Augusta Ráurica

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O Teatro de Augusta Ráurica

Augusta Ráurica[1] [2] [3] (em latim: Augusta Raurica) é um sítio arqueológico na Suíça no vale do Reno Superior a 10 km a este de Basileia. O Museu Romano de Augst é um museu arqueológico a céu aberto, onde se pode ver o maior teatro romano a Norte dos Alpes, mas que também mostra nas instalações cobertas as descobertas mais importantes de cidade romana, assim como o tesouro de objectos em prata de Kaiseraugst.

Situação[editar | editar código-fonte]

Na margem Sul do Reno, o sítio estende-se nos territórios das comunas de Augst - de Augusta Ráurica - e de Kaiseraugst, no eixo de comunicação que liga Roma à Germânia, pelo Passo de São Bernardo, Avêntico, a Avenches actual, Soloduro, a Soleura atual e Windisch, e as suas ligações com Augusta Raurica através da Gargante do Taubenloch. Por outro lado o Rio Reno também favoreceu o comércio e as ligações com o resto do vale.

Devido ao terreno a localidade estava dividida em três partes; junto ao rio os artesãos e comerciantes, a meio da colina as residências, e no cimo da colina o campo militar que foi construído por volta de 270

História[editar | editar código-fonte]

Segundo a inscrição num túmulo, Lúcio Munácio Planco fundou em 44 a.C. em Basileia a Colônia Ráurica. Por volta de 200 contava-se cerca de 20 000 habitantes o numero superior ao de Avenches. Mesmo sem nunca ter tido um papel muito importante a nível económico e das comunicações, "idade de ouro" teve lugar entre o fim do século I e metade do III quando quase todo que circulava entre o Baixo e o Alto Reno passava por Augusta Raurica.

Escavação[editar | editar código-fonte]

Em 1582 Andreas Ryff e Basile Amerbach o Jovem fizeram escavações na ruína do teatro, o que faz deste sítio o primeiro campo de investigação arqueológico a Norte dos Alpes, e a Sociedade de História e de Arqueologia de Basileia foi encarregada destas pesquisas em 1839, chegando a comprar a zona do teatro romano do sítio em 1884 para impedir qualquer depreciação, o que aliás tem continuado a fazer pois com a ajuda da fundação Pro-Augusta, e mesmo pelo Cantão de Basileia-Campo, continuam a comprar parcelas.

Augusta Raurica possuía todas as infraestruturas de uma colónia romana; uma Cúria, ao lado de uma Fórum Romano, e o Anfiteatro. A cidade e as redondezas mostram uma mistura de típica de cultura romana e autóctone. Encontraram-se em seis templos galo-romanos que formavam uma verdadeira cintura na periferia ocidental da cidade, e existem inscrições, esculturas e cerâmicas relacionadas com os padres do culto imperial, flâmines augustais (flamines Augusti) -, com inscrições das numerosas divindades invocadas.

Imagens[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Bernardes 1949, p. 272
  2. Mosaicos romanos de Itálica (I), Volumes 66-68;Volumes 71-78. [S.l.]: Consejo Superior de Investigaciones Científicas. Instituto Español de Archqueología., 1995. p. 228.
  3. Archivo de filología Aragonesa, Volumes 54-55. [S.l.]: Institución "Fernando el Católico,", 1998. p. 270-271.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bernardes, Manuel; Sampaio (Bruno), J. Pereira de. Nova floresta: ou, Silva de vários apotegmas e ditos sentenciosos, espirituais e morais, com reflexões em que o útil da doutrina se alia com o vário da erudição, assim divina como humana. [S.l.]: Lello & Irmão, 1949.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Sítios[editar | editar código-fonte]


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