Associação Livre de Sindicatos Alemães

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A Associação Livre de Sindicatos da Alemanha (em alemão Freie Vereinigung Deutscher Gewerkschaft, FVDG) foi uma federação sindical ativa entre o fim do Império Alemão e o início da República de Weimar. Foi fundada em 1897 em Halle sob o nome de Centralização de Representantes da Alemanha (Vertrauensmänner-Zentralisation Deutschlands) como organização coordenadora a nível nacional do movimento operário alemão. Os localistas, porém, opuseram-se em parte a essa centralização e deram-se numerosos conflitos internos na organização até 1903, quando é refundada como FVDG.

Durante os primeiros anos que seguiram à sua formação, a FVDG adotou posições cada vez mais radicais, ao ponto de defender que a greve geral devia constituir a principal arma operária durante os debates que o movimento socialista alemão realizou a respeito do uso da greve. Ainda mais: considerava que a greve geral constituía o passo prévio para a revolução socialista e, consequentemente, mostrou-se cada vez mais crítica com a ação parlamentar do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD), o braço político. O aumento do conflito interno fez com que diversos membros da FVDG foram expulsos do SPD em 1908 e com que as relações entre ambas as organizações ficassem absolutamente cortadas, o que favoreceu ainda mais o sucesso das posições anarquistas e especialmente sindicalistas na FVDG.

Durante a Primeira Guerra Mundial, a FVDG rechaçou a política de colaboração - Burgfrieden - com o governo alemão que mantiveram tanto o SPD quanto outras organizações do movimento socialista alemão, mas, ao tempo, não foi capaz de organizar nenhuma resistência significativa e teve que continuar irregularmente com a sua atividade durante a guerra. Mas, imediatamente depois do início da Novemberrevolution (novembro de 1918 - agosto de 1919), a FVDG tornou-se rapidamente uma organização de massas, especialmente atraente para os mineiros do Vale do Ruhr que se opunham às políticas reformistas dos sindicatos principais. E em dezembro de 1919, a FVDG fusionou-se com diversas organizações da esquerda comunista para dar origem à União Livre de Trabalhadores da Alemanha (FAUD).

História[editar | editar código-fonte]

Precedentes[editar | editar código-fonte]

Entre 1878 e 1890, as Leis Antissocialistas aprovadas pelo Parlamento alemão proibiram todos os sindicatos socialistas e as suas atividades. Apenas algumas organizações a nível local, comunicadas por meio de intermediários e operando de modo clandestino, conseguiram sobreviver[1] . Mas com a supressão dessas leis em 1890, em 17 de novembro foi fundada uma organização coordenadora denominada Comissão Geral dos Sindicatos Alemães (GGD), cujo objetivo era recentralizar o movimento socialista nos anos seguintes. Porém, em 1892, por volta de 31.000 localistas opuseram-se a essa recentralização, visando manter algumas das mudanças que se introduziram na época de repressão: opuseram-se, por exemplo, à existência de duas organizações separadas, uma política e outra sindical, para atender questões políticas e económicas[2] . Ademais, visavam manter as suas estruturas de democracia de base, e também que a coordenação entre organizações locais se realizasse ao efeito e não por meio de uma coordenadora estabelecida como tal. Não renunciavam à social-democracia, mas consideravam-se a vanguarda do movimento social-democrata alemão.

Fundação[editar | editar código-fonte]

No Congresso de Halle de 1897, os localistas fundaram a Centralização de Representantes da Alemanha (VZD), uma organização nacional controlada por si e seguindo as condições que visavam manter à margem da GGD (a coordenadora controlada pelo SPD). Naquele Congresso houve um total de 37 delegados em representação de 6.803 membros, dois terços dos quais procediam de Berlim e Halle. E nele aprovou-se a criação de uma comissão formada por cinco pessoas, encabeçadas por Fritz Kater e estabelecida em Berlim para organizar ações políticas, ajuda e comunicações entre as organizações locais, que, de resto, mantinham a sua autonomia. Também foi fundado o semanário Solidarität, cujo nome foi modificado no ano seguinte pelo de Die Einigkeit (A Unidade)[3] .

