Artur da Távola

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Artur da Távola
Senador pelo  Rio de Janeiro
Período de governo 1995-2003
Deputado Federal pelo  Rio de Janeiro
Período de governo 1987-1995
(2 mandatos consecutivos)
Vida
Nascimento 3 de janeiro de 1936
Rio de Janeiro, (RJ)
Morte 9 de maio de 2008 (72 anos)
Rio de Janeiro, (RJ)
Nacionalidade  brasileiro(a)
Dados pessoais
Partido PSDB
Profissão advogado, jornalista, radialista, escritor e professor

Artur da Távola, o pseudônimo de Paulo Alberto Moretzsohn Monteiro de Barros, (Rio de Janeiro, 3 de janeiro de 1936 — Rio de Janeiro, 9 de maio de 2008) foi um advogado, jornalista, radialista, escritor, professor e político brasileiro.

Foi um dos fundadores do PSDB.[1] Era apresentador de um programa de música erudita na TV Senado.

Iniciou sua vida política em 1960, no PTN, pelo estado da Guanabara. Dois anos depois, elegeu-se deputado constituinte pelo PTB. Cassado pela ditadura militar, viveu na Bolívia e no Chile entre 1964 e 1968. Tornou-se um dos fundadores do PSDB e o líder da bancada tucana na assembléia constituinte de 1988, quando defendeu alterações nas concessões de emissoras de televisão para permitir que fossem criados canais vinculados à sociedade civil. No mesmo ano, concorreu, sem sucesso, à prefeitura do Rio de Janeiro. Posteriormente, foi presidente do PSDB entre 1995 e 1997. Exerceu mandatos de deputado federal de 1987 a 1995 e senador de 1995 a 2003. Em 2001, foi por nove meses secretário da Cultura na cidade do Rio.

Como jornalista, atuou como redator e editor em diversas revistas, notavelmente na Bloch Editores e foi colunista de televisão nos jornais Última Hora,[2] O Globo e O Dia, sendo também diretor da Rádio Roquette Pinto. Publicou ao todo 23 livros de contos e crônicas.

Távola apresentava o programa Quem tem medo de música clássica?, na TV Senado onde demonstrava sua profunda paixão e conhecimento por música clássica e erudita. No encerramento de cada programa, ele marcou seus telespectadores com uma de suas mais célebres frases:

Seu compositor preferido era Vivaldi, a quem dedicou quatro programas especiais apresentando Le quattro stagioni em sua versão completa e executada pela Orquestra Filarmônica de Berlim. Também exibiu com exclusividade execuções da Orquestra Sinfônica Brasileira no Festival de Gramado nos anos de 2003 a 2007. Era apresentador de um programa sobre música na Rádio MEC.

Távola era de origem árabe.[3]

Referências

  1. [1]
  2. "Escritor ajudou a fundar PSDB", O Estado de S. Paulo, 10/5/2008, pág. A12
  3. Dinheiro, diploma e voto: a saga da imigração árabe Veja (4 de outubro de 2000). Visitado em 20 de abril de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]