Atividade empresarial

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Acadêmicos e observadores da gestão apresentam definições diferentes de um empresário, muitos vêem o empresário como o criador, dono e principal executivo de uma empresa. Alguns sublinharam o risco financeiro como uma característica crucial do empresário. Uma perspectiva mais recente distingue entre o proprietário de uma pequena empresa e o empresário.

O Proprietário de uma pequena empresa cria e gere um negócio para atingir objetivos pessoais. O negócio é uma extensão das suas necessidades, objetivos e personalidade do proprietário, o crescimento pode não constituir o objetivo principal. Pelo contrário os empresários criam um negocio para construir uma empresa, com vista a crescer e a dar lucro. Utilizam uma abordagem deliberada e planeada que aplica conceitos e técnicas de gestão estratégica. O empresário é também altamente inovador, criando novos produtos e mercados, aplicando estratégias e formas criativas de gestão.

A visão aqui apresentada subscreve a definição mais geral de empresário como criador e gestor de uma empresa. Neste sentido um empresário não pode ser encarado como um tipo especial de pessoa. A atividade empresarial deve antes ser considerada um comportamento decorrente da procura de oportunidades por uma pessoa, independentemente dos recursos que detém no momento.

Riscos[editar | editar código-fonte]

Pelo menos durante as etapas iniciais da empresa, o empresário trabalha numa escala reduzida. Metade das pequenas empresas nos Estados Unidos tem volumes de vendas anuais inferiores a USD 500.000 e emprega menos de 10 pessoas. No lançamento de uma pequena empresa, o empresário enfrenta normalmente um considerável risco de negócio. Embora bem mais de 1 milhão de novas empresas surjam todos os anos, a sua taxa de sucesso e perturbadoramente alta, David L. Birch, «The Truth about Start-Ups», Inc.,Janeiro de 1988. Segundo pesquisas da Administração das Pequenas Empresas nos EUA, entre 25 e 33 por cento de todas as empresas independentes fracassam durante os dois primeiros anos de funcionamento, e oito em cada dez empresas fecham em menos de 10 anos, Richard Greene, «Do You Really Want to be Your Own Boss?», Forbes, 21 de Outubro de 1985.

Além do grande risco de negócio, os empresários enfrentam um grande risco financeiro, dado que investem normalmente a maior parte, senão todos, os seus recursos financeiros no financiamento do negócio. Em Portugal existe também o risco de exclusão social uma vez que os negócios que não são bem sucedidos, são normalmente interpretados como acto de negligência e profundamente punidos pela sociedade. Os empresários assumem também muitas vezes o Risco de Carreira’’, quando deixam um emprego seguro por um empreendimento com futuro altamente incerto. Incorrem em riscos familiares e sociais, porque as exigências de iniciar e conduzir uma jovem empresa consome 60 a 80 horas de trabalho por semana, deixando pouco tempo para a família e para os amigos.

Motivações[editar | editar código-fonte]

Dada a dimensão dos riscos e as exigências de tempo e energia da atividade empresarial, por que razão todos os anos tantas pessoas dão o mergulho empresarial? Os empresários são motivados por uma série de razões. Apesar de os custos potenciais serem elevados, as recompensas podem também ser substanciais.

Independência[editar | editar código-fonte]

As reorganizações empresariais estão a resultar no despedimento de muitos gestores e técnicos, em vez de procurar emprego noutras grandes empresas, estas pessoas estão a utilizar as suas habilitações, experiência e capacidades para iniciar as suas próprias empresas. O próprio estado Português está a financiar estas iniciativas através de programas específicos de incentivos. O que em bom rigor pode constituir uma grande vantagem competitiva nacional, mas com um grande risco associado.

Crescimento Pessoal e Profissional[editar | editar código-fonte]

Os desafios de construir uma empresa exigem virtualmente o crescimento pessoal. Para ser bem sucedido, um empresário deve ser capaz de enfrentar risco, incerteza e stress, gerir muito relacionamentos interpessoais e gerir uma empresa com recursos limitados.

Uma alternativa vantajosa para um emprego desinteressante[editar | editar código-fonte]

Os motivos geralmente citados pelos Administradores delegados da ‘’Inc.500’’ (as 500 maiores empresas privadas com crescimento mais rápido dos EUA) para deixar altos cargos incluem o tédio, o desinteresse da empresa pelo seu trabalho e a lentidão dos processos de decisão nas grandes empresas. Muitos outros indicam como principal motivo a falta de possibilidade de progressão.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Donnelly, James H. Jr., Gibson, James L., Ivancevich, John M. Princípios de Gestão Empresarial. 10ª Edição, McGraw-Hill. Lisboa