Aspendo

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O Teatro de Aspendo, um dos teatros greco-romanos mais bem preservados do mundo
O ninfeu

Aspendo (em grego: Άσπενδος; transl.: Áspendos; em latim: Aspendus) é uma antiga cidade greco-romana situada na Ásia Menor, na atual província de Antália, na Turquia. Localiza-se a sete quilômetros do centro da cidade de Serik.

História[editar | editar código-fonte]

Aspendo era uma antiga cidade na Panfília, na Ásia Menor, localizada a cerca de 40 quilômetros a leste da atual cidade de Antália, na Turquia. Situava-se nas margens do rio Eurimedonte, a cerca de 16 quilômetros do litoral do mar Mediterrâneo. A cidade teria sido fundada por volta de 1 000 a.C. por gregos oriundos de Argos; o amplo espaço geográfico onde as moedas cunhadas lá foram encontradas, por todo o mundo antigo, indicam que por volta do século V a.C. Aspendo havia se tornado a cidade mais importante da Panfília. Naquele tempo o rio Eurimedonte era navegável até a cidade, e boa parte de suas riquezas vinham do comércio fluvial de sal, azeite e .

Em 333 a.C. Aspendo pagou a Alexandre, o Grande uma taxa para evitar a sua conquista, porém mais tarde ignorou os acordos que havia assinado com o rei da Macedônia e acabou sendo ocupada pelos seus exércitos. Em 190 a.C. a cidade se rendeu aos romanos, que a pilharam e saquearam seus tesouros artísticos. Já no fim do período romano a cidade viveu um declínio que perdurou por toda a era bizantina.

Estruturas romanas[editar | editar código-fonte]

Ágora

Aspendo é conhecida por ter o teatros mais bem preservado de toda a Antiguidade. Com um diâmetro de 96 metros, o edifício oferecia assentos para 7000 espectadores.[1] O teatro foi construído em 155 d.C.[1] pelo arquiteto grego Zenão, um nativo da cidade, durante o reinado do imperador Marco Aurélio, e sofreu restaurações periódicos pelos seljúcidas de Rum, que o usavam como caravançarai, até que no século XIII foi transformado num palácio pelos seljúcidas.[2]

Condizendo com as tradições helenísticas, uma pequena parte do teatro foi construída de modo a se apoiar contra o morro onde a cidadela (acrópole) se erguia, enquanto o resto foi construído sobre arcos abobadados. O palco alto parecia isolar a plateia do resto do mundo; a scaenae frons, ou cenário, permaneceu intacto. O teto inclinado de madeira que cobria o palco foi perdido com o tempo, assim como os 58 mastros cujos buracos de encaixe foram descobertos nos níveis superiores do teatro; sobre estes mastros era colocado um velarium, uma espécie de lona que podia ser puxada sobre a audiência, para lhe dar sombra e proteção.[1]

Troço final do aqueduto, junto à cidade

Até pouco tempo o teatro ainda vinha sendo usado para concertos, festivais e outros eventos; porém devido aos danos causados pelos equipamentos teatrais modernos durante estes eventos as autoridades turcas suspenderam estas atividades, e um novo estabelecimento, com instalações modernas, chamado de Arena de Aspendo foi construído nas proximidades, para dar seguimento à tradição de teatro ao ar livre da cidade.

Na cidade também existem os restos de uma basílica, de uma ágora, de um ninfeu e cerca de 15 quilômetros de aquedutos. A Ponte do Eurimedonte, construída pelos romanos e reconstruída no século XIII pelos seljúcidas, situa-se também a poucos quilômetros, na periferia de Serik.

Referências

  1. a b c Roth, Leland M.. Understanding Architecture: Its Elements, History and Meaning. First. ed. Boulder, CO: Westview Press, 1993. ISBN 0-06-430158-3.
  2. Scott Redford, "The Seljuqs of Rum and the Antique," Muqarnas, Vol. 10, Essays in Honor of Oleg Grabar. (1993), p. 151.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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