Assíria

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A Assíria foi um reino acádio semita em torno da região do alto rio Tigre, no norte da Mesopotâmia (atual norte do Iraque), e que dominou por diversas vezes ao longo da história os impérios existentes naquela região, desde a tomada da Babilônia até a sua reconquista. Seu nome vem de sua capital original, a antiga cidade de Assur (em acádio: 𒀸𒋗𒁺 𐎹, Aššūrāyu; em árabe: أشور, transl. Ashûr; em hebraico: אַשּׁוּר, transl. Ashûr; em aramaico: ܐܬ݂ܘܿܪ, Aṯur). O termo também pode se referir à região geográfica, ou, mais precisamente, ao centro da região onde estes reinos se localizavam.

Os descendentes dos assírios ainda habitam a região nos dias de hoje, formando uma minoria cristã no Iraque.[1] [2]

Durante o Antigo Período Assírio (do século XX a.C. ao século XV a.C.), Assur controlou a maior parte da Alta Mesopotâmia. No Período Assírio Médio (do século XV a.C. ao século X a.C.) a sua influência declinou, e só foi reconquistada posteriormente, após uma série de conquistas. O Império Neo-Assírio do início da Idade do Ferro (911 a.C.-612 a.C.) expandiu-se ainda mais, e sob Assurbanípal (c. 668 a.C. - 627 a.C.) controlou, por algumas décadas, todo o Crescente Fértil, bem como o Egito, antes de sucumbir à expansão neo-babilônia e, posteriormente, persa.

Civilização Assíria[editar | editar código-fonte]

A Assíria é o antigo reino de Assur (Ashur), país da Ásia, localizado ao norte da Mesopotâmia a partir da fronteira norte do atual Iraque, que surge juntamente com Elam e Mari no alto Tigre, quando obtêm, em 1950 a.C., a independência de Ur III.

O grande Império Assírio vem logo após o enfraquecimento do antigo império da Babilônia. Vindos do Norte, conquistaram toda a região da Mesopotâmia por volta do século XII a.C. Estima-se que existia desde o século IX a.C. Era um povo guerreiro com um exército forte e muito bem organizado, o que o ajudou a manter o poder do reino unificado. Sua capital era a cidade de Nínive. Devido às revoltas internas e à pressão externa o império caiu, mais exatamente quando a capital foi devastada, alguns historiadores afirmam que em 606 a.C. e outros dizem em 612 a.C.

O Império Assírio era localizado na região leste da Alta Mesopotâmia, entre o rio Tigre e a cordilheira de Zagros. Seus domínios se estenderam de Elam até as fronteiras do Egito. Seu ápice foi com o rei Sargão II (722-705 a.C.). Com seu forte exército dominou os hebreus, babilônios e egípcios, mas não resistiu à pressão de um levante em Elam, juntamente com um na Babilônia, dando a oportunidade para os egípcios recuperarem sua liberdade. Logo em seguida, os medos, povo aliado aos caldeus e aos citas, tomaram a capital Nínive e a destruíram. Os assírios formaram o maior império, até então criado, antes do Império Romano.

Os reis assírios eram seminômades, semitas do noroeste. Suas conquistas se estenderam aos vales dos rios Tigre e Eufrates. O início do século XVIII a.C. foi marcado por alguns acontecimentos políticos: queda de Ur III e a derrocada do Médio Império, no Antigo Egito. Foi quando surgiram duas potências emergentes, Mari e Assíria. Nesse período, um rei de origem amorrita, Samsiadade I (1815 a.C.-1782 a.C.) expandiu os domínios assírios por toda a Mesopotâmia.

Curiosamente, Samsiadade se intitulou Sar-kissat (rei do mundo). Os assírios foram derrotados em 1779 a.C. por Hamurabi, rei caldeu, tomando como que um protetorado do grande império babilônio que surgia. Mais tarde, Assurbanípal II reconquistou a terra de seus vizinhos estendendo a influência assíria do atual Irã até a cidade egípcia de Tebas. Assurnasirpal II (884-859 a.C.) transformou Nimrud (Khalcu) em sua capital militar, onde ficavam estacionadas suas tropas. Salmanasar III (859 a.C.-824 a.C.) dominou a alta Mesopotâmia. É curioso observar que Assur é o nome do país do principal deus e também de um rei. Muitos reis usavam Assur, o título da divindade, como prefixo de seus nomes.