A decisão de criar um organismo nacional deveu-se a vários factores. Em primeiro lugar, os sindicatos principais resultavam cada vez mais reformistas e centralizados. Em segundo lugar, os localistas ganharam confiança por meio da sua participação na greve operária de Hamburgo entre finais de 1896 e o início de 1897. Em terceiro lugar, a perda de afiliados na área de Berlim.

Por outra parte, as relações entre a VZD e o SPD eram ambíguas: A VZD aliara-se com o SPD para aprovar o Programa de Erfurt[4] , mas, ao tempo, o SPD era contrário à fundação da VZD e chamava os seus membros a abandonarem essa organização e unirem-se novamente num sindicato centralizado. Contudo, a VZD permanecia ligada ao SPD na medida em que o partido temia uma grande cisão no caso de rechaçar a coordenadora sindical descentralizada.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

Os primeiros anos da VZD estiveram dominados pela discussão a respeito de como organizações locais podiam financiar greves, o que remetia na realidade para a questão da autonomia dessas organizações. Originariamente, todo o apoio entre uniões locais era voluntário, mas esse sistema começou a ser cada vez mais impraticável cara a 1900 devido ao grande número de longas greves contra as quais os empregadores reagiram cada vez mais agressivamente, realizando despedimentos. Em 1899, a Comissão coordenadora sentiu-se obrigada a suportar uma greve em Braunschweig, para o qual teve que solicitar um empréstimo que foi pagado com as quotas de ingresso e com doações das uniões locais de Berlim. No ano seguinte, a Comissão mantinha uma dívida de 8.000 marcos. Uma parte da dívida foi pagada pelo SPD, e o restante pelas uniões locais[5] . Por volta de 1900, era evidente que o modelo económico do VZD devia ser modificado. Foram provados diversos sistemas de proporcionalidade e colaboração, com diferentes problemas.

Em 1903, a VZD não só modificou o seu nome pelo de Associação Livre de Sindicatos da Alemanha (FVDG), senão que também decidiu voltar ao sistema de contribuições voluntárias, que se mantiveram até 1914. A Comissão, encabeçada por Fritz Kater, encarregava-se de que as uniões locais contribuíssem tanto como pudessem, o que na prática supus ameaçar com a expulsão algumas organizações. O próprio Kater denominou isso de pequena ditadura necessária, mas, contudo, as organizações locais da FVDG mantinham uma muita maior autonomia em comparação com os órgãos locais doutros sindicatos centralizados[6] .

Radicalização e expulsão do SPD[editar | editar código-fonte]

Durante a primeira década do s. XX, a FVDG passou de ser uma federação sindical localista a converter-se numa organização sindical de tendência anarquista. O processo iniciou-se em 1903 com a morte de Gustav Keßler, o ideólogo mais destacado da FVDG - cujas ideias foram em grande parte assumidas por Raphael Friedeberg.

Nesse ano, uma disputa entre a FVDG e os sindicatos livres (centralizado) em Berlim levou a comissão do SPD a intervir para favorecer uma reunificação das duas alas do movimento sindical alemão. Durante as conversas, a FVDG chegou a diversos compromissos que causaram o rechaço de uma parte da sua base social e a saída da organização de mais de um terço dos seus afiliados. Porém, a FVDG nomeou ainda uma comissão específica para continuar as negociações com os sindicatos livres centralizados e reformistas (denominados livres por causa do fim das leis antissocialistas). A FVDG exigia aos sindicatos livres que aceitassem os seus princípios organizacionais como requisito prévio a qualquer unificação, sabendo que essa posição não era realista. Contudo, a própria FVDG tinha esperanças de que os setores mais claramente revisionistas dos Sindicatos Livres fossem expulsos do SPD durante os debates sobre as teses de Eduard Bernstein que se estavam a dar na organização política, o que, pela sua vez, podia favorecer a sua posição de força frente aos sindicatos livres. A impossibilidade de qualquer reconciliação entre ambas as correntes fez-se evidente em março de 1904.

A desilusão da FVDG a respeito do movimento social-democrata cresceu durante os debates relativos à greve geral. O tema tinha sido já discutido na FVDG em 1901, e no Congresso do SPD de 1903 em Dresden, Raphael Friedeberg propus discuti-lo. A proposta foi rechaçada pelo Congresso. Porém, no ano seguinte, a proposta de Wilhelm Liebknecht e Eduard Bernstein para discutir o tema foi aceitada - toda vez que tanto Liebknecht como Bernstein se tinham afastado das posições pró-greve geral de Friedeberg[7] . A posição de Friedeberg passava por considerar a greve geral como uma arma proletária para forçar a revolução. As posições de Liebknecht e Bernstein, porém, não admitiam o uso da greve para provocar o Estado, mas apenas como método de defesa. Mas a fação mais conservadora do Partido opus-se inclusive a esta visão.

Desde 1905, o debate radicalizou-se arredor do discurso de Friedeberg, que introduziu o conceito de psiquismo histórico à altura do materialismo histórico enunciado por Karl Marx. Até, recomendou a leitura do anarquista Piotr Kropotkin antes do que a leitura de Marx. Já no Congresso de 1906, os sindicalistas foram paralisados pelos conservadores do SPD, que conseguiram que o SPD desse ordem de paralisar qualquer tentativa de greve geral. A FVDG reagiu publicando no seu jornal, Die Einigkeit, os protocolos secretos do Congresso, o que provocou uma grande disputa com o SPD.

Antes disso, na convenção do partido de 1905, August Bebel, propus uma resolução que levasse todos os membros do SPD a aderir aos sindicatos centralizados das suas respetivas profissões. Isso obrigaria os membros da FVDG a deixar o partido ou o sindicato. A resolução foi aprovada e aplicada desde 1907. Com efeito, alguns membros da FVDG abandonaram-na para evitar serem expulsos do SPD. Na prática, isso favoreceu mais ainda as posições anarcossindicalistas da FVDG, até que, em 1908, o Congresso do SPD em Nuremberga, aprovou a incompatibilidade da dupla militância no SPD e na FVDG[8] . Arredor de dois terços dos afiliados da FVDG deixaram a organização.

Período anterior à guerra[editar | editar código-fonte]

Depois da ruptura com o SPD, a FVDG foi crescentemente influenciada pelo sindicalismo e o anarquismo francês, ao ponto de Kater chamar a Carta de Amiens de "nova revelação"[9] . Embora não existisse contato entre os intelectuais anarquistas alemães (como Gustav Landauer ou Erich Mühsam) e a FVDG, a organização também teve os seus próprios membros influentes, entre os quais destacaram Andreas Kleinlein e Fritz Köster, cujo peso cresceu desde 1908 em diante. Isso possibilitou que fundassem o jornal Der Pionier com um tom muito mais agressivo do que o Die Einigkeit. Contudo, embora estes avanços, a influência geral do anarquismo na FVDG ainda era menor - o próprio Kater se mostrava cético a respeito da ideologia anarquista.

