Augustus Lane-Fox Pitt Rivers

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Augustus Lane-Fox Pitt Rivers (18271900) foi um arqueólogo britânico, pioneiro nos métodos modernos de escavação arqueológica.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Pitt Rivers seguiu carreira no exército britânico, tendo servido como tenente durante a Guerra da Crimeia. Aposentando-se em 1882, adquiriu uma propriedade de seu primo no sul da Inglaterra, que serviu de base para suas pesquisas arqueológicas. Décadas antes, no entanto, já se interessava por arqueologia e etnografia, tendo construído uma vasta coleção etnográfica com itens de todas as partes do mundo. Essa coleção é hoje a base do Pitt Rivers Museum, em Oxford.

Detalhe da coleção etnográfica do Pitt Rivers Museum.

Na década de 1850, empreendeu seus primeiros estudos em antropologia como consequência do estudo que fez sobre armas de fogo, buscando melhorias técnicas nos rifles do exército britânico.[1] Na década seguinte, passou a organizar sua coleção etnográfica de acordo com os padrões evolucionistas de Charles Darwin e Herbert Spencer, conciliando tipologia e cronologia em um arranjo museológico pioneiro na época.

A partir de 1882, Pitt Rivers trabalhou como o primeiro Inspetor de Monumentos Antigos da Grã-Bretanha, cargo criado por seu sogro, o antropólogo e político John Lubbock. Suas atribuições incluíam catalogar e proteger os sítios arqueológicos britânicos, mas as limitações da lei não o deram muito poder perante os donos das terras onde estavam os sítios arqueológicos.

Método arqueológico[editar | editar código-fonte]

Nas escavações que conduziu em sua propriedade, encontrou ocupações romanas e saxônicas, escavadas e analisadas durante dezessete temporadas, da década de 1880 até sua morte. Sua inovação metodológica mais importante foi sua insistência em considerar todos os artefatos importantes para catalogação, não apenas os bonitos ou valiosos. Essa abordagem da importância dos objetos da vida cotidiana para entender o passado estava em franco contraste com a arqueologia praticada na época, que pouco se diferenciava da caça a tesouros. Seus rígidos métodos militares influenciaram a prospecção e escavação de sítios arqueológicos, com o uso de planos, seções e modelos para registrar a posição exata em que cada objeto havia sido encontrado[2] . Seu método sistemático e abrangente resultou na publicação de alguns dos catálogos de escavação mais completos jamais publicados, tornado-se referência padrão para as publicações posteriores.

Referências

  1. TRIGGER, Bruce. História do pensamento arqueológico. São Paulo: Odysseus, 2004.
  2. RENFREW, Colin; BAHN, Paul. Archaeology. Theories, Methods and Practice, 2nd. ed. London: Thames and Hudson, 1997, p 31.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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