Suas principais cidades-estado foram Assur, Nínive e Nimrud. Revoltas internas e invasões de nômades da Ásia Central (os medos da Pérsia e os caldeus) colocam fim ao império em 612 a.C. A parte ocidental do país era uma estepe adequada apenas a uma população nômade. Entretanto, a parte oriental era apropriada para a agricultura, com colinas cobertas de bosques e férteis vales banhados por pequenos rios.

A leste da Assíria se encontram os montes Zagros; ao norte, um escalão de platôs conduz ao maciço armênio; a oeste se estende a planície da Mesopotâmia. Ao sul se encontrava o país conhecido como Shumer, e Acádia e mais tarde Babilônia.

As cidades mais importantes da Assíria, todas situadas no território do atual Iraque, eram Assur, atualmente Sharqat; Nínive, da qual os únicos vestígios que indicam sua localização são dois grandes tells, Quyunyik e Nabi Yunas; Khalcu (Nimrud) e Dur Sharrukan, atualmente Jursabad. Nínive, às margens do Tigre, foi a capital assíria durante o apogeu (705-612 a.C.) No entanto, escavações indicam um início de aldeamento e povoação no período calcolítico, por volta de 6000 a.C. Outra cidade-estado da Assíria de grande importância política e econômica foi Kárkemis, antiga capital do reino hitita do século XII a.C.

Os militares assírios formaram o primeiro exército organizado e o mais poderoso até então. Desenvolveram armas de ferro e carros de combate puxados por cavalos, além de cavalaria pesada individual. O controle das áreas conquistadas era mantido pelas tropas e por práticas cruéis, como a deportação e a mutilação dos vencidos. Os guerreiros e sacerdotes desfrutavam de grandes privilégios: não pagavam tributos e eram grandes proprietários de terra. A população comum, formada por camponeses e artesãos, ficava sujeita a altos tributos e serviços forçados na construção de imensos palácios e estradas. Os assírios desenvolveram a horticultura e aperfeiçoaram o arado.

A literatura assíria era praticamente idêntica à babilônia, e os reis assírios mais cultos, principalmente Assurbanípal II, se gabavam de armazenar em suas bibliotecas cópias de documentos literários das culturas que os antecederam, bem como dos países vencidos. A vida social ou familiar, os costumes matrimoniais e as leis de propriedade de assírios e babilônicos também eram muito parecidos. Suas práticas e crenças religiosas eram semelhantes.

A raça dos assírios resulta da mestiçagem entre as tribos de semitas chegadas da Samaria (região da Palestina) e os povos do norte do rio Tigre, por volta de 1000 a.C. A principal contribuição cultural assíria ocorreu no campo da arte e da arquitetura, especialmente no período neo-assírio (1117 a.C. a 612 a.C.) Sargão II, que reinou entre 722 a.C. - 705 a.C., ergueu palácios, templos e residência de alto luxo e esmerado padrão artístico. Os grandes zigurates foram a principal forma de arquitetura religiosa assíria, com tijolos coloridos e vitrificados. Posteriormente, Senaqueribe, filho de Assurbanípal, que reinou de 705 a 681 a.C., mudou a capital para Nínive em 701 a.C.

Segundo alguns importantes descobrimentos arqueológicos, a Suméria, posteriormente Assíria, foi habitada desde o início da era paleolítica. Apesar disso, a vida sedentária não teve origem nessa região até cerca de 6500 a.C. O fim do Império Assírio ocorreu no ano de 612 a.C., quando o exército, comandado por seu último rei, Assurubalite II (612-609 a.C., foi derrotado pelos medos em Harã.

Ao longo de sua história, o poder da Assíria dependeu quase que inteiramente de sua força militar. O rei era o comandante-chefe do exército e dirigia suas campanhas. Embora em teoria fosse monarca absoluto, na realidade os nobres e cortesãos que o rodeavam, assim como os governadores que nomeava para administrar as terras conquistadas, tomavam frequentemente decisões em seu nome. As ambições e intrigas foram uma ameaça constante para a vida do governante assírio. Essa debilidade central na organização e na administração do Império Assírio foi uma das responsáveis por sua desintegração e colapso.

