Athletic Club
| Athletic Club | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Nome | Athletic Club | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Alcunhas | Los Leones | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Fundação | 1898 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Estádio | San Mamés | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Capacidade | 40.000 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Presidente | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Treinador | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Material esportivo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Competição (Futebol) |
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| Website | athletic-club.net | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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O Athletic Club, mais conhecido na mídia lusófona como Athletic de Bilbao ou Athletic Bilbao, é um clube de futebol espanhol da cidade de Bilbao, e é um símbolo emblemático da identidade basca, por não permitir que atletas não nascidos ou não desenvolvidos no País Basco, Navarra ou Iparralde possam vestir sua camisa.
Entretanto, nem sempre foi assim, uma vez que o clube foi fundado por britânicos - daí o nome em inglês do time. Durante a ditadura de Francisco Franco, que proibia o uso oficial de outra língua que não a castelhana na Espanha, o clube foi obrigado a mudar de nome para "Club Atlético de Bilbao". Como reação à opressão franquista, o clube desenvolveu-se como representante do nacionalismo basco. O nome original, em inglês, voltou a ser utilizado imediatamente após o fim da proibição, depois da morte de Franco.
O mascote do clube é um Leão. O clube também originou o Atlético de Madrid, que surgiu como uma filial da equipe basca na capital espanhola - daí também a similaridade nos nomes, escudos e camisas (com listras verticais alvirrubras).
Índice |
[editar] História
A equipe foi fundada por britânicos estabelecidos em Bilbao em virtude da industrialização da cidade - daí o nome em inglês do time - e por jovens da elite bilbaína que haviam voltado dos estudos na Grã-Bretanha.[1] Alguns jogadores dos primeiros elencos do Athletic tinham os sobrenomes MacLenan, Evans, Langford, Davies, Mills, Cockram e Dyer.[1] A regra para apenas bascos surgiu como resposta às reclamações dos rivais Unión Ciclista de San Sebastián (atual Real Sociedad), Basconia e Racing de Irún (atual Real Irun), que só utilizavam jogadores da região e queixavam-se da presença britânica nas escalações do Athletic.[1]
O primeiro uniforme do time era alviazul: camisa divida ao meio em azul e branco, com calças e meias azuis. Era o uniforme do Blackburn Rovers. Em certo momento, o encarregado de trazer os uniformes do clube inglês não pôde fazê-lo, levando consigo, no lugar, os do Sunderland: camisas com listras verticais alvirrubras, e calças e meias na cor preta, desde então adotados pelo Athletic. Curiosamente, a diferença entre as vestimentas dele com as do Atlético de Madrid (então Athletic Club de Madrid) surgiram aí: a filial manteve os calções e meias azuis do Blackburn.
O Athletic é um dos dois clubes (o outro é o Real Madrid, em 1931/1932) que conseguiram ser campeões invictos na Liga Espanhola, alcançando esta marca na temporada 1929/1930, além de deter a maior goleada da história da Liga, obtida neste mesmo campeonato: 12x1 sobre o Barcelona e o maior goleador da história da Liga, Telmo Zarra, com 251 gols em 279 jogos, entre 1939 e 1955, sendo que Zarra também detém (em 1950/1951), junto com Hugo Sánchez, do Real, a marca de maior número de gols em um único campeonato: 38 gols. O ex-jogador Bata (em 1930/1931), junto com László Kubala, do Barcelona, (1951/1952), são os jogadores que mais marcaram gols em uma mesma partida (7).
O Athletic é um dos 3 clubes que jamais caíram para a segunda divisão (os outros são Real Madrid e Barcelona) e o terceiro maior pontuador da Liga em todos os tempos, somando-se os pontos conquistados em todas as temporadas. Segundo o ranking histórico mundial de clubes é, em termos de currículo, o 5º maior clube espanhol (atrás de Real Madrid, Barcelona, Valencia e Atlético de Madrid, respectivamente).[carece de fontes]
O clube era o único da Primera División que não apresentava logomarcas de patrocínio em seu uniforme (depois do Barcelona ter passado a utilizar a da Unicef em 2006). Em julho de 2008, entretanto, passou a estampar o logo da petrolífera Petronar, o que rendeu muita polêmica mesmo a empresa sendo da região basca. Antes, durante a temporada 2004-05, em sua participacão na Copa da UEFA, os uniformes chegaram a carregar a marca do Governo Basco, com a mensagem "Euskadi", que significa "Pátria Basca". A estampa na época não carregou a mesma polêmica, por ser em prol da região, em um apelo ao turismo no local.[2]
Seu centenário, em 1998, foi celebrado em grande estilo, em amistoso contra a Seleção Brasileira, empatado em 1 x 1.[3] A partida, em 31 de maio, foi um dos amistosos preparativos do Brasil para a Copa do Mundo de 1998, iniciada no mês seguinte. No jogo, Rivaldo marcou para os brasileiros, e Carlos García fez para o Athletic.[4]
Dois jogadores do Athletic estiveram no grupo da Seleção Espanhola que conquistou a Copa do Mundo de 2010, a primeira vencida pela Furia: Javi Martínez e Fernando Llorente, que foram reservas.
