Ataraxia

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Ataraxia (Ἀταραξία "tranquilidade") é um termo grego usado por Pirro e Epicuro para um estado mental caracterizado pela ausência de preocupação, acompanhada de lucidez.

Para os epicuristas, a ataraxia era sinônimo da única verdadeira felicidade possível para uma pessoa. Significa o estado de tranquilidade robusta que deriva de evitar a fé na vida após a morte, sem temer os deuses porque eles estão distantes e despreocupados conosco, evitando a política e as pessoas vexatórias, cercando a si mesmo de amigos confiáveis ​​e afetuosos e, o mais importante, sendo uma pessoa afetuosa, virtuosa, digna de confiança.

Para os pirrônicos, devido à própria incapacidade de dizer quais impressões sensoriais são verdadeiras e quais são falsas, é a quietude que surge da suspensão do julgamento de crenças dogmáticas ou de qualquer coisa não-evidente e da continuação em inquirir. Da experiência foi dito ter caído sobre o pintor Apeles que estava tentando pintar a saliva espumosa de um cavalo. Ele foi tão mal sucedido que, em um acesso de raiva, desistiu e jogou a esponja, com a qual estava limpando seus pincéis, no ambiente, deste modo produzindo o efeito de espuma do cavalo. 1

Os estóicos, também, procuravam tranquilidade mental, e viram a ataraxia como algo a ser desejado e freqüentemente fizeram uso do termo, mas para eles o estado análogo, atingido pelo sábio estóico, foi apatheia (apatia) ou ausência de paixão.2

Veja também [editar]

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Referências [editar]

Notas
  1. Sextus Empiricus, Outlines of Pyrrhonism, Translated by R.G. Bury, Harvard University Press, Cambridge, Massachusetts, 1933., p. 19, ISBN 0-674-99301-2
  2. Steven K. Strange, (2004), The Stoics on the Voluntariness of Passion in Stoicism: Traditions and Transformations, page 37. Cambridge University Press.
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