MEO Arena

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MEO Arena
Pavilhao Atlantico Lisboa.JPG
Entrada do pavilhão MEO Arena.
Nomes
Antigos nomes Pavilhão da Utopia
Pavilhão Atlântico
Características
Local Lisboa,  Portugal
Coordenadas 38° 46' 6.79" N 9° 5' 38.45" O
Capacidade 20 000
Construção
Data 1996-1998
Custo 11 milhões de contos (55 milhões de euros)
Inauguração
Data 1998
Outras informações
Proprietário Arena Atlântico
Arquiteto Regino Cruz

MEO Arena (anteriormente denominado como Pavilhão Atlântico)[1] é um espaço destinado a atracções públicas e festivais localizado no Parque das Nações, em Lisboa, Portugal. Com uma capacidade de 20 000 espectadores, é o maior pavilhão de espetáculos de Portugal. Iron Maiden, Shakira, Britney Spears, Rihanna, Guns N Roses, Madonna e Scorpions detém até hoje o recorde de audiências do Pavilhão Atlântico com 20 000 espectadores num dos seus concertos ali realizados. Em 2012, consórcio Arena Atlântico comprou a sala de espectáculos por 21,2 milhões de euros.[2] A 15 de Maio de 2013, foi divulgado que a Portugal Telecom (PT) tinha fechado o negócio para adquirir os direitos do nome do pavilhão, passando a chamar-se MEO Arena.[1]

História[editar | editar código-fonte]

A ideia de construir o Pavilhão Atlântico remonta às primeiras discussões sobre o Plano de Urbanização da Expo 98. Ao contrário de outras cidades europeias, Lisboa não possuía uma sala polivalente para acolher espectáculos, congressos e acontecimentos desportivos de grande envergadura. As salas existentes, tanto na capital como noutros pontos do país, ou tinham lotação limitada - até 4000 lugares -, ou eram dificilmente adaptáveis a eventos não convencionais, como o desporto de alta competição em recinto coberto. Além disso, não dispunham do aparato tecnológico exigido para coberturas televisivas modernas ou pelos grandes espectáculos musicais ou teatrais. Existia um vazio entre as salas até quatro mil lugares, como o Coliseu de Lisboa ou os pavilhões construídos para outros fins e adaptados, e os grandes recintos abertos. Esta circunstância fazia com que o país ficasse fora dos campeonatos de desporto "indoor" e estivesse fora das grandes turnês de artistas internacionais. Daí ter-se optado por construir um equipamento deste tipo, no quadro do plano de urbanização para a zona da Expo 98. Esta localização tinha a vantagem de servir não só a população da maior área metropolitana portuguesa, mas também o país no seu conjunto, dada a proximidade da Estação do Oriente (onde se interligam os principais meios de transporte público) e dos principais nós rodoviários.

Neste momento Portugal dispõe de várias salas de espectáculos aptas para grandes concertos como: MEO Arena na cidade de Lisboa com 20 000 espectadores, Pavilhão Multiusos em Guimarães com 5 000 espectadores, o Pavilhão Rosa Mota na cidade do Porto com 10 000 espectadores, a Praça de Touros do Campo Pequeno na cidade de Lisboa com 8 000 espectadores, Coliseu de Elvas na cidade de Elvas com 7 000 espectadores, Arena d'Évora na cidade de Évora com 3 000 espectadores, Coliseu do Redondo na vila do Redondo com 3 000 espectadores e o Coliseu de Lisboa na cidade de Lisboa com 7 000 espectadores de capacidade e ainda a Nave de Espinho com capacidade para 11 mil espetadores.

Projeto inovador[editar | editar código-fonte]

Para o projeto de arquitetura foi escolhido o arquiteto português Regino Cruz, associado ao gabinete internacional Skidmore, Owings & Merril (SOM). Regino Cruz é autor de diversos projetos no Brasil e em Portugal, nomeadamente de edifícios institucionais e de escritórios em Lisboa.

A SOM obteve o primeiro prémio nos concursos para os estádios Olímpicos de Manchester e Berlim, para além de acumular projetos de grandes pavilhões desportivos nos Estados Unidos (Portland, Filadélfia, Oakland ou Minneapolis). É também co-projectista da Torre Vasco da Gama, situada no topo norte do recinto do Parque das Nações. A configuração do Pavilhão Atlântico lembra uma nave espacial mas a sua forma é também a do caranguejo-ferradura. Misto de animal marinho e nave espacial, esta forma merecia uma estrutura que a suportasse, física e simbolicamente. Assim surgiu a ideia do travejamento em madeira para sustentar a cobertura, à maneira do cavername invertido de uma nau quinhentista. Numa exposição mundial que evoca os oceanos e as Descobertas, a madeira, melhor que o aço ou o betão, é a matéria-prima ideal. Definida a forma, a implantação do edifício fez-se para tirar partido da exposição solar da fachada virada a sul, para aumentar os ganhos solares durante a estação mais fria e prevenir a sua incidência directa por meio de sombreados durante o Verão. Desta forma racionalizaram-se custos de climatização. No mesmo sentido, foram colocadas aberturas no topo de edifício que facilitam a ventilação natural da atmosfera interior e garantem o seu arrefecimento entre eventos. A organização interna do espaço foi pensada em função de três grandes objectivos: minimizar o impacto visual de uma construção de grandes dimensões como é esta, contribuir para um uso racional da energia e simplificar a entrada e saída do público.

