Artur Ramos

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Artur Manuel Monteiro Ramos (Lisboa, 20 de Novembro de 1926Lisboa, 9 de Janeiro de 2006) foi um encenador, cineasta, realizador de televisão, ensaísta e tradutor português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Artur Chambers de Oliveira Ramos (18 de Dezembro de 1898 - 21 de Maio de 1969), 8.º neto do 8.º Senhor da Trofa, e de sua mulher Maria Amélia Monteiro (? - 15 de Novembro de 1954).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Após a Licenciatura em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, vai para Paris onde se diploma em Realização e Montagem no IDHEC - Instituto de Altos Estudos Cinematográficos.

Foi um pioneiro da televisão portuguesa, tendo sido o primeiro realizador efectivo da RTP, depois de se ter ocupado de várias emissões experimentais. Em toda a sua actividade manteve o interesse pela literatura portuguesa contemporânea, como se vê, por exemplo, nos seus filmes Pássaros de Asas Cortadas a partir da obra homónima de Luiz Francisco Rebello (que também dirigiu no teatro, protagonizada por Eunice Muñoz) ou A Noite e a Madrugada de Fernando Namora de quem adaptou também Retalhos da Vida de Um Médico numa série que dirigiu para a RTP. Contribuiu ainda para a divulgação das obras de autores como Jaime Salazar Sampaio, Teresa Rita Lopes, Augusto Sobral, Luiz Francisco Rebello, Romeu Correia, Manuel da Fonseca ou Bernardo Santareno.

Divulgador também da dramaturgia moderna, estreou em Portugal Os Dias Felizes de Samuel Beckett (interpretado por Glicínia Quartin) dirigindo ainda peças de Peter Shaffer, Harold Pinter, Franz Kafka, Arthur Miller, Tankred Dorst, Bertolt Brecht, entre outros.

Na sua actividade de realizador de teleteatro, para a RTP, dirigiu numerosas peças de autores como Tchecov, Marivaux, Moliére, Oscar Wilde, Lope de Vega, Cervantes, Bernard Shaw, Ribeiro Chiado, D. Francisco Manuel de Melo, Eugene O'Neill, Almeida Garrett, Gil Vicente, Eça de Queiroz ou Luís de Sttau Monteiro.

No cinema também participou como actor, em filmes de João Botelho, Luís Filipe Costa e Jorge Silva Melo.

Antifascista e comunista convicto, militou no PCP desde 1957.

Artur Ramos foi unanimemente reconhecido como um dos maiores divulgadores culturais em Portugal.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

  • A Rapariga de Varsóvia (1997)
  • A Visita da Velha Senhora (1993)
  • Um Amor Feliz mini-série (1991)
  • Dulcineia (1989)
  • Esta Noite Sonhei com Brueghel(1989)
  • Baton (1988)
  • Topaze mini-série (1988)
  • A Relíquia (1987)
  • Retalhos da Vida de um Médico mini-série (1980)
  • Schweik na Segunda Guerra Mundial (1975)
  • Seara de Vento (1975)
  • A Morte de um Caixeiro Viajante (1974)
  • Doze Homens em Conflito (1973)
  • Trilogia das Barcas (1969)
  • A Casa-Fronteira (1969)
  • O Herói e o Soldado (1961)
  • O Doente Imaginário (1958)
  • O Amor Posto à Prova (1958)
  • Um Pedido de Casamento (1957)

Casamento e descendência[editar | editar código-fonte]

Casou com Maria Helena de Moura Fidalgo, filha de José Luciano de Seixas Fidalgo e de sua mulher Albertina Augusta Rebelo de Moura, de quem teve duas filhas:

  • Sofia Fidalgo Ramos, casada com Arlindo José de Carvalho e Costa, com geração
  • Cláudia Fidalgo Ramos, viveu com o ator Nicolau Breyner, com geração, e com Rui Viegas de Figueiredo, de quem tem uma filha Carolina Fidalgo Ramos Viegas de Figueiredo

Ver também[editar | editar código-fonte]

Depoimentos[editar | editar código-fonte]