Arroio Dilúvio
O Arroio Dilúvio é um arroio localizado na cidade de Porto Alegre, capital do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.
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[editar] Afluentes
O arroio nasce na Represa Lomba do Sabão, localizada no Parque Saint-Hilaire em Viamão, e recebe água de afluentes como os arroios dos Marianos, Mato Grosso, Moinho, São Vicente e Cascatinha, para finalmente desaguar no Lago Guaíba, entre os parques Marinha do Brasil e o Harmonia. Seu nome era, originalmente, Arroio Sabão.
[editar] Poluição
Até a década de 1950, o Dilúvio apresentava águas muito limpas, e ganhou este nome porque costumava inundar os bairros vizinhos, como Menino Deus ou Cidade Baixa, em dias de chuva forte. Desaguava perto da Usina do Gasômetro, passando por baixo da Ponte de Pedra mas, com o crescimento da cidade, foi recanalizado para o curso atual, entre as pistas da Avenida Ipiranga.
Atualmente, estima-se que receba cerca de 50 mil metros cúbicos de resíduos e terra por ano, além do esgoto cloacal de três bairros, necessitando de dragagens periódicas.
[editar] Projeto de revitalização
Em junho de 2011, a imprensa divulgou que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) — ambas com instalações de ensino situadas na avenida Ipiranga, às margens do arroio — decidiram propor junto à prefeitura uma parceria para a revitalização do Dilúvio[1]. Para isso, as duas universidades pretendem adotar o modelo utilizado para recuperar o arroio Cheonggyecheon, em Seul, capital da Coreia do Sul. Assim como o Dilúvio, este arroio coreano corta um grande área urbanizada de sua cidade, tendo sido bastate poluído no passado. Desde sua recuperação, finalizada em 2002, o Cheonggyecheon tem apresentado águas limpas, à beira das quais a população local encontra áreas de lazer arborizadas.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) criaram um portal onde o projeto será gerenciado. [2]
No You Tube existe um canal ativista que luta pela despoluição do arroio Dilúvio ele se chama Águas Brasileiras.
[editar] Fatos notórios
- Constatou-se que, em um período de dois anos (2009 a 2010), ao menos 20 carros caíram no arroio Dilúvio.[3]
- Em novembro de 2009, o arroio ficou cheio e barrento por causa de uma chuva forte, e um grupo de surfistas, ignorando a poluição do Dilúvio, surfou em suas ondas[4]