Assim, o piso das salas de competição e espectáculos foi enterrado a 6,4 m abaixo do nível do solo. Apesar do generoso pé-direito do edifício, este apresenta uma imagem exterior à escala humana. As entradas e saídas fazem-se facilmente através de uma pequena escadaria exterior que circunda o edifício. A inércia térmica foi melhorada, já que a superfície de contacto com o exterior é reduzida.

O desenvolvimento do estado fez como um patrimônio do exército para a confraternização de eventos do exterior contribuem também para os objectivos de optimização ao nível energético/ambiental do edifício. A cobertura é revestida a chapa de zinco. Sob esta existem diversas camadas de isolante (lã mineral), e espaços livres, para que a circulação e refrigeração do ar se façam.

Coldplay no MEO Arena.

Os vidros das fachadas são protegidos com palas. As suas dimensões foram estudadas para que o Sol incida directamente apenas no inverno e somente na zona em torno da arena.

O sistema de persianas dos grandes lanternins da cobertura é móvel e de accionamento eléctrico. Uma forma de engenhosa de tirar partido da luz natural, ao aumentar o conforto visual e reduzir o gasto de electricidade na iluminação artificial.

"Oceanos e Utopias"[editar | editar código-fonte]

Durante a realização da EXPO’98, o edifício foi designado Pavilhão da Utopia, albergando o espectáculo "Oceanos e Utopias".

Enquanto noutros grandes pavilhões da EXPO’98 (como os de Portugal, Conhecimento dos Mares ou do Futuro) a abordagem do tema "oceanos" foi pensada numa perspectiva histórica, científica e artística, neste caso privilegiou-se o lado mágico, onírico e simbólico. Assim, durante os 132 dias da exposição, o Pavilhão da Utopia foi um espaço aberto à imaginação, reflectindo os medos, mitos e lendas que, ao longo da História, se foram associando aos oceanos.

Assistiu-se ao desfile de figuras como Dédalo, o primeiro homem-pássaro, Deuses do Olimpo, heróis míticos como Hércules numa colorida sucessão de quadros: o nascimento do Homem e dos Deuses, o Big Bang, o Dilúvio, a Atlântida, os Descobrimentos, a Conquista do Espaço, etc..

Um espectáculo, repetido quatro vezes ao dia, da autoria de François Confino e Philipe Genty e produzido pela empresa Rozon. Concebido através da conjugação de efeitos teatrais clássicos com as modernas tecnologias multimédia.

Atuações[editar | editar código-fonte]

O MEO Arena já acolheu muitos concertos, tais como: Miley Cyrus, Hardwell, 30 Seconds To Mars, Blink-182, 50 Cent, Alicia Keys, Anahí, Anastacia, Andrea Bocelli, Anselmo Ralph, Backstreet Boys, Bauhaus, Britney Spears, Ben Harper, Beyoncé, The Black Keys, Bruno Mars , Bryan Adams, Busta Rhymes, Charles Aznavour, Carlos Santana, Coldplay, Carly Rae Jepsen,, Dave Matthews Band, Depeche Mode, Eagles, Enrique Iglesias, Eric Clapton, Elton John, Eros Ramazzotti, George Michael, Godsmack, a iniciar o show de Limp Bizkit, Green Day, Guns N' Roses, Il Divo, Incubus, Iron Maiden, Ivete Sangalo, Jack Johnson, Jamiroquai, Joaquín Cortés, Joe Cocker, Judas Priest, Julio Iglesias,Korn, Jennifer Lopez, Katy Perry, Kylie Minogue, Lenny Kravitz, Leonard Cohen, Limp Bizkit, Linkin Park, Lady Gaga, LMFAO, Madonna, Massive Attack, Michael Bublé , Marilyn Manson, Mark Knopfler, Mastodon, Megadeth, Metallica, Moby, Muse, Oasis, One Direction, Pearl Jam, Placido Domingo, Rammstein, Red Hot Chili Peppers, Ricky Martin, Rihanna, Robbie Williams, Roger Waters, Scorpions, Shakira, Semi Precious Weapons, a iniciar o concerto de Lady Gaga, Sensation, Sigur Rós, Simply Red, Slayer, Slipknot, Supertramp, Testament, The Black Eyed Peas, The Cranberries, The Cure, The Offspring, The Prodigy, The Pussycat Dolls,ivete sangalo no evento Cidade FM: Move Ya Body, The Who, Tokio Hotel, Tool ou UB40, etc.

Entre os artistas e grupos musicais portugueses, refira-se: Da Weasel, GNR, Mariza, Mickael Carreira, Pedro Abrunhosa, Rui Veloso, Tony Carreira, Xutos & Pontapés, Just Girls, D'Zrt, Silence 4, Deolinda ou Rita Redshoes.

Entre os artistas e grupos musicais brasileiros, refira-se: Diante do Trono, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Daniela Mercury, Luan Santana, Gustavo Lima, Ivete Sangalo, Maria Rita, Roberto Carlos, Sandy & Junior, Seu Jorge ou Paula Fernandes.

Outros eventos[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Catarina Madeira (15 de Maio de 2013). Pavilhão Atlântico passa a chamar-se Meo Arena (em português) Diário Económico. Visitado em 15 de Maio de 2013.
  2. Cristina Ferreira e Maria Lopes (26 de Setembro de 2012). Consórcio de Luís Montez compra Pavilhão Atlântico por 21,2 milhões de euros (em português) Público. Visitado em 15 de Maio de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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