Asia Bibi

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Asia Noreen (urdu: آسیہ نو رین), mais conhecida como Asia Bibi (urdu: آسیہ بی بی), nascida entre 1964 e 1971, é casada com Ashiq Masih é uma mulher cristã paquistanesa com cinco filhos. Foi condenada em 8 de Novembro de 2010 à forca, por uma corte Nankana Sahib, pelo delito de blasfêmia contra o profeta Maomé, ainda que o veredito precise ser confirmado por um tribunal superior. Ela tem recebido atenção mundial, já que é condenada por ser cristã e não quer converter-se ao Islão. No Paquistão, assim como em outros países islâmicos, a lei sobre a blasfêmia é utilizada "para resolver questões que são pessoais".

O caso[editar | editar código-fonte]

O caso Asia Bibi apareceu na mídia internacional em novembro de 2009. No mês de junho daquele ano, Bibi, que é uma camponesa, foi enviada para buscar água, enquanto trabalhava em um campo. Diante disso, outras mulheres, muçulmanas, protestaram. Por ela não ser muçulmana, ela contaminaria o recipiente da água e o tornaria impuro. Exigiram que ela abandonasse sua fé cristã e se convertesse ao Islão. Ela se negou.

Em sua defesa, respondeu a suas companheiras de trabalho que "Cristo morreu na cruz pelos pecados da humanidade"; e perguntou àquelas mulheres o que Maomé havia feito por elas. Ao ouvirem tais palavras, recorreram ao imame local, esposo de uma delas, quem a denunciou à polícia pelo delito de blasfêmia. O artigo 295 do Código Penal do Paquistão determina pena de morte para quem blasfemar contra o Profeta do Islão.

O juiz, Naveed Iqbal, quem a condenou à morte, ofereceu-lhe a liberdade em troca dela se converter ao Islamismo. Asia respondeu que preferiria morrer como cristã a sair da prisão como uma mulçumana. E ainda disse a seu advogado: "Tenho sido julgada por ser cristã. Creio em Deus e em seu enorme amor. Se o juiz me condenou à morte por amar a Deus, estarei orgulhosa de sacrificar minha vida por Ele".

Medidas de segurança foram tomadas para proteger Asia Bibi na prisão de Shekhupura. O cerco de Lahore foi reforçado depois da operação militar que matou Osama bin Laden. Asia permanece isolada e cozinha sua própria comida para evitar ser envenenada.

Resposta internacional[editar | editar código-fonte]

Grupos cristãos, católicos e evangélicos (protestantes), trabalham para tentar evitar a morte da inocente. Os bispos do Paquistão pediram ao Papa que ele intermediasse o conflito. Bento XVI pediu o indulto para Noreen. Ela reconheceu e declarou se sentir "honrada", que "é um privilégio saber que ele falou por ela, e que ele tem acompanhado seu caso pessoalmente" e que espera "viver o suficiente para agradece-lo em pessoa".

Possível perdão[editar | editar código-fonte]

É possível que o pedido de clemência seja acatado pelo Supremo Tribunal. Contudo, o imame local ameaçou dizendo que se ela for perdoada ou posta em liberdade, algumas pessoas "farão justiça com as próprias mãos". A jovem cristã sublinhou que, mesmo se o Tribunal declarasse sua inocência, ela "não sobreviveria", por que "os extremistas não a deixariam em paz nunca" (nem a ela nem à sua família).

Bhatti e Taseer deram a vida[editar | editar código-fonte]

Em 4 de janeiro de 2011, no Mercado Kohsar de Islamabad, o Governador de Punjab, Salman Taseer, foi assassinado por membro de seu time de segurança, Malik Mumtaz Hussein Qadri, por que defendia Noreen e era contra a lei de blasfêmia. Taseer havia exposto sua crítica à lei e ao veredicto do caso Asia Bibi. No outro dia, milhares de pessoas estavam em seu funeral, em Lahore, apesar das advertências do movimento Talibã e de alguns clérigos. Milhares de muçulmanos também se reuniram em apoio à lei da blasfêmia, após o assassinato.

O Ministro dos Negócios das Minorias, Shahbaz Bhatti, único cristão membro do gabinete do Paquistão, também foi assassinado, em 2 de Março de 2011, por causa de sua posição a respeito das leis de blasfêmia. Ele foi morto a tiros, por homens armados que emboscaram seu automóvel perto de sua residência, em Islamabad.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências