Assurbanipal

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Assurbanipal durante uma caçada.
A morte de Assurbanipal
quadro de Eugène Delacroix.

Assurbanipal (c. 690 a.C. - 627 a.C.) foi o último grande rei dos assírios. No seu reinado (por volta de 668 - 627 a.C.), a Assíria se tornou a segunda potência mundial. Seu império incluía Babilônia, Pérsia, Síria e temporariamente também o Egito[1].

[editar] Biografia

Assurbanipal era filho de Esarhaddon (ou Asarhaddão), morto por volta de 669 a.C., tentando reconquistar Mênfis, a capital egípcia que se rebelara após a conquista. Após a morte de Assaradão, o império assírio foi dividido: seu irmão Chamás-Chum-Uquim reinou sobre a Babilônia e Assurbanipal, o restante do império. Mênfis foi reconquistada e o domínio assírio cresceu para o sul do Egito, até Tebas. Chamás-Chum-Uquim, por volta de 652 a.C., atacou uma tropa de Assurbanipal, perto da Babilônia.

Iniciou-se uma guerra civil, só terminada após 3 anos de cerco da Babilônia. Finalmente, Chamás-Chum-Uquim morreu no seu próprio palácio e Assurbanipal deu-lhe um funeral digno, e vingou-se dos outros rebeldes:

"Eu alimentei com seus cadáveres, cortados em pedaços pequenos, cães, porcos, abutres, águias, os pássaros do céu e os peixes do oceano".

Após isso, Assurbanipal atacou um antigo protegido, o rei de Elam, que aceitou suborno de Chamás-Chum-Uquim. A guerra com os elamitas foi longa e, em 639 a.C., os assírios venceram a última batalha. Toda a região de Elam foi destruída e a capital saqueada. O zigurate de Susa foi destruído e os templos, profanados e saqueados.

Foi o momento em que era maior o império assírio, mas nunca este império foi, ao mesmo tempo, tão forte e tão fraco, com o Elam destruído, a Babilônia devastada, pequena parte da população a seu favor, fenícios cheios de ódio pelos assírios, tendo os gregos como rivais e como vassalos príncipes assírios pouco confiáveis e, além do mais, seu exército cansado após quase um século de guerras.

Depois de sua morte, o império decaiu e nunca mais recuperou o esplendor.

Assurbanipal vangloriava-se de seus feitos sangrentos, mas, apesar da sua ferocidade, é mais lembrado como o estudioso que criou a grande Biblioteca de Ninive, com uma coletânea com obras em escrita cuneiforme, hoje responsável pela maior parte do que se sabe dos povos da Mesopotâmia. Esta biblioteca continha milhares de textos (crônicas, cartas reais, decretos, religião, mitos, e muitos outros) escritos em tabuinhas de barro cozido.

Antecessor:
Esarhaddon
Rei de Assíria:
41 anos
Sucessor:
Sinsariscum, entre outros filhos

Referências

  1. Assurbanipal, pag. 169 - Grande Enciclopédia Universal - edição de 1980 - ed. Amazonas
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