Aulo Dídio Galo

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Aulo Dídio Galo foi um general e político do Império Romano que viveu durante o Século I. Governou a província da Britânia entre 52 e 57 d.C..

Carreira[editar | editar código-fonte]

A carreira de Aulo Dídio Galo pode ser reconstruída até 51 a partir de uma inscrição encontrada em Olímpia. Serviu como questor durante o reinado de Tibério, provavelmente em 19, posteriormente foi designado legado do procônsul de Ásia, prefeito da cavalaria e procônsul da Sicília. Contudo, são desconhecidas as datas destas nomeações. Foi nomeado quarator aquarum (superintendente dos aquedutos) entre 38 e 49, e fez parte do XVviri. Recebeu honras triunfais na sua condição de legado imperial sob o reinado de Cláudio, servindo provavelmente na região do Bósforo: Tácito escreve que comandou as forças que ali havia em 49. Posteriormente recebeu outra nomeação proconsular, provavelmente em África ou Ásia.

A partir desse momento, o restante da sua carreira é descrita por Tácito. Em 52 foi designado governador da Britânia, por causa da morte do seu predecessor no cargo, Públio Ostório Escápula. A situação na província não era nada encantadora à chegada de Galo; as tribos estavam-se sublevando numa cadeia de rebeliões isoladas. O sudeste da região era seguro, mas apesar da derrota do líder rebelde Carataco no ano anterior, as tribos assentadas no que hoje é Gales, em particular os Siluros, estavam preparando-se para contra-atacar. Enquanto, a rainha Cartimandua dos Brigantes estava sofrendo uma rebelião por parte de Venútio, que retrocedeu quando Galo enviou o pretor Césio Nasica no seu auxílio.

Em lugar de embarcar em novas e arriscadas conquistas, Dídio agiu para sufocar as rebeliões dos insurgentes britanos. O seu governo, que abarcou até o 57 caracterizou-se por seguir uma política defensiva, e por esta razão é criticado por Tácito. Contudo, é provável que Galo agira por ordens de Cláudio, que não considerava os benefícios suficientes para justificar o risco que suporia uma campanha de invasão. Em lugar disso, Dídio construiu caminhos e fortificações nas regiões fronteiriças para conter os bárbaros, como a de Usk. Após cinco anos no cargo, os dois primeiros durante o reinado de Cláudio e os três posteriores sob o reinado de Nero, Galo foi substituído por Quinto Verânio.

Quintiliano escreve que, após vários anos de campanha no seu cargo de governador de alguma província, Dídio queixou-se do seu cargo, embora se desconheça se refere Sicília ou a Britânia. O orador Domício Afer aconselhou sarcasticamente que pensasse no seu país. O seu sucessor no governo da Britânia, Quinto Verânio, diz na sua lápide que ele conseguiu esse cargo, "embora não o buscasse", o que se interpretou como um ácido comentário dirigido a Dídio.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Fontes Primárias[editar | editar código-fonte]

Fontes Secundárias[editar | editar código-fonte]

  • Smith, William (1870), Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, 227 [1]
  • Birley, Anthony R. (1981), The Fasti of Roman Britain, 44-49

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por:
Marco Aquila Juliano e Públio Nónio Asprenas
Cônsul da República Romana com Cneu Domício Córbulo
39
Sucedido por:
Calígula
Precedido por:
Públio Ostório Escápula
Governador da Província Romana da Britânia
52 - 57
Sucedido por:
Quinto Verânio