As Mercenárias

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As Mercenárias
Informação geral
País  Brasil
Gênero(s) Pós-punk, Punk rock
Período em atividade 1983 a 19882005 até hoje
Gravadora(s) EMI
Afiliação(ões) Inocentes, Ira!, Fellini
Integrantes
Sandra Coutinho, Geórgia Branco, Pitchu Ferraz

As Mercenárias é um grupo de pós-punk nacional que surgiu no início dos anos 80, com as integrantes Sandra Coutinho (baixo), Rosália (vocal) e Ana Machado (guitarra) e a adição de Edgard Scandurra, sendo que este sairia tempos depois dando lugar a baterista Lou. O grupo tem influências de bandas inglesas como Siouxsie and the Banshees, Joy Division, The Slits e Sex Pistols. Depois de um hiato musical (resultado de sua dispensa da gravadora EMI sem aviso prévio), o grupo está na ativa, com a integrante da formação original Sandra Coutinho mais as novas integrantes Geórgia Branco (guitarra) e Pitchu Ferraz (bateria).

História[editar | editar código-fonte]

Em 1982, na cidade de São Paulo, as então estudantes Sandra Coutinho (baixo), Rosália (vocal) e Ana Machado (guitarra) resolveram formar o grupo, entrando na onda do punk que estava gerando bandas reconhecidas no estado, como Inocentes e Ratos de Porão. Edgard Scandurra foi o primeiro baterista do grupo, mas por conta das diversas bandas que tocava (como o Smack e o futuro Ultraje a Rigor e Ira!), ele saiu e no seu lugar entrou a baterista Lou. Em 1986 foi lançado, após muita insistência, o primeiro LP do grupo, Cadê as Armas?. O disco foi bem recebido na época e a fama do grupo começava a crescer, tendo algumas apresentações gravadas para programas de TV (numa dessas apresentações, no programa "Fábrica do Som" da TV Cultura, está Scandurra, tocando com o grupo as músicas "Polícia" e Me Perco Nesse Tempo). O debut foi lançado pela loja Baratos Afins, velha conhecida da cena punk paulista e que já tinha outros materiais lançados na época. Faixas como "Me Perco Nesse Tempo" e "Policia" são os destaques do álbum, além da faixa "Pânico", que deu origem ao único videoclipe da banda.

A partir do primeiro álbum, as Mercenárias começam a chamar a atenção de grandes gravadoras, que estavam interessados na música e na presença de palco delas. Por isso, em 88, foi gravado o segundo álbum do grupo, Trashland, lançado pela EMI. O disco foi um sucesso de público e de crítica, sendo eleito inclusive como o "álbum do ano" pela Revista Bizz. No entanto, a gravadora não faz a divulgação necessária e, para piorar, dispensou o grupo por meio de um telegrama, não dando muitas explicações para tal ato. Logo depois, a banda estava acabada. Rosália, Ana e Lou abandonaram a carreira musical e Sandra resolve morar em Berlim, trabalhando na cena alternativa local[1] .

Retorno[editar | editar código-fonte]

Em 2005, Sandra Coutinho volta ao Brasil depois de anos morando na Alemanha e decide remontar o grupo junto com a vocalista Rosália, incluindo duas novas integrantes: Geórgia Branco e Pitchu Ferraz. No mesmo ano, é lançado no exterior o CD O Começo do Fim do Mundo (Beginning of the End of the World: Brasilian Post-Punk 1982-85), coletânea com músicas dos dois discos da banda[2] . Pouco tempo depois Rosália sai do grupo, com Sandra assumindo os vocais. Em 2012, em comemoração as 30 anos do grupo, é feito um show no Centro Cultural da Juventude - CCJ com a participação dos músicos Edgard Scandurra, Naná Rizzini, Karina Buhr, Maria Alcina, Clemente (Inocentes) e Michelle Abur[3] . Segundo Sandra, há planos para um lançamento para um novo disco[4] .

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns[editar | editar código-fonte]

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

  • O Começo do Fim do Mundo - Beginning of the End of the World: Brasilian Post-Punk 1982-85, 2005

Referências