo o criador da Matrix.

Personagem[editar | editar código-fonte]

O arquiteto é o programa criador da Matrix e supervisiona a sua função. Ao contrário de outros programas, o arquiteto não precisa se "misturar" com os seres humanos e, portanto, é muito mais mecânico em suas ações. Ele fala em longas cadeias de raciocínio lógico, utilizando vários articuladores do discurso ou conectores como "portanto" e "assim" e tem pouca (se houver) variância em sua voz, falando num tom neutro, não importa que palavras use. Tem também pouca expressão facial exceto em seus sorrisos forçados e olhares penetrantes, contudo não apresenta emoções, tais como tristeza, incômodo e arrogância.

A primeira tentativa do Arquiteto de construir a Matrix fracassou, pois baseava-se na utopia de um mundo perfeito, tal falha acarretou na perda de muitas vidas, as quais recusaram-se a aceitar este tipo de mundo. Matrix foi então redesenhada pelo Arquiteto de modo a refletir a história e a cultura humana, mas ainda assim não obteve êxito. Foi o Oráculo quem encontrou a solução, que foi aceita por 99% de todos os indivíduos: uma nova versão da Matrix na qual deu ao homem a escolha inconsciente de aceitá-la ou não. Portanto, os indivíduos inconscientemente poderiam optar por permitir ou não, querer ser parte dela. No entanto, a pequena porcentagem de pessoas que não aceitam a Matrix inevitavelmente aumentam e tornam-se uma ameaça a ela. Apesar deste problema, esta ameaça não foi inesperada e, portanto, de certa forma, pode ser controlada levando ao ciclo descrito no filme.

No terceiro filme, a Oráculo explica a Neo que a verdadeira finalidade do Arquiteto é equilibrar as equações matemáticas que compõem a programação da Matrix, e sua incapacidade de ver o mundo como algo além de uma série de equações é a principal razão dele não ser capaz de criar uma Matrix que atinja seu sucesso sozinho. É também por isso que ele é incapaz de compreender o livre arbítrio, e não pode ver os resultados dessas escolhas como algo mais do que equações para ele.

Função[editar | editar código-fonte]

Com a nova Matrix funcionando, foi adaptado um sistema de controle para os habitantes que se recusarem a aceitá-la. Enquanto o Oráculo era capaz de orientar as ações dos homens que deixaram a Matrix pela profecia, foi o arquiteto que programou The One ou O Escolhido, o cumpridor desta profecia. O Escolhido foi feito carregando consigo não só o código fonte da Matrix o programa "Prime", programa no qual lhe deu seus surpreendentes poderes sobre a Matrix, mas também com um profundo apego à humanidade, apego que mais tarde o motivaria a cumprir a profecia disseminada pelo Oráculo. Cada vez que o homem livre se torna suficientemente forte para começar a ameaçar a hegemonia da máquina O Escolhido nasceria na Matrix.

Quando a profecia é cumprida pelo O Escolhido, as máquinas iniciam o processo de criação de um exército para destruir Zion. Sob a orientação de Oráculo,O Escolhido encontraria o seu caminho para o mainframe das máquinas, também conhecido como "A Fonte", convencido de que suas ações acabariam com a guerra em nome do homem. O Arquiteto, porém, reside em uma sala que fica no caminho para a Fonte, de forma que O Escolhido invariavelmente se depararia com ele ao longo do caminho. Durante este encontro, O Arquiteto revelaria a sua influência ao longo dos últimos acontecimentos e da razão pela qual a Matrix teria sido projetada para permitir que uma pequena porcentagem dos seus habitantes escapassem. O Arquiteto então teria, em seguida, que apresentar ao Escolhido duas alternativas:

  • Ele poderia retornar a Fonte no qual seu código fonte seria reinserido na Matrix, permitindo que o sistema seja reiniciado. Zion ainda seria destruído e as pessoas ainda ficariam retidas na Matrix, mas O Escolhido seria autorizados a escolher a partir da Matrix vinte e três pessoas (sete homens e dezesseis mulheres) a serem libertos para que pudessem fundar uma nova Zion. O Escolhido então morreria, e uma nova profecia de seu retorno seria propagada, assim continuando o ciclo.
  • Ele pode recusar-se a cooperar e retornar à Matrix, em uma tentativa de salvar Zion. Isto daria origem a uma enorme falha no sistema, causando morte de todos os habitantes da Matrix e a destruição de Zion, o que significaria a extinção por completo de toda humanidade.

Antes da chegada de Neo, as atuações do Arquiteto e do Oráculo inicialmente foram muito bem sucedidas para a manutenção do statu quo. Com exceção de Neo, todas as encarnações do Escolhido tinham optado por cooperar com as máquinas, a fim de preservar a humanidade e assim dando continuidade num ciclo interminável de guerra.