História antiga[editar | editar código-fonte]

O Império Assírio em 824 a.C. (verde escuro) e 671 a.C. (verde claro).

O primeiro sítio neolítico na Assíria é o de Tell Hassuna, centro da cultura Hassuna, no atual Iraque. Da história arcaica do reino da Assíria pouco se sabe com segurança. De acordo com algumas tradições judaico-cristãs, a cidade de Ashur (também Assur ou Aššur) teria sido fundada por Assur, filho de Sem, que foi deificado por gerações posteriores como o deus padroeiro da cidade. O vale do alto rio Tigre parece ter sido dominado pela Suméria, pela Acádia e pela Babilônia, em seus estágios iniciais. O Império Acádio de Sargão, o Grande alegava abranger os "quatro quartos"; as regiões ao norte da terra de origem acádia eram conhecidos como Subartu. Foi destruída por bárbaros gútios durante o chamado período Gútio, depois foi reconstruída e acabou sendo governada como parte do império da 3ª Dinastia de Ur.

Antigos reinos e cidades-Estado assírias[editar | editar código-fonte]

As primeiras inscrições de soberanos assírios surgem depois de 2000 a.C.. A Assíria consistia então de diversas cidades-Estado e pequenos reinos semíticos. A fundação da monarquia assíria é creditada tradicionalmente a Zulilu, que teria vivido depois de Bel-kap-kapu (Bel-kapkapi ou Belkabi, c. 1900 a.C.), ancestral de Salmanaser I.

Cidade-Estado de Assur[editar | editar código-fonte]

A cidade-Estado de Assur teve grande contato com as cidades do planalto da Anatólia. Os assírios fundaram "colônias mercantis" na Capadócia, como por exemplo em Kanesh (atual Kültepe), de 1 920 a.C. a 1 840 a.C. e de 1 798 a.C. a 1 740 a.C. Estas colônias, chamadas karum ("porto", em acádio), eram ligadas a cidades anatólias, embora estivessem separadas fisicamente, e mantivessem um status especial de impostos. Especula-se que teriam surgido com uma tradição comercial longe entre Assur e as cidades anatólias, porém não existem registros arqueológicos ou epigráficos que comprovem este fato. O comércio consistia de metal (talvez chumbo ou estanho, a terminologia usada não é clara) e produtos têxteis da Assíria, que eram trocados por metais preciosos na Anatólia.

Como muitas cidades-Estado comerciais ao longo da história, Assur era, até certo ponto, uma oligarquia, e não uma monarquia. A autoridade era tida como estando com "a cidade", e a politeia tinha três centros principais de poder - uma assembleia de anciãos, um soberano hereditário e um epônimo. O soberano presidia sobre a assembleia, e executava suas decisões; não era descrito com o termo acádio costumeiramente usado para "rei", šarrum, que era reservado para a divindade padroeira da cidade, Assur, de quem o soberano era o alto sacerdote. O próprio soberano era indicado apenas como o "criado de Assur" (iššiak Assur), onde o termo iššiak, "criado", "camareiro", é por sua vez um empréstimo do sumério ensi(k). O terceiro centro de poder era o epônimo (limmum), que dava seu nome ao ano, de maneira semelhante ao que ocorreria posteriormente com os arcontes atenienses e os cônsules romanos da Antiguidade Clássica. O epônimo era eleito anualmente através de sorteio, e era responsável pela administração econômica da cidade, que incluía a prerrogativa de aprisionar pessoas e confiscar propriedade. A instituição do epônimo, bem como a fórmula iššiak Assur perdurou na forma de vestígios cerimoniais, por toda a história da monarquia assíria.[3]

Evolução política[editar | editar código-fonte]

Segundo as teorias bíblicas, os assírios seriam descendentes de Assur,[4] o segundo filho de Sem e neto de Noé.[5] [6]

Por volta de 2000 a.C., em meio a um grande movimento de indo-europeus vindos do Cáucaso, os assírios estabeleceram-se na região do alto Tigre. Foram invadidos pelos bárbaros semitas denominados amoritas. Por volta de 1000 a.C., um rei amorita dos assírios estabeleceu controle da maior parte do norte da Mesopotâmia. Seu poder durou pouco por causa da ascensão da Babilônia sob Hamurabi e dos mitanos, povo do oeste, na moderna Síria.

