Atalaia (Alagoas)

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Município de Atalaia
"Reduto dos palmarinos
Cidade-mãe de Capela, Cajueiro, Viçosa."
Bandeira de Atalaia
Brasão de Atalaia
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 2 de fevereiro
Fundação 1697, por Domingos Jorge Velho
Gentílico atalaiense
Lema Governando Para Todos!
Prefeito(a) José Lopes de Albuquerque,

(Zé do Pedrinho) (PSD)
(2013–2016)

Localização
Localização de Atalaia
Localização de Atalaia em Alagoas
Atalaia está localizado em: Brasil
Atalaia
Localização de Atalaia no Brasil
09° 30' 07" S 36° 01' 22" O09° 30' 07" S 36° 01' 22" O
Unidade federativa  Alagoas
Mesorregião Leste Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Mata Alagoana IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Pilar, Capela, Boca da Mata, Pindoba e Maribondo
Distância até a capital 48 km
Características geográficas
Área 531,983 km² [2]
População 44 379 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 83,42 hab./km²
Clima tropical quente e úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,594 baixo PNUD/2000[4]
PIB R$ 202 285,031 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 897,37 IBGE/2008[5]
Página oficial

Atalaia é um município brasileiro do estado de Alagoas, de economia predominantemente agrícola (cana-de-açúcar). Localiza-se a uma latitude 09º30'07" sul e a uma longitude 36º01'22" oeste, estando a uma altitude de 54 metros. Sua população estimada em 2004 era de 41 572 habitantes.

Localização[editar | editar código-fonte]

A cidade fica a 48 km da capital do estado, Maceió. Tradicional cidade alagoana, Atalaia tem sua história marcada não somente pelo episódio da destruição do Quilombo dos Palmares, mas também pelo fato de, em suas terras, ter surgido a primeira usina de açúcar de Alagoas, uma das maiores do Brasil, em sua época: A Usina Brasileiro.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

Há duas hipóteses para a origem do nome "Atalaia". A primeira afirma que o nome se deve ao fato de que as tropas comandadas por Domingos Jorge Velho, contratado para destruir o Quilombo dos Palmares ficavam de "atalaia" (vigilância). Porém, essa hipótese não é bastante aceita pelos historiadores, pois o nome do município foi dado por D. José I somente em 1764, em homenagem, provavelmente ao Visconde de Atalaia, fidalgo português muito amigo de D. José I. Esta é a hipótese mais aceita. Contribui para isso o fato de que Atalaia começou a ser povoada por volta de 1692, tendo tido como primeiro nome Arraial dos Palmares. Portanto, até o ano de 1764, não há menção nos registros históricos do nome Atalaia.

História[editar | editar código-fonte]

A ocupação das terras onde hoje situa-se o município iniciou-se por volta de 1692 por Domingos Jorge Velho, bandeirante paulista contratado pelo então Governador da Província de Pernambuco Fernão de Souza Carrilho para destruir o Quilombo dos Palmares. Domingos Jorge Velho havia recebido do governo português a promessa de uma sesmaria (seis léguas de terra), como recompensa pela destruição do Quilombo dos Palmares. Com a destruição de Palmares, e a consequente morte de Zumbi dos Palmares, em 20 de novembro de 1695 o bandeirante esperou o cumprimento da promessa, e se estabeleceu no atual bairro da Cidade Alta, de onde ficava de vigilância (atalaia), durante a luta contra os negros palmarinos. O bandeirante batizou a nova povoação de Arraial dos Palmares.

