Auto da Compadecida

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Nota: Esta página é sobre a peça teatral de Ariano Suassuna. Se procura outros significados da mesma expressão, consulte Auto da compadecida (desambiguação).

"Auto da Compadecida" é uma peça de teatro, em forma de auto, em três atos escrita e em 1955 por Ariano Suassuna. Sua primeira encenação foi em 1956, em Recife, Pernambuco.

É uma comédia do Nordeste do Brasil. Insere elementos da tradição da literatura de cordel, apresenta traços do barroco católico brasileiro, mistura cultura popular e tradição religiosa.

Esta peça projetou Suassuna em todo o país e foi considerada, em 1962, por Sábato Magaldi "o texto mais popular do moderno teatro brasileiro".

Na adaptação feita para o cinema, "O Auto da Compadecida" (em que há um acréscimo do artigo "o" antes do nome original), aparecem alguns personagens como o Cabo Setenta, Rosinha e Vicentão. Na verdade e eles não fazem parte da peça original, e sim de A Incoveniência de Ter Coragem, também de Ariano Suassuna.Foi apresentada na Rede Globo de televisão como minissérie, em 1998, foi feito o filme com 100 minutos reduzidos, em 2000

[editar] Personagens

  • O Palhaço - O palhaço é o narrador da história. Raramente conversa com os personagens, e interage com o público em seus solilóquios.
  • João Grilo - Um homem pobre e aproveitador. Vive arranjando confusões. Trabalha para o Padeiro e é o melhor amigo de Chicó.
  • Chicó - É um homem covarde, e gosta de contar mentiras. Trabalha para o Padeiro e é o melhor amigo de João.
  • O padeiro - Homem avarento, dono da padaria de Taperoá. Esposo de uma mulher infiel e adúltera.
  • A mulher do padeiro - Mulher infiel e adúltera. Vive traíndo seu marido com outros. Assim como seu cônjuge, é muito avarenta.
  • Padre João - Padre que chefia a paróquia de Taperoá. Muito racista e avarento, visando somente o lucro material.
  • Bispo - Assim como o padre, ele é muito avarento, e vive difamando seu colega, o Frade.
  • Frade - Um homem honesto e de bom coração. Não sabe que vive sendo difamado pelo Bispo.
  • Sacristão - O sacristão da paróquia é um homem desconfiado e conservador.
  • Antônio Moraes - Antônio é um major ignorante e autoritário, que usa seu poder para amedrontar os mais pobres.
  • Severino - Severino é um cangaceiro que encontrou no crime uma forma de sobrevivência, já que seus pais foram mortos pela Polícia.
  • Cangaceiro - É um dos capangas de Severino. Vive fazendo de tudo para agradar seu chefe, ao qual idolatra.
  • A Compadecida - É a própria Nossa Senhora. Bondosa e cândida, ela intercede por todos no Julgamento.
  • Manuel - É o próprio Jesus Cristo, e também o juiz do povo, julgando sempre com sabedoria e imparcialidade. Nesta versão, ele possui a pele negra, o que causa espanto em alguns.
  • Encourado - é a encarnação do Diabo. Vive tentando imitar Manuel, por isso exige reverências pelos lugares onde passa. É o injusto promotor do Julgamento.
  • Satanás - É o fiel servo do Encourado. Vive fazendo de tudo para agradá-lo, porém é desprezado pelo mesmo.

[editar] Adaptações para o cinema e televisão

[editar] Ligações externas


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