Matrix Reloaded[editar | editar código-fonte]

Em The Matrix Reloaded , O Arquiteto oferece a Neo a mesma escolha que oferecera aos seus cinco predecessores. Ele informa a Neo que o exército das máquinas vai destruir Zion e que Neo poderia escolher retornar à Fonte ou retornar a Matrix. No passado, os cinco Escolhidos predecessores viram pouca escolha na elevada probabilidade de extinção da humanidade ao recusar-se a cooperar tendo a certeza de manter viva a humanidade ao retornar à Fonte. Porém, ao contrário dos Escolhidos anteriores, Neo estava experimentando em sua programação o apego à humanidade de uma forma especial: o amor por Trinity. No mesmo momento em que Neo se reunia com o Arquiteto, Trinity havia se conectado Matrix com medo de que Neo fosse morrer, pois tivera um sonho em que culminava com a sua morte e então, com o receio da perda de Neo, ela foi atrás de seu amado a fim de protegê-lo, mas acaba sendo baleada por Agentes.

Paralelamente, Neo ao receber o poder da escolha: causar a erradicação da humanidade ou livrar Trinity da morte, ele não vê outra ação possível senão resgatar sua amada. O amor por ela o leva a optar por tentar salvá-la, mesmo que o Arquiteto tenha afirmado que a sua morte foi pré-determinada e sua tentativa de salvá-la significaria castigo para toda a humanidade.

Durante sua conversa, Neo alega que as máquinas não podem permitir que a humanidade seja destruída, já que esta está sendo usada como fonte de energia e por isso não poderiam subsistir se eles fossem mortos. Em resposta, o Arquiteto, sem mover o rosto, declara em voz grave: "Há níveis de sobrevivência que estamos preparados para aceitar."

Matrix Revolutions[editar | editar código-fonte]

A Oráculo revelou em The Matrix Revolutions que o resumo do papel do Arquiteto na Matrix era equilibrá-la, como numa equação. Além disso, quando Neo perguntou-lhe o que Smith é, ela diz a ele:

"Ele é você, o seu oposto, o seu negativo, o resultado da equação a tentar equilibrar a si mesmo."

Quando o arquiteto programou O Escolhido, como parte de manter controle sobre a Matrix, ele definiu o palco para o surgimento de Smith, uma ameaça crescente contra a Matrix e a Cidade das Máquinas. Disse a Neo que ele era "a eventualidade de uma anomalia" e que "a anomalia é sistêmica, criando flutuações mesmo nas equações mais simplistas". Estas flutuações pareceram afetar Smith, mesmo tendo ele sido destruído por Neo no primeiro filme. Em Matrix Reloaded, Smith afirmou:

"Então você está ciente do nosso propósito... Eu não compreendo perfeitamente como aconteceu... talvez alguma parte de você foi impressa em mim, algo sobrescrito ou copiado... Você me destruiu, Sr. Anderson. Depois, eu conhecia as regras, eu entendi o que deveria fazer... mas eu não fiz. Eu não poderia. Eu fui obrigado a ficar, obrigado a desobedecer...".

Não está claro se o Arquiteto atuou diretamente no interesse do equilíbrio de Neo dentro da Matrix ou parte do código inerente à programação do Escolhido afetou Smith. Independentemente disso, as ações do Arquiteto obrigaram Smith a ir contra a sua programação inicial e tornar-se motivado a aumentar o seu poder e se espalhar, como uma espécie de vírus, em oposição direta a Neo que também aumentou sua força exponencialmente.

Smith foi se tornando cada vez mais indignado com o homem e consumiu-se pelo desejo de destruí-los juntamente com as máquinas, contrapondo Neo que aprendia cada vez mais sobre as mesmas e tinha o intuito de defender a existência da humanidade.

A ameaça que representava Smith teria sido corrigida se a Matrix tivesse sido reiniciada como fora no passado, assim Neo morreria e por sua vez Smith também não seria mais necessário. Mas Neo recusou-se a cooperar com o Arquiteto por amar Trinity e, consequentemente, Smith foi autorizado a crescer mais, criando um nível ascendente de ameaça, não só para a Matrix, mas também para a Cidade das Máquinas, culminando em última análise na confrontação, no final da trilogia. Não está claro se o Arquiteto tinha o poder de intervir diretamente contra Smith, ou se ele simplesmente decidiu que não.

Na última cena do filme O Arquiteto junta-se ao Oráculo, comentando que ela "jogou um jogo muito perigoso", referindo-se ao papel da Oráculo como orientadora e insurgente. Neo, assim como o Oráculo, desafiou o Arquiteto do sistema de controle. A Oráculo pergunta ao Arquiteto se os seres humanos que quiserem sair da Matrix serão liberados. Ele diz que sim, e quando ela pergunta se ele vai manter sua palavra, ele responde: "O que você acha que eu sou? Humano?"

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]