Ataque à Ilha de Makin

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Ataque à Ilha de Makin
Guerra do Pacífico
Nautilus Makin Raid.jpg
Marines americanos retornando a Pearl Harbor, Havaí em 26 de agosto de 1942, abordo do submarino Nautilus depois do ataque à ilha de Makin
Data 17-18 de agosto de 1942
Local Ilha de Makin (Butaritari)
Desfecho Vitória dos Estados Unidos
Combatentes
US flag 48 stars.svg Estados Unidos Japão Império do Japão
Comandantes
US flag 48 stars.svg Chester Nimitz,
US flag 48 stars.svg Evans Carlson
Japão Kōsō Abe,
Japão Kanemitsu
Forças
211 soldados 83–160 soldados, 12 aéronaves, 2 navios pequenos
Baixas
19 mortos,
9 capturados (e depois executados)
2 desaparecidos
16 feridos
Todos os soldados foram mortos (ca. 160)
2 hidroaviões derrubados
2 navios afundados[1]

O Ataque à Ilha de Makin (chamado pelos americanos de Makin Island raid), ocorrido entre 17 e 18 de agosto de 1942, foi um ataque coordenado pelo Corpo de Fuzileiros Americano (USMC) contra a Ilha de Makin (também conhecida como Butaritari) no Oceano Pacífico, que era controlado por uma guarnição do Exército Imperial Japonês. O objetivo era destruir quaisquer instalações japonesas na ilha, além de capturar prisioneiros para interrogatório, obter informações sobre as Ilhas Gilbert e distrair os japoneses e tirar sua atenção dos desembarques Aliados em Guadalcanal e em Tulagi.

Preparações e organização[editar | editar código-fonte]

O ataque foi um dos primeiros desempenhados pelos americanos na Segunda Guerra. Os outros foram o ataque a Nova Guiné pela 32ª e pela 41ª Divisão de Infantaira americana, a Campanha de Guadalcanal realizada pela 1ª Divisão de Fuzileiros e pela 23ª Divisão de Infantaria, e o ataque da 9ª e da 3ª Divisões de Infantaira e da 2ª Divisão de Blindados ao Norte da África.

A força de ataque veio do 2º Batalhão Raider, dos chamados Marine Raiders, a Elite do USMC, e foi dividido em seis grupos de rifles. Por causa do espaço limitado nos barcos, cada grupo não levava uma secção de seus rifles. O Quartel-general do Batalhão, a Companhia A e 18 homens da Companhia B (totalizando 121 soldados) embarcaram no USS Argonaut e o restante da Companhia B (Totalizando 90 homens) embarcaram no USS Nautilus. O grupo de ataque foi designado Task Group 7.15.[2]

Execução do ataque[editar | editar código-fonte]

Makin visto pelo USS Nautilus

Os fuzileiros deixaram o submarino perto da meia-noite de 17 de agosto e se dirigiram para a ilha em pequenos barcos. Chovia e ventava perto da costa o que dificultava a empreitada e todos os barcos acabaram apresentando problemas com seus pequenos motores, forçando assim os soldados a remar até a costa.

Os Raiders desembarcaram as 05:30h e rapidamente aniquilaram o inimigo, estimado em 83 ou até 160 homens. Durante a luta, o sargento Clyde A. Thomason foi morto enquanto liderava um ataque a uma posição japonesa. Thomason foi postumamente condecorado com a Medalha de Honra por suas ações e acabou sendo o primeiro Marine americano a receber tal honra durante a Segunda Guerra.[3]

Evacuação dos Raiders[editar | editar código-fonte]

Os Raiders evacuaram a ilha nos mesmos dois submarinos em que vieram. Os fuzileiros americanos sofreram 18 baixas e 12 marines desapareceram. Dos 12 homens desaparecidos, um foi depois encontrado morto e incluido nas 18 baixas. Dos outros onze desaparecidos, nove foram inadvertidamente deixados para atrás ou retornaram a ilha no dia da retirada. Eles foram então capturados e levados para o Atol de Kwajalein e executados pelos japoneses.[4] Os dois fuzileiros remanescentes desaparecidos nunca foram encontrados.

Conclusões[editar | editar código-fonte]

Carlson reportou que ele pessoalmente contou 83 corpos de japoneses mas estimou as baixas do inimigo em 160 mortos, baseados em relatórios feitos pelos nativos de Makin com quem ele falou. Outros janoneses podem ter sido mortos quando os dois navios foram afundados ou na queda dos dois aviões. Morison disse que 60 japoneses morreram enquanto procuravam um barco.

Apesar do sucesso dos Marine Raiders em eliminar toda a guarnição japonesa estacionada na ilha, o ataque falhou em conquistar seus objetivos materiais. Nenhum prisioneiro foi feito e nenhuma informação importante foi adquirida. E, acima de tudo, os japoneses não desviaram nenhuma tropa ou recursos de sua base nas Ilhas Salomão para tentar manter a ilha. De fato, devido a vunerabilidade demonstrada por suas tropas nas Ilhas Gilbert posto em evidencia após o ataque, os japoneses fortificaram suas posições e prepararam melhor suas defesas nas ilhas do pacifico central, contribuindo assim para as enormes perdas sofridas pelas forças americanas nas batalhas durante a grande campanha nas Ilhas Gilbert e Marshall. Contudo, o ataque foi muito importante para levantar o moral das forças armadas americanas e também para mostrar o valor dos Raiders.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. (Morison, Coral Sea, Midway, and Submarine Actions, p. 235–241).
  2. Rottman (2005). Págs 59–60.
  3. Rottman (2005). Págs 60–61.
  4. 58 anos depois do ataque, confirmou-se que 19 Marines foram encontrados e identificados na Ilha de Makin.
  5. Pearl Harbor To Guadalcanal, History Of The Marine Corps Operations In World War II, Volume I, p. 284.