[editar] Orgulho basco
O Athletic é famoso por seu estatuto, que só permite jogadores bascos na equipe principal - podem até terem nascido fora da região geográfica do País Basco, contanto que tenham origens bascas ou que tenham sido criados na cultura basca. O embrião da regra surgiu em 1911 e era bem mais rígido: por um tempo, foram aceitos apenas jogadores da província de Biscaia, posteriormente passando a aceitar jogadores de províncias bascas vizinhas.[1] Um novo abrandamento veio mais tarde, com o clube admitindo jogadores estrangeiros, desde que possuíssem origens bascas.[1] Atualmente, o clube aceita estrangeiros sem raízes bascas, contanto que tenham sido educados na cultura basca.
A concessão a estrangeiros permitiu que alguns forasteiros de sangue basco defendessem o time: o chileno Higinio Ortúzar (1939-1943), o filipino Ignacio Larrauri (1941-42), o brasileiro Vicente Biurrun (1986-1990), o venezuelano Fernando Amorebieta (desde 2005) e o mexicano Javier Iturriaga (2006-07).[1] Raríssimas exceções foram feitas a Mario Bermejo, espanhol da Cantábria, presente na temporada 1997/98;[1] e a Loren (1989-1991), de Castela e Leão. Há também os casos de Santiago Ezquerro e David López, que nasceram na província de La Rioja, por vezes considerada como basca, embora não por muitos.[1]
Mesmo com a região histórica do País Basco abrangendo também território da França, só um basco francês jogou no Athletic, Bixente Lizarazu, que esteve apenas em parte da temporada 1996/97. Em 2009, foi integrado o primeiro negro do time principal: Jonás Ramalho, filho de um angolano com uma basca.
Antes de 1911, quando a regra para a exclusividade basca passou a existir, o Athletic chegou a jogar com atletas vindos do Reino Unido. Alguns, inclusive, foram fundadores do time.
[editar] Rivalidades
Dentro do País Basco, seu maior rival é a Real Sociedad, da cidade de San Sebastián. Este clube é menos radical: admite livremente desde 1989 jogadores de outros países, mas, quanto aos espanhóis, ainda hoje também se limita àqueles de origens bascas [5] - o que não a impediu de ser vista como associada ao governo espanhol, até pelo título Real em seu nome. A rivalidade é amplamente favorecedora ao Athletic, que possui mais títulos de expressão e maior número de vitórias, assim como é um dos três times a jamais ter sido rebaixado à segunda divisão, ao lado de Real Madrid e Barcelona. Além disso, por adotar em geral apenas bascos, é a equipe preferida dos nacionalistas da região. Joseba Etxeberria, um jogador-símbolo do Athletic, iniciou a carreira na Real Sociedad, e sua transferência foi polêmica. Vicente Biurrun, Loren e Ion Andoni Goikoetxea também passaram pelos dois rivais. O clássico já foi palco de uma das primeiras manifestações livres de nacionalismo basco após o franquismo: em 1976, um ano após a morte do ditador Francisco Franco, José Ángel Iríbar, ex-goleiro a atual presidente honorário do Athletic, entrou em campo empunhando uma bandeira do País Basco, proibida havia 40 anos.[6]
O Real Madrid também desperta uma certa animosidade, uma vez que carrega a imagem de símbolo do próprio governo espanhol que, na ditadura de Francisco Franco (torcedor do Real), tanto oprimiu a cultura basca. Curiosamente, na temporada 2002/03, o Athletic teve de decidir-se em quais dos dois poderia "favorecer": na última rodada, jogaria no Santiago Bernabéu contra os madrilenhos, que disputavam o título espanhol com a Sociedad, que só seria campeã se o Athletic vencesse. A equipe da capital acabou derrotando os alvirrubros por 3 x 1 e levando a taça. O ex-zagueiro Rafael Alkorta é o mais famoso a ter feito em ambos. O último a realizar a troca entre os times foi Aitor Karanka.
Nas décadas de 1930 e 1940, o clube disputava acirradamente os títulos espanhóis com o Barcelona. Tanto que eram os dois maiores vencedores de La Liga até a ascensão do Real Madrid, iniciada na década de 1950. Não tardou para que a rivalidade diminuísse bastante, inclusive pelo fato das duas equipes passarem a detestar o Real - o Barcelona, em caso similar ao Athletic, representava outra região de cultura a línguas discriminada por Franco, a Catalunha.