Lá, por volta de 1697, Domingos Jorge Velho mandou construir a Capela de Nossa Senhora das Brotas - a primeira edificação de Atalaia - santa que considerava como sua protetora. Esta é ainda hoje a padroeira de Atalaia. Para tentar agradar à Coroa Portuguesa, Domingos Jorge Velho lhe envia carta comunicando o desejo de que a povoação iniciada por ele passasse a se chamar Vila Real de Bragança, para que a mesma ficasse sob a proteção da Casa de Bragança, para que mais rápido se desenvolvesse. Porém, o pedido foi negado por D. José I. No final de 1700, Domingos Jorge Velho morre sem, no entanto, receber da Coroa Portuguesa o decreto de doação da sesmaria. Apesar do crescimento da povoação, o Arraial dos Palmares não era reconhecido pelas autoridades. Somente em 12 de março de 1701, o Governador da Província de Pernambuco recebe Carta Régia determinando a criação oficial do arraial, porém com o nome de Arraial de Nossa Senhora das Brotas. No entanto, este nome não caiu no gosto dos habitantes, permanecendo os habitantes utilizando a denominação Arraial dos Palmares. Somente em 1716, os filhos e a esposa de Domingos Jorge Velho recebem o decreto que doa a sesmaria onde hoje localiza-se Atalaia, como recompensa pela destruição dos Palmares.

Durante o governo do 10.° Ouvidor da Província de Alagoas, Manuel Álvares, os habitantes do Arraial dos Palmares, por seu intermédio, solicitaram ao governo português a elevação do arraial à categoria de vila. D. José I atendeu em parte às reivindicações da população, elevando o Arraial dos Palmares à categoria de vila, porém, com o nome de Vila de Atalaia, em homenagem ao Conde de Atalaia, seu amigo particular. Este decreto data de 1 de fevereiro de 1764, considerada a data de sua fundação. Foi a quarta vila criada em Alagoas, depois de Porto Calvo, Marechal Deodoro (antiga Alagoas) e Penedo.

Em 5 de março de 1891 Atalaia é elevada à categoria de cidade, pelo governador Manuel de Araújo Góes.

Administrações[editar | editar código-fonte]

Esta é uma lista de prefeitos de Atalaia.

Nome Partido Início do mandato Fim do mandato Observações
Francisco Guilherme Bittencourt Intendente
Ernesto Lopes de Vasconcelos 1926 1928 Prefeito eleito
José Lopes Duarte PSD 1945 Interventor estadual
Luiz Augusto da Rocha Tenório 1956 1959 Prefeito eleito
José Lopes de Albuquerque

Zé do Pedrinho

MDB 1983 1988 Prefeito eleito
Francisco Luiz de Albuquerque,

Chico Vigário

MDB 1989 1993 Prefeito eleito
Aluísio Lopes 1º de janeiro de 1993 31 de dezembro de 1996 Prefeito eleito
Sebastião Pereira Acioli,
Sebastião Batalha
1º de janeiro de 1997 31 de dezembro de 2000 Prefeito eleito
José Lopes de Albuquerque,
Zé do Pedrinho
PDT 1º de janeiro de 2001 31 de dezembro de 2004 Prefeito eleito
3 Francisco Luiz de Albuquerque,
Chico Vigário
PTB 1º de janeiro de 2005 31 de dezembro de 2008 Prefeito eleito
Francisco Luiz de Albuquerque,
Chico Vigário
PTB 1º de janeiro de 2009 31 de dezembro de 2012 Prefeito reeleito
Manoel da Silva Oliveira,

Professor Mano

PTB 1º de janeiro de 2013 21 de Setembro de 2014 Prefeito eleito
José Lopes de Albuquerque,

Zé do Pedrinho

PSD 22 de Setembro de 2014 Atual prefeito Atual

Presidente da Câmara de Vereadores: Maria Ferreira Cavalcante (2009-2012)(2013-2016).

Usina Brasileiro[editar | editar código-fonte]

O desenvolvimento da economia açucareira alagoana aumentou em 1892, com a construção da 1ª usina de açúcar em Alagoas – a Usina Brasileiro – instalada no município de Atalaia, por uma firma particular e sem a ajuda do governo. Seu fundador foi o francês Baron du Saint Siége Félix Eugène Wandesmet, o Barão de Vandesmet, e como era conhecido. Félix Wandesmet era Cônsul da França no Brasil. Dono de grande poder econômico construiu a usina em Atalaia ao mesmo tempo em que construía no Pilar uma destilaria de álcool, cuja matéria prima – o mel – era fornecida pelos engenhos de açúcar daquele município e de Atalaia.

