As Horas (filme)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém uma ou mais fontes no fim do texto, mas nenhuma é citada no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde dezembro de 2009)
Por favor, melhore este artigo introduzindo notas de rodapé citando as fontes, inserindo-as no corpo do texto quando necessário.


The Hours
As Horas (PT/BR)
2002 • cor • 114 min 
Direção Stephen Daldry
Roteiro David Hare
Michael Cunningham
Elenco Nicole Kidman
Julianne Moore
Meryl Streep
Eileen Atkins
Toni Collette
Allison Janney
Stephen Dillane
Género drama
País  Estados Unidos / Inglaterra
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

As Horas (The Hours, em inglês) é um filme de longa-metragem anglo-americano de 2002, do gênero drama, dirigido por Stephen Daldry, baseado no livro As Horas, de Michael Cunningham.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Em três períodos diferentes, vivem três mulheres ligadas ao livro Mrs. Dalloway. Em 1923, vive Virginia Woolf (Nicole Kidman), autora do livro, que enfrenta uma crise de depressão e ideias de suicídio. Em 1951, vive Laura Brown (Julianne Moore), uma dona de casa grávida que mora em Los Angeles, planeja uma festa de aniversário para o marido e não consegue parar de ler o livro. Nos dias atuais, vive Clarissa Vaughn (Meryl Streep), uma editora de livros que vive em Nova York e dá uma festa para Richard (Ed Harris), escritor que fora seu amante no passado e hoje está com AIDS e morrendo.

Resumo[editar | editar código-fonte]

O filme baseia-se no livro de Michael Cunningham, que, por sua vez, inspirou-se no romance “Mrs. Dalloway” de Virginia Woolf. O enredo trata da história de três mulheres que carregam em suas vidas muitos sentimentos em comum, como a insatisfação e o fracasso.

São retratos de vidas em épocas diferentes, que se entrelaçam através de um livro, “Mrs. Dalloway”. É um filme de alma feminina, no qual outras mulheres se reconhecem pelo drama existencial de cada uma das personagens, humanizando assim o lado da ficção. Uma mulher que gostaria de ser uma personagem de um romance, uma que o escreve (a própria Virgínia Woolf), outra que o vive.

Acompanhamos, dessa forma, um dia na vida dessas três mulheres. São três histórias em espaços temporais distintos, mas intercaladas na narrativa. Virginia Woolf é a escritora do livro, que, afastada da vida agitada de Londres por seu marido e a conselho médico, percebe-se a cada dia mais infeliz e amargurada. A mesma é retratada na altura em que escreve o livro em questão, no qual seus conflitos internos são repassados para a obra, inclusive o suicídio. A segunda mulher é Laura, dona de casa, esposa e mãe. Laura encontra-se desesperada dentro de um casamento repleto de sentimentos artificiais. Embora viva num ambiente de tranquilidade e aparente felicidade, sente-se vazia e cogita a morte para escapar da realidade da sua vida medíocre; ela está a ler o livro de Virgínia Woolf, o qual reforça sua ideia de evasão e suicídio. A terceira é Clarissa, uma bem sucedida editora, mulher cosmopolita do século XXI, que vive um relacionamento lésbico de longa data e se identifica paradoxalmente com Mrs. Dalloway. Tudo o que Clarissa deseja no momento é que sua festa em comemoração à atribuição de um importante prêmio à obra poética de Richard, seu melhor amigo e ex-amante, seja um sucesso. Richard encontra-se debilitado pela AIDS e vive fechado em um apartamento frio e sujo. No meio dos preparativos, Clarissa pressente o vazio daquela arrumação fútil e o peso das horas.

Uma das cenas iniciais do filme mostra as três mulheres se levantando ao amanhecer, concomitantemente, quando Virgínia escreve, Laura lê e Clarissa fala a mesma frase: “acho que eu mesma vou comprar as flores”, e uma outra cena onde vemos o suicídio de Virgínia, retratado de forma simbólica, mas muito forte. Com isso, percebemos que “cria-se logo no início da narrativa de Wollf, um paralelismo entre Celebração e desencanto, festa e morte” (AZEREDO, 2004, p. 30).

O desespero das três mulheres vai crescendo com o passar das horas, horas sempre iguais, horas sem nenhuma esperança de mudança, sem nenhuma ansiedade, só a ansiedade provocada pelo nada. Solidão, infelicidade, doença, identidade e realização sexual (nas três tramas as personagens beijam outra mulher na boca), e principalmente a morte.

