Arthur Wellesley, 1.º Duque de Wellington
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| Duque de Wellington | |
| Primeiro-ministro do Reino Unido | |
| Mandato: | 22 de janeiro de 1828 até 16 de novembro de 1830 |
| Precedido por: | Visconde Goderich |
| Sucedido por: | Conde Grey |
| Primeiro-ministro do Reino Unido | |
| Mandato: | 17 de novembro de 1834 até 9 de dezembro de 1834 |
| Precedido por: | Visconde Melbourne |
| Sucedido por: | Robert Peel |
| Nascimento | 29 de Abril de 1769 Dublin, Irlanda |
|---|---|
| Falecimento | 14 de setembro de 1852 Kent, Inglaterra |
| Primeira-dama: | Catherine Wellesley, Duquesa de Wellington |
| Partido político: | Tory |
| Profissão: | Militar |
Arthur Colley Wellesley, 1.º Duque de Wellington, KG, GCB, GCH, PC, FRS (29 de Abril de 1769 — 14 de setembro de 1852) foi um marechal e político britânico, primeiro-ministro do Reino Unido por duas vezes.
Arthur Wellesley foi o quarto filho do marquês de Mornington e de Ann Hill, a filha mais velha do visconde de Dungannon. Foi educado em Eton e na Academia Militar em Angers, na França. Iniciou a sua carreira militar nos aquartelamentos do Regimento 73 na Inglaterra. O seu Regimento estava então deslocado na Índia e, em abril de 1790, tomou assento no Parlamento Irlandês, vindo a atingir o posto de tenente-coronel em 1793. Em Junho do ano seguinte, participou na mal sucedida invasão dos Países Baixos, sob o comando do duque de York. Teve o seu batismo de fogo no dia 14 de julho de 1794[1].
No dia 17 de Fevereiro de 1793 chegou à Índia com o Regimento 33. Na Índia, ascendeu a comandante-de-divisão e combateu na insurreição marata, pelo que foi sagrado cavaleiro em 1804. Viria, aliás, a ser uma figura de destaque no continente, protagonizando sucessos do maior relevo e ficando, inclusivamente, ligado à História portuguesa no domínio político, militar e cultural. Ser-lhe-iam mesmo atribuídos os títulos de Conde de Vimeiro, Marquês de Torres Vedras e Duque da Vitória.
Wellington interveio com êxito em diversos combates e acontecimentos importantes, todos relacionados com a defesa da posição do seu país na ordem política internacional do seu tempo. Assim, participou na luta da Grã-Bretanha contra o bloqueio continental, combatendo as tropas francesas em Portugal e na Espanha na Convenção de Sintra, na vitória do Buçaco e na Batalha de Salamanca. Combateu as tropas francesas em Portugal e na Espanha, e, em 1814, travou com Soult a batalha de Toulouse.
Enviado a Portugal em 1808, derrotou as tropas invasoras de Napoleão e, no ano seguinte, expulsou os franceses do país e recebeu o título de visconde. A casa onde habitou, na aldeia da Freineda, enquanto ajudava à defesa da fortaleza vizinha de Almeida, que fora invadida pelos franceses, foi cuidadosamente preservada e é a melhor testemunha da passagem do Duque de Wellington por Portugal.
Obteve o triunfo final na península ibérica em Vitória, Espanha, em 1814, o que lhe valeu o título de primeiro duque de Wellington.
Durante a guerra da Independência Espanhola (1808-1814), logrou uma série de importantes vitórias. Fora partidário do absolutismo de Fernando VII e recebera a honra de generalíssimo do Exército espanhol e os títulos de visconde de Talavera e duque da Cidade Rodrigo.
Foi um dos representantes britânicos no Congresso de Viena, convocado para ratificar as fronteiras européias criadas por Napoleão. Quando Napoleão fugiu de Elba, os países aliados formaram uma frente militar e Wellington preparou-se para invadir a França com o marechal prussiano Gebhard Leherecht von Blücher, na campanha que derrotou o imperador em Waterloo, em 1815, que marcou o afastamento definitivo de Napoleão do primeiro plano da cena política européia. Foi seu maior feito militar. Prestigiado em toda a Europa e soberbamente recompensado, Wellington comandou o Exército que durante três anos ocupou o norte da França.
Na Grã-Bretanha, Wellington foi aclamado como um verdadeiro herói nacional, gozando de um prestígio sem precedentes. Foi nomeado comandante-chefe do exército britânico em 1827. Tornou-se a figura principal do partido conservador. O rei Jorge IV insistiu em sua nomeação como primeiro-ministro em 1828. O apoio ao Estatuto de Emancipação, que reconhecia os direitos dos católicos, e a negativa em aceitar a reforma parlamentar dos liberais tornaram-no impopular e forçaram sua demissão em 1830. Ocuparia novamente o cargo de primeiro-ministro em 1834, antes de ser ministro do Exterior (1834-1835). Tendo recuperado sua imagem, abandonou a vida política em 1846. Em vida e depois da sua morte, foram-lhe feitas inúmeras homenagens nacionais e dedicados monumentos. Morreu no Castelo de Walme, Kent, em 14 de setembro de 1852. Foi sepultado, com grande pompa, na Catedral de São Paulo, em Londres.
[editar] Referências
- ↑ Jac Weller, Wellington in the Peninsula, Londres, Greenhill Books, 1992, pp. 21-23
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- (en)http://www.bbc.co.uk/history/historic_figures/wellington_duke_of.shtml
- (en)http://www.britannia.com/gov/primes/prime25.html
- (en)http://www.spartacus.schoolnet.co.uk/PRwellington.htm
| Precedido por Visconde Goderich |
Primeiro-ministro do Reino Unido 1828 — 1830 |
Sucedido por Conde Grey |
| Precedido por Visconde Melbourne |
Primeiro-ministro do Reino Unido 1834 — 1834 |
Sucedido por Robert Peel |