Além de possuir grande tino administrativo era o industrial francês um inovador, criador de novas técnicas. Foi o primeiro a usar em Alagoas a irrigação de fazendas através de motor a gás pobre (lenha). Instalou um telefone à manivela para a sua comunicação entre a usina e Atalaia. Introduziu em Alagoas as variedades de cana de açúcar: Demerara, Barbados e White Transparent. Teve a usina várias denominações “Usina Brasileiro Félix Wandesmet” desde a sua fundação até 21 de outubro de 1922, quando passou a se chamar “Usina Brasileiro Wandesmet & Cia”. A sua primeira moagem se deu a 18 de janeiro de 1892, debaixo de grande regozijo para uns e tristezas para outros – os Senhores de Engenhos – que viram ruir de repente o seu poderio, tornando-se destarte, simples fornecedores.

A sua instalação primitiva coube à responsabilidade do mecânico João Siqueira, pai dos jornalistas atalaienses Valdir e Valmir Calheiros de Siqueira. Montada inicialmente com um motor de 90 HP e 8 turbinas, sofreu reformas em 1905 passando a moendas de tríplice pressão – três motores de explosão a óleo diesel, de fabricação inglesa (Blackstone) e dois de fabricação tcheca, (Esokad) comprados a COTRIMONTE. A instalação destes motores coube ao mecânico João Monteiro Malheiros, conhecido por João Dezenove, por ter perdido um dedo da mão por acidente.

Na primeira moagem a safra foi de 4.000 sacas de açúcar, atingindo posteriormente a mais de 300.000. O açúcar seguia para o Pilar, e daí, em embarcações lacustres, para o porto de Maceió. Moeu pela última vez na safra de 1957/58 com uma produção de 36.562 sacas de açúcar demerara e 700 de açúcar cristal. O local onde foi instalada a usina, a menos de dez quilômetros da cidade, tornou-se um grande centro populoso, na época, e até se tornou ponto turístico, pois muitos vinham ver a “usina do francês” ou a “industria do Barão”. A localidade possuía uma feira livre aos sábados e domingos que atraia comerciantes de outros municípios.

O progresso desta usina foi tão grande no tempo do seu fundador que foi considerada a de maior produtividade, na época em todo país. O entusiasmo do Barão dinamizou a vida socioeconômica e cultural de Atalaia. As festas natalinas que ali se realizavam atraiam gente de quase todo Estado. Os vagões de trem da usina eram postos à disposição para o seu transporte. Neste período o folclore em Atalaia tomou grande impulso, vivendo a sua fase áurea, especialmente o guerreiro, a chegança, a cavalhada e pastoril. Morreu Félix Vandesmet em 1932, na usina Brasileiro.

Com a morte do Barão a usina passou a ser administrada por Paulo Decapot e o engenheiro Oscar Berard, sendo dois dos seus seis filhos, Malembranche e Agenor Berard Carneiro da Cunha, os maiores mandantes. Em 1933, Oscar Berard, já dono da Usina Rio Branco (União Agrícola Usina Rio Branco), conhecida por Usina Estrada Branca, por ficar situada no povoado Estrada Branca, deste município, comprou a Usina Brasileiro. Em 1941, Grupo Celso Piat e Carlos Piat compra a Usina Brasileiro. Não safrejou nem uma vez nas mãos deste grupo; havia muitos credores e a negociação ficou pendente. Em 1942, entra em litígio. Em 1965, os Berard requerem ação de sequestro e a justiça concedeu, nomeando um depositário judicial, o Sr. Antonio Carlos de Morais. O Banco do Brasil foi um dos seus grandes credores depositários.