As lutas e sofrimentos vivenciados pelas três mulheres são universais. As horas… os momentos… as decisões tomadas. Cada uma das personagens luta para dar sentido às suas existências com o objetivo de ser feliz. Três mulheres presas no tempo e no espaço, nos seus próprios espaços, nas suas vidas. Ao ser levantado o tema da morte, das escolhas, da sexualidade, das decisões, as personagens descobrem que nem sempre a vida é aquela que se espera, nem sempre as horas são diferentes. O que são essas horas até perceberem que as perderam para sempre? É a emoção limite que leva as pessoas a fazerem escolhas que modificam suas vidas para sempre.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Recepção da crítica[editar | editar código-fonte]

The Hours tem ampla aclamação por parte da crítica especializada. Com tomatometer de 81% em base de 186 críticas, o Rotten Tomatoes publicou um consenso: “O filme pode ser um infortúnio, mas embala-se num soco emocional. Uma série de boas atuação em exibição”. Tem 85% de aprovação por parte da audiência, usada para calcular a recepção do público a partir de votos dos usuários do site.[1]

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Oscar 2003 (EUA)

  • Venceu na categoria de Melhor Atriz (Nicole Kidman)
  • Indicado em outras oito categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (coadjuvante/secundário) (Ed Harris), Melhor Atriz (coadjuvante/secundária) (Julianne Moore), Melhor Figurino, Melhor Edição, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha sonora.

Globo de Ouro 2003 (EUA)

  • Venceu nas categorias de Melhor Filme - Drama e Melhor Atriz - Drama (Nicole Kidman)
  • Indicado em outras cinco categorias: Melhor Diretor, Melhor Atriz - Drama (Meryl Streep), Melhor Ator (coadjuvante/secundário) (Ed Harris), Melhor Roteiro e Melhor Trilha sonora.

BAFTA 2003 (Reino Unido)

  • Venceu nas categorias de Melhor Atriz (Nicole Kidman) e Melhor Trilha sonora.
  • Indicado em outras nove categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Filme Britânico, Melhor Atriz (Meryl Streep), Melhor Ator (coadjuvante/secundário) (Ed Harris), Melhor Atriz (coadjuvante/secundária) (Julianne Moore), Melhor Maquiagem, "Melhor Edição e Melhor Roteiro Adaptado.

Grande Prêmio Cinema Brasil (Brasil)

  • Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Festival de Berlim 2003 (Alemanha)

  • Venceu o Urso de Prata (Meryl Steep, Nicole Kidman e Julianne Moore).
  • Recebeu um prêmio especial do júri.
  • Indicado ao Urso de Ouro.

Prêmio Bodil 2004 (Dinamarca)

  • Indicado na categoria de Melhor Filme Estadunidense.

Prêmio César 2004 (França)

  • Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Prêmio David di Donatello 2003 (Itália)

  • Indicado na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Broom icon.svg
Seções de curiosidades são desencorajadas pelas políticas da Wikipédia.
Ajude a melhorar este artigo, integrando ao corpo do texto os itens relevantes e removendo os supérfluos ou impróprios (desde dezembro de 2009).
  • Apesar do filme estar pronto desde 2001, as distribuidoras Miramax e a Paramount Pictures decidiram adiar seu lançamento em um ano, por considerar a disputa ao Oscar muito acirrada naquela ocasião.
  • Para fazer o papel de Virginia Woolf, Nicole Kidman usou um nariz falso.
  • Nicole Kidman é canhota e teve que aprender a escrever com a mão direita porque a escritora Virginia Woolf não era canhota.
  • Emily Watson e Gwyneth Paltrow estiveram cotadas para o papel de "Laura Brown".
  • O segmento do filme com Meryl Streep foi filmado primeiro, depois o de Julianne Moore, e por último o de Nicole Kidman.
  • A transformação de Julianne Moore em uma senhora idosa levava seis horas.
  • Antes de definir o título de seu livro como Mrs. Dalloway, a escritora Virginia Woolf cogitou intitulá-lo como The Hours.
  • As Horas é o 2º filme dirigido por Stephen Daldry. O anterior fora Billy Elliot.
  • A Paramount e a Miramax não sabiam se indicavam Nicole Kidman para concorrer ao Oscar de melhor atriz ou de melhor atriz (coadjuvante/secundária). A primeira opção foi escolhida, apesar de Kidman ter apenas 30 minutos de tela durante o longa, enquanto Julianne Moore aparecia durante 33 minutos e Meryl Streep durante 42.

Referências

  1. The Ours (em inglês) Rotten Tomatoes. Visitado em 9 de abril de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]