Durante o segundo milênio a.C., os assírios foram dominados seguidamente pelos mitanos e pelos amoritas da Babilônia.

Relevo assírio representando o transporte de cedro libanês (século VIII a.C.).

O período de 1363 a 1000 a.C. foi o Médio Império Assírio. Vários reis fortes reconquistaram a independência assíria e, então, começaram a invadir os impérios vizinhos. Os assírios evitaram destruição durante a catástrofe de 1200 a.C., talvez porque já estivessem adotando novas técnicas militares e armas que os velhos reinos não utilizavam. No vácuo político da Idade das Trevas da Antiguidade, os assírios prosperaram. Em 1076 a.C., Tiglate-Pileser III alcançou o Mediterrâneo, à oeste.

Já no século XIII a.C., os assírios, sob Tuculti-Ninurta I (1242 a.C. - 1206 a.C.), libertaram-se da Babilônia.

Por volta de 1200 a.C., ocorreu um novo grande movimento migratório de indo-europeus. No Egito, foram contidos pelos faraós Merneptá (1235 - 1224 a.C.) e Ramsés III (1198 - 1166 a.C.). Na Grécia, geraram um grande processo de dispersão. Na Ásia Menor, causaram o declínio dos hititas. Na Mesopotâmia, geraram a agitação dos arameus, que terminaram por invadir a Babilônia e a Assíria por volta de 1047 a.C.. Relatos da época dizem-nos que os assírios refugiavam-se em "terras inimigas" escapando "da míngua, da fome e da miséria". Os templos ficaram em ruínas, e a interminável guerrilha contra os nômades teria alterado o caráter da Assíria, transformou-a em uma nação de guerreiros cruéis e bem adestrados, com um poderoso exército, que, em pouco tempo, abalou todo o Oriente Médio.

O Novo Império Assírio, de 1000 a.C. a 600 a.C., representou o auge das suas conquistas. O império ia da ponta do golfo Pérsico, passando ao redor do Crescente Fértil por Damasco, Fenícia, Palestina, e entrava no Egito até Tebas. Sua fronteira norte eram os montes Tauro da atual Turquia. Com exceção do que tinha sido as culturas minoica (Creta), micênica (Grécia) e hitita (Turquia), todas as áreas de civilizações pré-catástrofe ao Oeste foram governadas pelos assírios.

Por volta de 830 a.C., no reinado de Salmanasar III, os arameus foram subjugados e a eles foi imposta uma cobrança tributária.

O Império Assírio[editar | editar código-fonte]

Em 729 a.C., no reinado de Tiglate-Pileser III (746 - 727 a.C.), os assírios conquistaram a Babilônia. Tiglate-Pileser III também conteve a expansão da Média no oriente e tentou sem sucesso conquistar o reino de Urartu, situado no Ararate.

Israel foi conquistada no primeiro ano do reinado de Sargão II (721 - 705 a.C.). Cerca de 27.000 hebreus foram deportados. Em 715 a.C., foi a vez da Média ser conquistada. Sargão II ainda conquistou a Síria.

Seu sucessor, Senaqueribe (705 - 681 a.C.), transferiu a capital de Assur para Nínive. De acordo com os livros bíblicos de II Reis, II Crônicas e do profeta Isaías, admitido no cânon do Antigo Testamento, Senaqueribe teria buscado conquistar Judá, cercando a cidade de Jerusalém. No entanto, a Bíblia relata que Senaqueribe fracassou em sua tentativa militar e, ao retornar para Nínive, foi assassinado por dois de seus filhos.

Então, Senaqueribe, rei da Assíria, partiu, e foi; e voltou e ficou em Nínive. E sucedeu que, estando ele prostrado na casa de Nisroque, seu deus, Adrameleque e Serezer, seus filhos, o feriram à espada; porém eles escaparam para a terra de Ararate; e Esar-Hadom, seu filho, reinou em seu lugar. (II Reis 19:36-37)

O filho e sucessor de Senaqueribe foi Assaradão (681 - 669 a.C.), que expandiu seus domínios ao Nilo, estabelecendo sobre o Egito uma dominação inicialmente precária, tendo também reconstruído a Babilônia que fora destruída por seu pai, a qual pode ter se tornado a nova capital do Império Assírio durante algum período.