Em 1º de dezembro de 1933 passa a usina às mãos dos Berard e a firma muda para Usina Brasileiro Oscar & Cia”e em 1941 já em poder do Grupo Piat, denominou-se “Usina Brasileiro de Açúcar e Álcool S.A.” com o qual chegou a seu fim em 1958. Conta-se que logo após a morte do Barão as coisas mudaram para os operários. Eles passaram a ser mal remunerados e demitidos em massa. Um destes sofredores vaticinou: “de agora em diante esta usina há de crescer como borracha no fogo, e o seu telhado há de ser coberto de mato”. Além da Usina Brasileiro, Atalaia possui outras cinco usinas açucareiras: a Usina Uruba, fundada em 1907 pela Família Peixoto, vendida em 1976 para o Grupo João Lyra, é a única ainda em funcionamento no município; a Usina Ouricuri, no povoado de mesmo nome, fundada em 1921, pertencia a tradicional família Tenório, faliu em 1991; a Usina Vitória do Cacaú, da família Morais, em 1956, moeu apenas por duas safras; as Usinas São José e Rio Branco, dos irmão Decaport, que fecharam as usinas quando compraram a Usina Brasileiro.

Acervo histórico[editar | editar código-fonte]

Atalaia, por ter sido um dos primeiros núcleos populacionais de Alagoas, possui importante acervo histórico, como a Capela de São José (antiga Capela de Nossa Senhora das Brotas), primeira edificação construída em Atalaia por Domingos Jorge Velho em 1697, a imponente Igreja Matriz de Nossa Senhora das Brotas, construída por Domingos Jorge Velho em 1701 com suas imagens antigas e seu altar-mor belíssimo, a Casa Grande da Fazenda Jardim das Lajes, a Praça do Bi-Centenário, as ruínas da Usina Brasileiro - primeira usina de Alagoas -, da Usina Ouricuri, Vitória do Cacaú, e o casario histórico da Avenida Barão José Miguel, no centro da cidade, e na Rua de Cima, no bairro da Cidade Alta.

Famílias tradicionais atalaienses[editar | editar código-fonte]

Atalaia é terra de tradicionais famílias alagoanas como: Medeiros, Calheiros, Casado, Acioli & Acioly, Uchoa Lopes de Omena, Miranda, Lyra, Albuquerque, Tenório, Vieira da Costa,Mendonça, Lopes, Morais, Azevedo Morais, Melo, Fernandes, Nonô da Silva, Rocha, Maia e Fidélis de Moura (Esta última família é tradicional em Pindoba, município que já fez parte de Atalaia). É terra de figuras ilustres como o José Miguel de Vasconcelos, Barão de Parangaba e Ex-Governador de Alagoas (Fazenda Jardim das Lajes ainda em posse dos descendentes) seu Filho Dr: João Carlos de Albuquerque que foi Prefeito de Atalaia,Senador da Republica e Deputado Estadual seu Filho que levou seu nome Dr: João Carlos de Albuquerque Filho que foi Deputado Estadual e presidente da (COAP) e (ASPLANA) ,o ex-senador Nelson Tenório de Oliveira, o atual senador João Tenório, o ex-deputado estadual e ex-prefeito José Lopes Duarte (Zeca Lopes), os ex-deputados federais Aloísio Nonô (pai do vice-governador e ex-deputado federal José Thomaz Nonô), e Abrahão Moura, e do jogador de futebol Aloísio Chulapa.

Atualmente[editar | editar código-fonte]

Continua se constituindo numa importante cidade alagoana. Tem uma população de 16.598 habitantes na zona urbana e mais 35.044 na zona rural. Nos últimos anos perdeu duas importantes fontes de geração de emprego e renda: a Comesa (siderúrgica) pertencente ao grupo Gerdau, a Usina Ouricuri (açúcar e álcool), a Cerâmica da Porangaba, uma das maiores produtoras de tijolos e telhas do estado, e a CORAL (Couro de Alagoas S/A). O município tem tentado atrair algumas indústrias nos últimos anos, Mais por ambição dos atuais políticos de Atalaia a cidade passa pela sua maior crise da sua Historia,Após a cassação do Professor Mano , Atalaia tentar sair de sua maior crise em toda sua Historia com o novo Prefeito José Lopes de Albuquerque (Zé do Pedrinho) , o então Prefeito de Atalaia o Zé do Pedrinho encontrar a Cidade Falida , para Descobrir o que aconteceu de verdade o prefeito faz a Maior Auditoria da Historia da Cidade  , (Atualmente)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
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