Arte barbárica

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A desagregação do Império Romano do Ocidente refletiu-se, naturalmente, em todos os setores, inclusive na arte. As cidades esvaziaram-se, as oficinas fecharam, os artesãos e artistas dispersaram-se. Com exceção do período de Teodorico, quando os monumentos romanos foram restaurados e houve um surto de grandes construções na cidade italiana de Raverna, o panorama na Europa ocidental, dos séculos V ao VIII, foi da quase paralisação das atividades artísticas. Os novos senhores, de fato, tinham pouco a acrescentar. Sendo nômades, os germânicos não possuíam tradição ou técnica arquitetônica e entre eles a representação da figura humana era rara ou extremamente rústica. Em contrapartida erma exímios ourives, dominando também os segredos da lapidação. Por esse motivo, sua mais importante e genuína contribuição ocorreu no campo das artes menores: armas, frisos, jóias, recipientes, sempre utilizando metais. O colorido é dado pela inserção de pedras preciosas ou pedras duras, de cores variadas, nas coroas, cruzes, pingentes, elmos e outros objetos de metal elaborados por artesãos germânicos desse período. A fusão das culturas romano-cristã e "bárbara" só assumiu contornos mais nítidos por volta do ano 800, resultando no primeiro estilo importante da Idade Média: o estilo romântico. E foi também a partir dessa época que artistas e artesãos se organizaram em oficinas supervisionadas pela Igreja, origem das corporações de ofício que perdurariam por quase mil anos.

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