Arsénio I de Constantinopla
Arsénio I de Constantinopla, dito Autoriano (em latim: Autoreianos)1 , foi o patriarca grego ortodoxo de Constantinopla por duas vezes, entre 1255 e 1259 e novamente entre 1261 e 1267. Seu patriarcado coincidiu com o período de transição entre o Império Bizantino no exílio no Império de Niceia e a reconquista de Constantinopla em 1261.
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Biografia [editar]
Nascido em Constantinopla por volta de 1200, Arsênio recebeu sua educação em Niceia num mosteiro do qual ele futuramente seria abade. Posteriormente, ele se entregou a uma vida solitária e asceta num outro mosteiro na Bitínia e, diz-se, provavelmente incorretamente, que ele teria passado algum tempo num mosteiro em Monte Atos.
De lá, ele foi, em 1255, chamado por Teodoro II Láscaris para assumir a posição de patriarca em Niceia e, quatro anos depois, com a morte do imperador, ele se tornou um dos guardiões de seu filho, João. O outro, Jorge Muzalon, foi imediatamente assassinado por Miguel Paleólogo, que assumiu integralmente a função de tutor.
Arsênio, adversário de Miguel, se refugiou no mosteiro de Paschasius, mantendo o cargo de patriarca, mas se recusando a de fato realizar a função. Nicéforo de Éfeso foi então apontado patriarca em seu lugar. Miguel, tendo reconquistado Constantinopla, convenceu Arsênio a retomar a função, mas o imperador logo passou a ser severamente censurado, principalmente por ordenar que João fosse cegado. Arsênio chegou a excomungar o imperador, que, tendo em vão buscado seu perdão, acusou falsamente o patriarca e conseguiu que ele fosse banido para Proconeso onde, alguns anos depois (de acordo com Fabricius, em 1264; outros dizem 1273) ele morreu.
Cisma arsenita [editar]
Até a sua morte, Arsênio se recusou a remover a sentença de excomunhão que ele passou a Miguel e, depois dela, quando o novo patriarca José finalmente absolveu o imperador, a disputa continuou entre os arsenitas e os josefitas. O cisma arsenita durou até 1315, quando o patriarca Nefão I conseguiu promover a reconciliação.
Obras [editar]
Acredita-se que Arsênio tenha escrito um sumário de leis divinas intitulado Synopsis Canonum baseado nas decisões dos concílios e nas obras patrísticas. Outros defendem que a Synopsis seria obra de um outro Arsênio, um monge de Atos; a atribuição ao patriarca Arsênio depende portanto do fato de ele ter dispendido ou não algum tempo em Monte Atos.
Ver também [editar]
| Arsénio I de Constantinopla (No exílio em Niceia) (1255 - 1259 / 1261 - 1267)
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Referências
- ↑
"Arsenius Autoreianus" na edição de 1913 da Catholic Encyclopedia (em inglês)., uma publicação agora em domínio público.