A rixa esteve um pouco renovada nos anos 1980, em que o jogador Andoni Goikoetxea chegou a quebrar as pernas dos barcelonistas Diego Maradona e Bernd Schuster. Em outra partida, decisiva pela Copa do Rei de 1984, vencida pelo Athletic (até hoje, o último troféu do clube), Maradona chegou a provocar uma briga campal entre as duas equipes. Jesús Garay, Andoni Zubizarreta, Julio Salinas e Ion Andoni Goikoetxea (que não é o mesmo que fraturou Schuster e Maradona) são os que fizeram mais sucesso com as duas camisas. O último a ter defendido as duas foi Santiago Ezquerro.
[editar] Dados do Clube
- Sócios: 34.373
- Temporadas na 1ª Divisão: 73.
- Temporadas na 2ª Divisão: 0.
- Maior goleada conseguida na Liga no San Mames: Athletic de Bilbao 12 - 1 FC Barcelona (30-31).
- Maior goleada conseguida na Liga fora de San Mames: Osasuna 1 - 8 Athletic de Bilbao (58-59).
- Maior goleada sofrida na Liga: FC Barcelona 7 - 0 Athletic de Bilbao (00-01).
- Maior goleada conseguida na Copa del Rey: Athletic de Bilbao 12 - 1 Celta de Vigo
- Maior goleada conseguida em competições europeias: Standard de Liege 1 - 7 Athletic de Bilbao (04-05).
- Melhor posição na Liga 1º.
- Pior posição na Liga: 17º.
[editar] Estádio
O Athletic de Bilbao joga num dos estádios mais antigos da Espanha, o San Mamés. Com capacidade para 40.000 espectadores, foi inaugurado em 21 de Agosto de 1913. É o único estádio da Espanha que teve jogos em todas as edições da Liga Espanhola.
[editar] Títulos
[editar] Internacionais
- (1967).
[editar] Nacionais
Copa del Rey: 24
- (1902, 1903, 1904, 1910, 1911, 1914, 1915, 1916, 1921, 1923, 1930, 1931, 1932, 1933, 1943, 1944, 1945, 1950, 1955, 1956, 1958, 1969, 1973, 1984).
- (1984).
- (1950).
[editar] Regionais
- Campeonato de Vizcaya: 17
- (1914, 1915, 1916, 1920, 1921, 1923, 1924, 1925, 1926, 1928, 1929, 1931, 1932, 1933, 1934, 1939 e 1940).
Copa Basca: 1
- (1935).
[editar] Vice-Campeonatos
Copa del Rey: 12
- (1945).
Copa Latina: 1
- (1956).
- (1983).
[editar] Elenco 2010/2011
Atualizado em 3 de Setembro de 2010[7]
| Goleiros | |
|---|---|
| 1 | |
| 13 | |
| 30 | |
| Defensores | |
|---|---|
| 3 | |
| 4 | |
| 5 | |
| 6 | |
| 15 | |
| 19 | |
| 20 | |
| 22 | |
| 29 | |
| 31 | |
| Meio-campistas | |
|---|---|
| 7 | |
| 8 | |
| 11 | |
| 14 | |
| 16 | |
| 17 | |
| 18 | |
| 24 | |
| 28 | |
| Atacantes | |
|---|---|
| 2 | |
| 9 | |
| 10 | |
| 21 | |
| 26 | |
| 27 | |
| Técnico | |
|---|---|
[editar] Treinadores
|
|
[editar] Jogadores Históricos
Referências
- ↑ a b c d e f g h HOFMAN, Gustavo (dezembro de 2008). Os forasteiros de San Mamés. Trivela n. 34. Trivela Comunicações, pp. 56-57
- ↑ ESPINA, Ricardo (setembro de 2008). Tradição quebrada. Trivela n. 31. Trivela Comunicações, p. 10
- ↑ ARRUDA, Marcelo Leme de (26/02/2009). Brazil National "A" Team - Unofficial Matches. RSSSF. Página visitada em 03/09/2010.
- ↑ MATTA, Fernando; WOODS, Dennis David (26/02/2009). Seleção Brasileira (Brazilian National Team) 1998-1999. RSSSF. Página visitada em 03/09/2010.
- ↑ LEAL, Ubiratan (novembro de 2006). Decadência basca. Trivela n. 9. Pool Editora, p. 53
- ↑ FUJITA, Fábio (janeiro de 2009). A luta continua. Trivela n. 35. Trivela Comunicações, pp. 56-57
- ↑ Elenco 2010/2011, site oficial Athletic Bilbao. Página visitada em 3 de Setembro de 2010.
[editar] Ligações externas
