Ataques a missões diplomáticas dos Estados Unidos em 2012

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Ataques a missões diplomáticas dos Estados Unidos em 2012
Manifestantes protestando contra o filme Innocence of Muslims no Bahrein.
Local Cairo, Egito
Bengasi, Líbia
Sana, Iêmen
Helmand, Afeganistão;
e outros locais no mundo islâmico.[1]
Data 11 de setembro de 2012 (Líbia)
11 de setembro de 2012 (Egito)
13 de setembro de 2012 (Iêmen)
14 de setembro de 2012 (Tunísia, Líbano e Sudão)
Tipo de ataque Manifestação, distúrbio, ciberativismo
Mortes 14 (Líbia)
1 (Iêmen)
2 (Afeganistão)
Feridos 2 (Líbia)
70 (Egito)
5 (Iêmen)

Ataques a missões diplomáticas dos Estados Unidos em 2012 foram um conjunto de ataques realizados contra embaixadas e consulados dos Estados Unidos no Egito, Líbia, Tunísia, Sudão e Iêmen, a partir de 11 de setembro de 2012, causados por protestos religiosos contra a divulgação na mídia do filme Innocence of Muslims, considerado blasfemo contra Maomé pelos muçulmanos.[2]

As missões atacadas foram a embaixada norte-americana no Cairo, o consulado em Bengasi e a embaixada em Sana, no Iêmen. No ataque à embaixada no Cairo, muros foram escalados e bandeiras dos Estados Unidos queimadas e trocadas por bandeiras islâmicas negras. Na Líbia, o consulado foi atacado com armas de fogo leve e lança-granadas, que incendiaram o prédio e causaram a morte do embaixador Christopher Stevens[3] e mais 14 pessoas, funcionários da embaixada e policiais líbios. O ataque foi considerado um plano realizado por integrantes da Al-Qaeda, embora há quem acuse os remanescentes do regime kadhafista.[4] [5]

No Egito, manifestantes pintaram uma mensagem nas paredes da embaixada, que tem uma estrutura de uma fortaleza e encontra-se perto da Praça Tahrir, onde os egípcios se rebelaram contra Mubarak, que expressava o seguinte: "Se sua liberdade de expressão não tem limites, nossa liberdade de ação tampouco terá".[6]

Em 13 de setembro, manifestantes atacaram a embaixada americana no Iêmen, invadindo o complexo diplomático, incendiando carros estacionados, até serem expulsos por jatos de água e bombas de gás lacrimogêneo.[7] No mesmo dia, os protestos se espalharam pela região do Oriente Médio, com manifestações na Faixa de Gaza, em frente à embaixada dos EUA em Tel Aviv,[8] e em Teerã, no Irã, em frente à embaixada da Suíça, que representa os interesses norte-americanos no país.[9]

Em 14 de setembro, novo ataque ocorreu, desta vez contra a embaixada em Túnis, na Tunísia, onde três homens morreram após pular os muros do edifício incendiando árvores e quebrando janelas. Uma escola americana também foi incendiada na cidade. Protestos no Líbano também deixaram dois mortos e em Cartum, no Sudão, além da representação dos Estados Unidos, ainda foram atacadas as missões da Alemanha, que foi incendiada, e do Reino Unido.[10] Após os incidentes no Sudão e na Tunísia, o governo norte-americano determinou a retirada de familiares e de funcionários não essenciais das embaixadas nas capitais dos dois países.[11]

Mapa dos protestos:
  Confrontos violentos
  Manifestações
  Protestos menores

Mapa dos ataques[editar | editar código-fonte]

Ataques a missões diplomáticas dos Estados Unidos em 2012 (Oriente Médio)
Localização das missões diplomáticas atacadas e outros locais de protesto. Mapa interativo mais completo.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

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