Askia

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Askia, o Grande (s. 1442 - 1538, também Muhammad Tourè, Askiya) foi um imperador Soninke do Império Songhai no final do século XV, o sucessor de Sunni Ali Ber. Askia Muhammad reforçou seu país que se tornou o maior país da história da África Ocidental. No seu auge sob Muhammad, o Império Songhai abrangeu dos estados Haussá até tão distante quanto Kano (na atual Nigéria) e grande parte do território que pertencia ao Império do Mali, no oeste. Suas políticas resultaram em uma rápida expansão do comércio com a Europa e Ásia, a criação de muitas escolas, e fez o Islã parte integrante do império.

Devido aos seus esforços, Mali experimentou um renascimento cultural que nunca havia testemunhado antes, e toda a terra floresceu como centro de todas as coisas valiosas na aprendizagem e comércio. Diz a lenda que ele ganhou o nome de Askia (que significa força) depois da filha de Sunni Ali Ber ouviu a notícia de uma de suas guerras.

História[editar | editar código-fonte]

Depois que Sunni Ali Ber morreu, Baru, seu filho e sucessor pretendido, se recusou a declarar-se muçulmano. Sua recusa deu a um dos generais de Sunni Ali Ber, Muhammad Tourè, uma razão para desafiar a sucessão. Tourè derrotou Baru Ber e ascendeu ao trono em 1493.

Tourè, mais tarde conhecido como Askia Muhammad I ou Askia, o Grande, orquestrou um programa de expansão e consolidação do império que se estendia desde Taghaza no Norte às fronteiras de Yatenga no Sul, e da Airé no Nordeste para Futa Turo na Guiné. Ao invés de organizar o império islâmico ao longo dos domínios, ele modelou e melhorou o modelo tradicional, instituindo um sistema de governo burocrático sem precedentes na África Ocidental. Além disso, Askia estabeleceu medidas comerciais padronizados e regulamentadas, e iniciou o policiamento das rotas de comércio. Ele também estabeleceu um sistema tributário organizado.


Askia encorajou a aprendizagem e alfabetização, garantindo que as universidade de Sankore produzi-se os estudiosos mais distintos, muitos dos quais publicaram livros importantes. Para garantir a legitimidade de sua usurpação da dinastia Sonni, Askia Muhammad se aliou com os estudiosos de Timbuktu, inaugurando uma era de ouro da cidade da bolsa de estudos. O eminente estudioso Ahmed Baba, por exemplo, produziu livros sobre leis que ainda estão em uso hoje. Orquestrou um programa de expansão e consolidação, que estendeu o império desde Taghaza no norte às fronteiras de Yatenga no sul; e desde Air no nordeste a Futa Tooro em Senegal. Ademais, estabeleceu e estandarizou as medidas comerciais, e melhor policiou as rotas comerciais. Muhammad Kati publicou Tarik al-Fattah e Abdul-Rahman Al-Sadi publicou o Tarik ul-Sudan, dois livros de história que são indispensáveis ​​para os eruditos de hoje reconstruirem a história da África na Idade Média. Graças a seus esforços, Malí experimentou um renacimiento cultural como nunca tinha tido dantes, e prosperou como centro de cultura e comércio. Em vez de organizar o império segundo o normas islâmicas, ele temperou e melhorou o modelo tradicional, instituindo um sistema de governo burocrático sem igual no Sudão ocidental.