No âmbito internacional, a FVDG foi a primeira organização em apoiar publicamente a proposta de um congresso sindical internacional lançada pela britânica Liga da Educação Sindicalista Industrial (ISEL) e pelo sindicato holandês Secretariado Nacional do Trabalho (NAS). Houve diversas dificultades para a organização do congresso, entre as quais a negativa do maior sindicato do mundo, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), na medida em que já fazia parte da Federação Internacional de Sindicatos. Embora esses problemas, o Primeiro Congresso Sindical Internacional celebrou-se em Londres entre 27 de setembro e 2 de outubro de 1913. Ademais das delegações doutros Estados, estiveram presentes em representação da FVDG Karl Roche, Carl Windhoff e Fritz Kater, que foi eleito co-presidente do Congresso junto com Jack Wills. O Congresso teve dificuldades para convir em diferentes temas, o principal dos quais era o desgaste que podiam provocar cismas posteriores no movimento operário europeu, tal como acontecera na Alemanha e nos Países Baixos. A FVDG junto com algumas organizações holandesas solicitaram que o resto de sindicatos decidissem entre sindicalismo e socialismo - enquanto os homólogos italianos, franceses e espanhóis, encabeçados por Alceste De Ambris da USI italiana, estavam mais preocupados por impedir novas rupturas. Em consequência, o Congresso estava fortemente dividido sobre a questão de se o seu propósito devia ser apenas ajudar a intensificar as relações internacionais entre os sindicatos ou se devia converter-se em passo prévio para a fundação de uma Internacional Sindicalista. As posições do primeiro grupo prevaleceram, mas o Congresso decidiu abrir uma oficina de informação, com sé em Amesterdão, e com capacidade para publicar o Boletim Internacional do Movimento Sindical[10] . O II Congresso sindical internacional não pôde ser celebrado pelo início da Primeira Guerra Mundial.

A Primeira Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Durante a preparação da Primeira Guerra Mundial, a FVDG denunciou a retórica do SPD contra a guerra como uma "farsa completa". Ao início da guerra, de facto, o SPD e a corrente sindical maioritária (centralizada) fizeram parte da Burgfrieden (trégua civil) com o Estado alemão. Segundo esse acordo, as estruturas dos sindicatos manter-se-iam intactas e o governo não retalharia os salários durante a guerra. Em troca, os sindicatos não realizaram novas greves, finalizaram as que estavam a decorrer naquele momento, e mobilizariam-se para apoiar o governo no esforço bélico. Em 1916, a Lei de Serviço Auxiliar de Guerra estabelecia uma maior e mais estreita colaboração entre a patronal, os sindicatos e o Estado.

Por enquanto, a FDVG foi a única organização sindical do país que recusou fazer parte da Burgfrieden, sustendo que o patriotismo bélico era incompatível com o internacionalismo proletário e que a guerra apenas iria trazer mais exploração. A federação inclusive criticou o acréscimo das hostilidades contra operários estrangeiros, nomeadamente polacos e italianos, que trabalhavam na Alemanha. Chegou até a negar o conceito de nação e de identidade nacional invocados como suporte moral da guerra, e defendeu que a guerra entre Estados colidia frontalmente com o materialismo histórico pelo qual as massas deviam combater pelos seus interesses e não pelo Estado.

Depois de Fritz Kater e Max Winkler reafirmarem o antimilitarismo sindical na edição de 5 de agosto de 1914 de Der Pionier, o jornal foi encerrado. Três dias mais tarde, Die Einigkeit criticou a participação do SPD na guerra, e foi suprimido também. Rapidamente, a FDVG reagiu fundando um novo semanário, o Mittelungsblatt, que foi encerrado também em junho de 1915 e que levou novamente a FDVG a fundar um novo órgão, o Rundschreiben, que sobreviveu até maio de 1917. Nos primeiros dias da guerra, arredor de 30 ativistas do FDVG em Colónia, Elberfeld, Düsseldorf e Krefeld foram arrestados. A pressão do governo contra o FVDG foi crescente, paralisando a maior parte das suas atividades. Ademais, a metade dos operários da construção de Berlim, a união mais grande da federação, foram obrigados a servir no exército. Noutros lugares, todos os afiliados da FVDG foram mobilizados para o combate. Em consequência, o único que a FVDG pôde fazer foi trabalhar para manter as suas estruturas vivas durante a guerra; além de denunciar publicamente a Burgfrieden, poucas ações mais podiam ser desenvolvidas embora o apoio internacional que a própria federação recebeu doutras organizações antimilitaristas, como o NAS holandês, alguns sindicatos espanhóis, suecos e daneses, e fações minoritárias da CGT francesa e da USI italiana.

