Assírios

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Os assírios, também conhecidos, entre outras variantes, como Caldeus, Siríacos, cristãos assírios, cristãos siríacos, cristãos caldeus , suroye, suryoye (em turco: süryaniler; em curdo: asûrî), são um grupo étnico com origem no Crescente Fértil. Hoje, seu antigo território faz parte de vários países, mas, ao contrário do que muitos acreditam, o povo assírio não sumiu depois da queda do Império Assírio mas passou a constituir minorias étnicas sob o domínio de outros grupos desde o início da Idade Média.

Tradicionalmente têm vivido no Iraque, nordeste da Síria, noroeste do Irã e sudeste da Anatólia, na Turquia.[1] Muitos migraram para a região do Cáucaso, América do Norte e na Europa durante o século passado. A principal divisão sub-étnica situa-se entre um grupo oriental (Igreja Assíria do Oriente e os "cristãos caldeus" assírios ) e outro ocidental (jacobitas sírios).

A Diáspora e as comunidades de refugiados são baseadas na Europa (especialmente Suécia, Grã-Bretanha, Dinamarca, Alemanha e França), América do Norte, Austrália, Nova Zelândia, Líbano, Arménia, Geórgia, sul da Rússia e Jordânia. A emigração foi desencadeada por eventos tais como o Genocídio Assírio, no período da Primeira Guerra Mundial, durante a dissolução do Império Otomano, o massacre Simele no Iraque (1933), a revolução islâmica no Irã (1979) e a Operação Anfal de Saddam Hussein.[2]

Mais recentemente, a Guerra do Iraque provocou o deslocamento da comunidade assíria da região, pois os seus membros passaram a enfrentar perseguição étnica e religiosa. Segundo a Organização das Nações Unidas, de um milhão (ou mais) de iraquianos que deixaram o Iraque desde a ocupação americana, quase 40% são assírios, embora os assírios representassem apenas 3% da população iraquiana, antes da guerra.[3] [4]

Os assírios após a queda do Império[editar | editar código-fonte]

Depois da queda de Nínive, tomada pela Babilônia, os assírios passaram a ser uma minoria étnica e religiosa. No século V, mais de 153.000 assírios foram executados por Izdegerdes II, em Kirkuk, então parte do Império Sassânida.

Em meados do século VII, aconteceu a conquista árabe da região.

No século XIX, os assírios sofreriam um grande massacre, perpetrado por um emir curdo, o Massacre de Badr Khan[5] .

Durante a Primeira Guerra Mundial, em 1915, sob o Império Otomano, aconteceu o genocídio assírio, que também foi o genocídio armênio e o genocídio grego - populações cristãs vivendo na época no território otomano. O massacre foi perpetrado com a ajuda do povo curdo e com a conivência da Alemanha, então aliada do Império Otomano.

Matéria do jornal canadense Lethbridge Herald , de agosto de 1933, sobre o Massacre de Simele.

Em 1933 aconteceu o Massacre de Simele, quando morreram 600 a 3000 assírios, sob o falso pretexto de uma conspiração dos cristãos do país contra o governo e como desculpa para desviar a atenção da revolta xiita que acontecia no sul do país.[6] .

Entre 1986 e 1989 aconteceu a Operação Anfal, sob o ditador Saddam Hussein, que tinha como alvos as minorias não-árabes: curdos, shabaks, judeus, iazidis, mandeus, turcomenos iraquianos e assírios. A operação resultou na morte de 50.000 a 100.000 civis.[7] .

Muitos milhares também foram mortos durante a invasão dos Estados Unidos ao Iraque, em 2003.

Mesmo antes da invasão do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, as igrejas cristãs estavam sendo bombardeadas depois da invasão, desde 2004, com o caos e a fragmentação do país, em constante guerra civil[8] .

A política assíria é controlada pelos inimigos históricos curdos, que constantemente ocupam terras assírias [9] , violam direitos humanos da minoria assíria [10] e contam com o apoio dos Estados Unidos e Israel, sendo os aliados não árabes na região e formando o chamado "corredor curdo" entre a Turquia e o Irã.[11] .

O movimento de independência assírio reclama o norte do Iraque (região da Mesopotâmia) e terras adjacentes (nordeste da Síria, sudeste da Turquia e noroeste do Irã) continua na obscuridade, com pouco ou nenhum apoio dos aliados históricos armênios e de outros governos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. *MacDonald, Kevin. (2004-07-29). "Socialization for Ingroup Identity among Assyrians in the United States". Paper presented at a symposium on socialization for ingroup identity at the meetings of the International Society for Human Ethology, Ghent, Belgium.
  2. Naby, Eden. Documenting The Crisis In The Assyrian Iranian Community.
  3. "Assyrian Christians 'Most Vulnerable Population' in Iraq", The Christian Post. Página visitada em 2006-12-05.
  4. "U.S. Gov't Watchdog Urges Protection for Iraq's Assyrian Christians", The Christian Post. Página visitada em 2007-12-31.
  5. [1]
  6. [2]
  7. http://www.hrw.org/reports/1993/iraqanfal/
  8. http://www.aina.org/news/20080107163014.htm
  9. [3]
  10. [4]
  11. [5]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]


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