Atmosfera da Lua

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nascer do sol e por do sol muitas tripulações Apollo viu brilha e raios de luz.[1]

Até muito recentemente, praticamente todos aceitavam a noção convencional de que a Lua virtualmente não possuía atmosfera. Tal como a descoberta de água na Lua alterou o conhecimento sobre a mesma, estudos recentes confirmam que a Lua tem, de facto, uma atmosfera composta por vários gases incomuns que não se encontram nas atmosferas da Terra, Marte ou Vénus.

A atmosfera da Lua é constituída por uma ínfima parte de ar, quando comparada com a da Terra. Na Terra, ao nível do mar, cada centímetro cúbico de atmosfera contém aproximadamente 10 000 000 000 000 000 000 moléculas; em comparação, a atmosfera lunar contém menos de um milhão de moléculas para o mesmo volume. Na Terra, isto é considerado vácuo.

De facto, a densidade atmosférica da superfície lunar é comparável à densidade no extremo da atmosfera terrestre, onde orbita a Estação Espacial Internacional.[2] Com menos de 10 toneladas de massa a atmosfera da Lua é de tal forma rarefeita que é praticamente vácuo.[3] [4]

A pressão à superfície desta massa é de cerca de 3 x 10−15 atm (0,3 nPa), e apresenta variação ao longo do dia lunar. A atmosfera tem origem na desgaseificação e pulverização catódica (a libertação de átomos a partir do bombardeio do solo lunar pelos iões do vento solar).[5] [6]

Entre os elementos detetados estão o sódio e o potássio, produzidos pela pulverização catódica (também encontrados nas atmosferas de Mercúrio e de Io); o hélio-4, produzido pelo vento solar; e argonio-40, radónio-222 e polónio-210, libertados para o meio externo após terem sido criados por decaimento radioativo no interior da crosta e do manto.[7] [8] Ainda não foi totalmente compreendida a ausência de elementos neutros (átomos ou moléculas) como oxigénio, nitrogénio, carbono, hidrogénio e magnésio, que estão, no entanto, presentes no regolito.[7]

A sonda Chandrayaan-1 indicou a presença de vapor de água, cuja concentração varia em função da latitude, apresentando concentrações maiores entre os 60-70º. O vapor tem origem provável na sublimação de gelo no rególito.[9] Estes gases podem regressar ao monolito devido à gravidade ou então perdem-se no espaço devido à ação da radiação solar ou, se estiverem ionizados, são varridos pelo campo magnético do vento solar.[7]

Referências

  1. Moon Storms
  2. NASA. Atmosfera Lunar.
  3. Globus, Ruth. In: Richard D. Johnson & Charles Holbrow. Space Settlements: A Design Study. [S.l.]: NASA, 1977. Visitado em 17 de março de 2010.
  4. McFadden 2007, p. 229
  5. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas L06
  6. Crotts, Arlin P.S.. (2008). "Lunar Outgassing, Transient Phenomena and The Return to The Moon, I: Existing Data" (PDF). The Astrophysical Journal 687. Department of Astronomy, Columbia University. DOI:10.1086/591634. Bibcode2008ApJ...687..692C.
  7. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas Stern1999
  8. Lawson, S.; Feldman, W.; Lawrence, D.; Moore, K.; Elphic, R.; Belian, R.. (2005). "Recent outgassing from the lunar surface: the Lunar Prospector alpha particle spectrometer". J. Geophys. Res. 110 (E9). DOI:10.1029/2005JE002433. Bibcode2005JGRE..11009009L.
  9. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas Sridharan2010
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