A queda[editar | editar código-fonte]

Assurbanípal (669 a.C. - 631 a.C.), não conseguiu evitar que o Egito, em 653 a.C., efetivasse sua emancipação. À independência do Egito, seguiram-se rebeliões na Fenícia, na Babilônia e no Elam.

No entanto, sabe-se que Assurbanípal criou a biblioteca rela que leva seu nome, com obras em escrita cuneiforme, muitas delas preservadas até os dias atuais, que permitiram aos arqueólogos descobrir muitos aspectos da vida política, militar e intelectual desta grande civilização, bem como a investigação dos textos bíblicos.

Em 625 a.C., os caldeus tomaram a Babilônia e conquistaram sua independência. Ciáxares, rei da Média, em aliança com o rei dos caldeus, invadiu Assur em 615 a.C. e, em 612 a.C., tomou Nínive, pondo fim ao Estado assírio.

Organização econômica e cultural[editar | editar código-fonte]

Um touro alado assírio.

Formou-se na Assíria, ao longo do tempo, um corpo burocrático bastante eficiente. Muitos deles eram epônimos, e, portanto, davam nome ao ano. O rei era, em geral, o epônimo do primeiro ano. Seguia-se a ele, assim, uma série de epônimos, em critério de hierarquia. Tal sistema constitui um elemento de grande importância para os historiadores no processo de datação.

A política externa assíria era conhecida por sua brutalidade para com os inimigos. Em muitos casos, atos de selvageria por parte do império assírio foram empregados com o fim de persuadir seus inimigos a se entregarem sem luta. Registros escritos da época demonstram o temor dos povos adjacentes ao terror assírio. Os governantes assírios caracterizaram-se também pelo tratamento despendido aos povos conquistados. Para evitar movimentos rebeldes nas regiões conquistadas, os povos vencidos eram capturados, removidos de suas terras, e distribuídos entre as cidades do império, diluindo seu poder. Nativos assírios e inimigos capturados de outras regiões eram encorajados a ocupar as áreas conquistadas. Esta prática mostrou-se particularmente eficiente, e foi mantida pelos babilônicos no período subsequente.

Assim, como na maioria dos estados que se desenvolveram no Crescente Fértil, os reis assírios exerciam um poder autocrático, sendo considerados inclusive intermediários entre os deuses e o povo. A partir do reinado de Tiglate-Pileser III, foram instaladas guarnições permanentes nos países dominados.

A religião seguia as bases dos cultos realizados pelos sumérios. Cada cidade era devota de um deus específico (ao qual se associava a sua criação e proteção), e os deuses mais importantes do panteão assírio dependiam do grau de influência de suas cidades na política interna. Assur era o principal deus assírio. Os zigurates permaneceram como o centro cultural, religioso e político das cidades assírias.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. H.W.F. Saggs: The Might That Was Assyria, pp. 290, “"A destruição do império Assírio não eliminou toda a sua população. Os assírios eram predominantemente agricultores e, dado que a região contém algumas das melhores terras para o cultivo de trigo no Oriente Médio, os seus descendentes construíram novas aldeias sobre os destroços das antigas cidades e continuam com a sua vida agrícola, mantendo as suas tradições. Depois de sete ou oito séculos de dificuldades, estas comunidades tornaram-se cristãs."
  2. http://www.jaas.org/edocs/v18n2/Parpola-identity_Article%20-Final.pdf
  3. Larsen, Mogens Trolle (2000): "The old Assyrian city-state". In Hansen, Mogens Herman, A comparative study of thirty city-state cultures: an investigation / conducted by the Copenhagen Polis Centre. P.77-89
  4. Agostinho de Hipona, Cidade de Deus, Livro XVI, Capítulo 3, Sobre as gerações dos três filhos de Noé [em linha]
  5. Gênesis 10:22
  6. I Crônicas 1:4-27

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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