Porém, dado que a guerra não terminava, crescia também o fastio na Alemanha, e as primeiras greves desde o início da campanha bélica surgiram a partir de 1915, cada vez com mais frequência e magnitude. O trabalho dos sindicatos centralizados como paralisadores da mobilização social em função da Burgfrieden originou conflitos internos, e esses sindicatos começaram a perder afiliados. Ao mesmo tempo, os deputados do SPD no Reichstag dividiram-se por causa do seu apoio continuado à guerra. E a Revolução de Fevereiro na Rússia foi interpretada pela FVDG como uma expressão do desejo popular de paz e como uma mostra do poder da greve geral como passo prévio à revolução. Dado que o seu jornal, Rundschreiben não tinha permitido falar da Revolução russa de Outubro, foi também encerrado naquele momento[11] .

Revolução de Novembro e refundação como FAUD[editar | editar código-fonte]

Em 14 de dezembro de 1918, Fritz Karter começou a editar Der Syndikalist em Berlim. Entre 26 e 27 desse mês, organizou uma conferência a que acudiram 33 delegados de 43 uniões locais. Nessa conferência falou-se das dificuldades para o movimento sindical e do modo como a FVDG não tinha modificado o seu programa, senão que mantinha os seus princípios internacionalistas e anarquistas. Os delegados presentes afirmaram o seu rechaço do parlamentarismo e recusaram-se a participar na Assembleia Nacional de Weimar.

Na primavera de 1919, Karl Roche escreveu uma nova plataforma para a FVDG intitulada "O que querem os sindicalistas? Programa, objetivos e meios da Associação Livre de Sindicatos da Alemanha" (Was wollen die Syndikalisten? Programm, Ziele und Wege der 'Freien Vereinigung deutscher Gewerkschaften). Nela, além de repetir os princípios anteriores à guerra, criticou a participação na democracia eleitoral e pediu o estabelecimento de uma ditadura do proletariado, posição que compartiam o recentemente criado Partido Comunista da Alemanha (KPD) e os Comunistas Internacionalistas da Alemanha (IKD). Entre novembro de 1918 e o início de 1919, a FVDG tornou-se um dos agentes principais da greve do Vale do Ruhr, e em 1 de abril de 1919, deu começo uma greve geral apoiada pela FVDG, o KPD e o Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD) que provocou o colapso dos sindicatos centralizados que aderiram à Burgfrieden e permitiu que a FVDG expandisse rapidamente as suas uniões locais, nomeadamente na região industrial do Ruhr, ganhando uma filiação massiva.

O fim da colaboração entre a FVDG e os partidos comunistas na região do Ruhr produziu-se quando Paul Levi - um comunista antissindicalista - chegou à presidência do KPD em março. Ao tempo, Rudolf Rocker, de tendência comunista-anarquista e seguidor de Kropotkin, e Augustin Souchy, seguidor de Gustav Landauer, aderiram à FVDG, ganhando rapidamente peso na organização e conseguindo opor-se desde o anarquismo à colaboração com os comunistas do KPD[12] .

Não obstante, as seções da FVDG em Renânia e Vestfália formaram, junto com os comunistas de esquerda, a União Livre de Trabalhadores (FAU) em setembro de 1919. Os membros da FVDG eram a maioria[13] , o que levou o resto da FVDG a completar a unificação aderindo a nível nacional. No XII Congresso da federação, celebrado entre 27 e 30 de dezembro, a FDVG converteu-se oficialmente na União Livre de Trabalhadores da Alemanha (FAUD). A maior parte dos comunistas que permaneciam na FVDG abandonaram a nova organização para integrar-se na União Geral de Trabalhadores da Alemanha (AAUD), fundada em fevereiro de 1920, o que propiciou que Rudolf Rocker se evidencia-se como figura de referência anarcossindicalista e que a FAUD se tornasse uma organização puramente anarquista, chegando a rechaçar a ditadura do proletariado e outras ideias e termos marxistas.

Outros artigos[editar | editar código-fonte]


Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bock, Hans-Manfred. Syndikalismus und Linkskommunismus von 1918 bis 1923: Ein Beitrag zur Sozial- und Ideengeschichte der frühen Weimarer Republik (em German). Darmstadt: Wissenschaftliche Buchgesellschaft, 1993. ISBN 3-537-12005-1
  • Bock, Hans-Manfred. (1989). "Anarchosyndikalismus in Deutschland. Eine Zwischenbilanz" (em German). Internationale wissenschaftliche Korrespondenz zur Geschichte der deutschen Arbeiterbewegung 25: 293–358. ISSN 0046-8428.
  • Bock, Hans Manfred. Revolutionary Syndicalism: an International Perspective. [S.l.]: Scolar Press, 1990. 59–79 p. ISBN 0-85967-815-6
  • Fricke, Dieter. Die deutsche Arbeiterbewegung 1869-1914: Ein Handbuch über ihre Organisation und Tätigkeit im Klassenkampf (em German). Berlin: Dietz Verlag, 1976.
  • Müller, Dirk H.. Gewerkschaftliche Versammlungsdemokratie und Arbeiterdelegierte vor 1918: Ein Beitrag zur Geschichte des Lokalismus, des Syndikalismus und der entstehenden Rätebewegung (em German). Berlin: Colloqium Verlag, 1985a. ISBN 3-7678-0650-9
  • Müller, Dirk H.. The Development of Trade Unionism in Great Britain and Germany, 1880-1914. [S.l.]: George Allen & Unwin, 1985b. 239–249 p. ISBN 0-04-940080-0
  • Pierson, Stanley. Marxist intellectuals and the working-class mentality in Germany, 1887-1912. Cambridge, Ma: Harvard University Press, 1993. ISBN 0674551230
  • Rübner, Hartmut. Freiheit und Brot: Die Freie Arbeiter-Union Deutschlands: Eine Studie zur Geschichte des Anarchosyndikalismus (em German). Berlin/Cologne: Libertad Verlag, 1994. ISBN 3-922226-21-3
  • Schönhoven, Klaus. The Development of Trade Unionism in Great Britain and Germany, 1880-1914. [S.l.]: George Allen & Unwin, 1985. 219–235 p. ISBN 0-04-940080-0
  • Schuster, Dieter (2000). Chronologie der deutschen Gewerkschaftsbewegung von den Anfängen bis 1918 (em german). Página visitada em October 11, 2006.
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  • Vogel, Angel. Der deutsche Anarcho-Syndikalismus: Genese und Theorie einer vergessenen Bewegung (em German). Berlin: Karin Kramer Verlag, 1977. ISBN 3897560706
  • Westergard-Thorpe, Wayne. (1978). "Towards a Syndicalist International: The 1913 London Congress". International Review of Social History 13: 33–78. ISSN 0020-8590.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Vogel 1977, pg. 39 e Schönhoven 1985, pg. 220.
  2. Vogel 1977, pg. 46–47.
  3. Müller 1985a, pg. 140–145, 148; Bock 1990, pg. 60; Müller 1985b, pg. 245.
  4. Müller 1985a, pg. 141.
  5. Müller 1985a, pg. 146–147
  6. Müller 1985a, pg. 151–155
  7. Müller 1985a, pg. 179–180.
  8. Müller 1985a, pg. 186-187 e Vogel 1977, pg. 59–60
  9. Bock 1967, pg. 31–32.
  10. Westergard-Thorpe 1978, pg. 35–37, 55, 57–59, 65–66, 70, 74.
  11. Thorpe 2000, pg. 208–209.
  12. Bock 1967, pg. 118–120.
  13. Bock 1967, pg. 134